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Fiction » Mystery » Keyra Thomas: O Assassínio do Sem Abrigo font: B s : A A A . width: full 3/4 1/2
Author: Elyon Somniare
Fiction Rated: K+ - Portuguese - General/Mystery - Reviews: 12 - Published: 04-14-06 - Updated: 09-06-06 - Complete - id:2153214

Keyra Thomas: O Assassinio do Sem Abrigo, por Elyon Somniare


Epílogo

Pontapeado até à morte por um grupo de crianças entre os 12 e os 16 anos...”

“... tomado por um sem-abrigo comum...”

“Não se sabe ainda qual a reacção dos parentes...”

“Presume-se que sofrerão uma pena numa casa de correcção, com excepção do mais velho, de 16 anos, que apanhará, possivelmente, uma pena de prisão...”

“A fortuna Smith irá para a esposa e filhas, isentas de qualquer culpabilidade...”

“Um caso terrível da crueldade do ser humano...”

“O Inspector Cotovias, da Scottland Yard, que tão eficientemente levou a cabo a resolução deste mistério dará umas palavrinhas...”

“ Uma amostra de como o comportamento humano se altera dentro do grupo, tornando-se mais brutal e menos humanos...”

“O assassinato de Michael Smith apenas adiciona mais uma prova aos testes dos cientistas que estudam o gosto de ser humano em provocar dor. Segundo esta tese, poucos são aqueles que não têm gosto em torturar quem está à sua mercê.”

Keyra apagou o televisor e recostou-se no sofá, suspirando. A imprensa adorara aquele caso. Televisão, jornais, revistas... deviam sentir-se como uma criança na noite de Natal. Abutres.

Algures, dentro da mala que repousava em cima da mesinha do hall, o telemóvel tocou. Eu aqui na minha decadência e aquela merda a tocar. Que se lixe.

Apesar de ser ainda uma novata, já vira inúmeros criminosos, assassinos, contrabandistas... gente da ralé. Aquele caso não fora... a mesma coisa. Aqueles miúdos tinham a idade dos meus sobrinhos... O telemóvel deixara de tocar, seguindo-se um momento de silêncio antes de começar a vez do telefone. Insistente.

Porra, que é preciso fazer para que me deixem em paz?

Nada inclinada a faze-lo, Thomas dignou-se a atender a chamada.

- Que raio estás a fazer aí fechada em casa? – A voz de Miriam soou estridente do outro lado da linha. Já deveria saber das novidades. – A deixar que o Cotovias fique com os louros?

- Tinhas razão... – murmurou Keyra. Seguiu-se um pequeno silêncio do outro lado da linha.

- Hã?

- Disseste que tinham sido os miúdos... Sempre podes fazer carreira como bruxa.

- Vidente – corrigiu Miriam. – Olha, eu sei que isto foi... duro para ti, sempre achei que eras demasiado sensível para este trabalho. Alias, és demasiado sensível para tudo. Ainda não consegui perceber como consegues manter um ar de durona quando estás num interrogatório.

- Eram crianças, Miriam!

- Eram seres humanos que já têm cabeça para saber que matar é errado. Eram miúdos bêbados que...

- Não estavam bêbados.

- Seja, estavam pior, estavam em grupo. E em grupo, quando um tem uma ideia, os outros vão atrás. Isso não é razão para te demitires!

Pronto, ela já sabe.

- Não é? Um caso que provou que não tenho estômago para isto?

- Um caso que te devia fortalecer e não te enfraquecer.

- Pois, claro...

- Que vais fazer agora? Visitar os pais? Andar de olho no namorado-nunca-estou-disponivel-para-ti?

- Talvez vá ter com o Brian a Paris, sim. Depois logo vejo.

- Vais precisar de encontrar outro emprego. E não é fácil mudares agora de área.

- Antes tarde que nunca.

- Monta um escritório.

Keyra pestanejou ao ouvir a proposta que Miriam lhe sugeria ao telefone.

- Como?

- Ouviste bem. Tu gostas de resolver mistérios. Gostas de policiais. E aqui, também não ias a lado nenhum. Tens dinheiro, monta um escritório. Trabalha por conta própria, ganha fama.

- Isso não me afastaria de casos como...

- Porra, muda de lengalenga, Keyra! Já te disse o que havia a dizer. Pensa no assunto, ao menos.

- Vou pensar – prometeu Keyra, desligando o telefone e terminando a conversa.

Talvez ela tenha razão, talvez deva ponderar no assunto.

Aproximando-se da janela, encostou a testa ao vidro, esfriando-a. Sorrindo, não conseguiu deixar de pensar em Mrs. Smith. Aquela mulher suportara o abandono do marido e não se deixara abater. Porque haveria ela de se ir abaixo por causa de algo que, sabia, se encontrava na natureza humana?

A esta hora já deve estar a caminho do Japão, com um ou dois scones para a viagem ...


Finalmente!, terminei. Epilogo pequeno, cm foi o progolo. Lamento que ocapitulo anterior tenha sido tão apressado, cm ja referi, estava cansada da historia, enfim, aprendemos com os errros.

Sara: Ela nao esta tao decidida axim, agora, mas paxa-lhe. Paxa sp, nos temos exa capacidd. Bjs

Dalijah: Pois, cm vez n foi nd imcopleto:P, sorry. Bjs



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