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Fiction » General » Julie Franklin e a Linhagem de Príncipes Bastardos font: B s : A A A . width: full 3/4 1/2
Author: Sara Lecter
Fiction Rated: K - Portuguese - General/Mystery - Reviews: 21 - Published: 03-30-08 - Updated: 05-24-08 - Complete - id:2497280

JULIE FRANKLIN e a Linhagem dos Príncipes Bastardos

Autora: Sara Clarice Lecter

Categoria: Geral, Mistério

Rating: indicado para maiores de 13 anos.

Spoilers: Julie Franklin e o Mistério do Falso Conde, Julie Franklin e o Tesouro de Flávio Creto, Julie Franklin e o Naufrágio do Corsário Traidor, Julie Franklin e o Outro Lado do Crime.

Disclaimer: tudo neste epílogo é fruto da minha imaginação e de uma pequena ajuda do álcool. Não que ele não tenha se feito presente em capítulos anteriores, mas custei a citá-lo por falso moralismo.

Notas de Início: agradeço à Gata por ter me lembrado de um evento que serviu de inspiração para essa primeira parte do epílogo.

Epílogo

Julie elevou o tronco, levando consigo o lençol, que era a única coisa que cobria sua pele. Apertou os olhos e balançou a cabeça, derrotada. Embora já tivesse imaginado que aquilo poderia ocorrer a qualquer momento, não fazia idéia de como agir.

Jessica bateu a porta e avançou apressada pelo corredor, tentando apagar a cena que acabara de presenciar, embora o impacto que ela tenha gerado em si fosse definitivo. Há semanas desconfiava do comportamento de seu marido e de sua melhor amiga. E conhecendo Julie muito bem como ela conhecia, não julgava loucura considerar a possibilidade de que estivesse tendo um caso com Jack. Passou a praticamente aceitar a idéia, uma vez que cogitara ela mesma pedir o divórcio e cometer a insanidade de assumir Desmond.

Jack socou o colchão, decepcionado consigo mesmo. Julie lhe dera as costas e parecia não respirar. Permaneceram muito tempo imóveis e em silêncio, muito mais tempo que o necessário para aguardar se Jessica voltaria ao quarto e diria mais alguma coisa, enfurecida. Não era do feitio da esposa de Jack apenas encará-los em silêncio e sair devagar, como fizera.

– Desculpe, eu não deveria ter adormecido... – disse Julie.

Antes que ela perdesse os sentidos, ele insistira no ponto de que não deveriam demorar, mas Julie estava realmente exausta e ele sabia disso. Haviam roubado um depósito de armas nos subúrbios de Paris e ela precisara correr um bocado, pular em um rio e escalar uma ponte para fugir de um cão de guarda, depois de passarem semanas se preparando para aquela noite. Certamente a comemoração íntima dos dois, que acabou se estendendo mais que seu costume, não ajudou em nada.

– A culpa não é sua, meu amor.

Ele sabia que o que provocara em Jessica aquela reação tão inesperada – mais precisamente a falta de uma reação – fora não o fato em si de tê-los surpreendido na cama, mas o rosto calmo de Julie repousando sobre o tórax do amante, as mãos entrelaçadas ao lado dos corpos e os lábios de Jack percorrendo a face de Julie com beijos singelos, sem acordá-la. O que surpreendera Jessica não fora a traição, mas descobrir que além de amantes, eles eram cúmplices.

Julie se levantou, vagarosamente, e começou a se vestir. Jack pensou em um milhão de coisas que poderia dizer, mas nada passou de sua garganta.

– Acho que acabou, não é? – ela disse, fechando a gargantilha, em frente ao espelho.

– Eu acho que acabou de começar. – ele respondeu, com as costas apoiadas na cabeceira da cama. – Volte para cá.

– Quem vai correr atrás dela, o marido ou a melhor amiga?

– Eu não quero ir atrás dela, Ju.

Ela o olhou, surpreendida, e voltou a encarar o espelho.

