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Fiction » Mystery » Mistério na casa da praia font: B s : A A A . width: full 3/4 1/2
Author: palas athenas
Fiction Rated: K - Portuguese - Mystery/Suspense - Reviews: 9 - Published: 02-07-03 - Updated: 02-08-03 - id:1224086

Esta é uma história de "detetive" bem curta. Espero que gostem!!! Mandem Reviews.

Mistério na Casa da Praia

Prólogo

A tarde chuvosa de um outono lamentável. Era assim que Kate poderia descrever o momento. Há alguns dias sua mãe piorou de saúde e ela não tinha sequer a ajuda do pai, que nem mesmo conhecia. Mas não tinha tempo para pensar nisso. Tinha o seu trabalho e precisava voltar para casa o mais cedo possível. "Preciso tirar uma folga hoje, descansar... Ora, e ainda por cima esqueci minhas chaves."

_ Me desculpe ter tocado a campainha mas é que... o que houve Sra. Blackwheel? _não conseguia entender porque a enfermeira estava tão pálida. "Estranho..."

_ Sinto muito Srta., eu não pude fazer nada..._ um turbilhão de pensamentos invadia agora a mente de Kate. Não podia acreditar. "Mamãe..."

Capítulo 1 . A casa da praia

_ Trabalho, trabalho e mais trabalho. Não que eu não goste dos seus artigos Kate, mas acho que você deveria tirar alguns dias de folga.

_ Eu sei muito bem quando devo parar Peter, mas não se preocupe a toa.

_ Bem, já que é assim... tenho uma proposta irrecusável para você.

_ Vai me mandar para o exterior como correspondente?

_ Não chega a tanto, Kate. Mas veja só: temos um senhor, muito influente por sinal, que adorou as suas últimas reportagens. Ele tem uma indústria de alimentos e gostaria muito de contratá-la para escrever uma matéria para ele. Ele me pediu até para que fosse bastante enfático, tendo em vista que ele só quer você para essa tarefa.

_ Mas quanto interesse, por que será?

_ Não sei ao certo. Mas ele deve pagar muito bem e até convidou-a para passar essa temporada em sua casa de praia. Alegou querer que você conheça melhor a família, para assim poder dar um toque mais impessoal ao seu texto. O que me diz?

_ O que você acha Peter?

_ Posso dizer-te que será um excelente trabalho, minha querida.

_ Está certo. _respondeu, decidida. _ Não está ganhando para isso, está Peter? _disse brincando.

_ Tenha certeza que se estivesse não teria nem perguntado. Teria te colocado direto em um avião.

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A casa de praia de Alfred ficava a alguns metros da cidadezinha de GoldVillage, que parecia bastante agradável. Ao contrario da cidade, a mansão era um tanto impessoal, com todas as varandas dos quartos tendo vista para a grande piscina e também para a praia quase deserta que se estendia por quilômetros. "Não deixa de parecer o cenário ideal para uma daquelas revistas de decoração."

_ Deve ser Kate, posso chamá-la assim senhorita?_ Kate fez um gesto afirmativo_ Fiz questão de recebê-la pessoalmente. Já sabe o porquê de tê-la chamado aqui, não é mesmo? Quero que redija algumas páginas sobre nossa empresa, mas acho fundamental que, no papel de jornalista, conheça minha família. Quem sabe assim poderíamos nos aproximar mais dos consumidores, dando-lhes um idéia real de família, pois é isso que somos: Uma família.

Kate começou a imaginar como seriam as pessoas daquela casa. Esperava que todos fossem tão gentis quanto seu anfitrião, embora talvez pudessem falar um pouco mais devagar. Sem dúvida seria uma agradável temporada.

_ Pode deixar as suas malas no quarto que lhe será mostrado. Daqui a pouco nós vamos servir o jantar e você poderá conhecer a todos. Sabe como é, nós também chegamos de viagem hoje um pouco mais cedo e ainda estamos colocando as coisas em ordem. Ei, veja quem apareceu. Evie querida, esta é Kate, de quem lhe falei.

