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Fiction » Romance » Assassino de Aluguel font: B s : A A A . width: full 3/4 1/2
Author: Leona-EBM
Fiction Rated: M - Portuguese - General - Reviews: 8 - Published: 07-07-08 - Updated: 01-31-09 - id:2542297

Por Leona-EBM

Assassino de Aluguel

Essa é uma história original que terá como temática a vida de um assassino de aluguel e seus incontáveis amantes. A classificação é para maiores de dezoito anos por ter violência, estupro, agressão, linguagem imprópria e nudez. O ambiente criado para essa história, assim como seus personagens pertencem a Leona-EBM.

Capitulo I

King

Uma linda mulher andava pelas calçadas fazendo um grande barulho por causa do seu imenso salto alto, as pessoas que passavam paravam para olhá-la, os homens pelo menos. Seu formoso corpo parecia flutuar sobre o chão, seus cabelos loiros batiam no meio das suas costas, seus lindos olhos verdes estavam cobertos por um pequeno e discretos óculos de sol, usava um belo vestido vermelho que batia nas suas coxas; nas mãos trazia uma pequena bolsa vermelha combinando com seus sapatos.

A bela mulher sorriu discretamente ao olhar para o grande edifício para onde se dirigia, entrou num grande prédio de vidro. Era um prédio bonito, caro, mas não era muito chique. Ela vai até a recepção onde um rapaz lhe abriu o maior sorriso que podia ter, se inclinou no balcão mostrando todo seu decote para o rapaz.

- Apartamento cinqüenta, por favor. – anuncia para o rapaz.

- Si... sim senhorita. – disse.

- Pode subir. – disse com o rosto corado.

- Obrigada. – sorriuu para o rapaz que quase derreteu.

Foi caminhando com leveza até o elevador onde já tinham duas pessoas esperando. Ela retirou seus óculos escuros e ficou mordendo a pontinha do acessório a espera do elevador.

O prédio tinha vinte e cinco andares, eram dois apartamentos por andar, e iria justamente no último, onde ficavam os dois apartamentos mais luxuosos.

Segundos mais tarde, o elevador finalmente chega ao térreo, todos entram e apertam seus números. Um silêncio irritante se instalou naquele ambiente fechado, as pessoas olhavam para as outras, mas nada diziam. Dois minutos e a bela mulher já se via sozinha no elevador, ela olhou para seu número e suspirou com impaciência.

- “Até que fim!” – sorriu ao ver a ponta se abrindo.

A grande porta metálica se abriu dando visão para uma área pequena, onde o piso era todo negro e brilhava como uma pedra preciosa, nos cantos tinham vários vasos de plantas e duas portas, apartamento 49 e 50.

Dirigiu-se até o apartamento cinqüenta tocando a campainha, segundos depois a porta se abriu automaticamente, a moça sorriu e entra do apartamento fechando a porta.

- Boa tarde Caín! – joga a sua bolsa em cima da mesa da sala e se senta no sofá.

O apartamento era muito bonito, tinha uma grande sala com um grande sofá preto de couro, tinha os melhores eletrodomésticos já vistos, tudo era feito de inox.

- Está atrasada Mirza. – uma voz forte e autoritária se é ouvida.

- Eu fiquei presa no trânsito.

- O que você tem para mim?

Um homem atraente pareceu na sala, usando uma calça de preta de pano, exibindo seu tórax suado. Tinha um cabelo branco, totalmente descolorido. Ele deixava os fios soltos por seu rosto, onde alguns caíam por seu rosto cândido.

- Estava se exercitando? – indagou a mulher, torcendo levemente o nariz.

- Sim. – respondeu seco.

- Vá tomar um belo banho depois.

- Me diga logo o que você tem. – falou com rispidez, sentando-se no sofá.

Mirza abre sua bolsa pegando seu Pendrive, estendendo-o para o outro que o pegou com cuidado, olhando para aquele pequeno objeto com atenção.

- Pode ir. – falou, exibindo seus orbes azulados para Mirza.

- Hum... não seja tão grosso comigo. – pediu, fazendo uma cara triste, mas não havia se magoado, na verdade estava acostumada com a frieza do rapaz.

- O que quer?

- Perguntar se está tudo bem seria muito gentil. – sorriu.

Caín revirou os olhos, soltou um longo suspiro. Ele não tinha a mínima paciência com aquela mulher, que servia apenas de informante para seu real trabalho, mas mesmo assim dava abertura para ela conversar. Tinha que fazer isso para manter uma boa relação com aquela que lhe dava o serviço.

- Está tudo bem? – indagou com agastamento.

- Não! A Cassiana brigou comigo, ela acha que eu estou traindo-a, – resmungou – e acha que eu estou tendo um caso com outra. Um absurdo!

- Ah, era isso? Ótimo. Agora fora da minha casa. – disse, passando a mão por seus fios lisos, jogando-os para trás.

- O que eu faço?

- Diga que você a ama e que nunca a traiu. E se ela realmente gostar de você, tudo vai ficar bem. Agora, fora daqui. – tornou a falar.

- Nossa! Desde quando você dá bons conselhos? – indagou sorridente.

- Eu vi isso num filme. – respondeu, com um sorriso cínico.

- Você vendo filme romântico? – indagou risonha.

- Eu estou sem paciência. – disse num tom frio e cortante.

A moça viu que já estava na hora de ir antes que fosse assassinada. Ela se levantou e foi até a porta que abriu automaticamente, na verdade toda a casa era equipada com algum mecanismo automático, e tudo era controlado por controle remoto ou pela voz de Caín Mainque.

Quando a moça saiu, Caín foi até a parede, não tinha nada ali, ele colocou a mão num desenho pintado no local, tocando em um botão discreto que acionou uma porta que se abriu entre a parede. Ele entrou numa sala onde tinha o mais poderoso computador já visto. Sentou-se numa cadeira giratória que tinha rodas nas pontas, inseriu o pendrive e analisou as informações contidas.

