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Author: Hakesh-chan
Fiction Rated: M - Portuguese - Romance/Angst - Reviews: 8 - Published: 03-22-05 - Updated: 03-24-05 - id:1866068

Capítulo 3

Reorganizando....

Era de manhã.... os olhos pesados pelo sono roubado teimavam em permanecer cerrados.

Henrrique quase não havia dormido. Passara a última noite praticamente em claro se culpando de todas as formas possíveis pelo ocorrido no ginásio. “Por que raios tinha de ir praquele maldito lugar ” era o que mais lhe passara pela cabeça.

Sentia-se envergonhado, violado, humilhado, confuso, frustrado, transtornado..... e pior! De certo, logo que a notícia de que ele gostava de “brincar” nos vestiários pelas madrugadas, com garotos que ele mal conhecia, se espalhasse pelo colégio ele seria EXPULSO!!!

Arrrrrrrrrrrrrrrrrrrr!!! –deu um urro esmurrando ferozmente o colchão-

Agora seu destino estava literalmente nas mãos daquele babaca que praticamente o havia estuprado na noite anterior! E agora ?! O que fazer?! Esconder isso e não tocar nunca mais no assunto? Contar a seus pais? Aos diretores? Pajear Tomás em troca de seu silêncio? Tentar iludi-lo?! Acabaria se tornando um prostituto depressivo se continuasse à pensar assim!

Com essas questões rodando em sua cabeça, resolveu adiar por mais um dia a escolha da tal atividade extraclasse que teria de fazer.... Não teria cabeça para pensar nisso... Embora lhe agradasse bastante o fato de pensar em ter algo para se ocupar.

Em verdade, além de Tomás, não havia trocado mais de duas palavras com mais ninguém naquele maldito colégio. Aqueles rapazes eram muito fechados em seus círculos e ele não via formas de se agregar à esses grupos sendo um novato e sendo pobre ainda por cima!! O que, diga-se de passagem, parecia ser quase um tipo de “Pecado Capital” para aqueles alunos!

Em todo o caso, já que teria de qualquer maneira que permanecer acordado, definitivamente teria de procurar algo para fazer nem que fosse apenas para matar o tempo.

É uma pena não ter obtido êxito nessa questão... como resultado, o dia tinha se arrastado vagarosamente até agora na hora de almoço e não havia feito nada de relevante até então. Pelo visto, continuaria assim por um bom tempo ainda.

Sem nenhuma vontade de comer, pegou sua bandeja e serviu-se apenas de uma laranja e de um copo de suco fresco, caminhou até o fim do refeitório praticamente vazio,-mas que ainda assim foi o lugar aonde percebeu o maior grupo de pessoas aglomeradas até então; - apossou-se de uma pequena mesa bem afastada das demais próxima à uma janela e permaneceu ali quieto um bom tempo...

Já havia desistido de comer a fruta... seu estômago estava embrulhado só de pensar em esbarrar com Tomás pelos corredores à qualquer momento... olhava para o nada sem esboçar nenhum tipo de reação tentando não pensar em nada à respeito da situação instalada contudo, sentiu um arrepio correr-lhe a espinha ao imaginar o loiro entrando afetadamente pelo refeitório e vindo sentar-se ao seu lado como se fossem amigos ou coisa assim. O arrepio tornou-se um calafrio semelhante à um tipo de mal presságio ao reorganizar esse pensamento e imaginar que, provavelmente, o loiro sentaria à uma boa distância dele e o ficaria analisando e desafiando com AQUELES olhos azuis que tanto o irritavam. Sim , isso sem dúvidas era muito mais o feitio dele....

Instintivamente percorreu rapidamente com o olhar o salão do refeitório a fim de confirmar que nada assim lhe aconteceria por rapidamente os olhos por cada aluno e mesmo o fazendo tão superficialmente, pôde perfeitamente observa-los como se o tivesse feito por toda a vida.