_ Que bom conhecê-la, meu bem. Alfred elogia muito os seus artigos. Vamos, eu a acompanho até os seus aposentos.

Evie era esposa de Alfred e ao contrário dele, falava bem devagar, mas ainda esperava encontrar alguém que falasse quase normalmente. Não deixava de ser engraçado.

_ Espero que você goste da vista, querida. As crianças pelo menos adoram. Você ainda não as conhece. São dois anjinhos que fazem uma bagunça terrível. Também tem os sobrinhos de Alfred, eles perderam os pais muito cedo, são como se fossem filhos legítimos dele. São adoráveis. Espero que cheguem antes do jantar. Agora vou deixá-la para arrumar suas coisas.

As duas crianças brincavam numa das grandes salas do térreo. O sol já se escondia atrás do imenso mar. "Uma cena cinematográfica" ,pensou Kate.

_ Que bom que já está aqui, querida. Ia pedir para te avisarem. Venha, o jantar já está servido. E vocês dois também, e lavem as mãos antes de sentarem. Essas crianças...é preciso estar sempre com um olho nelas. Apesar de tudo Trevor e Spencer são adoráveis.

_ Também penso que sim, Sra. Evie.

_ Ora, não me chame de senhora. Há muito tempo não recebemos visitas, para ficar hospedada conosco nessa casa, se é que me entende. Na verdade não viemos muito freqüentemente aqui. Mas de repente Alfred pareceu tão entusiasmado com a idéia._ Evie falava lentamente enquanto se encaminhavam para a sala de jantar. Alfred e outros dois rapazes já esperavam pelas duas senhoras e as crianças.

_ Que bom que já está aqui, Kate. Quero que conheça meus sobrinhos. Este é Lawrence, o mais novo. Muito dedicado aos estudos, com certeza. Poderá me substituir um dia, o que me diz?_ disse, olhando carinhosamente para o jovem rapaz de cabelos castanhos, meio que despenteados, mas mesmo assim parecia-lhe muito divertido._ E este é Jonh. Ele já trabalha conosco. Tenho certeza de que poderá fornecer informações preciosas para sua pesquisa, Srta. Kate.

_ Tenho certeza que sim. _ respondeu a moça, achando aqueles dois irmãos bastante diferentes, ao menos no que dizia respeito a aparência. Jonh tinha os cabelos e olhos negros, mas apesar de ser mais velho, aparentava a mesma jovialidade do irmão.

_ Não temos batatas fritas, mamãe?

_ Hoje não Trevor, mas prometo-lhe que outro dia faremos um jantar... diferente. Se deixarmos eles dois só comem batatas fritas.

_ Afinal de contas querida, é uma das coisas que mais vendemos. Batatas fritas pré-cozidas._ comentou Alfred, rindo._ Mas pode deixar, também temos uma linha de alimentos mais saudáveis.

O jantar transcorreu tranqüilamente e agora, no silêncio e na escuridão de seus aposentos, Kate refletia a respeito daquela "família", como Alfred fez questão de ressaltar. Era bastante agradável estar ali. Não sabia ainda porque se sentia assim, mas estava gostando de "tirar umas férias da cidade".

Durante a noite a temperatura caía bastante e Kate resolveu levantar e fechar as janelas. Não seria nada interessante pegar um resfriado logo no primeiro dia. Teria muitos dias de sol pela frente. Da varanda de seu quarto podia ver a imensa lua cheia se erguendo acima do mar, acompanhada de uma infinidade de estrelas que ela jamais reparara antes. Dois vultos passaram pela piscina em direção ao jardim que ficava ao lado da estufa. "Estranho. Numa noite tão fria como esta, o que alguém faria do lado de fora da casa? Ah, claro. Evie me disse que Alfred sempre gosta de tomar uma taça de vinho tinto antes de se deitar e que geralmente vai à estufa para isso. Provavelmente deve ter ido acompanhado hoje." Fechou a janela e voltou a dormir. Acordou sobressaltada com um pesadelo e voltou à varanda para tomar um pouco de ar. Novamente viu um vulto, desta vez em direção à casa. Parecia atinar que estava sendo observado, mas continuou caminhando firmemente.