– Como disse?

– Já esperei demais pela chance de reparar um grande erro. Eu não vou sair daqui, Ju, como nunca deveria ter saído do Four Seasons no dia em que nos conhecemos.

Jack observou a amante se virando e encontrando seus olhos. Ele não encontrou a palavra certa no momento, mas certamente ela não esperava ouvir aquilo e muito menos preparara uma reação, como sempre fazia.

– Você fez o que deveria ter feito naquele dia.

– O casamento foi um erro. Jessica foi um erro. A única coisa na qual tenho acertado diz respeito a você.

– E quanto à equipe?

– É, a equipe também. Mas não sei se nosso trabalho está em primeiro plano para mim.

Julie acabou cedendo e se aproximou dele, sorrindo. Acariciou-lhe a face um instante.

– Nunca pretendi ficar entre você e aquilo que fazemos. Tudo o que espero de você é a mesma coisa.

Jack sorriu e a puxou, de surpresa, de volta a cama, beijando Julie entre risos.

– Você é minha? – perguntou, prendendo-lhe os braços.

– Não.

– Você é minha? – ele insistiu, fingindo seriedade.

– Nunca.

– Acho ótimo. – respondeu, satisfeito. – Não posso perder aquilo que não nunca me pertenceu, então, nesse caso...

Ela esperou que terminassem um longo beijo para responder, já de volta aos braços do amante.

– Nesse caso, como ladrão, sugiro que roube aquilo que não lhe pertence...


Jack atirou o copo de uísque na parede e esfregou o próprio rosto com força, desalinhando o cabelo e por último enfiando as mãos nos bolsos, andando de um lado para o outro. Amanhecera há muitas horas e ele se encontrava enfurnado em um quarto de hotel em Sydney, sozinho, no escuro, bebendo e tentando esquecer os últimos três meses, desde a morte de Vincent.

Tomou um banho demorado e escolheu uma de suas roupas mais discretas, embora tenha se esforçado para parecer elegante depois de passar muito tempo despreocupado com a aparência. Não quis fazer a barba, mas por fim decidiu pelo menos apará-la rapidamente, na primeira barbearia pela qual passou na rua, a fim de parecer muito menos com um mendigo. Avaliou, em frente ao espelho, que a única coisa que conseguira, com as roupas e aquela barba que nunca cultivara, fora parecer dez anos mais velho e vinte vezes mais respeitável do que realmente era.

Solicitou um táxi e deu o endereço que sabia há muito tempo, mas que acabara, por um motivo ou outro, deixando para conhecer somente naquela ocasião. O motorista tentara estabelecer algum tipo de diálogo mencionando uma festa, mas Jack estava demasiado ocupado com suas lamentações que deixou o pobre homem falando sozinho. De qualquer forma, ele não insistiu muito.

A primeira coisa que ele viu foram grandes janelas no lado norte, um pouco depois de começar a percorrer um caminho que cortava o gramado. Estranhou que o tivessem deixado entrar sem grandes problemas e então se deu conta de que aquele não era um dia comum na casa de Peter Franklin. Pessoas demais, bebida demais e comida demais. Jack percebeu que não se alimentava há dois dias. Foi cumprimentado ao longe por algumas garotas e sorriu sem qualquer sinceridade, percebendo que elas comentaram alguma coisa entre si. Em qualquer outra ocasião ele não teria levado muito tempo nem para reconhecer as qualidades de todas as pessoas ali – e principalmente a falta delas – nem para supor do que se tratava, mas aquele não era um bom dia. Era provavelmente o melhor desde que ele começara a afundar, mas ainda assim estava longe de ser um dia razoável.

– Algo me disse, hoje de manhã, que esta festa seria diferente das outras... Como vai, querido? Cada vez melhor, pelo que posso ver.

– Senhora Franklin. – ele cumprimentou educadamente.

– Você pode me chamar apenas de Vanessa. É claro que isso é para poucos...

Ele sorriu de forma banal e olhou em volta, escondendo as mãos nos bolsos.

