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A idéia dessa fic não foi minha, mas sugestão, na verdade pressão, de um amigo (da onça). Os personagens principais são meus, se você quiser copiar o problema é seu! Os demais personagens são usados com o intuito de divertir, sem fins lucrativos, se quiser copiar o problema é seu!
Personagens:
Rogue – Pôrraloca de plantão; freqüentadora do chat heróis da Uol.
Jade – Não é a da novela “O Clone”; freqüentadora do chat heróis da Uol.
Dark Phoenix – Farrista e zoadora profissional, nas horas vagas é esposa do vampiro Angel e mãe de gêmeos; freqüentadora do chat heróis da Uol.
Vampira Summers – A mascote, mas é uma caçadora-nata; freqüentadora do chat heróis da Uol.
Witchblade - ***Procurada***
Clio – Musa com estafa, deusa com “bloqueio de escritora”; freqüentadora do chat heróis da Uol.
A Huntress of Men Association presents As Caçadoras do Chat X O Encalhado(por... Clio)
Templo de Clio (carinhosamente apelidado de “O Chat”)
Em frente a um enorme telão de cinema, quatro caçadoras acomodadas em fofas almofadas teciam laboriosos comentários sobre a mais nova produção artística-hollywoodiana.
- Vai ser charmoso assim lá no quinto dos infernos! – Clio.
- I’m too sexy to my clothes, too sexy to my clothes, too sexy, yeaaaahhhhh! – Dark Phoenix.
- Urgh, vocês duas! Esse cara é velho! É feio! É narigudo!
- Tsc tsc tsc... – Dark Phoenix trocou um olhar conhecedor com Clio. – Esquece Vampira, você ainda não tem idade suficiente pra saber valorizar o charme masculino.
- Vou precisar de milênios pra aprender a valorizar as pelancas masculinas...
- Lindo! – Rogue
- Gostoso! Esse moleque vai ser o Ricardão, terror da vizinhança quando crescer! – Jade.
Distraídas pela aparição do futuro Adônis, a mascote e as entidades deixaram a discussão de lado para se juntarem à avaliação dos dotes “artísticos” do jovem ator.
Alguns minutos se passaram antes que uma questão de extrema importância fosse levantada.
- A pipoca acabou. – Jade.
- Witchblade! Traz mais pipoca! – Rogue.
-... e mais guaraná! – Jade.
Passado um tempinho e nada da guria aparecer com a comida.
- Witch!... Clio, vai lá ver por que ela tá demorando.
- Por que eu? Vai você, Rogue!
- O templo é seu, querida.
Praguejando, a musa se levantou e marchou até a cozinha, preparando-se para dar o maior esculacho na amiga. Contudo, chegando lá, nada. Deu uma olhadinha nos arredores, nem sinal da dita cuja. What p* is going on? Pensou Clio.
- Ae! A Witch não tá lá, não.
- Você trouxe a pipoca?... Hurf... – Rogue foi amassada por uma almofada tacada pela Dark Phoenix.
- Alguém sabe onde a Witch tá? – Vampira.
- Ela chegou a vir pra cá? – Clio perguntou e as caçadoras se entreolharam, rostos vazios de resposta. – Ok, vamo até a casa da guria ver por que cargas d’água ela nos deu um bolo!
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Se existe uma lei universal é que em quarto de mulher sempre tem alguma coisa rosa. Não importa se está dentro de uma caixa em cima do guarda-roupa, o fato é que tá lá!
A casa de Witchblade não era nenhuma exceção.
Você podia ser facilmente enganado pela decoração pós-moderna, mas lá, no quarto, estava a demonstração da teoria: Uma colcha rosa!... ou pelo menos, devia ser rosa... Difícil dizer debaixo de toda aquela tinta vermelha que pingava de um enorme coração desenhado na cabeceira da cama.
- Caçadoras, espalhem-se! – Dark Phoenix.
Como naqueles filmes de pouco roteiro e muito silicone, as heroínas assumiram posições de espionagem absolutamente inúteis e começaram a vasculhar a suíte.
