Home Just In Communities Forums Beta Readers Dictionary Search Login Register Extras
Fiction » Manga » Despertar dos Deuses font: B s : A A A . width: full 3/4 1/2
Author: ArtisLasair
Fiction Rated: T - Portuguese - Adventure/Fantasy - Reviews: 6 - Published: 07-31-05 - Updated: 09-07-05 - id:1975529

A origem dos Guerreiros Estelares ... a verdade por tras da lenda. Eles não só me pertencem como fazem parte de mim.

Artis

A LENDA

No inicio só existia o vazio.

Nada além de um infinito e silencioso vazio, onde nem mesmo o som se propagava, perdido na cruel escuridão do vácuo que reinava soberano.

Aquilo era o Caos.

A densa energia que remete tudo e todos ao nada absoluto.

Então uma pequena consciência surgiu, dando origem ao que podemos chamar de Deuses Primordiais: estes Deuses representavam a energia construtora da Ordem, que imediatamente tornou-se uma ameaça à supremacia do Caos.

Ironicamente, nas intermináveis batalhas que se seguiram entre as duas facções cósmicas, os poderes do Caos e da Ordem pareciam se equiparar em força e intensidade, resultando em milênios de batalhas infrutíferas.

Num momento de reflexão, o Caos e a Ordem concluíram que aquele desgaste não levaria a nenhum resultado diferente de um eterno combate, concordando que a melhor decisão seria aceitar uma coexistência pacífica e em equilíbrio.

Para selar este acordo foi criado o universo, uma obra prima que por toda a eternidade deveria lembrá-los deste pacto de paz. Satisfeitos com a perfeição de sua criação, os Deuses decidiram habitar as galáxias e constelações com outra preciosa obra prima: vida.

Diferente das forças primordiais, estes seres curiosos tinham um curto ciclo de vida, mas em contrapartida eram dotados da perfeita essência do equilíbrio dos poderes de seus criadores – o que permitia a cada um desses seres espalhados pelas estrelas seguir por seu próprio caminho, seguindo algo que os Deuses chamaram de consciência.

Em diferentes partes do recém-criado universo foram escolhidos aqueles cuja centelha interior era mais brilhante para serem eleitos o elo entre o mundo mortal e o mundo divino.

Entretanto, o tempo mostrou que mais difícil do que se obter o poder, é manter-lo: o poder do Caos era algo mais velho e forte que o próprio tempo, o que fez com que os Deuses da Ordem perceberem que um grande número de seres era fortemente influenciado por suas sombras, aumentando o poder do Caos enquanto a energia da Ordem dissipava-se de uma forma preocupante.

Diferente do Caos, para manter-se soberana, a energia da Ordem precisava estar em constante movimento, ou seja, ser reciclada de tempos em tempos e assim os Deuses viram em sua própria criação a salvação de sua existência.

Essa espécie de simbiose era vital para ambos: os mortais precisavam acreditar que existia algo superior cuidando de seus destinos e os Deuses precisavam dessa confiança e energia.

Mas tão importante quanto a simbiose entre criador e criatura é o mistério reservado a outros ainda mais especiais: a renovação dos ciclos.

De Eras em Eras o poder da Ordem deve ser renovado através de um novo espírito ou de um grupo de espíritos, quando os Deuses procuram em meio de suas criações aqueles que seriam destinados a

receber a dádiva da divindade e a fazer parte da grande Teia Cósmica.

Uma ínfima porção de cada uma das divindades é concedida ao escolhido, cujo amadurecimento e esforço é recompensado com a imortalidade, sendo admitido entre aqueles que lhe concederam a vida.

A criação se torna o novo criador, mantendo a roda da vida girando.

Mas os Deuses não são perfeitos, e o Caos esta sempre presente.

O Caos representa a sombra oculta dentro de cada um de nós e que se não for enfrentada de frente cedo ou tarde pode representar nossa ruína.

Ninguém pode viver na luz eternamente, assim como também não se pode viver somente nas sombras.

Luz e sombra são rivais e amantes, desde o início e assim permanecerão ate o fim.

