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Fiction » Action » GNOSIS Parte 1: 22, Acacia Avenue font: B s : A A A . width: full 3/4 1/2
Author: Alex Nox
Fiction Rated: M - Portuguese - Adventure/Suspense - Reviews: 7 - Published: 10-07-06 - Updated: 06-01-07 - id:2258876

INTRODUÇÃO

Assim como nós, o cinema de terror está mudando rapidamente. Já não vomitamos ao ver sangue e carnificina, e atualmente até rimos dos efeitos especiais utilizados há vinte ou mais anos atrás, considerados toscos e ridículos. Já não saímos tão aterrorizados do cinema, tanto é que a nova versão de O Massacre da Serra Elétrica durou apenas uma semana em cartaz por falta de audiência. Alguns dizem que o cinema e a literatura de terror já têm seus dias contados, mas a verdade não é bem essa. Assim como os filmes spaghetti italianos classe C fizeram sucesso no final da década de 60 até o início da de 80, estamos com uma nova nipomania de filmes de terror. Mortes horríficas e paralisantes num feliz dia de sol, onde ninguém imaginaria uma cena de assassinato, paralelo à completa ou quase completa falta de sangue e célebres manchas vermelhas no chão. Os recentes filmes Ringu e Ju-On, adaptados respectivamente para o público ocidental como O Chamado e O Grito, são grandes exemplos dessa nova moda, embora seja de opinião geral que os finais de ambos ainda sejam “toscos” e mal planejados, muitas vezes mal explicados, sendo isso apenas um reflexo de todas as características do cinema horrífico japonês.

Paralelo a essa nova mania, voltaram à moda os filmes spaghetti, completamente opostos ao intento do cinema nipônico. Estes se caracterizam pelo excesso bizarro e por vezes de intenção cômica de sangue e violência, onde a cada minuto pelo menos cinco cabeças rolam. Neste tipo de filme, a intenção por vezes não é assustar mas fazer o espectador rir, tendo bizarras e cruéis cenas como milhares de corpos com importantes membros decepados estarem todos completamente vivos. Esses filmes também se caracterizam pela crueldade de seus personagens. Um exemplo desses grandes sucessos são os filmes do genial Quentin Tarantino, mais especificamente sua recente série Kill Bill, onde os personagens possuem nomes bizarros e por vezes até se desconhecem seus nomes, ou mesmo depois de violências masoquistas que matariam qualquer Hulk, muitos dos personagens ainda sobrevivem ou tem mortes ainda bizarras.

Há também um terceiro tipo de filme do gênero, embora já seja totalmente comédia, de sátiras de vários filmes clássicos e contemporâneos de terror como a série Todo Mundo em Pânico e o um pouco menos conhecido Histeria, caracterizando-se pela completa ausência de história linear e pretendendo fazer algo apenas bizarro e cômico, pretendendo apenas a comédia, deixando de lado um enredo coerente.

O que eu pretendi nesta obra foi mesclar os três tipos de filmes de terror, procurando fazer uma história onde o leitor e apreciador se sentisse tanto assustado quanto com vontade de gargalhar em alguns momentos. Por que, aliás, é comprovado o fato estressante de uma historia de terror ou de outros gêneros parecidos não deve ser interminantemente cheia de sustos pois chega a estressar o próprio apreciador, devendo propiciar um momento de alívio, o que não acontece com comédias, por serem naturalmente desestressantes.

Apesar de ter sido influenciado, neste relato, por muitos estilos horríficos, não considero esta história deste gênero, exatamente, afinal minha intenção não foi produzir medo tampouco asco. Se necessitasse classificá-la em algum gênero, o chamaria de ação cômica exacerbada, embora dependendo de mim não a classificaria em estio algum. Tampouco ouso opinar sobre o fato de ser o relato escrito com seriedade ou ausência completa e total desta. Afinal, — sendo este um argumento que uso muito comumente — as histórias de James Bond possuíam a pretensão de ser sérias, e o Dr. Julius No morreu soterrado por toneladas de excremento de passarinho (perdoem-me os leitores que não haviam lido O Satânico Dr. No e pretendiam fazê-lo)

Sem mais, espero que o leitor tanto ria quanto grude na cadeira ao ler esta história, do mesmo modo que tive o mesmo prazer ao escrevê-la. E neste momento eu calo a boca e deixo o leitor apreciar a maldita história.

ALEX NOX


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