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Leading Lights by KittyBlue
“Despertar para a Morte”
CAPÍTULO6
A Lágrima de Cipris
Theo estava deitada na sua cama, estava a sentir-se deprimida e isso não era bom, normalmente dores e algo como um mal estar poderia significar mesmo o inimaginável, algo como uma mudança no destino, algo que estava para acontecer antes da hora. Ela sentou-se direita e tentou concentrar-se, o melhor era descobrir o que se passava rápido e a melhor maneira era perguntar a Setsuna...
- Que se passa Theo? – perguntou uma voz na mente de Theo (pode-se chamar a isto uma conversa por telepatia).
- Passa-se algo com o presente não? – perguntou Theo mentalmente.
- Não te preocupes não é nada de muito grave... aconteceu antes do tempo, mas ia acabar por ser alterado mesmo.
- Achas que... não o devia ter feito?
- Theo! Não tinhas outra escolha, tenho pena é que não tenha resultado... que vais fazer?
- Aconselha-me Setsuna... preciso de ajuda!
- Tu precisas da minha ajuda?! Bem... está a chegar a hora da Leth cumprir a sua missão...
- E...
- Podes servir-te disso. Pede-lhe para que ela comece também a energizar a Lágrima de Cipris.
- Achas que vai ser preciso? Então estamos mesmo muito perto...
- Eu espero que não seja preciso mas... temos de estar preparados... tu principalmente!
- Eu estou mais do que preparada, não sei é quando começar a agir.
- É melhor ser agora.
- O cristal está onde? – Theo lembra-se de repente que a Lágrima de Cipris tinha desaparecido no passado.
- Isso mesmo...
- Se ela desapareceu que posso fazer para a recuperar?
- Pede aos guardiões para juntar alguma energia para abrir um portal, eu tentarei encontrar o cristal o mais rápido possível.
- Obrigado Setsuna...
Theo abriu os olhos e tentou localizar a energia dos três guardiões, percebeu facilmente Orion dentro de casa, mas nada das irmãs, Luz não estava perto de Brandon e nem sinal de Leth. Theo levantou-se e andou até à porta, ao abri-la deparou-se com Jess que devia ir para o seu quarto, ela não cumprimentou Theo, pelo contrário passou por ela sem nem olhar para ela, ao chegar ao fim do corredor entrou dentro do quarto dela e fechou a porta com alguma hostilidade.
“Problemas!” pensou Theo antes de se dirigir às escadas e descer para a cozinha onde estava Orion.
O gato ao ver Theo a olhar para ele, percebeu que se passava alguma coisa. Foi para o pátio seguido por Theo.
- Sarilhos? – perguntou Orion inquieto .
- Não é bem isso... que sabes da Lágrima de Cipris?
- O cristal da Cipris?! O que toda a gente sabe... que foi destruído por Laio...
- O quê?!?!
- Que foi?
- Esse nome. Laio, quem é?
- Não sabes quem é Laio?? Isso é sério... como não sabes, ele era o Rei de Selene.
- Marido da Rainha Iara? Porque não me lembro dele?
- Não faço a mínima ideia... é estranho...
- Porque não me lembro dele, não entendo! Eu sempre foi uma das mais próximas à rainha, porque perdi a memória em relação a ele? Que fez ele no passado?
- Que eu me lembre nada... ele era até muito compreensivo, só ficou um pouco diferente quando a Kirie foi enviada à Terra e ficou uma data de tempo sem saber nada dela, mas além disso...
- Kirie...
- Também não te lembras da Kirie?!
- Lembro! A princesa! Claro que sim!!
- Que alivio... eu não sei... Espera! Eu posso dar-te algumas informações do Rei, se quiseres.
- Não! Se a Rainha não quis que eu me lembrasse dele, alguma razão deve ter.
- Ela pode apenas ter-se esquecido de te passar os dados dele.
- Não me parece, Orion! Voltando ao assunto... porque destruiu ele a lágrima?
- Porque era um perigo para Cipris, e só um grande poder podia a quebrar.
- Perigo?! Era o símbolo de ascensão da princesa ao trono de Venus!!
