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Epílogo
Amanhecia um novo dia. Sub-Man, Ernest Adams, Jack Red Kid, Blenda Baker e Gary Colt, do alto do farol abandonado, contemplavam o nascer do sol.
--- Tudo acabou – disse “Sub”. – Os criminosos foram derrotados.
--- Enquanto a Biocom existir, sempre existirão mutantes que ameaçarão a humanidade – disse Colt.
--- Creio que isto lhe pertence – disse Adams a Colt, entregando-lhe os planos da “Máquina”. – Se construir essa máquina, use-a para o bem da humanidade.
--- Tenho um laboratório aqui na cidade. A partir de hoje, dedicarei minha vida a construir a “Máquina”.
--- Papai... – murmurou Blenda, zangada.
--- Mas eu a usarei para o progresso da humanidade, minha filha! Não se preocupe!
--- Cuide-se, papai – disse Blenda, beijando o rosto de Colt. – Eu te adoro!
--- Eu sei me cuidar, filha. Até logo!
--- Até!
Colt retirou-se levando os planos da “Máquina”, seguido por Adams.
--- E você, Blenda? – perguntou “Sub”. – Combaterá o crime com seus poderes?
--- É uma boa idéia, “Sub” – respondeu a mutante. – Mas preciso de um nome...
--- Que tal “Mulher Atômica”?
--- Mulher Atômica... Gostei!
--- Eu não mereço estar vivo! – exclamou Jack. – Eu não mereço!
--- Não se culpe, Jack – disse Sub-Man. – Você não tem culpa... Estava revoltado pela morte de Blenda e não conseguiu controlar sua fúria...
--- Eu não mereço viver! – repetiu o cow-boy, pulando do farol e desaparecendo.
--- Jack! – gritou Blenda. – Para onde ele foi?
--- Ele precisa ficar sozinho – disse “Sub”. – Há um conflito muito grande dentro dele...
--- Qual é a sua verdadeira identidade? – perguntou Blenda.
--- Nem eu sei ao certo... Sei apenas que meu destino é combater o crime... Sou um vingador...
--- Que vinga o quê?
--- A morte da amada...
E, num salto, desapareceu.
Naquela tarde, Josh Remington estava em seu apartamento quando recebeu uma visita inesperada:
--- Ana! – surpreendeu-se o ex-tenente da polícia. – Não está trabalhando hoje?
--- Estou, mas consegui dar uma escapulida para vir até aqui lhe informar sobre as boas novas.
--- Que boas novas?
--- Meu amigo da Metro Press adorou sua história em quadrinhos e está disposto a publicá-la. Ele quer jantar com você hoje à noite no “Casa Metrostate”.
--- Que ótimas notícias! Muito obrigado Ana!
--- De nada...
--- Quer entrar?
--- Eu gostaria muito, mas tenho que ir. Até logo!
--- Até!
Pouco depois, Josh recebeu outra visita também inesperada:
--- William McGregor? – surpreendeu-se Josh.
--- Sim, “Sub-Man”.
--- Como... Como sabe?
--- Já desconfiava há muito tempo, desde aquela vez em que visitou em casa.
--- Vai sair contando isso por aí?
--- É claro que não. Uma qualidade que sempre tive é saber guardar segredos.
--- Ainda está na Biocom?
--- Cumprimente o novo dono da empresa!
--- Sério?
--- Sim.
--- Entre. Vamos conversar um pouco.
McGregor entrou no momento em que Blenda Baker, na rua, olhando para uma das janelas do apartamento de Josh, murmurava “Cuide-se, meu super-herói favorito”.
FIM
Luiz Fabrício de Oliveira Mendes – “Goldfield”.
Sub-Man retornará!