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Fiction » Manga » Crônicas das Memórias Perdidas font: B s : A A A . width: full 3/4 1/2
Author: Nammy
Fiction Rated: K+ - Portuguese - Romance/Adventure - Reviews: 4 - Published: 10-21-06 - Updated: 09-02-07 - id:2264396

Crônica V – Sin

Oh meu Deus! SIIIN! É Final Fantasy agora? Uehuehueheue, eu respondo. Sin vem do inglês que significa: Pecado. Aí então podemos ter a idéia de como é a cidade dos pecados.

OoOoOo

Mais alguns dias haviam se passado. Sakuya treinava todas as noites com Ayí, havia aprendido á controlar algumas técnicas da Guardiã do Escudo, estava chegando a hora do Guardião das Armas entrar em cena, mas por algum motivo, ele estava um pouco hesitante em fazer isso.

-Chegaremos a Sin em algumas horas – Ayí dizia – É importante dizer que este país perdeu um pouco de seu juízo em 200 anos.

-Eh? – Sakuya entortou a cabeça, o que Ayí queria dizer com isso?

-as pessoas perderam o respeito com os estrangeiros. – Takayanagi explicou calmamente – Eu sou o segundo na linha de sucessão do trono de Akuma, como membro da família real é minha missão tentar reverter isso, mas é impossível.

-QUE!? – Sakuya exclamou.

Foi uma pequena surpresa ao perceber que Takayanagi era o segundo na sucessão, afinal... Ayí me dissera que Sakura havia amado um Príncipe de Akuma, seria Takayanagi essa pessoa?

Eu senti meu coração se apertar, senti que ele acelerou só de olhar para Takayanagi e imaginar que ele era realmente o meu escolhido, aquele que seria o meu príncipe. Mas... Taka era mesmo essa pessoa? Eu gostava dele, sentia meu coração acelerar, mas... e se ele não for o meu príncipe?

-Tudo bem, Tenshi. – Takayanagi sorriu – Eu deveria ter mencionado que havia ido para Tenshi para estudar, mas de qualquer maneira, evitem conversar com as pessoas daqui. Eles falam língua diferente da nossa, Akuma é o único país do mundo que fala essa língua.

-Qual seria? – Sakuya perdida.

-Eles misturam a língua atual com o japonês perdido. – Kira respondeu calmamente – Eu nasci em Akuma também.

-Ahh... – Sakuya sorriu – Então o senhor é amigo de Takayanagi desde a infância?

Kira olhou para o Príncipe e sorriu meigamente para Sakuya.

-Eu cuido do Príncipe desde pequeno, mas pode-se dizer que aprendi á ser guardião cuidando dele. – Kira respondeu – Deixe que eu fale com os habitantes de Sin.

-Eu vou junto. – Ayí disse – Fiquem atrás de mim.

Todos começaram á caminhar. Sakuya e Takayanagi conversavam animadamente sobre o que estaria por vir e sobre os possíveis Guardiões, em frente, Ayí e Kira conversavam.

-Acha mesmo que... – Ayí se calou.

-Taka é o mais provável, ele e o príncipe da Sakuya – Kira disse com uma face um pouco desapontada.

-Não quero interromper na decisão dela, por outro lado... – Ayí olhou para o amigo - Parece triste.

-Heh... – Kira remexeu a franja e olhou para Ayí com aquela face triste – Parece engraçado, mas...

Ele respirou fundo e ficou com um rosto sério.

-Se for para ver a Princesa eu prefiro vê-la ao lado de seu príncipe. – Kira disse olhando para as mãos – Ficar comigo? Não percebi nenhuma mudança em seu tratamento por mim, por mais que goste dela, por mais que a ame... É o destino de a Princesa herdeira ficar com seu Príncipe.

Ayí colocou a mão no ombro de Kira que deixou uma lágrima cair, ele chorava em silêncio.

-Tudo bem, você gosta dela e daí? Um dia ela vai saber, essa lenda é pura idiotice. Se ela ficar com o príncipe, que legal, se não ficar, você será feliz. – Ela disse calmamente.

Kira olhou para a amiga.

-Eh... Hum... Talvez tenha razão. – ele limpou as lágrimas – Afinal, eu sou apenas um Guardião, eu tenho é de proteger as pessoas que amo.

-Falou como um guardião. – ela disse num sorriso – Erga a cabeça, ande com suas próprias pernas e seja feliz, senhor Guardião das Armas.