De repente, do banheiro:
- GAAAAAAHHHHHHH!
As caçadoras não pensaram duas vezes. Criando bolas de energia, empunhando espadas tiradas sabe-se lá de onde, e dando saltos transgressores das leis da física, correram para o cubículo dispostas a aniquilar o que quer que fosse, mas só encontraram Clio encostada na parede, arfante e com a mão no coração.
- Que houve, garota?! – Rogue.
- Gaaaahhhh! – Clio apontou o espelho. – Poluição sonora!
SEU GUARDA, EU NÃO SOU VAGABUNDO
EU NÃO SOU DELIQUENTE, SOU UM CARA CARENTE
E EU DORMI NA PRAÇA PENSANDO NELA
- Clio, isso tá escrito e não tocado... - ¬¬
- Dá um tempo, Rogue! Não tá vendo que ela tá traumatizada?! – D.P. abanava a musa com uma G Magazine.
- Ah, ótimo! Perdemos a detetive/estrategista! – Vampira.
- Ham? Nós temos um cérebro na equipe? – Jade.
- Eu sempre pensei que a gente só descesse o cacete nuns vilões... – Rogue.
- A guria tá nos confundindo com a LJA ou os X-Men. – Jade.
- Chega! Ninguém aqui precisa do Batman pra sacar que a Witch foi seqüestrada por algum fan(ático). – D.P. comunicou já largando a Clio para examinar melhor a G Magazine (apenas para fins investigativos!).
- Mesmo? Como é que cê sabe disso?!
- Elementar, minha cara Rogue. Música de corno escrita no espelho com batom, arffff.
- E batom da Natura, pior só se fosse da Payot! Esses caras não tem noção de preço de um batom hoje em dia!
- Jade! – Dark Phoenix ralhou, hoje decididamente ela estava sendo a “mãe” do grupo. – Vamos buscar a Witchblade!
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A noite estava fria e o ar úmido o suficiente para derreter a maquiagem, maldição!
Vestidas de couro negro, o grupo de heroínas corria os telhados vasculhando a cidade e ocasionalmente assustando algum gato desavisado.
Clio, ainda em estado catatônico, estava sendo levada por Jade. As demais se mantinham em silêncio, questões tortuosas ocupavam suas mentes.
As caçadoras se encontravam num beco sem saída: quem iria contrabandear bombons de chocolate? Quem iria falar mal da Argentina? Quem iria enganar o lanterninha pras outras entrarem escondidas no cinema? E o mais importante... Quem iria estourar pipoca sem deixar queimar?... Era imprescindível encontrarem Witchblade o mais rápido possível!
Perdidas nessas conjecturas, as “cinco heroínas e um destino” quase perderam uma estranha cena. Uma van com o símbolo da Natura estacionada em frente a um prédio vermelho e negro.
- O que uma revendedora da Natura tá fazendo na Torcida Organizada do Mengão? – Dark Phoenix.
- Putz!
- Dã!
- Não acredito que ouvi isso!
-Vocês conseguem ser realmente irritante às vezes! – Dark Phoenix.
HAHAHAHAHA
Enquanto as garotas riam, uma cadeira passou voando por uma janela e se espatifou no chão.
Curiosas, as caçadoras desceram até a janela e viram um sujeito sendo perseguido por uma mulher com um facão. Estranho... a mulher se parecia com...
- WITCHBLADE! – Caçadoras.
Avançando sala adentro, Jade prendeu o homem em uma jaula de energia e as outras seguravam Witch que soltava ameaças contra partes vitais da anatomia do preso em questão.
- Calma, Witch! Que aconteceu? – Vampira.
- Esse maluco aconteceu! Tava eu me preparando pra ir pro templo da Clio quando esse aí invadiu a minha casa, me prendeu e me trouxe pra cá!
- Te prendeu com o quê?
Tremendo, Witchblade apontou uma teia cheia de coracõezinhos vermelhos.
- Cara, isso é cruel! – Vampira.
- E vocês? Como me acharam?
- Pra falar a verdade, a gente tava passando por aqui...
- Sério? Isso é o...
