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Fiction » Fantasy » Guerra dos Imortais: O Humano font: B s : A A A . width: full 3/4 1/2
Author: Nammy
Fiction Rated: T - Portuguese - Adventure/Drama - Reviews: 2 - Published: 01-27-07 - Updated: 09-05-07 - id:2311055

Guerra dos Imortais – O Humano

Vamos ver agora a história épica que esta ficwriter se atreveu á tentar escrever.

Tentei baseá-la nos grandes épicos, por isso, se houver algumas coincidências, puro acidente... Essa história irá se centralizar no humano...

XxXxXx

Por muito tempo se acreditou que nas terras do grande planeta Gaia, jamais haveria uma guerra ou sequer algum conflito entre os 5 grandiosos continentes que eram banhados pelo mar. Um conto de fadas que todos acreditaram ser possível acontecer, graças ao poder da primeira Deusa que criou o ser-vivo e o planeta: Gaia, a Deusa-Mãe.

Por longos anos, Gaia ficou dividida entre 4 raças. Raças que poderiam pensar parecido, mas jamais seriam iguais. Possuíam traços, rostos e até mesmo almas diferentes. As raças que foram criadas á partir do desejo de Gaia, logo se separaram e foram viver em 4 lugares diferentes. Guiados por um grupo 5 pessoas, conhecidas como Oráculos, essas raças viveram em harmonia.

Com os Oráculos – seres que ganharam de Gaia, o dom de prever acontecimentos desastrosos e a grande virtude de todos, a sabedoria – As 4 raças: Elfos, Fadas, Magos e Humanos puderam viver em paz e em plena harmonia. Sem jamais ter ocorrido nenhum conflito.

Até hoje.

Era noite, e nada parecia estar acordado... além dela.

- AH!

Uma figura contemplava, feliz, para uma espada que estava cravada numa clareira. Estava em uma floresta fechada e cheia de árvores gigantes, mas havia aquela pequena clareira, talvez a única de todo o lugar.

- A espada que foi roubada... – A figura de capuz, escorregava a mão pelos contornos da espada – Finalmente encontrei.

A espada tinha um cabo fino, tinha pouco mais de um metro e era bem leve. Seu cabo era cravejado de pedras prateadas assim como a cor da lâmina que era prateada. Mas algo havia de diferente naquela espada, ela irradiava uma luz incomum.

- Está na hora de volta para seus verdadeiros donos – Disse, pegando a espada. Colocando-a numa bainha que estava em sua cintura.

- Isto se chama roubo, sabia? – uma voz ecoou pelo local.

O capuz quase caíra quando ela se virara. Assustou-se ao perceber que estava sendo observada, revia todos os seus passos e tinha a certeza de que não vira ninguém! A pessoa que lhe seguira, era realmente muito esperta e ágil.

- Roubo é o que acabou de cometer! – Exclamou nervosa. – Você roubou o artefato mais antigo de todo planeta! Deveria levar a pena de morte...

Mas a voz não respondera, ela olhara nervosa para a saída da clareira. Segurando a espada com firmeza na bainha, ela saiu correndo.

- Se é um jogo de gato e rato que quer, será esse jogo que terá. – Alertou a voz masculina.

O, talvez, ladrão corria apressado no meio da floresta. Uma floresta que cobria a invasão do Sol ou do luar, com suas árvores gigantes. Ela possuía pequenas flores que iluminavam todo o local, como pequenas lanternas ou vaga-lumes.

A figura que corria, desesperada, olhava para trás á todo tempo. Preocupada em saber se eles ainda estavam atrás dela, ela corria o máximo que podia.

No meio da correria, seu capuz fora jogado para trás. As orelhas, ligeiramente afinadas na extremidade superior, indicavam que a pessoa fazia parte da raça dos Elfos. Por ser tão ágil na corrida, isso acabava sendo muito bom, mas ainda era uma desvantagem pelo elfo ser uma mulher. Elfas não corriam tão rápido.

Elfos eram abençoados pelos dotes físicos. Podiam correr mais rápido que qualquer animal carnívoro. Os olhos também podiam ser considerados como um dote, davam a capacidade de olhar aonde nenhum humano jamais conseguiu. Os olhos podiam enxergar até mesmo aqueles que já haviam partido dessa vida.

Olhos que procuravam desesperadamente o inimigo que lhe perseguia.

- Ah! – Caíra por causa dos pequenos gravetos e cipós que estavam caídos pela floresta.

­ - Não adianta fugir, ladra. – A voz dizia enquanto lhe perseguia.

