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EPÍLOGO
Sugador de Vida
Nave Pathfainder, Missão Zeus,
17 de Setembro de 2050, 10h00min AM — H. T.
– Atenção! Estamos chegando a Júpiter! — anunciou o computador da sala de controle.
O maior planeta do Sistema Solar, com suas faixas brancas e azuis e suas planetares e inúmeras luas, apareceu na janela da sala de controle.
— Ali está — disse André — Europa. A lua feita de gelo. A lua mais importante de Júpiter.
Rachel abraçou-se a ele.
— Nossa única esperança é o espaço — disse ela.
Todos olharam para o planeta, da janela da sala de controle da espaçonave.
Então aquela coisa gigantesca surgiu na janela. Um enorme buraco negro sugando tudo que havia ali, lentamente. Seu interior roxo e escuro influiu medo nos tripulantes da nave.
— O que é aquilo? — indagou Lucas.
— Um buraco negro — respondeu Kirby — Eles sugam e destroem tudo o que estiver pela frente. Mas esse parece diferente…
Tomás aproximou-se mais da janela.
— O que é aquilo? — indagou ele, apontando para um minúsculo objeto sendo sugado pelo buraco negro.
Marston digitou algo no computador. A foto foi ampliada na tela.
— Mas… — gaguejou ele — O que você apontou é Ovo…
— Olá, caros companheiros — disse a voz, estridente e alta — Como é bom rever vocês… Estou partindo numa viagem sem volta para outro universo. Ad…
O robô não pode completar a frase. Estática passou pelos ouvidos do grupo de astronautas, e depois o silêncio.
— Perdemos contato — disse Kirby.
— Um minuto! — disse Armstrong — Vejam isso!
Todos concentraram-se na tela do computador.
— O computador registrou estranhas formas de vida em Europa — disse Ryder — E parece que resíduos de clorofila também.
— Melhor mandar uma equipe para investigar isso — disse André.
— Eu não vou nem que me paguem! — disse Gustavo.
— Estava pensando em escalar Lucas, Kirby, Armstrong e Marston — disse André.
— Dois em cada disco — disse Marston.
— OK — disse Armstrong — Acho melhor já irmos…
Os quatro escalados saíram da sala e se dirigiram ao hangar.
Alguns minutos dois discos voadores saíram da nave e foram atrás de Europa.
Tomás, que estava controlando seu computador, abriu a boca, espantado:
— Um dos discos perdeu contato — disse ele — Agora o outro!
— O quê? — berraram todos em uníssono.
Então aconteceu. A nave foi puxada violentamente para a frente. Todos caíram no chão.
— O buraco negro está nos puxando! — disse Gustavo, roendo as unhas.
André ordenou para o computador investir à toda velocidade para ré.
Rachel gritou.
— O buraco está aumentando! — berrou ela.
Realmente o buraco negro havia aumentado, e também começara a mudar de cor.
Toda a coisa durou mais ou menos dez minutos. O buraco chegou a colorir todo o espaço em volta da nave, fazendo desaparecer Júpiter e todas as estrelas.
Todos caíram no chão. A nave começou a girar violentamente para todo o lado. As cores do buraco negro começaram a mudar rapidamente.
— Segurem-se! — berrou André, agarrado ao pé da cadeira.
Os computadores deslizaram e caíram no chão também. Muitas máquinas tiveram danos permanentes.
A nave sucumbiu. Ela, e o buraco negro foram sugados pela força do buraco. Toda a luz que havia no espaço fora sugada. Em seu lugar ficou apenas a escuridão.
Depois, as estrelas foram lentamente começando a brilhar novamente, Júpiter, Europa e todo o cosmos reapareceu, e o espaço voltou ao seu silêncio eterno.
Continua…