Caín era um assassino de aluguel. Matava em troca de dinheiro, era um matador muito eficiente, por isso era conhecido como “King”, o rei dos assassinos. Ninguém sabia sua real aparência, apenas Mirza e o irmão dela Lorenzo.

As suas informações eram as seguintes:

Assassinar a filha do prefeito Santana Monirai, senhorita Marieta. Obs: fazê-la sofrer muito”.

Caín observou o rosto da mulher que teria que matar, vendo como era sorridente. Contudo aquilo não lhe reservava nenhuma emoção, o mais importante era o dinheiro que receberia.

Após analisar a missão, ele foi até seu quarto, onde vestiu roupas de couro preta, que grudavam ao seu corpo para uma maior mobilidade. Colocou um par de olhos escuros que cobria parte de seu rosto, além das suas inseparáveis luvas e seu casaco que chegava até os joelhos, onde tinha suas armas.

Caín saiu do apartamento, olhando para o céu alaranjado. Logo iria escurecer e estaria pronto para mais um dia de serviço, ele subiu na sua moto e correu pelas ruas da cidade, a fim de chegar no bairro luxuoso onde estava sua vítima.

Os momentos seguintes foram de pura rotina para o assassino, ele analisou a casa, juntamente com a planta que havia vindo no pendrive, acabou notando os empregados e a vigilância. Quando escureceu, ele se aproximou da calçada com velocidade, saltando o grande muro. Suas habilidades eram únicas!

O seu alvo apareceu para sua felicidade. Talvez fosse o trabalho mais fácil de sua vida, ele sorriu animado. Sua noite ia acabar rápida! Ele viu a garota brincando com um cachorro no jardim.

- “Muito fácil... muito fácil.” – pensou, olhando para os cantos – “tão rico e tão desleixado. Irá aprender com o tempo e com a morte de sua filha, prefeito”.

Caín jogou duas pequenas esferas de metal na direção da garota, logo saiu um gás sonífero deixando-a desacordada. Ele a pegou e saiu rapidamente, tão furtivo e veloz como entrou.

Uma hora depois a garota acordou, vendo tudo preto ao seu redor, ela estava dentro de um saco de couro.

Ela começou a gritar e chorar, contudo Caín se aproximou e lhe deu um chute, vendo que ela ficou quieta imediatamente. Ele ouviu alguns chamados, mas nada disse.

A vítima ficou se remexendo no saco, mas não tinha como sair, ela ouviu um barulho de motor, ficando em silêncio. Momentos depois, ela sentiu o saco ser puxado e caiu em desespero. Quanto mais se debatia mais ficava cansada, ofegante e sem ar.

Caín havia amarrado o saco de couro numa corda, depois ele amarrou ao pára-choque do carro, a fim de arrastar a sua vítima montanha a baixo, já que pediram uma morte dolorosa, assim ia ser.

- “Pediram uma morte dolorosa.” – pensou, tragando seu inseparável cigarro – “que seja”.

A moça sentiu ser puxada pelo chão liso. Caín acelerou o carro e foi passando e foi para a estrada planejada para matar a filha do prefeito. No caminho havia troncos, pedras e buracos. Ele parou no alto da rua, olhou para baixo vendo o caminho dolente e depois olhou para trás vendo que a garota se remexia no saco, um sorriso mal-intencionado se desenhou no seu rosto. E assim ele pisou no acelerador, descendo em velocidade.

Caín olhou para trás vendo a mancha de sangue, já imaginou que o saco havia aberto. Ele acelerou ainda mais o carro fazendo curvas bruscas para que a garota se esfolasse mais ainda naquele tortuoso caminho. Minutos depois parou o carro e saiu de seu assento, indo ver o cadáver.

O assassino olhou friamente para o corpo despedaçado, enquanto fumava seu delicioso cigarro, ele tratou de colocar os retos da filha do prefeito num saco limpo. Depois apagou todas suas pistas e pôs o novo saco no carro.

Entrou no carro e desceu o resto da rua chegando a um lago de água doce, parou o carro na beirada e pegou o saco e o jogou na água. Ficou olhando o saco boiar até a metade do lago. Ficou a olhar por um tempo e depois saiu daquele lugar.

As horas se passaram, Caín chegou ao seu apartamento, retirando suas roupas que foram diretamente para lavanderia.

Colocou seu velho moletom preto e foi até a cozinha pegando uma cerveja na geladeira, sentou-se no sofá e ficou assistindo a um filme de ação, vendo como era ridículo como as coisas que aconteciam e que na vida real não eram assim tão simples.

O tempo foi passando, a madrugada já estava começando a avançar nas horas e o telefone celular de Caín tocou. Ele logo atendeu.

- Fala Lorenzo.

- Bom trabalho, Caín. Eu já recebi o dinheiro. Quando irá buscá-lo?

- Amanhã mesmo.

- Hum... almoce comigo então.

- Tudo bem. Até mais.

Ele encerrou a ligação e voltou a assistir televisão. Até que o sono o chamou para seu quarto, onde adormeceu com um leve ressonar. Estava cansado!

O relógio despertou, acordando Caín que se remexeu na cama. Ele bocejou e foi se levantando, abrindo as janelas do quarto através de um comando do controle remoto. Ele foi até sua academia particular para fazer seus exercícios matinais.

Caín parou com os exercícios, ele não queria ficar músculos, pois isso iria inibir sua velocidade. Ele praticava karate e kung fu, que eram artes marciais que prezavam a velocidade e força interior.

- “Espero que o pagamento tenha sido inteiro. O que está tendo de caloteiros ultimamente não é brincadeira.” – refletiu enquanto fazia suas atividades – “o último que não me pagou teve seus membros cortados... parte por parte”.

Vida de assassino não era fácil! Para se contratar um assassino de aluguel à pessoa contratante não tem o mínimo de escrúpulos, sendo assim era cada vez mais freqüente o número de pessoas que contratavam e não pagavam direito. Aliás, até pagavam, mas sempre davam o que elas achavam que era suficiente.