Um poucos alunos se encontravam como ele, na periferia das mesas centrais com seus grupinhos de alunos rindo de forma espalhafatosa e forçada uns para os outros.... à uma mesa de canto no outro lado do refeitório podia se divisar um aglomerado de cabelo pertencentes à um rapaz praticamente soterrado por diversos livros e cadernos de anotações totalmente imerso em seu pequeno mundo. Foi nesse momento que lhe ocorreu o que poderia fazer para matar todo aquele tédio!

a Biblioteca!! –disse à si baixinho com um leve entusiasmo no olhar que brilhava pensando no fim daquele tormento de tédio e confusão-

Travando mais uma de suas épicas batalhas contra sua própria timidez, virou o suco na garganta e levou na mão a laranja levantando-se e indo em direção à mesa do rapaz.

À medida que se aproximava da mesa do rapaz, sentia a face queimar ... sempre fora um rapaz muito tímido para falar com estranhos mas uma vez que quebrava o “gelo” inicial, tornava-se o mesmo rapaz comunicativo e extrovertido que sempre fora.

Permaneceu algum tempo, totalmente petrificado ao lado da mesa esperando alguma reação do rapaz. Este por sua vez, nem se dera conta ainda de que ele estava ali. Estava tão absorvido pelo que estava fazendo que nem parecia perceber que havia todo um mundo que continuava existindo à sua volta; apenas quando seu lápis caiu da mesa e abaixou-se para procura-lo praguejando algo quase inaudível é que finalmente percebeu Henrrique parado à sua frente totalmente sem graça.

hã? ... Perdão . –disse o rapaz mesmo que não fizesse muito sentido- eu.... posso ajuda-lo?

Finalmente podia ver quem era aquele rapaz. Henrrique o conhecia... não sabia bem de onde, mas seu rosto não era estranho.

Era um jovem de traços suaves e de ombros largos, de cabelos lisos de cachos largos que lhe caíam até mais ou menos um palmo aberto abaixo do ombro, um cabelo de cor castanha clareada que de longe poderia ser facilmente confundida com um tom escuro de loiro, os olhos por de trás dos finos óculos de leitura dourado, eram de um verde-esmeralda escuro marcante e por mais que sua aparência fosse de alguém que se cuidasse muito, ele se encontrava de uma forma um tanto casual com o paletó do uniforme aberto no encosto da cadeira, coma gravata aberta e dois botões da camisa branca e amassada também abertos revelando lhe parte do peito do jovem. Os cabelos brilhantes e sedosos , presos displicentemente num tipo de nó frouxo que deixava que alguns fios escapassem emoldurando-lhe o rosto. De imediato percebia-se que ele deveria estar ali à horas!

Sem uma resposta imediata além de um olhar pra lá de confuso até meio pasmo o jovem insistiu:

er... posso ajuda-lo?

Como que acordando de um tipo de transe Henrrique ainda meio confuso tratou de dizer algo, embora não estivesse sequer muito certo de ter realmente compreendido a pergunta que lhe havia sido feito...sabia exatamente o que tinha escutado mas por algum motivo não consegui decodificar aquilo como uma pergunta ou como qualquer frase com algum significado.

Desculpe! .....er... desculpe incomodar....

não, tudo bem ... já estava acabando mesmo.... –divagou um pouco o outro- então....

então... o que? –Henrrique estava meio perdido-

O rapaz deu um gentil e descontraído sorriso:

em que posso ajuda-lo ....

Henrrique. Meu nome é Henrrique. – sentia-se mais vermelho do que quando Tomás o olhava , odiava agir como se fosse um tapado-

então... Henrrique... o que posso fazer por você. –continuou sorrindo doce o jovem percebendo a timidez de Henrrique e tentando ser o mais amigável possível, bem diferente dos outros rapazes que até então pareciam querer evita-lo à todo o custo –

eu.... er... eu sou novo por aqui e estava pensando se.... se talvez você poderia me mostrar aonde fica a biblioteca... ou ... esses livros todos são seus?? –disse olhando encabulado para a muralha de livros que cobriam a mesa-

Há Há Há Há Há Há!! –divertiu-se o jovem- é.... se eu quisesse eles bem que poderiam ser... mas não são infelizmente ....-lamentou-se divertidamente- ... você está buscando a biblioteca para alguma pesquisa ou simplesmente também gosta de ler ?

gosto de ler ! gosto muito !! sem contar que aqui é meio ...

