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Fiction » Sci-Fi » Sub Man, O Vingador font: B s : A A A . width: full 3/4 1/2
Author: Goldfield
Fiction Rated: T - Portuguese - Sci-Fi/Adventure - Reviews: 1 - Published: 10-11-07 - Updated: 10-11-07 - Complete - id:2425087

Sub-Man

O Vingador

Prólogo

Eu, Luiz Fabrício, lhes convido a conhecer um super-herói diferente, que não tem superpoderes tão bons quanto os dos outros, mas possui um enorme coração. Ele combate o crime em Metro City, uma megalópole da costa leste americana em pleno progresso. Os supervilões e mutantes são muitos, como vocês perceberão, mas nada consegue deter o fantástico, incrível, inabalável e surpreendente Sub-Man, O Vingador...

Capítulo 1

Dois acidentes em Metro City – um ocorrido num laboratório – o outro durante uma ação policial...

Naquela noite, o doutor italiano naturalizado norte-americano Mário Petroni estava trabalhando arduamente em seu laboratório nos limites de Metro City.

Petroni trabalhava para a Biocom, corporação médica que praticamente controlava o mundo. Novas doenças surgiam a toda hora e vacinas e medicamentos eram de vital importância, principalmente no continente africano.

O médico estava para descobrir a cura do câncer, após ter vivido cinco anos numa aldeia indígena na América do Sul para descobrir algo entre os índios. A resposta estava numa raiz que continha uma substância batizada pelo médico como Petronina, que curava os cromossomos das células cancerígenas. A pesquisa do médico era vista como salvação por todo o mundo.

Talvez aquela fosse a descoberta mais importante desde a penicilina. Petroni suava enquanto trabalhava em seu computador, armazenando e revisando dados. Ao seu lado estava um vidro que continha alguns exemplares de raízes que continham Petronina em abundância.

Uma gota de suor pingou da testa do médico e caiu no vão entre duas teclas do teclado do computador.

Ele parecia um andróide, pois digitava rapidamente grandes fórmulas e equações sem sequer olhar para o teclado nem errar.

O biólogo estava para iniciar uma simulação de como o DNA das células cancerígenas reagiria à substância, ou seja, a Petronina. Um filamento de DNA apareceu na tela do computador e Petroni iniciou a simulação, digitando números e letras no teclado como um louco.

Um minuto era o tempo necessário para que resultados concretos fossem constatados. Petroni mordia os lábios de ansiedade, suava e tremia. Seu coração batia rapidamente, aos pulos.

Porém, quando faltava apenas cinco segundos para o fim da simulação, esta foi interrompida e a inscrição em vermelho “Efeito colateral: Novo tipo de vírus encontrado”; começou a piscar sem parar na tela.

--- O quê? – exclamou Petroni. – Não pode ser! Não pode ter dado errado!

O médico, num ataque de fúria, derrubou o monitor do computador no chão com um soco. Com chutes, Petroni virou de ponta-cabeça algumas mesas que estavam repletas de tubos de ensaio contendo líquidos, que se espalharam pelo chão do laboratório.

Nisso, o assistente do médico, o também italiano naturalizado norte-americano Lúcio Merezani entrou no laboratório rapidamente para averiguar o que ocorria. Nesse momento, Petroni escorregou numa pequena poça que havia se formado no chão após um liquido ter escorrido de um tubo de ensaio, o que fez que ele esbarrasse numa mesa onde havia frascos de vidro com Petronina extraída das raízes amazônicas, que caíram. O vidro dos frascos fez vários cortes no corpo de Petroni, para onde escorreu boa parte da Petronina, que entrou na corrente sangüínea do médico...

Quando Merezani encontrou Petroni caído no chão com vários cortes pelo corpo, que estavam verdes, espantou-se. Tentando reanimar o médico, foi repelido com um soco do próprio, que se ergueu sozinho.

--- O que aconteceu, chefe? – perguntou desesperado Merezani.

--- Você vem comigo... – murmurou estranhamente o médico, com uma sinistra voz.

Petroni, que andando devagar perseguia Merezani, encurralou o assistente numa parede. Ele, então, o agarrou pelo pescoço com uma mão e jogou-o sobre uma mesa.

Quando Merezani tentou se levantar para correr, Petroni abriu a mão direita na direção do assistente, soltando um disparo de ácido por uma estranha glândula que havia aparecido na palma de suas duas mãos.

O ácido atingiu o rosto de Merezani, corroendo-o. O assistente cobriu a face com as mãos, gritando de dor.

Petroni deu uma sinistra risada, enquanto gotas de ácido escorriam de sua boca. Daquele acidente praticamente improvável havia nascido o maior e mais perigoso criminoso de todos os tempos...