Caín vestiu um jeans despojado, camiseta preta e tênis confortáveis e discretos de tons escuros. Ele pôs seu inseparável par de óculos escuros e saiu, pegando sua moto e indo até a casa de Lorenzo.

Duas batidas na porta do apartamento e ela foi aberta por Lorenzo, que sorriu para Caín que mantinha a mesma expressão impassível. Caín foi entrando, ouvindo as boas vindas de seu colega. Ele sentou-se no sofá e colocou suas pernas displicentes em cima de uma mesa de madeira.

- Como foi? – indagou Lorenzo, sentando-se numa poltrona.

- Normal.

- Não teve problemas com a segurança? Afinal, ela era a filha do prefeito. – comentou.

- A segurança era ridícula. Seguranças baratos de segunda categoria, nada para eu me preocupar. – disse, ascendendo uma unidade de seu cigarro.

- Sabia que isso mata? – Lorenzo indagou e apontou para o cigarro.

Lorenzo era um rapaz bonito, tinha seus vinte e cinco anos assim como Caín. Ele tinha cabelos negros que caíam displicentes por seus olhos, tinha traços fortes e era centímetros menor que Caín. Seus orbes eram tão negros quanto seus cabelos.

- Desde o dia que nascemos começamos a morrer. – murmurou.

- Que poético! Mirza disse que você estava sentimental. – comentou risonho.

- Hum... sua irmã que é muito irritante.

- Não fale assim, ela gosta muito de você.

- O que você preparou?

- Sopa.

Caín parou de fumar e mirou um olhar penetrante na face daquele a quem lhe sorria.

- Não, você não faria a comida que eu mais detesto – disse Caín num tom baixo.

- Mirza queria sopa para ficar magra. Hoje ela irá trazer a sua famosa namorada para eu conhecer. – comentou.

- Pelo o que eu te conheço, sei que deve estar enciumado. – sorriu, tragando seu cigarro – eu vou almoçar em outro lugar.

Caín se ergueu, olhando para Lorenzo de cima, o moreno sorriu e se ergueu também colocando suas duas mãos em cima dos ombros de Caín que apenas o observou.

- Não me deixe sozinho aqui. Eu estava com saudades de você. – sorriu – faz tempo que não vinha me visitar. Aliás, você geralmente aparece quando vem buscar seu pagamento.

- Você está sentimental? – zombou, rindo baixinho – Poupe-me, Lorenzo.

A relação entre Caín e Lorenzo era turbulenta. Eles haviam se conhecido há cinco anos, onde foram apresentados para trabalharem juntos. No começo havia ocorrido algumas brigas por conta de suas personalidades, mas com o tempo acabaram se tornando mais íntimo do outro.

Lorenzo desceu seus braços brancos pelo corpo de Caín, até chegar na sua cintura para depois empurrar o assassino para trás, fazendo-o cair no sofá. Caín sorriu ao ver Lorenzo se sentando ao seu lado, enquanto acariciava seus cabelos.

- Quanta violência. – disse Caín.

- Como você é cínico. – sorriu malicioso – você é mais violento que eu.

Caín finalmente mudou seu humor, ele estava se divertindo. O seu peito foi empurrado para trás, fazendo-o se encostar ao braço do sofá, enquanto Lorenzo se colocava no meio de suas pernas. Ele deslizou suas mãos pelas canelas do assassino indo até seu tênis, retirando-os e colocando no chão.

Lorenzo parou, ficando a olhar para o assassino, mergulhado nos orbes azuis frios e claros de Caín, que o tragavam.

E cansado de tanto esperar o assassino o puxou pelos braços, fazendo Lorenzo se desequilibrar e cair em cima do seu corpo. As mãos de Caín resvalaram pelas costas do moreno chegando até a sua cintura, onde pegou na barra da sua camiseta e a puxou para cima a retirando do seu corpo. Suas mãos deslizaram por suas costas com entusiasmo, ele não era nada delicado ou carinhoso, porém Lorenzo também não era, por isso mesmo formavam um casal perfeito.

Ambos sádicos e brincalhões!

Uma mão de Caín deixou as costas e subiu até a sua nuca agarrando seus cabelos com força e o puxando para frente fazendo seus lábios se tocarem. Lorenzo não abriu seus lábios carnudos para receber o beijo, apenas sorriu provocante. O moreno ergueu suas mãos até o peito de Caín apertando seus mamilos através do pano fino da sua camiseta.

A reação de Caín foi rápida, ele apertou com mais força os fios negros em suas mãos, torcendo-os.

Caín não fazia do tipo de ficar gemente e pedindo por mais. Ele na sua concepção achava horrível, mas adorava fazer os outros implorarem por toques. Talvez apenas Lorenzo tenha conseguido arrancar alguns gemidos tímidos do assassino.

Apesar de ser frio e aparentar não gostar de relacionamentos, Caín era o contrário de todo assassino. Ele adorava se envolver com as pessoas, conhecê-las, seduzi-las. Tinha preferência por homens, desejava-os e como era rico e muito bem apresentável, sempre encontrava bons amantes. Contudo suas relações acabavam apenas num motel e caso gostasse muito do rapaz, ele acabava levando para alguma atividade diferente.

Agora mesmo o moreno estava testando a sua paciência, Lorenzo começou a descer sua mão pelo abdome de Caín, chegando até seu pênis, mas o assassino segurou sua mão com força e num impulso para frente invertem as posições, fazendo Lorenzo ficar debaixo dele. Previsível!

- Gosta de ficar sempre em cima, não é? – indagou.

- Você sabe que quem manda aqui sou eu.

Atacou sua boca num lascivo beijo, empurrou sua língua fazendo Lorenzo abrir a boca contra a vontade, as mãos de Caín seguravam seu rosto com força o mantendo imóvel enquanto sua boca era massacrada pela de Caín.

A língua faminta varria sua boca, sentindo seu hálito quente, a sua saliva junto com a sua. Sentindo vontade de pegar aquela boca para ele, parecia querer devorá-lo naquele beijo.

