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Curiosidade
Apesar de não entender o que tinha na placa, resolvi entrar no lugar.
Sempre fui curiosa, desde pequena, não posso ver nada que sinto algo em mim. É como um sentimento que se apossa de todo o meu corpo e me obrigasse a fazer o que quer, mesmo que minha mente soubesse que era errado.
Não consigo evitar, é impossível. E a situação piora ainda mais quando eu realmente não sei do que se trata.
Posso ser curiosa, mas com certeza, não sou ignorante. A curiosidade é o olfato da mente, não lembro quem disse isso mas ele estava certo. Se não fosse a curiosidade humana nunca faríamos progresso, nunca saberíamos de nada! A curiosidade é uma coisa boa, muito boa, ela gera o conhecimento! E vamos admitir, a curiosidade é um sentimento inerente aos humanos.
Por ter esse sentimento criei um raciocínio lógico incrível, nada pode ser escondido de mim, mais cedo ou mais tarde eu vou descobrir.
E com o aumento dos anos descubro as coisas cada vez mais cedo.
Por isso essa placa me intrigava tanto, o sentimento familiar logo se apossou de mim, e como uma maníaca procurei saber o que tinha ali.
Não adiantou muito aquela discussão que tive comigo. Enquanto penetrava naquele lugar, escuro como a noite, percebi que senti medo do que estava fazendo. Pela primeira vez senti um medo tão grande que gelou o meu sangue. E mesmo assim não conseguia parar, nem mesmo quando sentia um vento frio pela minha espinha, ou sentia um cheiro estranho pelas minhas narinas.
Quando meus olhos finalmente se acostumaram com a escuridão percebi figuras, ou quem sabe vultos, tomando formas cada vez mais precisas.
Entendi o que dizia a placa, acho simplesmente que meu cérebro recusou a informação, a placa dizia “proibida a entrada”.
Ignorei o aviso e entrei, vendo um cenário assustador de um cemitério, já devia ter imaginado, era época do Halloween!
Mas vendo a paisagem claramente, cada vez mais calma, não conseguia parar de pensar, enquanto pegava uma faca descuidadamente. “Como deve ser morrer?”