- Tens razão, mas acho que aconteceu alguma coisa e ela foi contaminada com energia negra.
- Eu não acredito nisso! É impossível! Como é que um cristal sempre regido por Afrodite pode ter contaminado?
- Não sei, apenas me lembro que logo que o cristal entrou no palácio, Laio avisou para Cipris tratar de desaparecer com o cristal.
- Esta historia está muito mal contada... – veio à cabeça de Theo a imagem de Cipris com um fio ao pescoço, nele estava presa uma insígnia em forma de lágrima.
- Talvez tenhas razão! Se bem me lembro a Cipris não chegou a tirar a lágrima, continuou sempre a usa-la ao pescoço.
- Eu lembro-me da Lágrima vagamente, mas não consigo me lembrar do que aconteceu com ela... sei que desapareceu, mas...
- Foi destruída... – disse Orion triste.
- Não! Eu sinto o cristal! Não sei onde, mas sei que ainda está no seu auge de poder!!
- Eu não acredito muito nisso.
- Ele está mesmo destruído? Tens a certeza? – Theo começava a ceder à ideia da lágrima ter sido destruída.
- Eu sei que o cristal foi quebrado ao meio, agora se foi destruído por causa disso não sei, mas...
- Obrigado Orion... bem... tenho de te avisar para me ajudares... a Leth vai despertar a Venus com o Mercury Light.
- Porquê??
- Não faças mais perguntas. Só quero que afastes a Luz durante o processo. Para não atrapalhar, entendes...
- Claro, Theo! Eu vou ter agora com ela. Boa sorte na busca da Lágrima.
Theo entrou dentro de casa, sentou-se à mesa e olhou para Jess, a rapariga de cabelos claros desviou o olhar e começou a comer uma torrada, Theo bebeu um copo de sumo de laranja acompanhado por um pedaço de bolo de chocolate. Ao acabar de tomar o pequeno almoço levantou-se despedindo-se do sr e da sra Stevens e sem dizer nada a Jess saiu mesmo pela porta da cozinha. Jess observou Theo ir embora e sentiu-se mal por estar a tratar assim uma das suas melhores amigas, mas não conseguia esquecer o que se tinha passado entre ela e Brandon e principalmente não conseguia perdoar.
Jess ia sozinha para a escola, não era normal e tudo parecia diferente, o som que predominava era o silêncio, o vento invadia às vezes o silencio mas era por pouco tempo, Jess não conseguia deixar de pensar no dia anterior. Tinha se chateado a sério com Theo por causa de Brandon, algum tempo depois tinha dado o seu primeiro beijo a Brandon e tinha sido algo único, em relação a Mike... tinha lhe deixado uma mensagem no telefone de casa em como precisava falar com ele, mais tarde ele ligou-lhe e Jess impingiu-lhe o tão já esperado tempo e Mike nem foi capaz de o negar.
- Jessie?! – Jess olhou para o lado e viu Daniel, há muito tempo que não o encontrava.
- Daniel... faz já muito tempo desde a última ida para a escola juntos! – Jess observou o rapaz e pode constatar o obvio para todos, ele era uma copia da irmã, tinha cabelos castanhos escuros mas os olhos castanhos por mais que fossem simples e normais saltavam à vista de qualquer um.
- Então a Dani, não veio contigo hoje? – perguntou Jess contente por ter companhia.
- Ela deve vir ai com o... Adam...
- Continuas a não gostar muito dele?
- Eu não sei o que vocês vêem naquele paspalho! Desculpa, eu sei que és amiga dele.
- Não faz mal, olha eu não entendo porque não gostas dele, ele é um rapaz super querido! Eu vou esperar por eles, que achas de ficarmos aqui os dois à espera?
- Tem mesmo de ser??
- Sabes bem que não mas se não te deres com ele, nunca vais entender porque gostamos tanto dele.
- Ok! Não precisas dizer mais nada!
- É verdade... corre um boato que deixaste o Mike... é verdade? – Jess olhou para Daniel admirada.
- Como é que sabes, eu só falei com ele ontem à noite?