-... cúmulo da coincidência! – Clio apareceu na janela.
- Hei deusa! Onde cê tava?
- Lá fora, tendo um pesadelo com dois caras que tocavam violão e usavam chapéus em salas cobertas, mas não quero falar sobre isso...
- Ham! Alô! Me esqueceram aqui?!
As caçadoras se voltaram para o sujeito na cela.
- Meu nome é André, e por lei internacional, eu tenho o direito de me defender dessas acusações!
- Ele tem mesmo, merda! – Jade.
- Eu posso leva-lo pra Lua. Lá ele não tem direitos. – Dark Phoenix.
- Deixem ele falar! A gente já tá aqui mesmo. – Clio.
- Bom, eu... – O sujeito vacilou, não esperava uma anuência tão rápida. – Eu só a seqüestrei por que queria ter uma chance com ela!
-... – Caçadoras.
- Eu não sou um sujeito mal! Só quero alguém que me compreenda, me ame, veja o meu verdadeiro Eu. Sou um sujeito sensível, quero segurar a mão de uma garota e sussurrar o quão linda e maravilhosa ela é. Tudo por que ela é o mel da minha vida!
- Verdadeiro Eu, heim? Seii... – Clio fez o gesto de desmunhecar.
- “Mel da minha vida”... Urgh... Esse cara devia ser preso por mau gosto! – Rogue revirou os olhos.
Era terrível.
Para uma heroína, mais humilhante do que ser seqüestrado por um vilão apaixonado, só ser seqüestrada por um vilão encalhado!
Lógico que Witchblade concordava com isso; furiosa destruiu a cela energética e tentou esganar André com as próprias mãos.
Dark Phoenix e Rogue foram separar os dois, mas não com muita vontade... Witchblade estava descontrolada!
- Seu nojento, pervertido, babaca, pé no saco, cretino duma figa! Acha que eu ia trocar o meu Jack Estacado por você, sua ameba grudenta!
- Qualé, Witch... pega leve com o cara!
- Tá com dó, Rogue? Leva pra casa!
- Perae... não vamos apelar...
- O que é que a gente faz com esse cara de qualquer forma? – Dark Phoenix.
- Eu tenho uma idéia! – Clio.
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Templo de Clio, etc.
Dark Phoenix, Witchblade, Clio e Rogue estavam sentadas em frente ao telão. Cada uma segurando uma vasilha com pipoca.
Na cozinha, Vampira Summers e Jade conversavam enquanto enchiam o isopor com latinhas de refrigerante.
- Estou com um pouco de remorso... – Jade.
- Besteira, ele não sofreu nenhum arranhão! – Vampira.
- Mesmo assim! Desce-lo embrulhado em papel de presente num baile funk me pareceu um pouco cruel...
- Nem...! Com certeza ele arranjou alguma namorada lá dentro.
- Não acho que “Tire as mãos de mim! Eu sou muito macho!” seja uma cantada.
- Essas constantes declarações de macheza nada mais são do que uma tentativa patética de esconder uma alma sensível!
- É, talvez você tenha razão...
Vampira e Jade se uniram as outras caçadoras na sala.
- Psiu! Já vai começar o filme! – D.P.
- É! Maratona de filmes do Elvis! – Rogue.
- Nossa... Não tem nada mais “programa de encalhada” do que assistir filme antigo do Elvis! – Vampira.
- Guria, uma caçadora não fica encalhada, ela fica temporariamente de molho. – Clio.
MAYBE I DIDN'T TREAT YOU
QUITE AS GOOD AS I SHOULD HAVE
MAYBE I DIDN'T LOVE YOU
QUITE AS OFTEN AS I COULD HAVE
LITTLE THINGS I SHOULD HAVE SAID AND DONE,
I JUST NEVER TOOK THE TIME
YOU WERE ALWAYS ON MY MIND
PS1: Pra quem tem o inglês pior que o meu: “A Huntress of Men Association presents – A Associação Caçadoras de Homens apresenta”; “What p* is going on? – Que p* está acontecendo?”
PS2: Always on my Mind – Elvis Presley (The King!)