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Fiction » Fantasy » Guerra dos Imortais: O Humano font: B s : A A A . width: full 3/4 1/2
Author: Nammy
Fiction Rated: T - Portuguese - Adventure/Drama - Reviews: 2 - Published: 01-27-07 - Updated: 09-05-07 - id:2311055

Capítulo II – A Guardiã da Espada

Os quatro adolescentes não sabiam bem o motivo de tal barulho. Andaram com cuidado até a saída da praça, sempre olhando para os lados.

– Engraçado. – Dizia Arika – Havia milhares de pessoas do lado de fora do palácio, todas vieram pra ver a gente...

– Mas? – Mana perguntara.

– Cadê o barulho? Vocês estão escutando alguma coisa?

Todos pararam de falar. Não havia barulho algum, parecia que todos haviam ido embora, sem mais nem menos. Novamente o barulho de espadas foi ouvido, e começava á ficar mais forte.

– Com certeza alguém está lutando perto do lago! – Disse Pedro, preocupado.

– Então vamos! – Mana disse, ela puxara o arco que estava em suas costas – Ainda bem que não vim desarmada.

– Duvido que um arco vá fazer diferença. Se o caso for de um Mago ou uma Fada. – Observara Shaman.

– Mas irá ajudar. – Mana retrucou.

Os quatro jovens correram para fora da praça. O local em que estava era realmente imenso. Em volta do castelo, havia o labirinto, mas depois... um grande lago ficava em volta do palácio dos Oráculos, servia para afastá-los dos demais que tentassem fazer algo ruim. Mana, Pedro, Shaman e Arika estavam descendo as escadas que levavam á altura do porto, local onde ficavam os pequenos botes que levaria qualquer um para o outro lado.

– Não tem nada aqui! – Pedro disse, sem deixar de ficar alerta.

– Tem. – Mana afirmou – Vocês podem não ver ou ouvir, mas os elfos têm essa habilidade. Mais ou menos... 20 metros.

– A batalha? – Indagou Pedro.

– É. A nossa esquerda, tem duas pessoas lutando com espadas, elas estão usando toda sua força... – Mana dizia, enquanto tentava descobrir algo mais, apenas estando concentrada. – Posso sentir que a força de uma, é uma mulher que luta! Vamos!

– Imagino que os Oráculos sumiram por causa disso. – Arika concluíra – Será que é mais um teste deles?

– Acho que não. – Shaman dera um pequeno salto, para evitar encontrar com uma pedra. – Vamos, eu também estou escutando!

Finalmente o pequeno grupo encontrara a razão dos barulhos, surpreendendo-se com a cena.

– Minha nossa! – Mana ficara mais pálida que o normal.

O grande motivo de todas as pessoas que haviam vindo, terem se calado de repente, era porque simplesmente estavam mortas. Pilhas de corpos se estendiam do lado traseiro do palácio, algumas separadas de seus corpos e outras ainda vivas... mas em seus últimos momentos.

O choque só não foi maior, porque a maioria já se encontrava morta, e no meio de tamanha atrocidade, duas pessoas se encontravam numa luta violenta.

– O que foi isso!? – Shaman exclamou, ficara completamente sem movimento – Pr-Preciso ajudar estas pessoas!

– Precisamos ajudar é aquela elfa, ela está perdendo! – Pedro exclamou, ao apontar para a mulher que lutava.

Mas não era uma simples elfa, era Evelyn, a elfa que roubara a espada dos Imortais. Ela estava num confronto direto com um desconhecido, usando a mesma espada que roubara.

– Parece que enferrujei. – Sorrira a Elfa, ao limpar o sangue que secara em sua boca.

– Parece que você irá perder, Mensageira. – Dizia Are, enquanto tornava á acertar outro golpe com sua espada.