Logo cedo na hora do café cumprimentou a Sra. Evie, mas notava a ausência de Alfred.

_ Não se preocupe, querida. Ele deve ter acordado mais cedo. Para falar a verdade, já estava dormindo quando ele voltou ao quarto. Mas vamos tomando nosso café. Pensei que talvez pudéssemos passar o dia na praia hoje. O que me diz, Jonh?

_ Não sei se será possível Evie. Eu tenho que ir até a cidade resolver algumas coisas. Lamento muito senhorita.

_ Não por mim, não se preocupe._ respondeu, estranhando o fato de estar irritada. "Por que as pessoas sempre colocam o trabalho em primeiro lugar e nunca se divertem? Ora, mas o que estou dizendo, eu mesmo vivo fazendo isso."

_ Volta para almoçar conosco?

_ Fique certa de que farei o possível.

_ Então venha Lawrence, e traga aqueles dois pestinhas com você._ ao que o rapaz subiu a escada de madeira para buscar os primos._ Eles dois adoram Lawrence, e Jonh também, sempre que não está tão ocupado... Vamos indo na frente, querida.

_ Caminharam através da piscina e passaram pelo jardim que levava à praia.

_ Ora não é possível. Alfred deve ter esquecido a luz acesa outra vez. Ele sempre faz isso. Só um instante querida._ disse entrando na estufa.

Alguns instantes depois Kate ouviu um grito de dentro da estufa e correu para ver o que tinha acontecido com Evie. A cena que viu lhe pareceu um pesadelo, tal qual o que a despertara na noite anterior. Só que pior. A estufa tinha em um dos lados uma espécie de escritório. Uma grande bancada e acima desta vários livros sobre plantas, ervas medicinais e ainda algumas garrafas de licores variados. Evie chorava incessantemente ao lado de Alfred, que parecia ter adormecido sentado, com a cabeça sobre a mesa.

_ Não, ele não está dormindo._ disse a pobre senhora entre soluços. _ eu já tentei acordá-lo. Eu sabia que sua saúde não ia muito bem, mas jamais poderia imaginar uma coisa dessas.

_ Eu, eu..._ Kate se sentia impotente diante da situação. Uma das poucas vezes em que não sabia ao certo que atitude tomar._ ...eu sinto muito.

_ Por favor, tire as crianças daqui de perto. Não quero que elas vejam o pai, morto.

Kate saiu correndo até a piscina. Trocou algumas palavras rápidas com Lawrence e viu as lágrimas correrem pelo rosto do rapaz. Ele tomou o caminho de volta para a casa, acompanhado das crianças, alheias a tudo o que acontecia. A moça correu até a casa para ver se alcançava Jonh, mas aonde estavam as pessoas quando mais se precisava delas?

Pediu a criada que avisasse algum médico, ou até mesmo a polícia, para que viessem ajudá-los. Os empregados pareciam também eles desolados. "Alfred era maravilhoso. Tenho certeza de que todos gostavam muito dele..."

Algumas tristes horas depois Jonh chegava de GoldVillage acompanhado dos policiais. Parecia bastante transtornado, mas mesmo assim Kate não conseguia distinguir o que se passava em sua cabeça. Pelo menos ele já estava tomando as providências necessárias.

_ Sinto muito Evie, todos nós sabíamos que Alfred já não estava assim tão bem de saúde. De qualquer modo, independente do que qualquer um diga, jamais esperamos por uma tragédia dessas._ disse o rapaz, disposto a aliviar um pouco a dor da tia. E dirigindo-se para Kate, completou_ lamento que isto tudo tenha acontecido estando hospedada conosco por tão pouco tempo. Tenho certeza de que teria adorado meu tio, assim como todos nós.

