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Sem Noção
5- Sem idéia para um nome decente
A cidade de TSNH era uma cidade grande e, em alguns aspectos, se assemelhava bastante à maioria das cidades grandes que você conhece: muitos prédios, trânsito, poluição, pessoas estressadas...
TSNH tinha os seus méritos, como o belo palácio onde Prímula vivia e o belo parque que ela mandara construir recentemente, mas também tinha pontos fracos... Muitos pontos fracos...
Um desses pontos fracos era a grande periferia da cidade, onde se localizavam todos os excluídos e marginalizados da sociedade e todos que não possuíam dinheiro suficiente para pagar o aluguel de uma moradia em uma melhor localização.
Era na periferia, em um pequeno prédio decrépito, que vivia o grupo de vilãs que Prisma procurava.
O prédio era mal cuidado, tinha quatro andares e as vilãs moravam no último. Prisma subiu as escadas até o quarto andar, encontrando baratas e ratos pelo caminho. O apartamento das vilãs nem sequer tinha campainha, então Prisma bateu na porta.
Como ninguém nunca havia pedido os seus serviços de vilãs, eles precisavam se virar com outros meios para conseguir dinheiro.
Naomi ficava em casa e fazia todo o trabalho doméstico, preparando para os amigos as refeições mais deliciosas que conseguia com os parcos ingredientes que a miséria os permitia comprar. Era uma garota gentil e sensível e se sentia muito feliz em poder ajudar os outros.
Morgan estava desempregada faz tempo. Era difícil para ela arranjar emprego e mais difícil ainda manter-se nele. Ela sempre arrumava encrenca e se metia em confusão. Agora, sem trabalho e sem nada para fazer, ela vivia se embebedando e entrando em brigas, dando muito trabalho para Naomi.
Momo e Pitchuli, os palhaços da turma, tinham um “emprego” fixo: faziam malabarismo em um cruzamento movimentado no faziam um bom sucesso, graças à destreza adquirida após o tempo em que trabalharam em um circo.
Tiffany era a que conseguia trabalho mais facilmente, pois era bonita e versátil (e talvez a pessoa mais normal do grupo), mas ela também entrava em confusões facilmente. Estava trabalhando como garçonete em uma lanchonete há alguns meses quando foi despedida por causa de uns problemas com clientes.
Enquanto voltava para casa, pensava tristemente no seu emprego perdido. Sem essa fonte de renda, teriam que economizar ainda mais. Mas essa situação logo iria mudar.
Morgan, irritada por Tiffany ter perdido o emprego, amassava uma latinha de cerveja e balançava o banquinho em que Pitchuli estava sentado de um lado para o outro, empurrando-o com seus pés descalços.
Pitchuli a encarava com desagrado e batia suas asas membranosas para manter o equilíbrio.
Tiffany estava jogada no sofá, infeliz.
Naomi lavava a louça silenciosamente. Estava preocupada, mas isso não a impedia de dedicar toda a sua atenção a sua tarefa.
Momo era a única que parecia alheia a tudo aquilo. Ela estava deitada de bruços e observava um buraco na parede, onde vivia um rato que ela costumava alimentar.
Alguém bateu à porta.
Naomi largou a louça.
- Estamos com as contas atrasadas? – perguntou, preocupada.
- Claro que sim! – respondeu Morgan, levantando de seu banco – Nós sempre estamos devendo. Mas se for o síndico cobrando o aluguel, eu vou enche-lo de porrada!
Ela abriu a porta e encontrou uma misteriosa figura de sobretudo, óculos escuros e chapéu, com longos cabelos loiros.
Prisma examinou a garota que abriu a porta.
- Quem é você? – perguntou a elfa.
- Sou alguém que quer contratar o seu serviço como vilã.
As quatro garota e o bicho em forma de gota arregalaram os olhos e a elfa abriu um sorriso largo e a convidou para entrar.