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Nota da autora: Minha primeira fic de Mediadora. Por favor, sejam gentis. Qualquer coisa, me mandem um email, darla_.
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Ok, então eu falo com fantasmas. Grande coisa. Isso não é tão raro, sendo
que já houveram uns seilá quantos filmes e Além da Imaginação sobre esse
assunto. E eu sei que não sou a única.
Aliás, tanto não sou a única, que já até fizeram um livro sobre... a
outra. Aquela, da Califórnia. Sabe, é tipo em Buffy: 2 slayers (caça
vampiros) oficiais. Só que ela... você sabe, a outra, *não* é bruxa, e
*não* pode ver o próprio daemon. Que tal?
Eu moro em Seatlle. Fã de Nirvana, não sei como nunca vi o Kurt. Hum,
sobre mim... 16 anos, mediadora-bruxa-judia-gótica. Pode parecer estranho,
mas até que dá certo. Que mais... tenho cabelo e olhos pretos, sou baixa, o
que realmente me incomoda. E eu também odeio prédios antigos, mas isso é
mal de mediador, não meu.
E sou eu quem fica com os fantasmas barra pesada. Porque, como se já não
bastasse, eu moro em uma casa onde, há ns 100 ou mais anos atrás teve um
grande incêndio e um monte de gente morreu.
Alguns dos fantasmas daqui são acanhados e tímidos, e outros são mais
exibidos, gostam de arrastar umas correntes de vez em quando.
Ah é, eu tenho que falar das minhas raízes. Minha mãe também é bruxa, meu
pai mais ou menos. Posso ver o meu daemon e ás vezes os dos outros, mas só
quando eu me concentro. Meu daemon é um lince negro (nada a ver com X Men),
chamado Pain (sou gótica, sabe?). Só que eu só lembro dele de vez em quando
(é porque ele é invisível) e aí ele fica vagando por aí, calado, comigo. Eu
me sinto muito mal quando eu esqueço dele, de remorso.
Acabei de mudar de escola, de particular pra pública. Têm as suas
diferenças, mas até agora (1 mês e meio) eu acho que nenhuma é melhor que a
outra. (só que na pública a gente sai mais cedo quando o professor falta.).
Acho que é só isso pra falar de mim. Hum... não sou muito boa na escola,
acho que consigo amigos com facilidade, mas sou tímida de morrer. No
quesito amoroso, já fiquei com alguns garotos, e, bem, quando eu passo
pelas construções eu tendo a ouvir assovios e outras frases. Eu até que
gosto, ajuda a minha auto-estima não desaparecer de vez. Eu fico vermelha
nas maçãs do rosto e no nariz quando fico envergonhada ou sem graça, e só
consigo gostar de garotos roqueiros. Em 3 semanas na escola nova já fiquei
com 2 garotos, mas agora acho que só quero ficar com uma pessoa no mundo.
Mas isso é pra depois. O problema é que e não gosto dos meus ficantes de
agora tanto quanto eu deveria gostar. Eu também tenho uma tendência a
atrair 3 tipos: doidos, feios e mais velhos. Ás vezes essas qualidades se
misturam, formando um feio mais velho, ou um feio doido. Ah, e também
atraio os comprometidos. Mas isso também é pra depois, porque você deve
estar pulando um monte de partes dessa falação, e pensando "cadê a parte
dos fantasmas?". Bom, então eu falo: calma, porra! Então, continuando, eu
moro com minha mãe, avó, tia, tio, e avô. E a única pra quem eu posso
contar qualquer coisa bizarra é a minha mãe, porque ela também é bruxa.
Recentemente virei gótica, e agora toda a família quer me mudar. Eu sei
que é politicamente incorreto, mas eu odeio a minha família. São uns
falsos, hipócritas que só querem me mudar.
Minha escola antiga (que eu vou voltar) fica no caminho de casa, então eu
vejo o povo sempre que posso. Sinto muitas saudades de todo mundo,
principalmente do Rafael, mas isso é pra depois.
Então, esse é o meu perfil. Os fantasmas? Eu os vi a minha vida inteira.
E sempre tive que ajudar os inúteis. E sempre fico com os fantasmas
realmente barra pesada, não líderes de torcida raivosas...
Mas agora piorou. Começou quando eu me mudei de prédio pra casa...
Na primeira vez que eu entrei na casa, já sabia que eu iria ter
problemas. Pra começar, senti frio. E logo na cozinha, vi um vulto escuro.