Se cada um dos seres agraciados com vida pode se tornar uma divindade, é necessário buscar o perfeito equilíbrio entre o Caos e a Ordem que existe dentro de si.

Aquele que foge de sua Sombra esta sujeito a ser encurralado por ela no pior momento de sua vida e errar.

Para um simples mortal, um erro pode ser mortal, mas para uma Divindade, um pequeno erro pode significar o fim de tudo.”

A sacerdotisa fechou o pesado manuscrito e voltou sua atenção ao pequeno grupo ao seu redor: 5 garotas e um rapaz, adolescentes com a media de 15 anos. Seriam jovens comuns se não fossem dotados de tanto talento para magia, cada qual com sua especialidade e características próprias.

Crianças extraordinárias com um futuro muito especial”,pensou, observando os alunos.

Nieve se orgulhava de saber que fora responsável por cuidar de cada daqueles jovens que a olhavam atentamente, ávidas por absorver conhecimento e sabedoria.

Claro que com uma sacerdotisa como eu,os pupilos só podiam ser extraordi...”, antes que a modesta mestra termine o seu singelo pensamento,um ronco ressoa mais alto do que indicaria o bom senso, fazendo uma gota surgir na cabeça da agora não tão orgulhosa sacerdotisa que diante das expressões constrangidas dos demais pupilos dirigia-se à pessoa que aparentemente não havia se interessado pela aula.

Enquanto se aproximava da adolescente problemática, disfarçadamente deu uma olhadela rápida nos demais alunos.

Uma jovem de cabelos castanhos encaracolados e olhos verdes com ar de preocupada conversava com uma ruiva de olhos negros de expressão fechada sobre a displicência da colega que pegara no sono durante a aula.

O único rapaz do grupo ajeitava os cabelos claros, impaciente pela continuação da aula. Os olhos azuis celestes brilhavam, exibindo uma sede de conhecimento que parecia não ter fim; e na opinião da experiente sacerdotisa isso era um bom sinal.

Próxima da janela, se encontravam outras duas alunas: a de cabelos negros e olhos azul cobalto estava sentada ao lado de um vaso de plantas e dividia sua atenção entre as flores que acariciava suavemente e a movimentação da professora.

Enfim, chegou frente a sua vitima e cruzou os braços, voltando a dirigir o olhar para a janela onde se encontrava a outra aluna, uma tímida jovem de cabelos castanho escuros. Admirou por alguns segundos o belo brilho avermelhado que as longas madeixas ganhavam ao serem tocados pela luz do sol.

Ela estava completamente concentrada em fazer suas anotações sobre a aula e sequer havia notado a movimentação causada pela dorminhoca.

Como será que essas duas podem ser irmãs? E gêmeas, ainda por cima? Onde está o raio do equilíbrio cósmico do qual acabei de falar?” Desanimada e com o cenho franzido, Nieve suspirou, decidindo por acordar de vez a pupila problemática. Uniu as mãos em uma posição de conjuração e passou a recitar o feitiço.

Graciosas ondinas

Elementais fluídos e sagrados

Concedam à sua filha

O seu líquido abençoado”

Os jovens observavam a mestra realizar o conjuro, cientes que qualquer que fosse o castigo reservado para Lyncyne, certamente seria bem merecido.

Ao menos a Sra Nieve não escolheu um castigo com o elemento fogo”, pensou a jovem Morgan que reconheceu prontamente o encantamento que estava sendo utilizado, abafando uma risada imaginando o final daquela cena.

Uma pequena esfera de água passou a se formar logo acima da neófita adormecida e crescendo de forma rápida, afastando os demais da área ao redor da colega de estudos.

Claro, todos menos Krystall que ainda estava concentrada em terminar suas anotações e que quase foi ao chão ao ser puxada de forma “delicada” por sua amiga Dara.

Com a mão direita suspensa e levemente virada para cima, Nieve concentrava-se em ceder energias ao feitiço enquanto avaliava a garota problema: Lyncyne nunca prestara atenção nas aulas, mas há pouco tempo a coisa estava começando a ficar realmente insuportável: onde se já se viu, dormir diante uma mestra?

