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Inspirar...grossas nuvens de nada bóiam como algas na superfície desse mar.
Espirar...peixes-sereias passam rápido de mais para poder saber a cor da sua íris.
Inspirar...angustia localizada nas carnes magras de uma mente confusa e revoltada.
Espirar...sonhos maremotos agitam o ser imóvel que sou eu, e a nau continua a andar.
Instantes momentâneos são tudo que eu tenho, quando as noites correm quentes e as lagrimas correm frias.
O passado de gelo me atormenta com um rosto chamado Medo, e flutuo em águas escuras tentando encontrar a paz.
Inspirar...Espirar...Inspirar...Espirar...o corpo tão odiado me prende num lugar que não quero estar.
Sonolência, finalmente...musicas distantes começam a tocar e os ecos do dia que se foi se tornam melodias...doces melodias de ninar. E o bebê dorme finalmente para quem sabe não acordar.
Assim são as noites que vão chegar.