A polícia cerca um armazém na zona industrial de Metro City, às nove horas da noite do dia sete de setembro de 2007.

Dentro dele estavam três perigosos criminosos. O primeiro era Thomas Kaine, chefe do crime organizado em Metro City. O segundo era Donald McGregor, traficante de drogas, e a terceira era Ângela Thompson, namorada de Kaine e proprietária da maioria das boates e casas noturnas da cidade.

A SWAT negociava a rendição dos criminosos. Eles ameaçavam explodir uma bomba se suas exigências não fossem cumpridas: queriam quinhentos mil dólares e um furgão para a fuga.

Numa das viaturas normais que estavam na frente do armazém, o tenente Luck Peterson estava impaciente. Sua namorada, Sarah Spencer, que estava sentada ao seu lado, tentava acalmá-lo:

--- Não se preocupe, Luck... A SWAT vai dar conta do recado...

--- Eu estou achando que logo eles vão detonar a bomba... Não adianta negociar! Nós temos que entrar e detê-los!

--- Eles são os criminosos mais perigosos da cidade! Não acha que entrar atirando é arriscar a vida de nossos homens?

--- Você pode dizer o que quiser! Eu vou entrar lá! – disse Luck, carregando sua pistola calibre 45.

--- Não está falando sério, está?

--- Eu sempre falo sério, minha cara... – murmurou, saindo da viatura.

Sarah olhou o namorado cruzar a barreira da SWAT e se aproximar de uma das entradas do armazém, balançando a cabeça desaprovando o ato de Luck, mas, pouco depois, também saiu da viatura com sua arma na mão e seguiu o tenente.

O armazém estava cheio de engradados contendo drogas. Luck Peterson buscou refúgio atrás de uma pilha deles. Os três criminosos, armados com metralhadoras, conversavam no meio do local. Havia uma bomba-relógio sobre uma pilha de engradados não muito longe da posição do tenente da polícia.

--- Nós temos que sair daqui! – exclamou Ângela Thompson. – Eles vão entrar a qualquer momento!

--- Tenha calma, querida – disse Kaine. – Eles não ousarão fazer tal coisa, principalmente sabendo que temos uma bomba que, se acionada, mandará metade de Metro City para o espaço, um presentinho dos nossos camaradas russos...

Luck tinha sua pistola carregada. Ia se virar para atirar a qualquer momento.

Porém, ele viu que Sarah também ganhava o armazém, mas por outra entrada que a deixava à vista dos criminosos.

O tenente da polícia foi tomado de uma preocupação incomparável. Ao ver que a namorada ia cruzar a frente dos criminosos, Luck gritou:

--- Sarah! Cuidado!

Os três criminosos rapidamente viraram-se para a direção da policial e abriram fogo. Sarah caiu lentamente, de bruços, atingida no braço esquerdo e no ventre.

Ouvindo os disparos, os olhos de Luck se encheram de lágrimas. Tomado por uma fúria incomparável, ele saiu de trás de seu esconderijo e começou a atirar sem parar para todos os lados, gritando.

Um dos disparos da arma do tenente arrebentou uma corrente que sustentava uma pilha de engradados no teto, que caiu em cima de Donald McGregor, esmagando-o.

--- Matei sua namorada e vou matar você! – gritou Kaine, atirando com sua metralhadora.

--- Desgraçado! – gritou o policial, com todas as forças, não tirando o dedo do gatilho de sua arma.

Luck foi atingido no peito, bem perto do coração. Caiu inconsciente, mas ainda vivo. Kaine foi atingido no abdômen e numa das pernas e também caiu desmaiado.

Nisso, a SWAT entrou no local, atirando. Atingida por dois disparos, Ângela Thompson caiu desmaiada. Alguns membros do Esquadrão Antibombas desarmaram a bomba-relógio.

Três médicos se aproximaram de Luck e rapidamente o colocaram numa maca. Um deles perguntou:

--- Qual o estado dele?

--- Este está a dois passos do paraíso... Ele está sangrando muito e o coração não vai agüentar muito tempo...

--- Onde ele foi atingido?

--- Na veia cava inferior!

--- É um milagre ainda estar vivo...

Enquanto o tenente era retirado do armazém na maca, ele abriu os olhos por um instante e perguntou a um dos médicos, com as poucas forças que tinha:

--- Sarah... Onde está ela? Como ela está?

--- Ela não agüentou... – respondeu um dos médicos. – Sinto muito...

--- Ela morreu... – disse Luck com voz fraca, lágrimas nos olhos. – Tudo culpa minha...

O tenente fechou os olhos, enquanto era colocado dentro de uma ambulância.

Continua...



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