Certamente, se ela fizesse isso na época em que era uma neófita, teria sido expulsa da ordem sacerdotal.

Mas aquelas crianças eram diferentes, principalmente as gêmeas.

E por isso ela se preocupava tanto: Lyncyne simplesmente não se esforçava, não procurava formas diferentes de resolver o mesmo problema e sequer se preocupava em ter algum tipo de responsabilidade: tudo que fazia funcionava sem muito esforço, com exceção do teleporte ou da arte da mudança de aparência – artes nas quais o conjurador deveria ter auto controle e concentração.

Você é excessivamente confiante criança. Isso pode custar a sua vida e a dos seus amigos”. Diante um gesto da Mestra, o grande bloco de água formado acima da jovem de cabelos castanhos avermelhados perdeu sua sustentação, despencando sobre a ‘bela adormecida’, que despertou ao contato de litros de água gelada no seu corpo.

-GLUB! Glub! Cof,Cof... Ué, eu tava assistindo a aula da Senhora.. Er...” a garota de expressivos olhos cor de mel levemente esverdeados perdeu a respiração ao localizar os demais colegas do lado de fora do salão onde a aula ocorria, observando-a com a expressão de “você não tem jeito mesmo, não?”.

Engolindo seco, sentiu um frio correr pela sua espinha ao notar o olhar enfurecido de sua jovem mestra.

-Lyncyne? Você não estava prestando atenção na aula novamente?” e antes que a garota ensopada pudesse balbuciar alguma coisa, emendou: “Minha filha, já não sei mais o que fazer... Você não leva nada a sério, não tem medo que os Deuses se enfureçam com tamanho descaso às dádivas que lhe concederam?”

Afff... lá vem a mesma estória de sempre”, pensou contrariada. “Agora ela entra com a velha história... por que você não é como sua irmã, e blá blá blá.. Confirmando suas previsões, depois de alguns minutos de sermão, foi emendada a frase célebre:

... você bem que podia se esforçar como a sua irmã, ela honra os Deuses com esforço para agradecer os dons que recebeu e...” Nieve não conseguiu terminar o sermão diante o repente da causadora do tumulto:

-A diferença nós duas é que eu sou muito melhor e não preciso me matar para fazer feitiços! Krystall é tão inábil com magia que mal consegue realizar um conjuro básico como convocar um elemento, como este que você fez há para me castigar! Eu devia ser citada como um exemplo a ser seguido, e não aquela inútil!!!!”, a garota ensopada bradou em plenos pulmões, sem pensar muito como era de costume.

Nieve só teve tempo para ver de relance o brilho triste que brotara nos olhos cor de mel não muito longe delas, para em seguida ouvir o barulho de passos apressados.

Krystall.

Lyncyne só percebera o tamanho da besteira que fizera ao cruzar o olhar com o da irmã, onde foi perfeitamente possível ler nos orbes tristes que algo parecia ter se estilhaçado dentro dela.

Algo que talvez nunca mais pudesse ser recuperado.

-Krys,.. e- eu.. não quis ...” A garota balbuciou em vão, enquanto observava a figura esguia da irmã se afastar a passos rápidos corredor afora, até sumir do seu campo de visão.

“-Fazer sua irmã se sentir completamente inútil faz você se sentir menos irresponsável, Lyncyne? Ou você acha que ela não se sente mal por ter tanta dificuldade apesar de se esforçar mais do que vocês todos juntos? Se sentir a mais miserável das criaturas já não é o suficiente?”. A voz cortante de Nieve despertou Lyncyne do transe em que se encontrava, fazendo-a arregalar os olhos levemente esverdeados e sentir-se mal.

Olhou para o chão, aturdida pela grande besteira que acabara de fazer: verdade fosse dita, nada nunca fora fácil para sua irmã, embora nenhum dos cinco colegas entendesse o porquê de tanta diferenciação entre eles.

Enquanto cada sacerdote e sacerdotisa oriundo de Galtus parecia se encantar com ela, Dara, Morgan, Brigith e Gwydion, ao mesmo tempo todos eles pareciam desprezar Krystall.

