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Fiction » Kids » Bamboo, o pequeno panda font: B s : A A A . width: full 3/4 1/2
Author: Sofia Lemos da Costa
Fiction Rated: K - Portuguese - General - Reviews: 2 - Published: 08-25-07 - Updated: 08-25-07 - Complete - id:2407381

Bamboo, o pequeno panda

Era uma vez, numa floresta em Gondwana, um panda chamado Bamboo. Bamboo nasceu numa noite de lua cheia, numa família pequena, onde não havia mais pandas pequenos. O pequeno Bamboo depressa se aborreceu por não ter ninguém com quem brincar e, por isso, começou a procurar outros animais da sua idade. Bamboo fez uma lista com todos os animais de que se lembrava, dividindo-os em animais pequenos, grandes, ágeis e velozes.

Primeiro o Bamboo foi brincar com os animais pequenos, que passavam os dias a jogar às escondidas. Mas o Bamboo não se conseguia esconder facilmente como os outros animais.

- És grande de mais! – disseram os animais pequenos.

O Bamboo procurou então os animais grandes. Encontrou as girafas, que observavam os ninhos nos topos das árvores, e quis juntar-se a elas. Mas o pescoço das girafas era comprido, ao contrário do dos pandas.

- És pequeno de mais! – disseram os animais grandes.

Então o Bamboo procurou os animais ágeis. Encontrou os macacos, que saltavam de liana em liana, e juntou-se a eles. Mas as lianas eram frágeis e não aguentavam o peso do pequeno panda.

- És pesado de mais! – disseram os animais ágeis.

Por fim, o Bamboo procurou os animais velozes, que perseguiam as suas presas pela savana, e o panda correu com eles, mas não conseguia ser silencioso e não era tão veloz quanto as gazelas que perseguia, nunca as conseguindo apanhar.

- És lento de mais! – disseram os animais velozes.

O Bamboo já não tinha mais animais na lista, e ficou muito triste, vagueando sozinho pela floresta. Parecia que ninguém queria ser seu amigo. Ele não era pequeno o suficiente para se esconder, nem grande o suficiente para ver o topo das árvores. Também não era ágil para se balançar nas lianas, nem veloz para perseguir as gazelas.

Um dia, enquanto comia sozinho, uma bela borboleta apareceu e dançou à volta do pequeno panda, para lhe pedir que a seguisse. Bamboo, efeitiçado pela beleza da borboleta, seguiu-a e ela levou-o pela floresta, atravessando lugares luminosos como um dia de Verão, e outros tão escuros como uma noite sem Lua.

Por fim, a borboleta ficou quieta, esvoaçando no mesmo sítio durante muito tempo e o Bamboo achou que a borboleta o tinha enganado. Chateado voltou as costas e ia regressar a casa quando uma voz humana o chamou.

- Espera! Queres brincar comigo? – perguntou a voz.

Bamboo voltou-se e observou, curioso, a rapariga. Não era nem muito grande, nem muito pequena. Também não parecia muito ágil nem muito veloz. E então sorriu.

- És perfeito – disse a menina, enterrando a cabeça no pêlo espesso do panda Bamboo.

E assim, Bamboo, o pequeno panda, arranjou uma amiga que gostava dele exactamente como ele era.

N/A: A história será ilustrada brevemente e os links serão deixados aqui à disposição.

Inês/Ely, muito obrigada por me teres apresentado o Bamboo e por me teres deixado usar o teu reino como o habitat para o meu novo amigo.



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