Chato né? –completou o jovem apoiando o rosto com uma das mãos -

é ... –respondeu meio sem jeito-

vamos... não precisa ficar assim !! eu não mordo! –disse mostrando intencionalmente um dos caninos no canto de um sorriso descontraído- me dê só um segundo para juntar essas tralhas que eu o levo até lá... se pretende ficar lá toda a tarde, podemos ler juntos! Já li boa parte dos livros daquele lugar!! Sempre estudei nesse colégio!! Desde quando ele ainda tinha primeiro grau... hoje em dia, para voltar à ser um internato, eles excluíram as outras séries e deixaram apenas o segundo grau e o preparatório... eu até prefiro assim ... fica mais quieto...é o seu primeiro ano aqui não é? Nunca te vi antes e não conhece o colégio... -deduziu-

não... não sou... sou de uma cidade à umas horas de viagem para oeste... fiz a prova e passei pra cá.... tentei aqui recomendado pelos meus professores no colégio aonde eu estudava....

sério? E de que colégio você veio ?

Você não deve conhecer...vim de um colégio público... um pequeno lá de onde eu moro... –Henrrique se preparou para a provável cara de repulsa que seu novo conhecido provavelmente faria... mas ela não veio -

Sério? De um colégio público?? Péraí!! Você é Henrrique de quê?

vim sim ... e daí?

sério qual o seu nome todo?

Henrrique Luiz Cavalcanti Lemos. –respondeu de imediato-

ah claro!! Também pudera!

q foi? Alguma coisa errada?

não. Nada errado... mas é que todos já sabem quem você é...

COMO ASSIM?

vem comigo.

Terminaram de juntar as coisas. Henrrique ajudava carregando uma pilha com alguns livros e seguia o rapaz pelos corredores até o mural principal do colégio. Lá estavam fixos os papéis com a listagem dos alunos aprovados e suas notas respectivas.

vê?

o quê?

como o quê? A sua é a maior nota nos últimos anos de todo a prova de bolsa!!! Todos estão comentando a seu respeito... mas quem fez a prova com você na sua sala jura que você poderia ser um daqueles garotos marginais e rebeldes !! diziam até que você tinha usado gel pra arrepiar o cabelo, que usava roupas desgrenhadas, que tinha tatuagens, piercings....

Jura??!!

claro!! Por isso achei estranho ser você o tal “Lemos” de que todo mundo falava!! Você parece ser todo certinho e direito.... tem idéia de por que estariam falando assim de você?

nem sabia que me viam dessa forma !! muito menos que tivesse reparado em mim!!

há... vai por mim!! Com essa nota, aqui no St. Hellen você vai ser conhecido por todo mundo.

então porque ninguém fala comigo nem me dá bola...?

por que ainda não te associaram ao “delinqüente” Lemos.

ah ótimo!! Agora eu sou um delinqüente juvenil!!o que me falta agora?

Nah!! Não se esquente por isso!! Quando te conhecerem melhor, vão sacar que não é nada disso. Mas como você foi arranjar essa descrição??

O garoto começou à contar sobre o que havia acontecido naquele fatídico dia da prova.... achou melhor omitir os fatos sobre Tomás e se limitou apenas à dizer que se perdera no horário observando o jogo dos garotos na quadra e que por isso havia corrido tanto para chegar até a prova .... só não entendia como as pessoas poderiam ter associado a imagem dele á de um delinqüente com tatuagens e tudo mais....mas enfim... disse-que-disse de um lado para o outro é o que mais tem ali não haveria de ser diferente...

Henrrique ficou tão entretido em sua animada conversa com seu novo amigo, que mal percebeu o caminho que fizeram até a famosa biblioteca do colégio e, quando deu por si, já estavam sentados e o jovem agora pedia que ele falasse um pouco mais baixo...