Quer dizer... ela nunca soube se desprezar era bem a definição correta, afinal todos eles eram muito jovens e raramente os altos sacerdotes os visitavam em Celtus.

Na última visita que haviam recebido, Lyncyne havia tido a impressão que os sacerdotes tinham medo de Krystall, o que lhe parecia no mínimo incoerente: por que os mais respeitados e poderosos senhores da magia temeriam uma adolescente inapta como sua irmã?

Os sábios devem estar ficando esclerosados”, concluiu confusa.

Sem desviar os olhos do chão, pôde sentir o olhar desaprovador de cada um de seus colegas de estudos recair acusadoramente sobre ela, fazendo-a sentir-se ainda pior do que antes.

Dentre todos eles, as pessoas que certamente a matariam naquele momento se pudessem seriam Brigith e Dara – o semblante inexpressivo de Brigith não conseguia ocultar a chama de ódio brilhava nos olhos da noviça do fogo, assim como Dara que fechara os punhos, deixando obvio a ira da noviça da terra.

Mesmo os dois outros companheiros, normalmente tranqüilos, pareciam insatisfeitos por ela ter ferido de forma tão cruel alguém que apesar de tão deslocada do grupo, era muito querida e amada.

Talvez, de certa forma, Krystall fosse a mais amada por eles todos.

Elevou os olhos para encontrar o olhar de sua mestra e resignada aceitar a sua punição.

“-Eu admito que fui desprezível, aceito o castigo que me for reservado para me redimir, Senhora Nieve”. Mordeu de leve os lábios, tentando não culpar sua irmã novamente por algo que ela mesma havia causado, ainda encarando Nieve que a observava muito séria.

“Não irei puni-la, Lyncyne. Seus próprios atos o farão.” Nieve olhou de lado para Lyncyne, dando-lhe as costas e deixando o recinto com passos firmes em direção ao corredor por onde Krystall saíra momentos atrás.

Em silencio, Lyncyne assistiu sua mestra e os colegas deixarem o recinto, percebendo que este seria seu castigo.

Claro, qual seria o maior castigo que uma pessoa extrovertida como ela poderia receber do que ser deixada sozinha por seus companheiros, a sós com sua própria consciência?

Qual era o seu maior temor, a única coisa que realmente a atingia a ponto de desestabiliza-la?

SOLIDÃO.

Cerrou os punhos, num misto de remorso e ciúmes, sabendo que por causa dela, da irmã e de toda aquela situação embaraçosa, levaria uma ‘gelada’ do grupo novamente.

Oo0o0o0o0o0o0o0o0o0

Em mais uma tarde ensolarada nas planícies de Celtus, o som do canto dos pássaros parecia compor uma doce melodia com o barulho do vento que brincava com as folhas das árvores que se soltavam, ávidas por liberdade.

Uma verdadeira imagem do paraíso. Mas paraísos não duram para sempre.

Inútil

O barulho de passos apressados sobre a grama interrompeu a sinfonia natural.

Inapta”

Os pequenos gravetos rompiam-se com a força do impacto dos pequenos pés; pedras voavam longe ao toque dos mesmos, que mal resvalavam no solo para deixá-lo novamente.

Criatura inconveniente”

Feridas profundas demais para uma alma tão jovem sangravam a cada lembrança desenterrada, cuja tristeza parecia ter se enraizado em sua essência de forma profunda e irreversível.

Por que as sacerdotisas aceitaram este estorvo como aprendiz ao invés de se livrarem dela?”

Os maldosos comentários sussurrados pelos corredores por onde passava ressurgiam em sua mente um a um, sangrando seu coração e fazendo com que gotas salgadas caíssem pela grama que era deixada para trás da figura esguia que parecia fugir de algo ou alguém.

Fugir do desprezo que via no olhar das pessoas desde que tomara consciência de sua existência miserável. Fora a Senhora Nieve, nenhum dos demais sacerdotes jamais tinham sequer se importado com ela.

Fugir da sensação de abandono que sentira ao se conscientizar que era uma órfã.