Uma menina de uns 10 anos, ou menos. Desviei o olhar e fui direto pro meu
quarto novo.
O meu quarto até que é legal. Tons claros. Quando eu entrei, tranquei a
porta e me joguei na cama. Foi aí que começou. Primeiro, ficou tudo escuro.
Eu, inocente, pensei que fosse a energia. Aí veio o vento com as janelas
fechadas, e eu me toquei.
- Você pode parar agora, o show pirotécnico não me impressiona. - falei.
A luz piscou, e eu vi no canto do quarto, um garoto de cabelos pretos,
pálido como uma folha de papel, olhos azuis, cara de mau. Ele arreganhou os
dentes e eu vi os caninos avantajados. Tudo isso num flash de luz, e então
ele sumiu.
- Ah, que ótimo. Ok, quando você quiser aparecer direito, eu vou estar
aqui.
Acho que funcionou, porque a luz piscou mais algumas vezes, e acendeu de
vez. Fantasmas são tão frouxos.
Aí eu vi, em pé num canto, ele.
Ele.
Tirando o fato de que ele estava pálido, com olheiras enormes e escuras
(mas eu até que gosto), irritado e morto, ele era bonitinho.
- Então, o que você quer?
- Quero? - a voz dele era sussurrada, suave e letal ao mesmo tempo. Me
causou um frio na barriga.
- Todos vocês querem alguma coisa.
- Eu não quero nada.
- Ok, então. Saia do meu quarto.
- Eu não.
- Sim. Esse é o meu quarto agora, eu não posso conviver com um garoto
atormentado no *meu* quarto.
- Esse é o me quarto primeiro.
- Certo. E qual é o seu nome?
- Porquê eu deveria te falar?
- Se nós vamos... dividir o quarto, devemos pelo menos saber os nomes um
do outro.
- Qual o seu?
- Liz.
- Michael Vaughn.
- Michael Vaughn? Você tem visto Alias ultimamente?
- Quê?
- Deixa pra lá.
Aí eu lembrei dos caninos.
- Qual é o negócio dos caninos? Prótese? Você era gótico ou alguma coisa
assim quando era vivo?
- Eu sou a alma de um vampiro.
- Quê?
- Quando eu estava vivo, fui mordido e perdi a alma. Quando o meu corpo
se foi, a alma (ou espírito, como você quiser chamar) ficou aqui.
Isso também já é demais.
- Eu vi Angel suficiente pra saber que isso é a maior merda que eu já
ouvi na minha vida.
- Você não acredita em mim?
- Só acho que a parte da alma de um vampiro é forçada. Mas já que você
não quer ajuda, eu não preciso saber da sua história.
Eu virei as costas e ele disse:
- Eu fui assassinado aqui.
- Que ruim pra você.
- Há 125 anos.
- Hum.
- Eu não vou sair daqui.
Eu levantei da cama.
- Ah, vai sim. Eu não vou dividir o quarto com um fantasma!
Ele arreganhou os dentes, mostrando os caninos (que ele não estava
querendo explicar). Tinha um certo chame.
- Você não me assusta. - eu falei. Ele só olhou pra mim.
- Eu vivo aqui. - e virou as costas pra mim! Simplesmente foi andando,
como se a gente não estivesse discutindo. E então eu fiz: puxei o ombro
dele.
Primeiro, ele me olhou como se eu tivesse 2 cabeças. E então falou:
- Como?...
É, bem, eu detalhe que eu esqueci de mencionar. Eu posso tocar nos
fantasmas. Um poder bônus de Mediadora.
- Você aceita ou não? - eu falei. Ta bom, eu só tinha mudado de idéia
porque ele era... o meu tipo. Não que eu só goste de mortos melancólicos,
mas eu gostei dele.
Ele respirou, e finalmente concordou.
- Tá. Já que você mudou de idéia...
Fantasma frouxo. Só cedeu porque agora sabe que eu posso tocá-lo.
- Ah, e se você fizer qualquer polthergeist, eu vou te dar um motivo pra
você ficar melancólico de verdade.
E foi assim que eu conheci o Vaughn.
Voltando ao presente, já faz 1 mês e meio que eu tenho que conviver com
ele. A gente ainda têm as nossas diferenças, mas já nos damos melhor. E ele
é cavalheiro! Se afasta quando eu quero, e coisas assim.
***