As mãos de Lorenzo se fecharam nos cabelos brancos de Caín, ele queria respirar, por isso começou a puxar os cabelos do assassino, mas ele não se afastava, ao contrário ele forçava a cabeça mais para baixo sentindo seu couro cabelo arder, e isso lhe dava mais prazer ainda.

Quando viu que já era o suficiente se afastou um pouco de Lorenzo sentindo a sua respiração acelerada. Sentiu um prazer indescritível ao ver como Lorenzo ficou vermelho e ofegante. Sua mão desceu até seu sexo o apertando com força, mas Lorenzo não gemeu, adorava provocar seu amigo.

- Quer outra lição? – Caín indagou – não esconda sua voz.

- E se eu me recusar?

- Vai querer me contrariar mesmo? – indagou próximo a sua boca, olhando-o nos olhos.

- Vou.

Caín levou sua mão até o cós da sua calça a puxando para baixo até seus joelhos, revelando uma cueca preta.

- Gosta mesmo de tudo preto não é? – indagou.

Lorenzo fechou os olhos e jogou a cabeça para trás deixando-se a mercê daquele assassino. Num movimento Caín retirou a calça do seu amante junto com sua roupa de baixo revelando seus pênis quente e duro.

Suas mãos apertaram com força a virilha de Lorenzo, sua outra mão subiu até um dos mamilos o apertando e torcendo, quando um ficou vermelho partiu para o outro fazendo o mesmo processo do anterior. Caín agarrou seu pênis o segurando com firmeza, massageando.

- Você acordou com um ótimo humor, hoje. – brincou, segundo um gemido.

Lorenzo fechou suas pálpebras e reuniu todas suas forças e mudou as posições novamente ficando por cima do assassino. Agora podia ver de frente aqueles olhos vermelhos que o olhavam com raiva e impaciência.

- Eu prefiro assim. – disse Lorenzo, puxando a cueca para baixo, jogando-a no chão.

- Não me provoque, Lorenzo.

- Oh! O que o Mister King fará?

- Não queria saber.

- Você fica muito atraente quando está contrariado.

- Sai de cima de mim.

- Por que só você pode ficar por cima?

- Porque eu mando aqui.

- Hum... Hoje você vai levar!

- Nem em seus sonhos.

- Ah! Você que sempre levava quando morávamos juntos.

- Passado.

- Não tem saudades?

- Sai de cima.

- Não respondeu.

- Não tenho... agora não me provoque mais.

Lorenzo segurou os braços de Caín no alto de sua cabeça. Os seus lábios desceram pelo pescoço do assassino deixando uma trilha de saliva, enquanto isso Caín estava deixando Lorenzo fazer o que quiser, todavia logo acabaria com tudo isso. Por enquanto iria relaxar e aproveitar.

Uma das mãos que prendia seu braço desceu até os mamilos os apertando com deixando-os vermelhos como os seus estavam, depois enfiou seu dedo no umbigo do assassino fazendo ele se contorcer um pouco. E desceu sua mão até seu pênis o segurando, olhando nos olhos de Caín.

Lorenzo finalmente o soltou e desceu até o seu membro o abocanhando, enquanto suas mãos pararam nas suas coxas torneadas.

Caín se apoiou nos cotovelos para ver melhor seu pênis ser engolido por aquela boca faminta, sua respiração estava ficando acelerada, estava prestes a tirar aquela boca dali, mas Lorenzo intensificou os movimentos fazendo um pequeno gemido deixar os lábios do assassino.

- Já estou vendo que você não vai agüentar. – Lorenzo se pronunciou parando de chupá-lo.

Caín estava ficando nervoso, agora iria mostrar para o moreno que ele não era do tipo que se brincava, porém Lorenzo já sabia disso e já estava preparado para uma ação violenta. Como já era esperado, Caín não agüentou mais as provocações do outro e lhe desferiu um soco na face de Lorenzo, fazendo cair para trás com as pernas abertas.

- Cansei de brincadeiras.

Caín olhou para Lorenzo que estava ofegante, com os cabelos negros jogados por seu rosto, o assassino ficou de certo modo arrependido. Por um instante não gostou de vê-lo com aquele filete de sangue escorrendo.

- Se eu ficar marcado, você me paga... – disse limpando sua boca com o seu polegar.

- Não me provoque mais. – disse impassível.

- Você precisa de controle. – comentou, suspirando.

Caín se aproximou e puxou as coxas de Lorenzo na sua direção fazendo o moreno escorregar até ele, segurou seu membro e o guiou até a entrada de Lorenzo, numa única estocada entrou fazendo-o gemer alto.

O assassino sorriu ao ouvir aquele gemido de dor. Como sentia prazer naquilo! Começou suas estocadas, um vai e vem forte e rápido que fazia Lorenzo gemer baixinho.

Caín estava com os olhos fechados. Uma gota de suor escorreu por sua face rosada, seus lábios estava entre abertos, suas mãos estavam agarradas às coxas do moreno. E num movimento rápido parou as estocadas e saiu de dentro dele, com força o virou de costas, fechou seu braço direito na sua cintura o puxando para cima o fazendo ficar de quatro. Buscou novamente a sua entrada a estocando com mais força que antes, levou uma das suas mãos até os fios negros do rapaz os puxando para trás fazendo Lorenzo erguer a cabeça para cima soltando um longo gemido.

- Ah... Caín! – gemeu mais alto.

Caín puxava sua cabeça para trás arrancando alguns fios de seus cabelos, sua outra mão estava fechada numa das suas nádegas, a apertando.

Lorenzo estava de bruços no sofá, sua cabeça estava levantada contra sua vontade, sentia seu coro cabeludo doendo, e seu sexo solitário. Estava com os cotovelos no sofá, suas mãos estavam agarradas ao tecido de couro do móvel, e sua bunda estava bem inclinada para trás onde Caín tratava de apunhalá-lo com força.