A elfa erguera a cabeça e olhara para trás com receio de que o inimigo já tivesse he encontrado. Seus olhos procuraram por vários minutos um possível suspeito no meio da floresta, mas tudo que encontrara fora pequenas borboletas que estavam rodeando entre si.

Ela ajeitou a longa capa que usava, uma capa longa que cobria todo seu corpo e conseguia lhe camuflar no meio das plantas e árvores. Ela jogara para trás o capuz, e procurara outro caminho á seguir.

Seus olhos azuis, assim como a cor do mar, procuraram intensamente algum caminho pelo qual ela poderia cruzar sem ser notada. Os olhos reluziam por causa dos vaga-lumes que brincavam em volta. Os cabelos, louros e muito claros, balançaram quando a dona se voltou para um caminho que ficava á esquerda. Os cabelos que estavam amarrados numa longa trança, provavelmente feita por outras Elfas, se desfez no meio da correria.

A jovem Elfa, que deveria aparentar no máximo uns 20 ou 25 anos, se voltou para trás, olhou o caminho que percorrera.

- Tente me pegar! Ainda assim não conseguirá se equiparar á um Elfo! – a elfa novamente começou á correr, parecia que ela ganhara mais velocidade. – Eu acho.

A elfa parou de correr ao se deparar com uma clareira imensa, pensara que só havia aquela em que pegara a espada. Estava completamente exposta se passasse por ali e isso lhe daria chances de ser pega pelo inimigo que tanto temia. Olhou para os lados procurando alguma coisa que pudesse lhe servir de disfarce, mas nada encontrou.

Mordeu o canto dos lábios, pensando em alguma coisa que pudesse lhe ajudar. Então tivera a brilhante de idéia de chamar seu fiel parceiro. Ela levou uma das mãos á boca, assobiou baixinho. Um assobio agudo que chamou á atenção de vários animais que dormiam naquela noite.

A Elfa olhou para o céu que mostrava uma lua vermelha, ficara preocupada se seu parceiro apareceria ou não. Escutou um pequeno barulho de galhos se quebrando, já estava puxando a espada que estava escondida debaixo de sua capa, quando viu um cavalo albino se aproximar.

- Obrigada por aparecer. – ela montara no parceiro – Vamos! Precisamos ir para Sin!

O cavalo dera uma leve empinada e começara á correr no meio da clareira, e como a elfa já havia pensado, duas sombras surgiram no alto da clareira. Eram as figuras que lhe perseguiam.

- Pode tentar o quanto quiser. Mas não pode se esconder! – Uma figura parou diante da elfa.

A elfa ficara mais pálida que o normal, havia sido encontrada pelas pessoas que menos queria. Olhou para trás e tentou voltar, mas outra figura a cercara. Eram duas pessoas de capas escuras, que pareciam estar interessadas no objeto que furtara.

- Desista Elfa. – a primeira pessoa disse, num tom vitorioso – Você já perdeu.

- Por que diz isso? – A Elfa retrucou. Ainda bem que tinha inteligência, pensara em algo para se salvar. – Aqui já é Akuma, vocês não podem enfrentar nenhum elfo nestas terras! Aqui é a terra santa dos Magos!

As duas pessoas começaram á rir alto. A Elfa ficara sem ação, afinal, por que aqueles dois riam tanto? Eles pareciam estar certos de quem iam matar a fugitiva.

- Pelo visto, ainda acredita que nenhum de nós poderá ter ferir. – brincou a figura atrás dela. – Parece que não aprendeu nada, desde o pequeno incidente.

- Que incidente? – ela perguntou, receosa da resposta que ia ganhar.

- Não sabe ainda? – a primeira pessoa deu espaço para que ela passasse pela clareira – Vá logo ao Palácio de Sin, e verá com seus próprios olhos.

- O belo incid, digo, o belo feito dos Imortais! – A mulher, que estava atrás da elfa, se divertia com tudo – Lembre-se deste nome Elfa, pois ele será muito famoso em breve.

A elfa olhando desconfiada, arrancou com seu cavalo e correram o mais rápido que puderam para chegar ao Palácio da família real de Akuma. A família que governava na atualidade, eram os Magos mais sábios. Os Magos que haviam acabado de fazer um acordo de paz entre os Elfos, algo bem raro, já que constantes problemas com discriminação andavam rondando os dois países.

A elfa cavalgava com medo de descobrir algo que não fosse gostar, seus perseguidores pareciam firmes e contentes ao terem lhe dado passagem, e isso só piorava a situação.