-Eh? Senhor Kira, está chorando? – Sakuya perguntou se aproximando do Guardião.

Kira se virou e as lágrimas que ainda escorriam de seus olhos respingaram no rosto de Sakuya. A moça continuou encarando o rapaz.

“Por mais que eu ame, por mais que eu te queira... Não há nada no mundo que irá impedir você se unir á seu príncipe. Por isso... Todo o amor que possuo por você, toda vontade de ter em meus braços... Ela deverá ser guardada.”.

-Na-Não é nada. – Kira disse alisando os cabelos de Sakuya – Olha, chegamos!

O grupo finalmente havia chegado, uma cidade imensa cheia de casas subindo morros e casas caindo aos pedaços. As pessoas andavam e encaravam Sakuya e seus Guardiões que ficavam em volta dela.

Uma mulher com aparência velha se aproximou de Sakuya.

-Eu reconheço você, menina... – A mulher disse segurando as mãos na Princesa.

-Er... Senhora, eu... – Sakuya olhou para Ayí, Kira e Takayanagi.

-Omae (¹)! - Kira exclamou em tom ofensivo.

Ele e Ayí entraram na frente de Sakuya como se tivessem percebido que a mulher iria fazer algo mais perigoso.

A senhora riu de Kira, ela voltou seus olhos para Sakuya.

-Não preciso temer, a Princesa Gaijin (²) está entre nós. – a velha disse – Princesa Gaijin! A Princesa retornou!

A mulher começou á rir alto, Sakuya empalideceu e caiu de joelhos, ela estava vendo algo distante.

Kira e Ayí se entreolharam preocupados.

-Fale quem é você! – Gritou Ayí pegando a blusa da mulher. – QUEM!?

A mulher começou á rir e saltou para trás. As pessoas abriram uma roda e começaram á gritar: Briga! Briga!

-Sakuya! – Takayanagi correu até a garota.

Aquela mulher falando comigo assim... Lembrou-me... Lembro da época que em eu era Sakura, uma época em que estava em treinamento. Coisas que detestava lembrar, pelo menos da parte de Sakura, eram lembranças que para ela deveriam ser esquecidas.

-Princesa Gaijin, o que faz em meus domínios? – o rei de Akuma perguntou.

-Sou eu quem pediu. – O príncipe sem rosto segurava a mão de Sakura – Eu vim dizer que Sakura e eu vamos nos casar e acabar com a guerra!

-Impensável! O rei protestou – a guerra está acontecendo por motivos que seu pai e a mãe da Gaijin sabem, China e Izengard logo entrarão nessa guerra então não fiquem por aí! Precisam aprender á crescer!

Sakura levou sua mão no rosto e começou á chorar.

-A princesa Gaijin é ainda muito idiota e fraca, o que Akuma ganha com uma idiota á mais?

O príncipe encarou o rei, ele parecia nervoso.

-Eu recuso! Eu vim apenas para avisar que irei casar com ou sem sua permissão. SHIN!

-SHIN! – Sakuya gritou abrindo os olhos. – Omae... Shin-san...

-Eh? – Todos se viraram para encarar Sakuya.

A velha parou de rir e encarou Sakuya com raiva, rapidamente ela ganhou uma aparência jovial. Seus cabelos cresceram e ficaram negros e ondulados que se enrolavam no seu corpo. Um vestido de colegial escuro e uma espada prateada surgiu.

-Agora entendo. A Gaijin-hime(³) está se recordando do passado... Então ainda tenho tempo para matá-la. Eu sou Ling, Guardiã das Armas do Rei de Tenshi, Shin!

Sakuya arregalou os olhos e levou suas mãos á cabeça, ouvir aquele nome era terrível.

Ayí contraiu os punhos.

-OMAE! – Ayí gritou furiosa. – É sua culpa que a Princesa está naquele estado! O que fez á ela?!

-Taka! – Kira exclamou sério – Vá para o castelo e chame reforços, eu preciso ficar e ajudar.

-Certo! – O rapaz saiu correndo.

Ling riu.

-Apenas usei o Estilo 1 seu, o Ilusão. Estou lhe dando a ilusão de Sakura... Princesa Gaijin!

Sakuya gritou mais, estava confusa. Kira se aproximou de moça.

-Calma, calma! – Kira balançava Sakuya – Sua!

Ayí fez vários gestos com as mãos.