Os dois acabaram passando a tarde toda conversando e desistindo de o fazerem num tom quase inaudível acabaram indo para o pátio central aonde podiam conversar mais tranqüilamente... Henrrique contou tudo sobre sua casa na cidadela, sobre seus amigos de colégio... sobre sua família de quem sentiria mais falta do que tudo estando naquele lugar... o jovem o ouvia com interesse e igual reciprocidade e mesmo tendo falado tão pouco sobre si, não se importava nem um pouco em ficar aquelas horas ouvindo o garoto.

Quando caíram em si, já era hora do jantar e os dois voltaram ao refeitório.

Henrrique comia quase desesperadamente... a ausência do almoço deixara uma verdadeira cratera em seu estômago e comeu tudo o que podia. O Jovem divertia-se olhando-o comer tão esfaimado.

Junto com sua animação, a fome de Henrrique havia voltado com tudo! Ah!! O que ele não daria por um daqueles pratos que sua mãe fazia só pra ele!

vai com calma Rique! Assim vai acabar engolindo o prato junto!!! –já havia começado à chamá-lo por um apelido próprio-

Ainda de boca cheia, tentando engolir a generosa garfada que acabara de colocar na boca, ia tentar responder algo, mas seus olhos se fixaram algumas mesas depois da de seu amigo sendo atraídos por um par já conhecido de olhos azuis.

Ao perceber o garoto desviado da conversa, o jovem rapaz também buscou o que o distraíra.

Ao ser encarado pelo jovem Tomás riu de seu jeito com o canto do lábio, levantou-se calmamente e caminhou até a mesa dos dois. Trajava o uniforme do time de basquete, o que provavelmente significava que estivera treinando o dia todo.

Enquanto o loiro vinha até a mesa, o jovem podia observar uma apreensão quase descontrolada no rosto de Henrrique que piorava a cada passo que o loiro dava em direção à eles.

e-eu tenho que... –henrrique tentava dizer alguma coisa quando Tomás definitivamente chegou à mesa. Calou-se imediatamente olhando-o mecanicamente –

Ignorando totalmente o outro, Tomás colocou uma mão na cintura e a outra se apoiando sobre a mesa inclinando-se para o garoto.

hum.... achei que fosse vir me procurar hoje pra conversarmos sobre a outra noite mas pelo visto acho que nem se lembra mais não é?

e-e-e-e-eu....e-eu nã-não.... –Henrrique tremia de cima abaixo-

TOMÁS !! VAMBORA OU VOCÊ VAI FICAR POR AÍ ?? –gritou do outro lado do refeitório um dos outros garotos que acompanhavam o loiro-

Nah!! Eu já vou! –disse em resposta ao outro e voltando-se novamente para Henrrique prosseguiu- faz o seguinte : me encontra depois do treino. Deve acabar em uma hora de qualquer maneira, e então conversamos.

ma-mas eu não... –tentou discutir um atordoado henrrique-

mas EU quero conversar com você! –interrompeu Tomás decidido- se quiser pode levar o seu amiguinho, mas acho que sobre isso você não vai querer conversar na frente dele não é? –desafiou Tomás sem sequer encarar o jovem à quem se referia-

Em seguida o loiro foi embora correndo um pouco e alcançando seus colegas de time. Henrrique se sentia mais uma vez bobotizado depois de encontrar Tomás.

Que diabos foi isso Rique? –perguntou o outro desconcertado-

ISSO foi o Tomás...

ué? Mas você não disse que não conhecia ninguém aqui no colégio...?

longa história... olha...s e não se importar..acho que perdi a fome... estou cansado...acho que vou tentar dormir um pouco..sei lá... me desculpe... –Henrrique deixou a mesa antes que seu amigo pudesse dizer algo para fazê-lo ficar. –

Suas pernas o levaram diretamente ao ginásio de forma lenta e mecânica. Não sabia qual era exatamente o poder que Tomás exercia sobre ele...mas tinha de começar à pensar num jeito de evitar isso... já estava na quadra, escolhera um canto de uma das arquibancadas e ali ficou todo tempo aguardando até que o loiro viesse lhe falar. Enquanto ficava ali, só pensava em como deveria parecer ridículo a cena... ele tinha virado um tipo de “pet” que seguia e fazia tudo o que Tomás lhe ordenava...e Pior! Ainda fazia isso sem nem ao menos conseguir evitar!!