As duas elfas continuaram á lutar numa seqüência agilíssima, mal se podia ver seus golpes e quanto mais tentar adivinhá-los. Pedro tentava ajudar a Elfa, mas como fazer tal coisa se nem acompanhava seus movimentos?

– Parece que você perdeu! – Evelyn soltara um sorriso, com um giro ela desarmara Are. A Imortal ficara ligeiramente espantada.

Are olhara com raiva para Evelyn, fizera menção de pegar a espada, mas desta vez Mana que interveio, ela estava com seu arco armado e mirava no meio da testa de Are.

- Saia daqui, Elfa Traidora. – Disse Mana, com um tom mais nervoso que o normal.

Are dera um sorriso, se afastara com cinismo da própria espada. Erguera as mãos para mostrar que não tinha mais nenhuma arma.

– Você tem muita coragem de atacar um Elfo da nobreza. – Dizia Mana, sem abaixar a guarda – Qual a razão de ter matado todas estas pessoas?!

– Mana! Não! – Evelyn alertara – Afaste-se de Are, ela não é páreo para você.

Mana se voltara a elfa mais velha, deveria dar ouvidos á um elfo mais sábio, mas continuava á apontar sua flecha.

– Escute ela, Mana! – Pedro gritou se aproximando de Mana – Essa elfa tem uma energia muito estranha!

Are começara á rir alto, Mana e Pedro encararam a Traidora dos Elfos com surpresa. Ela estava se afastando cada vez mais do grupo.

– Tolos! Ainda acham que podem deter um Imortal. A Batalha pode ter sido perdida, mas a guerra não! – Are gritara, demonstrando ódio. – Você ainda não sabe com quem está falando, Nardëen... Parece que a sabedoria abandonou sua cabeça...

– QUE!? – Mana tornara á erguer o arco de maneira ameaçadora.

– Abaixe o arco, Mana! – Ordenara Evelyn, ela erguera sua espada – Are é problema meu.

– parece que o senso também abandonou a cabeça de ambas. – Are se divertia. – Pois bem, acho que já tentei o bastante, vim apenas para ver quem eram os 4 jovens sortudos de encontrar com os Oráculos... já vi o bastante.

Evelyn mordeu os lábios, parecia que havia levada uma bofetada ao escutar a frase de Are. Havia ganhado a batalha, mas havia perdido o elemento que tanto queria proteger.

Atrás de Are, estava Arika que tentava lhe pegar desprevenida. Com as mãos ardendo em chamas, ele estava pronto para um golpe.

– Estilo Fogo... – As chamas duplicaram de tamanho.

Mas antes de terminar de recitar a magia, Are se virara para ele num súbito e o jogara para trás com alguma coisa que Arika não vira. Uma espécie de magia antiga, que nem mesmo os Magos sabiam, havia sido usada pela Imortal.

– Não me subestime Mago, sei tantas magias quanto você. Jamais conseguirá ferir um Imortal, jamais conseguirá tocar em um! – Are puxara algo de seu bolso, um pequeno artefato de metal com vários botões – Se um dia conseguir me fazer deixar uma gota de sangue escorrer... então eu lhe considerarei um bom lutador...

– Guarde essas palavras... – Arika disse, tentando se sentar.

Are apertara o botão, um enorme objeto aparecera acima da cabeça de todos. Era uma nave enorme, de cor negra com um símbolo estranho estampado do lado.

A nave lembrava um triângulo, pequenos foguetes estavam acoplados nas partes menores da nave, eram foguetes movidos a energia que movia todo o planeta, a energia de Gaia.

– Nos veremos então, garoto Mago – Are dera um salto e desaparecera dentro da nave.

– ARE! – gritara Evelyn – KANE NO!

A nave partira numa velocidade absurda, deixando Evelyn com seus gritos. A Elfa olhava fixamente para o céu, na esperança que a nave voltasse e novamente outro confronto se iniciasse.

– O que está acontecendo aqui? – perguntara Shaman, depois de constatar que todos estavam mortos.

