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Fiction » Sci-Fi » 2050: Um Homicida Solto no Espaço font: B s : A A A . width: full 3/4 1/2
Author: Alex Nox
Fiction Rated: T - Portuguese - Suspense/Fantasy - Reviews: 6 - Published: 10-10-06 - Updated: 02-19-07 - Complete - id:2260231

EPÍLOGO

Sugador de Vida

Nave Pathfainder, Missão Zeus,

17 de Setembro de 2050, 10h00min AM — H. T.

– Atenção! Estamos chegando a Júpiter! — anunciou o computador da sala de controle.

O maior planeta do Sistema Solar, com suas faixas brancas e azuis e suas planetares e inúmeras luas, apareceu na janela da sala de controle.

— Ali está — disse André — Europa. A lua feita de gelo. A lua mais importante de Júpiter.

Rachel abraçou-se a ele.

— Nossa única esperança é o espaço — disse ela.

Todos olharam para o planeta, da janela da sala de controle da espaçonave.

Então aquela coisa gigantesca surgiu na janela. Um enorme buraco negro sugando tudo que havia ali, lentamente. Seu interior roxo e escuro influiu medo nos tripulantes da nave.

— O que é aquilo? — indagou Lucas.

— Um buraco negro — respondeu Kirby — Eles sugam e destroem tudo o que estiver pela frente. Mas esse parece diferente…

Tomás aproximou-se mais da janela.

— O que é aquilo? — indagou ele, apontando para um minúsculo objeto sendo sugado pelo buraco negro.

Marston digitou algo no computador. A foto foi ampliada na tela.

— Mas… — gaguejou ele — O que você apontou é Ovo…

— Olá, caros companheiros — disse a voz, estridente e alta — Como é bom rever vocês… Estou partindo numa viagem sem volta para outro universo. Ad…

O robô não pode completar a frase. Estática passou pelos ouvidos do grupo de astronautas, e depois o silêncio.

— Perdemos contato — disse Kirby.

— Um minuto! — disse Armstrong — Vejam isso!

Todos concentraram-se na tela do computador.

— O computador registrou estranhas formas de vida em Europa — disse Ryder — E parece que resíduos de clorofila também.

— Melhor mandar uma equipe para investigar isso — disse André.

— Eu não vou nem que me paguem! — disse Gustavo.

— Estava pensando em escalar Lucas, Kirby, Armstrong e Marston — disse André.

— Dois em cada disco — disse Marston.

— OK — disse Armstrong — Acho melhor já irmos…

Os quatro escalados saíram da sala e se dirigiram ao hangar.

Alguns minutos dois discos voadores saíram da nave e foram atrás de Europa.

Tomás, que estava controlando seu computador, abriu a boca, espantado:

— Um dos discos perdeu contato — disse ele — Agora o outro!

— O quê? — berraram todos em uníssono.

Então aconteceu. A nave foi puxada violentamente para a frente. Todos caíram no chão.

— O buraco negro está nos puxando! — disse Gustavo, roendo as unhas.

André ordenou para o computador investir à toda velocidade para ré.

Rachel gritou.

— O buraco está aumentando! — berrou ela.

Realmente o buraco negro havia aumentado, e também começara a mudar de cor.

Toda a coisa durou mais ou menos dez minutos. O buraco chegou a colorir todo o espaço em volta da nave, fazendo desaparecer Júpiter e todas as estrelas.

Todos caíram no chão. A nave começou a girar violentamente para todo o lado. As cores do buraco negro começaram a mudar rapidamente.

— Segurem-se! — berrou André, agarrado ao pé da cadeira.

Os computadores deslizaram e caíram no chão também. Muitas máquinas tiveram danos permanentes.

A nave sucumbiu. Ela, e o buraco negro foram sugados pela força do buraco. Toda a luz que havia no espaço fora sugada. Em seu lugar ficou apenas a escuridão.

Depois, as estrelas foram lentamente começando a brilhar novamente, Júpiter, Europa e todo o cosmos reapareceu, e o espaço voltou ao seu silêncio eterno.

Continua…



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