A sinceridade do rapaz comoveu-a e demorou alguns instantes para conseguir responder._ Fique certo de que já o estimava muito._ Jonh deu um pequeno sorriso, quase imperceptível. _De qualquer modo, gostaria que ficasse aqui por mais alguns dias. Sei o quanto Alfred gostaria que você terminasse seu artigo._ Não pensara ainda por aquele ponto de vista. Com certeza iria embora, mas agora queria ficar para terminar o que fora fazer naquele lugar, como um tributo a Alfred.

Os policiais começaram a conversar com Lawrence e Evie, tentando talvez saber mais detalhes. "Com certeza serão procurados por jornalistas."

_Eu não vi o meu tio depois do jantar. Subi direto para o meu quarto, eu... queria ler, eu sempre faço isso. _ Lawrence parecia nervoso, sem saber direito o que fazer ou dizer.

_ Eu já estava dormindo, não cheguei a ver quando ele entrou no quarto. Se é que ele não ficou dormindo lá fora mesmo. Oh Alfred, quantas vezes eu lhe disse que não era uma boa idéia ficar fora da casa altas horas da noite, ainda mais frio daquele jeito?

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Os policiais estavam muito sérios na manhã seguinte. Mais sérios até do que quando levaram o corpo do Sr. Alfred embora da casa. O detetive James Foi o primeiro a falar. Era um jovem senhor de cabelos grisalhos, mas que transmitia uma profunda tranqüilidade a todos.

_ Sinto muito pelo que aconteceu, mas, se me perdoam, precisarei conversar com cada uma das pessoas que estavam na casa no dia do... da morte do Sr. Alfred.

_ Mas por que isso? Já não nos fizeram perguntas suficientes ontem? _ replicou uma Evie assustada. Não estava disposta a ficar falando com um bando de policiais, será que não entendiam isso?

_ Sinto ter que incomodá-la novamente senhora, mas existem algumas coisas que gostaria de esclarecer.

_ Pois eu exijo que me diga que coisas são essas. _ disse, mudando de repente sua fisionomia. _ Temos crianças nessa casa, elas já estão por demais confusas e atordoadas com tudo o que está acontecendo. A não ser que seja de extrema importância

_ É muito importante._ disse o detetive interrompendo-a bruscamente._ Não gostaria de dizer-lhes deste jeito...

_ Diga logo, detetive, ou vai nos deixar mais aflitos._ interrompeu Lawrence, do outro lado da sala.

_ O Sr. Alfred não morreu devido a seu estado de saúde. Ele bebeu uma espécie de veneno, se é que me entendem. Não é muito conhecido, e leva cerca de cinco horas para ter efeito. Pode ser confundido com outras bebidas porque não tem gosto ruim, muito pelo contrário.

O efeito daquelas palavras foi como se uma onda de surpresa e descrédito invadisse o ambiente. Todos pareciam extremamente confusos, sem saber o que pensar ou dizer. Sem dúvida era uma situação ímpar e não era de se esperar que agissem naturalmente. Kate foi a primeira a se manifestar.

_ Inacreditável... impossível, eu diria.

_ Por que julga impossível senhorita?_ retrucou o detetive James.

_ Eu... eu não sei. Só acho bastante incomum._ respondeu a jovem, embaraçada.

_ Todos achamos isso. _ disse Jonh, fitando-o.

_ Poderia começar tomando o seu depoimento senhorita?_ disse o detetive voltando-se novamente para a moça.

_ Claro._ os dois caminharam até o escritório, indicado por Evie, para que tivessem mais privacidade.

_ A senhorita conhecia bem o Sr. Alfred?

_ Não posso dizer isso. Eu estava aqui a pouco tempo, mas já o estimava como amigo.

_ E posso perguntar o motivo de sua visita, creio que não era amiga da família...

_ Não, eu me hospedei aqui por motivos profissionais._ Kate explicou ao detetive sobre o artigo que iria escrever a pedido do próprio Alfred, e James pareceu bastante satisfeito.