-Não vai escapar dessa sua idiota! – Ayí parou sua mão diante de Ling - Estilo 4 da Guarda Real! Explosão de Fogo!

Uma grande explosão aconteceu no centro de Sin chamando a atenção de todos. Ayí estava atacando Ling com seus golpes de Escudo enquanto a Guardiã de Shin defendia usando os golpes que seu estilo.

-Estilo 6! Flecha de Prata! – Ling gritou e uma flecha surgiu em sua mão, ela atirou contra Ayí que criara um escudo.

Mas o escudo havia desviado o golpe, ele ia direto para Sakuya.

-Princesa! – Kira exclamou vendo a cena.

O guardião já se erguia para deter o golpe quando uma parede de água surgiu e impediu o golpe de atingir Sakuya.

Ayí, Ling e Kira pararam de se mover, surgindo no meio da multidão, uma moça de cabelos azuis claros e olhos azuis escuros. Ela usava uma armadura azul marinho que protegia seu peito, a parte abaixo da cintura era uma saia de colegial.

-Esse foi o Estilo 13 da Guarda Real, Barreira de Água. Agora... – A moça olhou para confusão – O que aconteceu?

-Ah! – Kira e Ayí abriram um sorriso.

Sakuya se ergueu e naquele mesmo momento algo no peito da moça começou á brilhar. Todos se viraram para encará-la.

- Isso prova que a tal Princesa Gaijin encontrou a Guardiã Elemental... Pode ir embora que três contra um não é justo! – Ayí disse

Ling contraiu os punhos e saiu de perto, desaparecendo logo em seguida.

A moça se aproximou de Sakuya e pegou a jóia em seu peito.

-Guardiã Elemental, eu sou Suzume. Muito prazer, Princesa... – Suzume se curvou – Posso mudar a cor dos cabelos e roupas de acordo com meu elemento, eu serei a pessoa que irá lhe treinar com os elementos da natureza.

Sakuya se ergueu com a ajuda de Suzume.

-Muito prazer. – Ela sorriu aliviada – Eu sou Sakuya Tenshi.

Kira sorriu aliviado e viu as pessoas olhando incrédulas para Sakuya. Ele tivera uma idéia e olhara de relance para Ayí que parecia ter entendido.

-Minna! (4) - Kira chamou a atenção, ele subira em um pedaço de madeira – Esta é a Princesa Gaijin de quem tanto esperavam! Será ela que irá acabar com Shin e seu reinado sobre os continentes. Por isso pedimos que acolham esta princesa para que ela possa no futuro lhes ajudar!

Todos começaram á correr e pegar presentes para Sakuya que sorria alegremente ao ver pessoas tão felizes festejarem sua chegada.

-Está vendo? – Kira disse quando Takayanagi chegara com vários guardas reais – Esta é a verdadeira Akuma, um país festivo e educado.

Takayanagi olhou para o povo festejando a chegada de Sakuya que se divertia em receber presentes e brincar com crianças.

-Não imagina há quanto tempo eu queria ter visto isso. – Takayanagi disse feliz – Sin enfim não será mais a cidade dos pecados agora com a chegada da Princesa Gaijin.

-Gaijin não. – Corrigiu Kira – Princesa Herdeira.

O que viria agora nem eu sabia, apenas de ver os rostos das pessoas esperançosas em me ver lutando por um mundo livre já me enchia de esperança.

Assim como tudo teve um início, este é realmente o início da paz. Pelo menos em Akuma.

Eu sei que o caminho até o quarto Guardião e o fim de meus treinamentos será longo, mas tenho certeza de que conseguirei, porque se não ocorresse, como eu estaria aqui falando sobre as crônicas de minhas memórias?

Muitas memórias ainda estão por aí, mas eu vou recuperá-las e finalmente serei uma verdadeira Princesa Gaij, opa, Herdeira.

Bom. O.o como viram, foi dita algumas frases aqui, ou palavras que ninguém sabe. Como na minha concepção Akuma fez parte de um Japão perdido no tempo que se uniu com os outros continentes, era óbvio que eles misturassem algumas palavras.

Aqui vai um pequeno dicionário do que foi dito.

(¹) Omae: “Você” em tom ofensivo.

(²) Gaijin: Pessoa estrangeira, o termo que eles usam para Sakuya por ela ser uma Princesa de Tenshi que é outro país.

(³) Hime: princesa

(4) Minna: Todos (refere-se á todos)

As crônicas continuam.



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