Uma onda quente de calor chegou até Caín, ele abriu os olhos vendo as costas lisas e brilhantes do seu amante, ele escorregou sua mão por ela, depois desceu até o sexo do moreno sentindo como estava duro e quente, apertou a sua ponta levemente arrancando um gemido do moreno, depois começou a massagear toda a extensão. Já sentia as gotas de sêmen escorrem por seus dedos. Sorriu ao ver que aquele ali não duraria muito, deu início a uma forte masturbação fazendo com que Lorenzo não suportasse mais e explodisse nas suas mãos e ao mesmo tempo deixando um grito de prazer sair dos seus lábios.

- Hum... parece que não agüentou. – Caín zombou.

- Idiota!

Caín o segurou fortemente pela cintura para que ele não desabasse no sofá até que terminasse, continuou com suas estocadas que foram ficando mais fortes à medida que uma onda de calor subia por seu corpo, jogou sua cabeça para trás sentindo seu orgasmo chegar, soltou um baixo e longo gemido ao despejar seu sêmen dentro de Lorenzo, gozou com abundância fazendo o líquido branco escorrer pelas nádegas e coxas do moreno. Depois acabou caindo em cima do corpo menor.

Momentos depois, suas respirações se normalizaram, Caín levantou-se lentamente foi até suas roupas jogadas no chão as vestindo, e olhou para Lorenzo que ainda continuava na mesma posição, foi até ele se sentando na beirada do sofá, tocou levemente nos seus cabelos vendo como eram belas suas mechas negras.

- Não vai levantar? – indagou com seu tom frio e rosto impassível de sempre.

- Não.

- Não vamos almoçar?

- Não quero comer sopa. – resmungou.

- Sopa? – indagou – Você disse que tinha feito outra coisa.

- Menti... só tem aquela sopa.

- Vou almoçar em outro lugar então. – disse mexendo nas mechas dos seus cabelos.

- Bom almoço para você.

- Lorenzo...

- Hum?

- Te machuquei muito?

- Não lhe interessa!

Caín fechou os olhos, não podia ser possível que havia pegado muito pesado com Lorenzo, eles sempre transavam dessa maneira. O que havia feito de diferente dessa vez? Arregalou seus olhos ao ver que era a primeira vez que o socou. Já havia empurrado-o, dado tapas, chutes, entretanto nunca havia sido no seu rosto. Ficou irritado com sua própria burrice.

- Você vem comigo. – disse num tom forte.

- Seu dinheiro está na escrivaninha.

- Não quero saber disso... olhe para mim.

- Não.

- Porra! Olha para mim.

Caín se levantou e ficou olhando para o corpo branco e suado do seu amante, ele abaixou segurando sua cintura, depois o virou com força fazendo ele ficar de barriga para cima, voltou a se sentar ao seu lado retirando os fios negros do seu rosto.

- Você vai almoçar comigo.

- Não quero.

Olhou para seus azuis vendo que não expressavam nada, suspirou.

- O que houve?

- Nada. – mentiu.

- Eu te conheço. Sei que não devia ter lhe socado.... des... culpe! – disse olhando-o nos olhos.

- Acho que eu sou a única pessoa que ouviu isso de você.

- Com certeza... é o único.

- Mas nós não temos nada, não é?

Caín estranhou. Eles nunca haviam conversado sobre isso, e nunca disseram que tinham algo mais, sempre que eles se viam ficavam ou não, mas nenhuma palavra de carinho jamais foi dita por ambos. Além disso, não tinham compromisso algum com o outro, ficavam com quem queriam.

- Não... Por que está perguntando isso?

- Eu... – suspirou – tenho que lhe contar uma coisa.

- O que?

- Não podemos ficar mais juntos.

- O que? – indagou com certa surpresa, mas ainda mantinha sua expressão apática.

- Estou saindo com alguém.

- Novidade.

- Mas agora é serio.

- Sério? Você nunca fica a sério.

- Dessa vez é. E essa foi à última vez que transamos.

- Hum... tudo bem.

- Tudo? – indagou, ficando um pouco decepcionado.

- Sim. Há quanto tempo está ficando com esse alguém?

- Dois meses.

- Tudo isso? Por que não me disse antes?

- Porque não tinha certeza. – falou, sentando-se no sofá.

- Quem é? – Caín indagou, sentando-se numa poltrona e ficou a observar Lorenzo se trocar.

- Um rapaz...

- Previsível. – disse cínico - Mas como ele é? Como se chama?

- Para que quer saber? – finalmente se trocou.

- Curiosidade.

- Chama-se Benjamin Beramir.

- Não é aquele escritor?

- Estou vendo que o conhece. Já leu um romance dele?

- Li dois livros.

- Gostou?

- Sim.

- Bom, você já sabe como ele é então.

- Como se conheceram?

- Numa festa, ele estava dançando sozinho na pista, então eu cheguei nele e aí rolou.

- Hum... e agora estão juntos.

- Se importa?

- Você quer que eu me importe? Mas eu não ligo, faça o que quiser. – disse, levantando-se. – vamos almoçar juntos?

- Tenho que esperar a minha irmã. Ela vai trazer a Cassiana aqui. – bufou – tem lasanha no meu congelador, acho que vou comer isso.

- Hum...

- Quer me acompanhar? – indagou.

- Não. Onde está o dinheiro!? – indagou indo até a escrivaninha.

- Na primeira gaveta.

Caín pegou o dinheiro que estava dentro do envelope, colocou seus óculos escuros e olhou para Lorenzo que ainda estava sentado.

- Até mais. – disse indo até a porta.

- Tenho outro serviço para você!

- O que é?

- Depois eu lhe passo.

- Passe agora, eu não quero que sua irmã vá lá novamente. – disse com agastamento.

Lorenzo se levantou, sumiu da sala indo para outro cômodo, foi até uma mesa pegando um pendrive vermelho, chegando na sala encontrou Caín olhando atenciosamente para um porta-retrato. E sabia quem estava naquela foto, sentiu uma felicidade encher o seu peito. Ficou num canto observando-o, sabia que aquela foto era a de Benjamin.