“Procurando por alguém? Será que eu posso ajudar?

– Pode. – Jack foi seco. – O doutor Franklin, posso vê-lo?

– Ele está ocupado agora. Mas não façamos disso um problema, eu estava me dirigindo a alguns amigos, posso apresentá-lo a eles? Tenho certeza que-

–eu me viro, Vanessa. Não pretendo privar seus amigos de sua agradável companhia. Com licença.

Jack percorreu os jardins um tanto apressado, interrogando cada rosto que lhe sorria com educação – os homens – e interesse – as mulheres. A ocasião parecia informal demais para uma grande festa, mas povoada demais para uma simples reunião. Olhou a casa, por um instante, e deteve seus olhos no andar mais alto. Suspirou cansado. Julie lhe contara tantas histórias de quando morava naquele lugar que ele sentia que passara parte da sua vida ali.

– Lamento dizer que se veio procurar por ela, perdeu a viagem.

Peter Franklin pousara a mão sobre o ombro de Jack rapidamente, antes de falar, para então parar ao lado dele, com semblante sério.

– Imagino que ela esteja em lua-de-mel em algum paraíso remoto.

– Na verdade está na Inglaterra há algumas semanas. O senhor Harris faleceu.

– Como tudo vem dando errado na minha vida, receio que esteja falando não de Gregory, mas de seu pai. Assim sendo, seu genro agora é a cabeça do Ducado de Malmesbury.

– Exatamente. – confirmou Peter, com orgulho.

– Para mim ele continua sendo o mesmo terrorista sem escrúpulos.

– Não que eu possa lançar mão de algum moralismo ao pensar nas possibilidades de genros que Julienne me arranjou. – Peter olhou-o rapidamente. – Aceita uma bebida?

– Estou ótimo. – mentiu Jack, notando que o sol forte começava a lhe gerar dor de cabeça.

– Se não veio pela minha filha, certamente estava me procurando.

– Vim obter de você uma resposta que ela não foi capaz de me dar.

Um casal os interrompeu rapidamente, cumprimentando Peter, que respondeu com um largo sorriso e se livrou deles assim que pôde.

– Nós homens somos engraçados, Jack. Não importa quantas vezes nos digam a verdade, temos de ouvir de novo se não for aquilo que queremos. Precisamos que várias pessoas nos repitam a mesma história até que possamos acreditar nela.

– Vai repetir o discurso apaixonado de sua filha, doutor Franklin?

– Se foi o que ela lhe disse, por favor, acredite. Aceite. Você perdeu, Jack.

– Eu aceitara até dois dias atrás. Jamais me conformarei, mas havia aceitado. Até lembrar de quais foram exatamente as palavras dela. Se já era ridículo acreditar que Julie pudesse se apaixonar por alguém, é ainda mais absurdo conceber que ela foi sincera ao sentir muito por mim.

– Julienne lhe tem consideração por tudo que fez a ela. Eu sou uma incomodada testemunha de que vocês dois passaram juntos tempo demais para que ela pudesse simplesmente partir sem explicações.

Dois homens que aparentavam a mesma idade de Peter se aproximaram e o cumprimentaram rapidamente. Mais uma vez ele respondeu com um largo sorriso e acenou. Jack voltou a falar:

– Julie Franklin não “sente muito” por ninguém. Sua filha nasceu sem consciência, doutor. Se mentiu que lamenta me deixar é porque estava igualmente mentindo sobre seus motivos.

Peter apanhou uma bebida do garçom que passava pelos dois. Sorveu um gole de uísque e o manteve na boca por alguns instantes, claramente formulando sua frase seguinte. Jack aguardou pacientemente.

– Você conhece minha filha melhor do que eu. – Jack não teve certeza se aquela frase era um lamento ou apenas uma introdução. – Você quer saber por que ela se casou com Harris e não com você, que seria a escolha óbvia?

– Julie nunca quis se casar.