_ Creio que isso é tudo, pelo menos por enquanto. Provavelmente vou precisar conversar com você outra vez.

_ Fique a vontade._ Kate já ia se levantar, quando se lembrou de algo._ Espere, tenho uma coisa muito importante para te dizer. Naquela noite, eu vi quando o Sr. Alfred se dirigiu para estufa. Ele estava acompanhado de mais alguém.

_ Como soube disso?

_ Eu ia fechar a minha janela, e o fiz. Depois fui deitar, mas levantei no meio da noite por causa de um pesadelo. Sim, e novamente eu vi alguém voltando para a casa. Poderia até dizer que essa pessoa percebeu a minha presença, mas não deu atenção.

_ Muito interessante... Poderia me dizer quanto tempo entre uma coisa e outra?

_ Não tenho idéia, eu estava dormindo, não posso afirmar quanto tempo, depois levantei-me.

_ Mas pode estimar?

_ Bem... talvez uma três horas, mais ou menos...

_ Muito obrigada senhorita. Isso é o bastante.

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_Espero que a senhora não se importe, Sra. Evie, mas são atividades de praxe.

_ Compreendo perfeitamente._ respondeu a senhora enquanto se sentava em frente ao detetive.

_ Bem. A senhora poderia me informar se o seu marido tinha o hábito de ficar no jardim até altas horas?

_ Não passamos temporadas muito longas nesta casa, mas algumas vezes ele trabalhava na estufa e acabava perdendo a hora. Ocasiões como esta, em que ele dorme sobre aquela papelada toda, são comuns, eu poderia dizer.

_ Mas como a senhora sabe que ele passou a noite naquela estufa?

_ Ora... eu não sei. Eu simplesmente imagino que deva ter sido isso que aconteceu. Pelo menos eu imaginava, até agora.

_ Quer dizer que ele não voltou para o quarto aquele noite?

_ Se voltou eu não pude perceber, porque já estava dormindo. E também deve ter acordado muito cedo, porque não o vi pela manhã. Tomamos o café da manhã e estávamos indo para a praia quando o encontrei, pela última vez._ disse pausadamente, como se estivesse lembrando de cada passo que dera.

_ Sei que deve estar abalada, e por esse motivo vou deixá-la... em paz. Volto a procurá-la se necessário for.

_ Agradeço a compreensão.

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_Sr. Jonh, é o sobrinho mais velho de Alfred, não é isso?

_ Certamente. Mas não o tenho apenas como um tio, é mais que isso.

_ Já estou sabendo de sua história Sr. Jonh. Imagino como deve ser triste perder os pais tão cedo.

_ Mas não é sobre isso que devemos conversar. _ Jonh interrompeu-o.

_ Minhas desculpas. Não estava na casa aquela manhã...

_ Não. Estava em GoldVillage cuidando de negócios.

_ Coisas da empresa, imagino.

_ Exatamente.

_ E poderia perguntar o que o senhor fez após o jantar, antes de...

_ Claro que sim. Alfred me pediu para rever alguns papéis, e foi o que fiz. Depois fui deitar.

_ Era só isso que precisava saber. Vou falar com o seu irmão agora.

_ Pode deixar que eu o chamo._ disse retirando-se.

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Após fazer algumas perguntas o detetive James chegou ao ponto que mais o intrigava_ Poderia me dizer se Alfred deixou algum testamento._ Lawrence pareceu surpreso.

_ Provavelmente titio deve ter deixado alguma coisa escrita. Deve ter deixado para seus dois filhos, é claro, Trevor e Spencer. Provavelmente também deixou algo para mim e meu irmão, e Evie._ ele parecia nervoso, sem saber se deveria ou não dizer tais coisas.

_ Seria o esperado, não é mesmo Lawrence?

_ É o esperado, detetive.

_ De qualquer forma, agradeço sua contribuição.

As investigações continuam na casa de praia, com uma surpresa na leitura do testamento.



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