Fugir da frustração de não conseguir obter os mesmos resultados que os demais colegas, apesar de se esforçar muito mais que todos juntos.

Fugir deles.

Fugir dela mesma.

O líquido cristalino corria generosamente dos orbes cor de mel tomados pela tristeza, marcando o rosto delicado com as pesarosas lágrimas que corriam sem cessar.

-Por quê?!?!” subitamente a jovem parou de correr e deixou-se cair de joelhos no chão, com o rosto encoberto pelos longos cabelos levemente avermelhados, golpeando o solo com os punhos cerrados repetidamente, sem notar os ferimentos que surgiam a cada investida.

POFT!! Finos fios de sangue escorriam, manchando a grama verde com a cor escarlate, mas a dor não parecia incomodar a garota.

Poft!! Poft!! Isto porque a dor que a consumia não estava nas mãos e sim em seu peito.

Assim que o sangue dos ferimentos tocou no solo, um pequeno círculo de energia passou a ser formar ao redor da garota em prantos que parecia não perceber o que estava acontecendo – a cada novo golpe aquele circulo ganhava se fortalecia com uma rapidez impressionante, deixando de ser uma onda energética suave para pesar o ambiente que ele demarcava.

Aquela força que parecia se originar do corpo dela não lembrava nem de longe o tipo de poder que os sábios sacerdotes e sacerdotisas vinham ensinando à aqueles jovens controlarem.

Era uma energia densa, pesada e que de uma certa forma lembrava a energia da morte.

Um poder incontrolável e mais antigo que o próprio tempo.

CAOS.

Ao sentir tal poder se pronunciando, Nieve apertou o passo até aproximar-se o suficiente para conseguir algum contato visual com sua pupila. Neste exato momento, a mudança de energia passou a ocorrer de forma significativa, deixando-a apreensiva ao notar que velocidade o padrão energético se transformava era cada vez maior - os olhos negros se arregalaram ao tomar consciência do que se passava frente aos seus olhos, entendendo pela primeira vez na sua vida o real significado da palavra MEDO.

Aquela energia que vinha da jovem ajoelhada sobre o solo era a origem dos maiores pesadelos que guardavam o segredo do passado daquelas crianças.

O motivo pelo qual Krystall nunca conseguia fazer um único encantamento funcionar perfeitamente sem que ela tivesse que fazer um esforço sobre-humano para isso.

A razão pela qual aquela criança tão doce fora desprezada por todos aqueles que um dia haviam jurado dedicar suas vidas para proteger crianças especiais como ela.

Não pode ser... esse poder... como será que ela conseguiu? Será que o selamento foi rompido?” Nieve correu em direção à pupila, já iniciando um encantamento de contenção, torcendo para chegar a tempo de impedir uma tragédia.

Terra, ar, fogo, água

Conceda força

Conceda sabedoria

Conceda vigor

Conceda intuição”

Uma luz dourada formou-se ao redor de Nieve que estava bem em frente a Krystall que dava seu último desabafo:

-Por que não posso ser forte também?!?!?!”, a garota bradou em plenos pulmões, cruzando o olhar com o de sua mestra que finalizava o feitiço naquele instante.

Elementais guardiões, obedeçam o chamado

Contenham o Caos, mas protejam seu enviado”

Um círculo dourado se formou em volta daquele que envolvia Krystall, que exausta, caiu desacordada no chão.

Nieve sentou-se ao lado da discípula e puxou-a para o seu colo. Num gesto carinhoso, retirou as mechas avermelhadas que ocultavam o rosto marcado pela tristeza.

-Desculpe, minha criança, por tornar sua vida tão difícil...” Nieve sussurrou, enquanto abraçava Krystall,”certamente você tem toda razão de se sentir tão magoada.... mas tenho certeza que você é forte o suficiente para agüentar isso tudo. Sempre foi”.

Você sempre foi a mais forte de todos, e por isso foi reservado a você o papel mais importante dentre seus amigos. Sei que você não ira me decepcionar”, pensou com o coração sangrando por submeter sua aluna a toda aquela situação.