- O que faz aí me espionando? – Caín indagou sem tirar os olhos do porta-retrato.

- Vendo você. Não posso?

- Não. Você tem outra pessoa agora. – disse colocando o porta-retrato no lugar.

- Er... – ficou sem reação – você está frio demais comigo.

- O que quer que eu faça? – indagou, voltando a encará-lo.

- Hum... tem razão, mas não precisa ser frio. Não comigo.

- Estou normal.

- Eu lhe conheço.

- Me de logo esse Pendrive. – pediu.

Caín pegou o pendrive e tratou de sair do apartamento, não sabia porque agiu daquele jeito e nem estava interessado. Não se interessava em emoções. Não se importava com lágrimas, choros ou sorrisos, ele queria seguir sua vida ganhando seu dinheiro e se divertindo, não se importando com quantas lágrimas teria que derramar para isso.

O assassino deixou o apartamento rapidamente, pegou sua moto e tratou de voltar para sua casa na mais alta velocidade. Havia perdido o seu apetite, agora queria ficar sozinho, ficar horas e horas sozinho apenas ouvindo o som da sua própria respiração.

Chegando em casa tratou de ir para o seu quarto secreto, colocou o pendrive no seu computador e viu as informações da sua próxima missão.

Estreitou os olhos ao ver que teria que matar um sócio de uma grande empresa de armas. Seu nome era Leonory Manzur. Sua missão era matá-lo.

- “Fácil tudo fácil... Será que não existe algo perigoso... desejo um desafio!” - refletiu.

OoO

Caín saiu para sua missão após pesquisá-la com atenção. Ele entrou na casa da família que não tinha quase nenhuma segurança. E os encontrou jantando numa rica sala de jantar. Acabou por atirar em todas as pessoas, matou sua vítima, além de sua esposa, uma criança, o cachorro e alguns empregados, saindo rapidamente.

Mas o que Caín não havia percebido era que faltava mais uma pessoa naquela família que não estava naquele momento na sala de jantar. No andar de cima, estava Sólon o filho mais velho daquela família, ele havia discutido com seus pais e acabou ficando no seu quarto.

Felizmente não havia descido, pois estava ouvindo música através de seu Ipod no último volume, enquanto lia um livro distraidamente. Contudo, foi chamado aos gritos de uma das empregadas, minutos mais tarde. E quando desceu até a sala de jantar, o adolescente caiu ajoelhado no chão.

- “Por que, meu Deus? Por quê?” – indagou em pensamento, contendo os soluços ao ver toda sua família morta.

OoO

Uma semana havia se passado. Caín assistia alguma coisa na televisão, olhava para as horas vendo que não tinha nada de mais para fazer, levantou-se do sofá indo até uma sala de treinamento, tratar de se distrair um pouco.

Ele poderia estar aos beijos com seu amante que conheceu há dois dias, mas acabou por matá-lo ao ver que ele havia descoberto demais ao seu respeito. Agora estava sozinho novamente, poderia ir ver Lorenzo, mas sabia que ele estava com um namoradinho novo. Havia pensado em matar esse escritor com quem Lorenzo saía, mas estaria mostrando que estava com ciúmes, e isso era o que menos queria transmitir.

OoO

Enquanto o assassino estava concentrado na sua vida a fim de se distrair e se divertir. Uma de suas vítimas nesse exato momento estava jogada numa cama, tentando se recuperar do trauma de ver seus familiares mortos.

Numa cama de hospital se encontrava Sólon, ele não falava com ninguém.

- “Foi um serviço profissional. Alguém contratou um assassino para matar minha família, meu pai ia denunciar alguns dos sócios da empresa. Eu preciso descobrir quem foi... nada mais me resta agora. Eu preciso acabar com a raça desses desgraçados, custe o que custar.” – refletiu com ira.

Sólon sentou-se na cama, olhou para os lados vendo um casaco branco, o vestiu. Foi até uma muda de roupas que estava do outro lado do quarto. Vestiu-se e saiu sem dizer nada a ninguém, parecia uma pessoa normal, por isso nenhum médico suspeitou. Que incompetência!

Sólon tinha longos cabelos louros que desciam lisos até seus ombros, algumas mechas eram mais claras de as outras lhe dando um charme. Seus olhos eram azuis escuros e profundos, seu rosto era fino e comprido, distribuindo seus traços. Contudo seu rosto não era tão belo por estar manchado com o ódio.

Seus olhos cor de safira estavam possuídos por um ódio sem igual, seus cabelos louros caiam por seu rosto machado por lágrimas. Estava indo para casa, e de lá trataria de arranjar pistas sobre tudo que aconteceu, pelo o que ouviu de relance, dava para ver que era um assassino em série que havia matado sua família, parecia ser um assassino de aluguel famoso entre os policiais.

Quando chegou em casa viu que tudo estava arrumado, porém vazio e frio. Tocou nas coisas com carinho sentindo todas as lembranças daqueles objetos lhe virem a mente, sorriu ao olhar o violino da sua irmã mais nova, o retrato de casamento dos seus pais, o chinelo do seu irmão jogado no meio da sala. Lembrou-se de como todos eram felizes. Eram uma família perfeita, todos se amavam e se respeitavam.

Cerrou seus punhos com força tentando se conter, entretanto desabou em lágrimas, foi ao chão gritando alguma coisa.

As horas se passaram, ele precisava se erguer. Precisava de um lugar novo para morar, precisava descobrir o responsável por acabar com sua vida e depois se lançar numa vida de ódio e vingança. Não tinha ninguém, não tinha amigos, só queria se vingar.

- “Eu não vou ser uma vítima! Eu não vou ser!” – pensou com confiança – “eu lembro que meu pai vivia falando com uma tal de Joanna. E eu vou achá-la para descobrir mais”.