Lentamente, viu os alunos se dispersarem em direção ao vestiário em seguida os viu deixando o ginásio uma a ás fora o último a sair dos vestiários e agora estava parado à beira da arquibancada fitando-o com aquele olhar que somente ele sabia como usar.

Ta quente aqui. –disse abanando a blusa sobre o peito.- a menos que queria tomar outro banho de madrugada, vamos lá pra cima na piscina? –por mais q sua voz soasse como uma brincadeira seu rosto trazia o cenho bem mais sério que o habitual para alguém como Tomás. –

Henrrique apenas levantou-se e seguiu-o em silêncio até a piscina. Ela ficava em cima do ginásio e para chegar a´ela bastava subir um alto lance de escadas. Havia quatro deles nas quinas das arquibancadas e por ali mesmo eles subiram.

Apesar de ser uma bela vista lá de cima Henrrique não conseguia reparar em nada com detalhes... suas preocupações iam desde de estar novamente à sós com Tomás até o fato de ter simplesmente de dizer alguma coisa.

O loiro , ainda de costas para ele, sentou-se à beirada da piscina com os pés para dentro d’água. Henrrique permaneceu de pé...achava melhor não ficar muito perto do rapaz... pelo menos não ao seu alcance.

o que você quer Tomás? – Henrrique começou. Sua voz soando estranhamente calma para ele próprio-

Não quero que fique assim comigo. Tenho uma idéia do que...

Como não quer que eu fique assim?!

não é isso....-o garoto apenas ficou parado ouvindo- tem todo o direito de estar como está. Afinal de contas... mesmo depois de ontem, ainda somos completamente estranhos... tenho certeza de que deve estar confuso com tudo isso.. .a idéia que faço de você é que provavelmente nunca tenha estado com ....que nunca tenha estado com outro cara antes –Tomás estava completamente sério..a voz até soando um pouco metalizada- mas o que eu quero dizer não é isso...

Então é o que?

o que eu quero dizer.... é que ....

anda! O que é?!

quero dizer que eu também estou confuso com tudo isso... não sei a imagem que você faz de mim .. mas eu não sou assim ... gosto de sair com outros caras? Gosto. Mas normalmente não sou eu quem os provoco ou faço coisas como eu fiz com você ontem.

ah! Sério?-debochou o garoto-

não precisa falar assim comigo! Também não me sinto bem falando isso. Mas não estou zombando de você, estou ?.... ......só queria dizer que ainda assim , se você deixar .... quero ser seu amigo...

Henrrique ficou calado com a boca entre aberta....não era exatamente aquilo que esperava de Tomás.

henrrique...saiba que mesmo sem te conhecer, ...e u.....eu gosto muito de você....e a menos que você me peça, ... eu não pretendo me manter afastado. Não se preocupe. Não farei piadas nem contarei à ninguém sobre isso...se é o que eu entendi, .... você prefere fazer de conta que nada aconteceu... quero que saiba que,... enquanto isso estiver bem pra você... pra mim também vai estar.

Um longo e perturbador silêncio se seguiu. O loiro se ergueu e virou-se ficando frente a frente com o garoto.

Henrrique deixou que ele viesse em sua direção. Quando loiro ia passar por ele para sair d área da piscina para surpresa de Tomás e do próprio Henrrique o garoto segurou o loiro pelo braço. O rosto queimando e o corpo tremendo.

e-eu...não ... –tentou começar-

shh....-Tomás levou um dedo aos lábios do garoto- tudo bem...qualquer coisa estarei perto.. é só falar comigo tudo bem?

Henrrique o soltou e Tomás foi embora. Quando ouviu a porta do ginásio se fechar lá embaixo,o garoto caiu sobre os joelhos num choro angustiado e sufocado. As mãos na cabeça e a única pergunta que passava em sua mente era “Por que o deixou ir?!”.

Continua.....


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