Evelyn se voltou para a Fada, estava ficando cada vez mais difícil de manter o assunto em sigilo. As coisas estavam piorando e agora as mortes de todos os visitantes deixava mais claro ainda.

– Parece que tenho de explicar certas coisas – Evelyn murmurou, ela olhou para o quarteto que ainda estava curioso. – Vocês não têm idéia, não é mesmo?

– Não estaríamos te perguntando isso, se não soubéssemos. – Brincou Arika.

Evelyn olhou tristemente para a espada que estava na bainha. Olhou para a mão direita, que empunhava a espada, ela estava completamente ensangüentada e parecia ter sido queimada á fogo vivo.

- vamos entrar. Os Oráculos com certeza irão nos receber.

– Afinal, que é você? – Shaman perguntou, curiosa ao notar a semelhança da Elfa adulta com Mana.

Evelyn e Mana se entreolharam por um tempo, Evelyn escondeu a mão ferida do grupo.

– Desculpem minha irmã. Ela não costuma ser exatamente muito comunicativa – Mana dizia, para surpresa geral. A distância de idade entre as duas parecia ser de décadas!

Pedro tentou imaginar como Mana não havia dito nada ainda, já estava até percebendo que ela tinha feito aquilo de raiva... Afinal, a tal irmã mais velha, parecia ser muito mais forte que ela em vários aspectos.

– Agora que sabem quem sou eu, sabem que não ofereço perigo. Posso entrar? – perguntou Evelyn, ainda aborrecida – Pode não parecer, mas tenho outros motivos para estar aqui.

Todos concordaram, resolveram seguir Evelyn que caminhava de encontro á um grupo de 5 pessoas.

– QUE!? – Pedro exclamou.

Podia parecer impossível, mas os Oráculos estavam todos juntos. Os 5! E ainda se mostravam diante de Evelyn, coisa que jamais haviam feito, nem mesmo para os 4 jovens.

– Astarte, Atklum, Nihon, Tenshi e Akuma... – Evelyn se curvara diante deles. – Eu receio que as notícias ruins já devem ter chegado á seus ouvidos. Precisamos organizar imediatamente um exército, unir os 4 países...

– Sabemos de tudo. – Astarte disse, num lamento – Mas o importante agora, é deixar estes 4 jovens seguirem seu caminho... como foi dito.

– Que? – Mana olhou surpresa para os Oráculos – Tenshi, isso é verdade, senhor?

O Oráculo que representava os elfos, assentiu com a cabeça. Ele tinha o mesmo físico que os seres de seu país, orelhas ligeiramente pontudas, olhos claros num tom cinza e uma pele pálida... seus cabelos eram lisos e longos, eram prateados.

– Já não é mais segredo para ninguém o que está acontecendo em toda Gaia, o pior dos pesadelos começou há poucos dias. – Tenshi dizia – Os 4 jovens já estão aqui, foram protegidos como nós dissemos e agora... é a hora deles de tomarem suas decisões sobre o que fazer.

– Seria fácil dizer, mas nem sabemos o que está acontecendo. – Arika replicou.

– Tem razão, está na hora de entenderem o que se passa neste planeta. – Akuma disse, a jovem Oráculo mostrou uma entrada para o grupo. Ela era uma das mais jovens do grupo dos 5, com olhos e cabelos negros, um rosto que parecia ter feições tristes desde que nascera... Esta era Akuma, o oráculo que representava Akuma.

Todos, lentamente, foram entrando na porta. Havia uma grande sala vazia dentro, pintada de preto e sem nenhuma iluminação... restava apenas aos demais,que forçassem a visão para ver se havia algo mais.

– Aqui é a sala da predição, a sala aonde iríamos contar seu futuro. – Nihon, o líder dos Oráculos, disse.

– Nossa! – Shaman olhava fascinada – Já tinha ouvido falar de tal lugar! Uma sala de formato oval, que de acordo com a vontade dos Oráculos, pode mostrar imagens do futuro...