- Eu sou um dos melhores amigos dele, saímos ontem depois e ele contou-me.
- Já estou mais calma... é verdade mesmo... eu estou muito confusa...
- Tou a ver! Outro rapaz então?
- Vem ai a tua irmã e o Adam! Tenta ser simpático Daniel...
- Olha quem são eles!! – diz Daniel com um ar de brincalhão. – A minha maninha querida e... o Adam! – ele diz o nome do rapaz de uma forma seca, como se aquele fosse o seu pior inimigo.
- Pensava que não sabias o meu nome! Olá Jess! – diz Adam, Daniel olhou para Jess.
- Novidades Dani? – perguntou Jess.
- Mais ou menos!
- Vamos deixar os rapazes sozinhos para podermos falar mais à vontade! – Jess fez com que Daniel se assusta-se com a sugestão, ainda tentou faze-la mudar de ideias mas...
- Que fizeste, Jess? Eles vão matar-se! – diz Dani a rir
- Que melhor maneira de se conhecerem do que ser à força!?
As duas começaram a rir e a conversar sobre coisas de raparigas, enquanto um pouco mais atrás...
- Eu vou matar a Jessie! – diz Daniel em voz alta.
- Queres ajuda? – a proposta fez Daniel olhar para Adam e sorrir.
- Então que tens feito? Novos artigos para o jornal? – Daniel conhecia Adam especialmente pelo jornal, as coisas mais esquisitas eram sempre escritas por ele.
- Nada de novo, fartei-me de não ser elogiado pelo meu mérito ou mesmo pela criatividade e sim pela estranheza dos factos e coisas do tipo, ninguém gostava mesmo de ler a minha coluna...
- Como é que se chamava mesmo?
- “Aliens e Companhia”...
- Só o titulo já deixa muito a desejar!
- Pelo menos saltava à vista! O problema era mesmo o conteúdo...
- Acho que se tivesses outro tipo de titulo talvez...
- Que tipo de titulo? Sugestões?
- Sei lá! “O Paranormal”, “Mistérios nocturnos”... sei lá!
- Até que não são maus títulos! Deixa-me escrever!! – Adam tira do bolso uma agenda electrónica e começa a digitar algumas coisas, enquanto Daniel olhava para ele e tentava se lembrar porque não gostava dele, não sabia porquê mas veio-lhe uma dúvida de repente que podia valer como razão.
- Tu e a minha irmã... vocês?
- É por isso que não gostas nada de mim?! Eu não tenho nada com ela, somos amigos, só isso!
- Fixe! Quer dizer...
- Não faz mal, eu próprio não me imagino com uma rapariga tão cedo, ainda sou muito imaturo.
- Tu imaturo?! És um dos rapazes com mais maturidade que eu conheço.
- Deixa lá que os teus amigos também não são um bom exemplo disso... mas eu falo em maturidade com raparigas, eu sou tímido, não tenho conversas que interessam a uma rapariga, sou um caso perdido.
- A minha irmã gosta muito de ti e depois... também a Jess e a Emma parecem gostar também muito de ti!
- Amigas, eu não penso nelas de outra maneira, tal como elas não pensam em mim como um namorado!!
- Tu é que sabes meu, eu acho que se quisesses...
- Acho que preferia quando mal falavas comigo! – diz Adam sério.
- Porquê??
- Antes não tinha de ser simpático contigo, limitava-me a ser eu e nem esperava outra resposta tua do que um “adeus” ou mesmo um “conheço-te de algum lado”. Agora estou a começar a gostar de me dar bem contigo.
- Eu também... mais ou menos... Dani! Pára de falar e começa a andar, temos de estar na escola hoje antes do toque lembras-te!! Desculpa lá Adam, fica para outro dia! Ainda tenho de ir à directoria! Tinha-me esquecido! Xau! – Daniel começa a correr, agarra no meio do caminho o braço da irmã e os dois correm para a escola.
Orion estava com Leth e Theo, a Pluto Light tinha adoptado a sua forma felina, os dois estavam no cimo da colina de frente para a escola Sunset. Theo começava a sentir uma energia aproximar-se e sabia que o despertar estava próximo.