Após a longa viagem, ela se depara com um Palácio gigante. Cheio de torres pontiagudas de cor prateada. Todo o palácio era pintado de uma cor cintilante. Ele podia ser visto á quilômetros de distância, mas naquela noite, parecia que havia perdido seu brilho.

A Elfa descera do cavalo e agora caminhava até a entrada do imponente palácio. Olhou para a entrada, um grande portão grosso de madeira, procurou algum guarda para abrir o mesmo, mas não encontrara ninguém. Aonde estavam todos?

Então num súbito, o portão se afundara no chão, quebrando-se por completo. A Elfa dera um salto para trás, assustada com a cena, ela apertara a espada.

- O que? – ela foi entrando e olhando em volta – O que aconteceu aqui?

Corpos. Centenas de corpos de soldados estavam caídos e espalhados por todos os lados. Havia muito sangue e corpos com partes dilaceradas, o culpado por tal atrocidade deveria ter se divertido ao fazer tamanha coisa. Os corpos ainda escorriam sangue fresco, e alguns outros ainda segurava suas armas em mãos, mas já não tinha mais chance de combater.

- Foi uma emboscada. – A elfa murmurou ao se ajoelhar e notar pólvora espalhada – Alguém explodiu o portão de dentro para fora... Mas quem seria?

Ela escutara um barulho vindo da porta de entrada do palácio, se virou numa velocidade extremamente rápida. Não avistara ninguém. Mas ainda assim, precisava ficar o mais alerta possível, parecia que o culpado por tal coisa ainda se encontrava por ali.

A elfa continuou sua caminhada, entrara no palácio e tentava achar a sala em que a família real costumava ficar. A sala do trono.

Olhando para os lados, sempre á espreita de algum ataque, a elfa continuava andando. Até que finalmente chegara á sala... e para sua infelicidade, a realeza ainda estava lá. Desejara nunca ter encontrado a sala.

- Mortos... – A Elfa murmurou sem ação, via os corpos da Rainha e do Rei completamente cortados, sangue ainda escorria do rei. – Todos!

Ficou por um longo tempo admirando a cena, parou ao ouvir um gemido de dor. Ela correu até o corpo do rei que ainda parecia respirar. Havia muito sangue em seu corpo, sua barba que costumava ser branca, estava completamente manchada de vermelho. O vermelho de seu sangue.

- Meu senhor! – a elfa se ajoelhou e ajudou o velho rei á se sentar – O-O que aconteceu?

O rei, que deveria estar nos seus últimos momentos, se esforçou ao máximo para abrir os olhos. Ele babulciou algumas palavras sem sentido, a elfa tentava entender, mas o rei perdia a fala á cada segundo.

- Por favor, precisa dizer quem foi o culpado! Preciso saber, meu senhor! – A elfa dizia preocupada.

- Im... Imor...

- Ahn? – Ela empalidecera ao escutar a palavra se formando – Quem?

- Imortais... ais.. – O rei tentara erguer sua mão, para tocar no rosto pálido da elfa – Eles... eles invad...

Mas sua mão não tivera forças o suficiente. Ele perdera completamente os movimentos, deixando sua mão cair novamente, estava morto assim como todos da sua família.

A elfa não conteve a raiva, seus olhos pareciam ter perdido o brilho de inocência e agora partiam para um brilho cheio de ódio. Ela se erguera com o coração cheio de raiva, praguejando contra aqueles que haviam feito tal coisa.

- Malditos! MALDITOS! – Ela gritou puxando a espada de sua bainha. – KANE! (¹)

A espada ganhara um brilho incrível que iluminara todo o palácio e iluminava mais além, chamando a atenção dos dois perseguidores que se deliciavam ao ouvir os gritos da elfa.

Eles observavam tudo de um morro que havia por trás do palácio, o morro havia acabado de ser queimado, assim como toda a região e as pequenas casas que havia em volta do palácio, todos os civis estavam mortos.

- Ela conseguiu ativar a espada. – Disse a mulher, enquanto tirava seu capuz.

- Mas ela também descobriu que nós fomos os culpados – O homem se divertia ao ouvir os gritos.

- Não era para ser descoberto? Á partir de agora, toda Gaia sabe que declaramos guerra. E sabe que somos os Imortais.

O homem se divertiu com a frase da mulher. Retirara o capuz, mostrando ser um Mago. Com seus longos cabelos cor de anil, tão lisos quanto os da Elfa, ele se deliciava com a brisa que fazia naquela noite.