Dois dias se passaram. Sólon acabou ficando num hotel enquanto sua casa estava fechada, ele não agüentava mais pisar naquele lugar. Alguns familiares distantes tentaram lhe chamar para morar com eles no enterro, mas recusou friamente.

O seu único objetivo era descobrir no que seu pai estava envolvido na empresa e se vingar daquele que foi responsável por tudo isso.

Sólon havia pegado o endereço de Joanna nos antigos arquivos de seu pai. Ele sabia que essa mulher ia assinar um processo junto a ele contra alguns sócios. Talvez ela fosse a única que pudesse lhe ajudar.

Ele tocou a campainha da casa da mulher, ajeitando sua jaqueta jeans, passando a mão por seus longos cabelos louros, esperando ser atendido. Ansiando por vê-la logo.

- Já vai!

Ouviu a voz de uma mulher quando tocou a campainha, estava nervoso, não sabia o que dizer.

- Pois não? – uma mulher abre a porta.

- Por favor, a senhorita Joanna!

- Sou eu... – disse olhando bem para Sólon – quem é?

- Me chamo Sólon Manzur.

- Manzur... – a moça murmurou – entre, por favor!

O rapaz entrou na casa. Sentou-se num sofá da sala e ficou olhando para a bela mulher que parecia nervosa. Era uma bela mulata com grandes olhos cor de esmeralda.

- Eu sinto muito! – ela disse sentando-se numa poltrona à frente de Sólon – Se eu pudesse... Eu me vingaria!

- Então me ajude.

- Como?

- Me ajude a encontrar quem está por trás disso. – disse determinado.

- Não. Chega de mortes.

- Você sabe quem foi, não é mesmo? Diga... O que meu pai e você iriam fazer? – indagava. Ele estava quase pulando no pescoço daquela mulher.

- Calma. Eu vou lhe contar. Dá para ver nos seus olhos, dá para ver que tem a mesma determinação que Manzur.

- O que era? – insistiu ao ver que se calou.

- Tem muita corrupção na empresa, estão desviando o dinheiro para o bolso de alguns espertinhos... Nós conseguimos as provas, éramos em três, mas nosso colega nos traiu por dinheiro... Por isso aconteceu tudo isso!

- Que colega?

- Acho que você já o viu... Chama-se Robert Gamão... Era um colega nosso, eles estavam com as provas. Ele parecia determinado a pegar os criminosos, mas na verdade era só um traidor.

- Robert Gamão... – memorizou esse nome – não o conheci... Conte-me mais sobre ele!

- Bom, ele simplesmente sumiu, mas sua família ainda vive no bairro da zona norte.

- E quem eram as pessoas que estavam desviando o dinheiro? – indagou.

- Não é bom você se envolver.

- EU JÁ ESTOU ENVOLVIDO DROGA! – gritou dando um soco na mesa – PÁRA COM ESSA CONVERSA MOLE E ME DIZ TUDO QUE SABE OU EU VOU MOSTRAR UM LADO QUE EU ESTOU OCULTANDO!

A moça ficou pasma, sentiu medo, e viu que aquele ali não era um garotinho com simples sentimentos superficiais a fim de tentar alguma vingança contra sua família assassinada. Olhou bem nos seus olhos vendo o ódio que corria por eles, sentiu um frio na barriga, tentou dizer algo, mas acabou gaguejando.

- Eu...

- DIZ LOGO! – Gritou e se levantou indo até a mulher a segurando pelo pescoço.

- Tem... Tem... Um pendrive... – disse e apontou para o seu computador.

- NÃO ESTÁ MENTINDO PARA MIM, ESTÁ?!

- Não... Não... – disse, tentando respirar, mas estava sendo difícil.

- DIGA A VERDADE. EU SEI QUE ESTÁ MENTINDO! – falou com firmeza. Sólon estava jogando um “verde”, ele nem sabia se a mulher estava dizendo ou não a verdade.

- Não estou... Você... É o filho de Manzur mesmo? – indagou já suspeitando.

- Hahahaha! Muito esperta, que bom que descobriu... Você sabe quem me mandou aqui... Agora me dê a prova! – começou a atuar.

- Er... Pensei que vocês viriam mais à noite!

- “Putz... como eu sou sortudo! Essa vadia é uma traidora, pelo jeito preciso tomar cuidado... porém essa mulher é muito fraca, vai ser fácil enganá-la” – Pensava.

- Diga logo! – abaixou seu tom explosivo, para um mais frio e calmo, como o de um verdadeiro assassino.

Sólon a soltou lentamente, ela foi até seu computador e entrou um pendrive para o garoto, ele pegou o pequeno objeto e sorriu.

- Coloque.

- Como?

- Quero ver se é o verdadeiro!

A moça sorriu nervosa, ela gaguejou algo dizendo que aquele era falso e que o outro estava guardado num cofre.

- “Droga... preciso fazer algo para ela ficar com medo, não gosto de fazer isso... mas...”.

A moça foi ao chão com o murro que Sólon deu na sua cara, levou uma das suas mãos ao seu nariz vendo que saia muito sangue, soltou um grito quando sentiu seus cabelos serem puxados para trás.

- Onde está? – indagou próximo ao seu ouvido com uma voz calma e controlada.

- No quadro. – falou rapidamente e apontou para um quadro de frutas – tem um cofre ali! – disse chorando.

- Pegue. – empurrou a mulher com força fazendo-a bater com a cabeça no chão – sim... Mas... Mas não me mate... Eu vou dar tudo, mas eu e Ruan temos um trato... Ele vai me pagar... e...

- Cala a boca! Eu vim pegar o que o mestre tem direito. E você resolva as coisas depois. – falou num tom mais algo – “Ruan... Ruan Cornélio... se não me engano é o vice-presidente da empresa”.

Joanna revelou um grande cofre ao retirar o quadro da parede, digitou a sua senha e pegou uma sacola preta e entrou a Sólon.

- Aqui... – tremeu – isso... É verdadeiro... Co... Como você se chama?