Krystall estava ficando forte, muito mais rápido que os altos sacerdotes de Galtus imaginavam. O selo que havia sido rompido deveria ter agüentado por mais dois ou três anos, de forma que ela deveria passar a prestar mais atenção nela dali por diante.

Nieve permaneceu assim por algum tempo, sentindo os batimentos cardíacos da garota retornar ao normal lentamente. Sentiu um frio na espinha ao lembrar da imagem de poucos instantes atrás:

Os olhos cor de mel de Krystall estavam diferentes.

As pupilas não estavam arredondadas como os dos orbes terrestres, e sim afiladas como os dos olhos galtunianos.

O feitiço realmente havia sido quebrado, e Krystall acessou inconscientemente uma pequena parte da energia que lhe fora negada em nome da segurança do universo.

Desta vez fora por muito pouco.

Apesar de repetir essas coisas a si própria, Nieve não conseguia enxergar a garota em seus braços como uma ameaça, afinal, ela mesma a criara como se fosse sua própria filha.

Acompanhou os primeiros passos.

Ouviu-a dizer as primeiras palavras.

Consolou-a nos momentos de depressão e incentivou-a a sempre lutar por uma vitória.

Embora todos a vissem como uma maldição, Nieve sabia que ela era uma jovem doce, gentil e dedicada.

Afinal... tinha orgulho de tê-la como aprendiz.

Como filha.

“Confio em você, Krystall... Você é muito mais do que as pessoas maldosamente dizem nos corredores de Galtus. Sei que não falhará e cumprirá seu destino.”

Oo0o0o0o0o0o0o0o0o0

Olá...

Espero que vocês tenham gostado deste primeiro capitulo. Eu criei estas personagens há muito tempo atrás, quando ainda era uma adolescente e fui ajustando alguns detalhes conforme eu fui amadurecendo minhas idéias.

Eu já tinha esta historia em projeto há muito tempo, mas eu andava muito atrapalhada no serviço ( como sempre ) e quando vi o desafio no fórum ( Mundo dos Fics ) achei que seria uma boa matar dois coelhos com uma só cajadada: participo do desafio e mato um item da minha lista de pendências )

Gostaria de fazer um agradecimento especial as minhas leitoras de “Cruzando Eras – uma historia de amor”, que tem me incentivado para escrever a historia dos Guerreiros Estelares para conhecer um pouco mais do passado deles.

Para as pessoas que não conhecem os personagens, vou colocar um resuminho aqui:

Nieve – Sacerdotisa do Templo da Ordem, encarregada de educar as crianças ‘escolhidas’ pelos Deuses Primordiais

Morgan – A noviça da água. Possui facilidade para fazer feitiços que utilizem este elemento e acessa todas as dádivas de seus elementais. Possui empatia, intuição e dons de premonição.

Brigith – A noviça do fogo. Possui facilidade para fazer feitiços que utilizem este elemento e acessa todas as dádivas de seus elementais. Possui grande força física, cria e manipula chamas e possui grande poder de cura.

Dara – A noviça da Terra. Possui facilidade para fazer feitiços que utilizem este elemento e acessa todas as dádivas de seus elementais. Possui habilidade de conversar e manipular as plantas, alem de controlar terra e lava, alem de ser tão forte quanto Brigith.

Gwydion – O aprendiz do Ar. Possui facilidade para fazer feitiços que utilizem este elemento e acessa todas as dádivas de seus elementais. Possui inteligência acima da média e consegue assimilar informações e línguas de forma quase que imediata, além de conseguir convocar e controlar os ventos e seus componentes.

Krystall e Lyncyne – Por enquanto, vou deixar estas duas em suspense. O que vocês puderam ver ate agora é que são duas irmãs...er .. normais, ( ou quase isso). Acho que quem leu esta fic pode começar a tirar suas próprias conclusões...rs.. mas eu garanto que estas duas é que são responsáveis pela confusão central.

Bem... creio que posso parar por aqui hoje

Espero que vocês gostem, vou tentar escrever o 2º capitulo e posta-lo antes do fim do prazo do desafio do fórum.

Kissus

Artis



Return to Top