– Nunca quis se casar com você. Ela moveu mundos e fundos para sempre lhe ter nas mãos, rapaz. Alguma coisa a ver com seu estilo de vida. Vocês são parecidos, buscam as mesmas coisas. E Gregory também se parece com isso, na maioria do tempo. Compreende o que eu quero dizer?

– Não.

– Julienne se casou com um duque, Jack. Ele pode ser acusado de terrorismo, como você diz, mas minha filha teve de reafirmar seus votos ao Anglicanismo para que o casamento se conformasse a um decreto real que já conta séculos. A família de Gregory tem mil anos sobre aquela ilha e terá outros mil ou mais. Você acha que ligam para a ficha policial deles nos palácios?

– Não pode estar falando sério.

– “Julie Franklin”, como você a rotula, esperou muito tempo até encontrar alguém com um caráter, ou a falta de um, que pudesse suportar, e que aliasse a isso um nome para levá-la a eternidade. Jack... todos nós vivemos de sonhos, e embora você tenha sido um cúmplice perfeito, todas as vezes que minha filha olhar para você ela verá um menino maltrapilho que cresceu passando frio e roubando carteiras em uma estação de trens.

Jack se calou e teve a impressão de estar suando frio.

“Não finja que isso lhe mostra mais do que sabe sobre ela. Julienne age somente com a razão. Não importa quanto dinheiro tenha conseguido com seus golpes, rapaz, não importa quantas pessoas possa enganar com sua cultura e seus hábitos sociais... Eric Jacob Hellfeld pode freqüentar a cama dela quantas vezes quiser, mas Julienne é esperta o suficiente para não ser levada ao altar por um mendigo.

Peter sorveu o último gole de seu copo de uísque e respondeu de forma mais tímida o aceno de um amigo, respeitando o silêncio de Jack, ao seu lado.

“É um sistema cruel, mas se nem as guilhotinas de séculos passados conseguiu acabar com ele por inteiro, não será você a consegui-lo. Eu sugiro que esqueça minha filha se não quiser continuar perdendo tempo.

Jack ainda não conseguia acreditar nas palavras de Peter Franklin. Olhou para os próprios pés. De que adiantara, afinal de contas, ter bom gosto para sapatos italianos? Andou pelo gramado, cabisbaixo, sem se despedir do anfitrião. Contara mais de vinte passos ao lembrar de uma última coisa e voltou, incapaz de encarar Peter nos olhos.

– Ouça, notei que algumas pessoas lhe cumprimentaram. Desculpe a falta de tato, posso saber a ocasião?

Peter pensou a respeito.

– Bem, você ficará sabendo mais cedo ou mais tarde. É melhor que seja por mim. Julienne e Gregory acabaram de confirmar a notícia, terão um filho.

A frase ecoou na mente de Jack por muito tempo, enquanto seu corpo tentava esboçar alguma reação. Julie estava grávida. Julie teria um filho, exatamente como ele insistira durante tantos anos. Julie teria um filho com outro homem.

“Vá para casa, Jack. Você não tem mais nada a fazer aqui.

– Mas... s... sabe quando deve nascer? – foi tudo o que ele conseguiu dizer.

– Vá para casa, Jack. Ela engravidou assim que se casaram. Esqueça tudo isso, é melhor para você.

– Pode ser q-

–conhece o temperamento de Gregory, Jack. Acha que ele estaria anunciando aos quatro ventos a notícia se não tivesse submetido Julie a todos os exames possíveis para ter certeza de que o filho é dele? Se o odeia, pelo menos concorde comigo que ele não daria a você essa chance.

Jack foi obrigado a concordar. Meteu as mãos nos bolsos e, calmamente, avançou pelo jardim, deixando aquela casa. Vanessa o alcançou perto do portão:

– Querido, tão cedo? Fique mais um pouco, ainda nem conversamos, você e eu. Quem sabe se-

–se enxerga, perua velha!