Seus olhos, num tom cinza, brilhavam por causa do sangue que via em volta do palácio. Abaixo da região dos olhos, perto das maçãs do rosto, uma marca que lembrava um risco, num tom azul, estava cravada. Essa marca estava tanto abaixo do olho esquerdo quanto do direito, era a marca que simbolizava os Magos.

- Agora minha querida Are, mais do que nunca, a Era dos Imortais começou... – Ele se divertiu.

Are deu um sorriso. A Elfa, que era bem alta e de pele bem pálida, estava contente de ver que havia conseguido matar pelo menos a família real dos Magos.

Jogou as longas madeixas negras para trás, por causa da brisa que começava á ganhar força, os cabelos lisos e longos pareciam impossíveis de se manter parados por causa do vento forte que começava á fazer. Are lançou um olhar á seu amigo, os olhos azuis como a cor do mar, pareciam admirar o Mago.

- Você parece contente, Shin – Ela observou. – Acabou de eliminar a coisa que ainda o impedia de seguir em frente.

- Não. – ele corrigiu, estava se incomodando com algo que ainda não havia parado para refletir direito. – Esquecemos de uma pessoa.

- Quem?

- Meu irmão. Ele não estava aqui.

Os dois ficaram num longo silêncio, apenas admirando a luz que emanava do Palácio, ir diminuindo de força.

- Então temos de agir. – Are disse, por fim.

- Imortais... – Shin dera um sorriso. – Que seja! Eu liderarei essa pequena diversão!

E assim era declarada a Guerra dos Imortais, a guerra que estava maculada pela morte da Família real de Akuma e que parecia ter muitas mortes pela frente, mortes piores do que esta.

A elfa olhara com muito mais ódio, sua feição estava completamente enraivecida. Estava com sangue no rosto, havia amontoado todos os corpos num canto. A espada que roubara, queimava em sua mão direita, mas ela nem parecia ligar.

- Se é guerra que querem, guerra será! A guerra dos Imortais começou! – e ela acertara a espada no chão, causando um barulho ensurdecedor. – Eu, Evelyn! A Segunda Herdeira dos Elfos de Tenshi, lutarei contra vocês! E QUE SANGUE SEJA DERRAMADO!

E enquanto isso, aos poucos, todas as capitais de cada um dos 5 continentes era avisada sobre o assassinato da família real de Magos. A magia da Elfa Evelyn, fora tão poderosa que chegara á despertar um dos 5 Oráculos.

- AH! – O Oráculo, que até então estava deitado numa cama, se erguera suando.

- O que aconteceu? – perguntou uma mulher de capuz negro.

- Sinto que algo terrível está prestes á acontecer. – Ele disse, balançando os cabelos curtos.

-Não está prestes... Está acontecendo. – a mulher disse tristemente.

O homem que acordara de seu sono, teve um momento de surpresa. O sonho que tivera então, não fora apenas algo comum... fora uma premonição. A Guerra dos Imortais começara antes mesmo do previsto.

- O que faremos, Astarte? – perguntou preocupado.

- As 4 crianças estão aqui, não? Mal sabem que a guerra começou... – Astarte se lamentou – no momento, elas serão as únicas que podem enfrentar o mau de frente.

- O mau chamado: Shin, Are, Gabriel e Megan. – Uma figura feminina, adentrara o quarto do oráculo. – Aqueles que se ousaram chamar Imortais e que acreditam na imortalidade e no poder absoluto.

- É, receio que as 4 crianças terão que se preparar. – O Oráculo que tivera o sonho, dizia. – Mas elas são tão jovens!

- Dizem que os mais jovens têm o futuro mais grandioso, eles se sairão bem. – Disse Astarte.

- Ou talvez não. – A outra mulher disse, pesarosa.

- Isso, apenas o tempo dirá.

E assim, os três Oráculos se puseram á meditar. Estavam preocupados com os resultados catastróficos que o assassinato iria causar. Ainda mais para um dos sobreviventes, mais especificamente o único sobrevivente da família real dos Magos, o filho mais novo deles que ainda estava vivo e dormia em segurança... Arika, o jovem filho dos magos, ainda não tinha consciência do que estava para acontecer... mas em seus sonhos, os piores pesadelos já se mostravam.

Muito sangue estará por vir. Mortes serão inevitáveis. Batalhas serão travadas por longos e incansáveis dias. Mas ninguém é Imortal e isso se tornará a ruína daqueles que ainda acreditam em tal fato.

Que as trevas caiam e que o bem triunfe, pelo menos, uma vez.



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