Sólon ficou estático, pensando em um nome legal e assustador para que ela ficasse ainda mais com medo, olhou para um lado e viu o um jornal jogado no chão, vendo uma matéria sobre os reis e rainhas Europeus.

- King! – disse.

A moça quase morreu de medo, sabia muito bem quem era King. Era um perigoso assassino de aluguel, sabia que Ruan havia contratado alguém sério, mas não sabia que seria alguém como King.

- Fique de bico calado. E é bom sair da cidade. – disse.

Sólon saiu apressadamente da casa da mulher, estava bobo, tudo havia sido muito fácil.

- “Ruan...” – pensava – “Vou ver o que tem nesse pendrive e depois vou acabar com o assassino que matou a minha família e com o cara que o contratou, vou acabar com todos... Deus cuide dos meus amigos, pois dos meus inimigos cuido eu!!”.

OoO

Caín jogou sua roupa suja na máquina de lavar, estava andando de cueca pela casa, foi até o banheiro, ligou a torneira que começava a encher a banheira com sua água morna. Olhou-se no grande espelho que pegava seu corpo todo, viu como estava com a aparência cansada, mas não por causa do trabalho, mas sim pelo tédio.

Desligou a torneira quando a banheira ficou parcialmente cheia, colocou o pé direito sentindo a temperatura da água, depois colocou o outro entrando na banheira, sentou-se soltando um longo suspiro, tratou de afundar a sua cabeça até o fundo, prendeu a respiração concentrando-se nos seus pensamentos.

Aos poucos foi apagando, mas é claro que não dormiu, tinha capacidade para ficar 10 minutos embaixo da água graças aos seus treinamentos intensivos. Sem perceber acabou saindo da realidade, um sonho lhe veio à mente.

*(Sonho)*

Caín estava sentado num barzinho, bebia um copo de tequila, e estava com suas vestes negras de sempre, olhou para o lado vendo como aquela boate estava cheia e agitada, isso era por causa do feriado nacional. A música estava muito alta, isso estava começando a lhe incomodar, queria sair o quanto antes dali.

Colocou o copo no galpão e se levantou, pegou seu maço de cigarros, pegando uma unidade e a colocando na boca, levou a mão até os bolsos procurando o seu isqueiro querido, mas não o encontrou, olhou para os lados irritado, estava ficando impaciente, aquele cheiro, aquela música, aquelas pessoas, tudo estava tirando-o do sério.

Queria chutar tudo que estava na sua frente, coitado daquele que cruzasse seu caminho naquela hora, mas sua raiva foi pro espaço quando um belíssimo par de olhos cor de safira param na sua frente, um belo rapaz louro.

O rapaz usava um uniforme, pelo jeito trabalha na boate. Caín ficou atônito, pensou em falar algo, mas viu-se sem palavras, ficou bobo com sua própria incapacidade de reagir.

- Fogo? – o louro indagou, retirando um isqueiro prateado com vários dragões desenhados nele.

Caín fez um “sim” com a cabeça, aproximou sua cabeça daquela chama, viu como os olhos azuis ficaram mais brilhantes por causa da chama que se refletiam nele, segurou a sua mão junto sentindo a maciez da sua pele, quando seu cigarro foi aceso levantou-se olhando para aquele sorriso sedutor.

- Parece que acendeu! – o louro fez um comentário óbvio, pelo jeito queria puxar conversa ou mais.

- Sim. – respondeu ao comentário. Caín estava abobado, não sabia de onde havia saído aquele Deus.

- Bom, boa noite. – disse com aquele sorriso sedutor, não demorou muito e partiu deixando um par de olhos azuis claros e frios o seguirem.

(fim do sonho)”

Caín levantou com tudo fazendo a água se agitar e sair, molhando o chão. Sua respiração estava acelerada, seus olhos estavam arregalados, não entendia o que havia sido tudo aquilo, mas pareceu ser real, sentiu que estava no sonho realmente. Sentiu o calor do fogo sobre seu rosto, a maciez da mão do louro, a irritação. Tudo! Havia sentido tudo que se passou naquele sonho tão estranho.

Levou as mãos até seus cabelos os retirando do rosto, depois se encostou à borda da banheira voltando a relaxar, respirou fundo, no final acabou por esquecer, sempre tinha sonhos estranhos, mas de uma coisa era certa... Aquele par de olhos cor de azuis escuros não saiam da sua cabeça.

OoO

Um par de olhos cor azuis escuros não desgrudavam da tela do seu computador, um sorriso se desenhou no seu rosto, seus belos lábios se curvaram cada vez mais, estava descobrindo coisas interessantíssimas sobre caras importantes da empresa do seu falecido pai.

- Ruan Gamão... Estou vendo que desviou muito dinheiro. E quem é esse tal de “King”? Parece que é o assassino de aluguel que você contratou, bom, eu irei acabar com a vida de vocês... Não duvidem disso!!! – falava baixinho com a máquina a sua frente.

OoO

Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe”.
(Oscar Wilde)

OoO

Continua...

Outro capítulo reescrito. Acho que dá para ter uma idéia do que vai acontecer nesse romance. Eu espero que tenham gostado do Sólon, e vamos ver no que vai dar essa vingança, se ele vai conseguir pegar o famoso assassino. O King.

Obrigada pela atenção de todos. Comentários são bem-vindos.

Ah! E obrigada por lerem.

Escrita em: 24/09/2004 Reescrita em: 30/1/2009.

Site: .com/

E-mail:

Por Leona-EBM

OoO

Continua....

Essa história original está sendo reescrita, sendo que foi feita em 01/07/04. E está sendo reescrita em 2009.

Para quem gosta de romance com drama, violência e crises de ciúme e possessividade, esse é um bom romance. No próximo capítulo será apresentado o segundo personagem principal dessa série.

Para quem gostou desse começo eu digo que comentários são bem-vindos. Agradeço a todos que me apoiaram e incentivaram a ir em frente com o projeto.

E-mail:

Site de outra história original de minha autoria: .com/

29/1/2009

Por Leona-EBM


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