Vanessa ficou atônita e não insistiu. Ficou olhando aquele homem destruído deixar a sua casa como quem anda até um precipício disposto a saltar sem hesitar. Procurou-o em Sydney nos dias seguintes, mas ficou sabendo que ele fora embora da Austrália logo depois daquela festa. Mais por falta de atividade do que por qualquer coisa, ouviu o marido ler um telegrama que recebera algumas semanas depois, onde Peter era informado que Jack Hellfeld havia acabado de se casar com uma decoradora novaiorquina. Exatamente como previra Julie ainda antes do enterro de Vincent.

– Que seja feliz, o rapaz. – murmurou Peter, depois de ler, deixando a esposa sem nada entender. – Que pelo menos um deles consiga ser.


Agradecimentos

Agradeço às minhas leitoras, críticas, amigas e fontes de inspiração: Inês e Luana, Elyon e Gata, que quer que sejam. Mais do que qualquer coisa, escrevo para vocês.


Nota de Fim: ainda não tenho título, mas é certo que em breve começo a publicar a sexta parte desta história.

Elyon: de forma geral, também: Desmond e Jessica ainda brigarão muitas vezes. Prometo que na próxima história você entenderá muito bem como funciona o “contrato” de casamento entre Julie e Greg. Jack muito mais capaz de sentimentos humanos do que Julie? Interessante... talvez uma das teorias mais interessantes que já li sobre minhas histórias (sara pensando sobre isso durante muito tempo antes de responder). Não se engane, pode parecer agora que Esteban é carta fora do baralho, mas nunca se esqueça que não existem cordeirinhos na equipe. Quem sabe não esteja na hora de mostrar que Felicia tem um dark side exatamente como todos os outros? Sinceramente, eu adoro essa personagem, acho que nunca disse isso, mas realmente gosto dela. A cena em que Vincent consola Julie foi a forma que encontrei de mostrar o quanto eram importantes um para o outro. Fiquei bastante tocada quando percebi que não poderia mais escrever sobre ele, mas afinal de contas, Heck também está morto e vive aparecendo. Você gosta das fraquezas da Franklin? Então sugiro que acompanhe a continuação – aliás pode começar a sugerir títulos, sempre preciso de ajuda quanto a isso. Não posso adiantar muitas coisas, mas posso dizer, a partir do seu comentário, que você vai gostar mais da protagonista. Sim, Vincent falsificou o testamento, isto foi relatado no prólogo da história, e Julie não manipulava o avô aos sete anos, isso seria realmente difícil. Quem manipulava Ned era o mordomo... Jessica tinha toda razão, ela e Desmond foram roubados. Quem manda crescer em uma família de ladrões? Nenhuma personagem é apenas uma personagem... mas haverá uma nova e muito importante pessoinha na continuação. Espero que substitua a falta que farão seus tios.

Gataportuguesa: as lentes da Julie... você sabe quem deu a ela a idéia de usá-las, não? Você perguntou sobre a “pasta”. Esse segredo não morreu com Vincent. E não é nenhum mistério, está tudo lá, na história, nas entrelinhas. Já parou para pensar que Julie pode mesmo gostar do Jack, mas quem disse que ela quer ficar com ele? Acho que peguei algumas pessoas nessa! Hihihi. Eu gosto da relação da Julie com o pai, e eles se aproximarão bastante depois da morte do Vincent e da volta de Célinne. Aliás, ninguém comentou nada sobre ela (autora triste). O tapa terá volta, e será digna de Julie Franklin. Você gostou do humor no capítulo 11? É esta mania que eu tenho de fazer da Bianca alguém insuportável... e pensar que ela “nasceu” para ser uma simples vilãzinha que desapareceria no final de “Tesouro de Flávio Creto”. Ela terá mais importância na sexta história, como teve na segunda. Lamento ter deixado alguém que vocês gostam tanto em segundo plano por anos. Espero corrigir o erro. Segredo nosso, Gata: Lisa é um bom nome, mesmo? Aceito sugestões.

Sara Clarice Lecter.



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