- Como conseguiste afastar a Luz? – pergunta Leth a Orion.
- A tua irmã acredita muito em mim, pelos vistos demais... disse-lhe que precisava que ela vigiasse o Mike durante todo o dia, o que ela não sabia é que o Jupiter tinha hoje um jogo em Santa Agnes. – Orion ri ao revelar a sua esplendida ideia.
- Foi uma boa ideia. Ela nunca irá saber que a Venus vai despertar, principalmente se tiver bem longe daqui... – diz Leth rindo.
- Desculpem interromper, mas vocês não sentem um poder negro? – pergunta Theo com um ar sério.
- Eu não! – respondem os dois guardiões em sintonia.
- Vocês não deviam ter os sentidos mais apurados do planeta?? Não parece! Eu estou a sentir uma energia maligna que está a aumentar cada vez mais, está a espalhar-se por aqui... está muito perto! – diz Theo num tom de desespero.
Leth tenta sentir mas não consegue detectar nada, o mesmo acontece com Orion. Theo começa a pensar que deveria estar a enlouquecer, era muito estranho estar a sentir algo que não existia.
- Eu vou para o local da energia... eu tenho a sensação que começo a sentir a Lágrima de Cipris por entre a energia negra. - Theo começa a afastar-se dos guardiões e percebe que a mente de Leth preparava-se para assimilar um recuo no tempo, o que estava para a acontecer já tinha acontecido e Leth seria a primeira a percebe-lo...
Jess vira-se de frente para Adam e a sorrir pisca-lhe o olho, quando ele a alcança abraça-a.
- Obrigado Jess, mas não entendo porque o fizeste.
- Tu és o melhor amigo da irmã dele e talvez um dia até mais do que isso, por isso é melhor começares a dar-te bem com ele.
- Jess! Eu e a Dani somos amigos desde crianças, esta não é uma relação que mude assim do nada!
- Todas as relações, principalmente essas de amigos de infância, tem sempre uma hipótese a progredirem para um nível mais intimo e vocês mais íntimos não podem ser...
- Jess, eu... adoro-te!! – Adam dá um beijo na testa de Jess, os dois entram na escola e separam-se com um “até logo”.
- Oi Jess! Vi-te a chegar com o Adam! – Jess olha para trás e vé Emma.
- Onde estavas? Tive para te esperar, mas como não apareceste no sitio do costume acabei por vir com ele.
- Fiquei em casa até mais tarde! Hoje temos de apresentar o trabalho de inglês.
- Que trabalho?
- Sobre a Revolução social?! Não te lembras... terminamo-lo ante ontem.
- Já me estou a lembrar, é agora! Esqueci-me da minha preparação psicológica... estou nervosa!
- Tem calma é só leres o que tens escrito!
- Acho que me esqueci da folha em casa!!
- Jess, não brinques.
- A sério, esqueci-me! Que faço?
- Vais a casa busca-la! Eu não posso ir contigo, tenho de ir dizer ao stor que vamos apresentar no fim da aula!
Emma corre para o bloco B. Jess fica parada durante algum tempo a pensar onde poderia estar a folha do trabalho, começa a andar devagar quando ouve a voz de Adam a chama-la, ela volta-se.
- Vais onde, Jess?
- Cusco! Vou a casa esqueci-me do meu trabalho de inglês que é para apresentar agora.
- Queres que eu vá contigo? Não me apetece ir à primeira aula.
- Tu vais-te baldar a uma aula? Vamos andando, se a Emma ainda me vé aqui ainda nos mata!
Os dois começam a andar cada vez mais rápido, chegam em poucos minutos à casa de Jess, Adam espera na porta de entrada, ela desce algum tempo depois com um dossie na mão.
- Grande trabalho!! – diz Adam ao ver o tamanho do dossie
- Por acaso isto é o meu dossie da escola, esqueci-me das folhas de inglês dentro dele.
- Estás mesmo distraída hoje! Vamos?
- Já queres ir à primeira hora?!
- Não mas se é para apresentar o trabalho agora...
