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Bamboo, o pequeno panda
Era uma vez, numa floresta em Gondwana, um panda chamado Bamboo. Bamboo nasceu numa noite de lua cheia, numa família pequena, onde não havia mais pandas pequenos. O pequeno Bamboo depressa se aborreceu por não ter ninguém com quem brincar e, por isso, começou a procurar outros animais da sua idade. Bamboo fez uma lista com todos os animais de que se lembrava, dividindo-os em animais pequenos, grandes, ágeis e velozes.
Primeiro o Bamboo foi brincar com os animais pequenos, que passavam os dias a jogar às escondidas. Mas o Bamboo não se conseguia esconder facilmente como os outros animais.
- És grande de mais! – disseram os animais pequenos.
O Bamboo procurou então os animais grandes. Encontrou as girafas, que observavam os ninhos nos topos das árvores, e quis juntar-se a elas. Mas o pescoço das girafas era comprido, ao contrário do dos pandas.
- És pequeno de mais! – disseram os animais grandes.
Então o Bamboo procurou os animais ágeis. Encontrou os macacos, que saltavam de liana em liana, e juntou-se a eles. Mas as lianas eram frágeis e não aguentavam o peso do pequeno panda.
- És pesado de mais! – disseram os animais ágeis.
Por fim, o Bamboo procurou os animais velozes, que perseguiam as suas presas pela savana, e o panda correu com eles, mas não conseguia ser silencioso e não era tão veloz quanto as gazelas que perseguia, nunca as conseguindo apanhar.
- És lento de mais! – disseram os animais velozes.
O Bamboo já não tinha mais animais na lista, e ficou muito triste, vagueando sozinho pela floresta. Parecia que ninguém queria ser seu amigo. Ele não era pequeno o suficiente para se esconder, nem grande o suficiente para ver o topo das árvores. Também não era ágil para se balançar nas lianas, nem veloz para perseguir as gazelas.
Um dia, enquanto comia sozinho, uma bela borboleta apareceu e dançou à volta do pequeno panda, para lhe pedir que a seguisse. Bamboo, efeitiçado pela beleza da borboleta, seguiu-a e ela levou-o pela floresta, atravessando lugares luminosos como um dia de Verão, e outros tão escuros como uma noite sem Lua.
Por fim, a borboleta ficou quieta, esvoaçando no mesmo sítio durante muito tempo e o Bamboo achou que a borboleta o tinha enganado. Chateado voltou as costas e ia regressar a casa quando uma voz humana o chamou.
- Espera! Queres brincar comigo? – perguntou a voz.
Bamboo voltou-se e observou, curioso, a rapariga. Não era nem muito grande, nem muito pequena. Também não parecia muito ágil nem muito veloz. E então sorriu.
- És perfeito – disse a menina, enterrando a cabeça no pêlo espesso do panda Bamboo.
E assim, Bamboo, o pequeno panda, arranjou uma amiga que gostava dele exactamente como ele era.
N/A: A história será ilustrada brevemente e os links serão deixados aqui à disposição.
Inês/Ely, muito obrigada por me teres apresentado o Bamboo e por me teres deixado usar o teu reino como o habitat para o meu novo amigo.