– Passado e Presente – Atklum, o último oráculo corrigiu. – Aqui podemos fazer quase tudo.

– Então comecem á contar o que aconteceu! – Exclamou Pedro.

– Vejo que desta vez, temos um Humano muito nervoso... – Nihon observava – Da última vez, você era o mais qualificado e o mais poderoso do grupo... será que as coisas mudam?

– Como? – Pedro se voltou surpreso.

– Para começar a explicação, é necessário que a senhorita Evelyn diga o que veio fazer aqui. – Tenshi interveio – Senhorita?

Evelyn entrou no meio de todos, estava praticamente no centro da sala. Instantaneamente, imagens da fuga de Evelyn começaram á surgir por toda a sala, como se fossem a própria memória da Elfa, ela estava olhando para as próprias lembranças.

– Há um mês atrás, eu fui convocada pelo meu pai, o atual governante de Tenshi para resgatar um objeto muito valioso entre nós. Ela havia sido roubada por um grupo de 4 pessoas, que eu ainda não tinha conhecimento, depois de algum tempo de buscas, eu encontrei nos arredores de Akuma... A Espada Sem-Nome.

Evelyn mostrara a espada, que continuava sem brilhar como naquela noite, mas ainda assim estava com um brilho imponente.

Os presentes ficaram admirando o objeto, a arma que muitos consideravam ser mito... O ultimo presente de Gaia, aos que viviam em seu planeta.

– A espada foi encontrada, mas com ela... foram encontrados os culpados. – Evelyn lamentou-se – Descobri que 4 pessoas haviam roubado-a, seus planos ainda são desconhecidos... mas elas têm um nome.

– Não me diga que... – Arika murmurou.

– Imortais. – Evelyn disse – Aqueles que não temem nem á Gaia, nem á Deus, nem mesmo á morte... Eles são pessoas que se rebelaram de seus países de origem e se juntaram para ter apenas um plano em mente: Se tornarem os mais poderosos e governarem toda Gaia, usando a Espada Sem-Nome á seu favor.

Descobri isso, quando tive que fugir deles. Estavam me perseguindo por toda floresta que fica perto de Sin, cidade aonde se localiza o Palácio Real. Consegui recuperar a espada antes que a utilizassem, mas percebi que isso foi apenas uma distração... eles haviam planejado algo mais...

– E o que foi? – Perguntou Arika, preocupado.

– Eles estavam testando a força do país dos Magos, acho que estavam procurando algo que não descobri ainda. – Dizia ela – Algo maior que a Espada.

– Será que é alguma maneira de dominar tudo? – Perguntou Pedro.

– Pouco provável, humano bobo. – Mana disse – Se eles já são intitulados como Imortais, significa que eles são muito poderosos. Duvido que estivessem atrás de mais poder.

Pedro olhou com raiva para a elfa. Que ser mais estúpido! Ele achava que os elfos eram controlados, educados e acima de tudo inteligentes... mas Mana...

– De fato, não é uma impossibilidade – Evelyn disse. – Acredito que eles estão num jogo, e esse jogo é um dos mais antigos da atualidade.

– A Peregrinação de Maturi. – Disse Astarte calmamente – Fico feliz que tenha chegado á esta conclusão, jovem Elfa.

Evelyn olhara com alívio.

– Que jogo é esse? – Perguntaram os quatro jovens.

Os cinco Oráculos olharam surpresos para o grupo. Parece que eles não haviam gostado da pergunta e muito menos ao saberem que tinham que respondê-la.

Astarte e Tenshi deram um passo e ficaram diante do grupo. Evelyn cruzara os braços e esperava, com paciência, que toda a história fosse dita.

– Agora que vocês fizeram 15 anos, está na hora de enfrentarem o maior desafio de toda Gaia. A Peregrinação de Maturi. – Tenshi disse.



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