- Vamos! – Jess ri-se e começa a andar em direcção ao amigo.
Estava na colina, de onde se via a escola. Kya sorria ao ver tamanha coincidência. Estava há muito tempo à espera de uma oportunidade para matar a Venus Light e se possível isso tinha que acontecer antes dela despertar... que ocasião melhor do que quando ela estava sozinha ou ainda melhor quando estava com outro Light sem memórias?!
- Acho que estou com sorte.
- Que devo fazer senhora? - perguntou Drano, ele usava um uniforme típico do Reino das Trevas, cinzento com dois símbolos nos ombros, o cabelo era esverdeado e tinha olhos azuis que lhe davam um ar de cruel e insensível, ele sorria.
- Eu vou criar a ilusão e tu prepara-te para os eliminar, aproveita... esta é a nossa última hipótese.
Kya desaparece e Drano sorri como se tivesse ganho o prémio da lotaria.
Leth estava sozinha, olhou em redor, mas não conseguia visualizar nada, só o negro, uma escuridão de certo modo frustrante, sentia que algo acontecia e que ela deveria acordar, aos poucos abriu os olhos e percebeu que a escuridão estava na sua mente, tinha sido uma ilusão, a gatinha deu alguns passos lentos e a escuridão ia cada vez mais se transformando, a luz mostrava-lhe o caminho a seguir... por fim viu que estava um pouco mais atrás de Theo, a Pluto Light estava à sua frente em frente a uma porta, o seu bastão reluzia o que indicava que tinha captado algo.
- Theo! – gritava Leth, mas a guerreira não a ouvia.
Theo empurrou a porta e esta abriu-se imediatamente, ela entrou rapidamente sempre seguida por Leth. A Pluto Light parou no meio da sala, era um quarto escuro, as paredes de tijolos cinzentos, mas Leth ao entrar pode perceber que aquilo era aço disfarçado e que estava ali dentro um poder bem controlado, Leth apercebeu-se que à medida que Theo andava a pedra do seu bastão brilhava cada vez mais. Agora Leth estava ao lado de Theo, a gatinha meio assustada olhou na mesma direcção da Light.
Bem no centro da sala estava algo como um mostruário, o vidro continha um pequeno cristal transparente com alguns tons laranjas, o cristal assemelhava-se a uma lágrima. Theo quebrou facilmente o vidro com o seu bastão e o cristal começou a flutuar, em segundos uma luz cor-de-laranja ofuscou a visão das duas obrigando-as a tapar os olhos, quando Leth finalmente abriu os olhos percebeu que Theo estava desmaiada no chão e o cristal tinha desaparecido...
Novamente uma luz tomou conta da gatinha fazendo-a planar no ar e desaparecer.
Jess parou e olhou para trás. Adam observou o ar de Jess, ela estava pálida parecia mesmo que tinha visto um fantasma, Adam começou a ficar assustado e sem saber o que fazer. Enquanto Adam se preocupava com o susto que tomava conta de Jessie, esta submetia-se à presença de Kya, que estava parada atrás dos dois com um sorriso triunfante.
- Jess, Jessie que se passa?
- Adam... eu vi... o meu sonho... era ela...
- O que?
- Ela Adam!!
Adam olha na mesma direcção de Jess mas continua a não ver ninguém.
- Jess tenta acalmar-te!
- Tu não a vês??
- Não...
- O que?!
- Jess não está ali ninguém.
- Mas... eu... – Jess observa novamente a área. – Tens razão... eu devo estar a endoidecer. – Jess começa a chorar.
- Jess... – Adam para tentar acalmar Jess abraça-a carinhosamente.
Os dois abraçavam-se como se fosse a única coisa importante naquele momento, Jess chorava cada vez menos, quando os dois se separaram não queriam acreditar nos seus olhos... estavam num lugar totalmente diferente de antes...
A estrada onde estavam antes perto da escola, tinha se transformado numa estrada que dava acesso a algo dentro de uma muralha, os dois olharam admirados para os enormes portões diante dos seus olhos.
- Jess, estás a ver o mesmo que eu?
- Acho que sim, Adam... acho que sim...