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Esta pequena história foi escrita quando eu estava no meu quinto ano, a partir de uma sugestão no livro de Língua Portuguesa da altura, em parceria com uma amiga e colega de turma. Se forem Brasileiros e acharem que há algo estranho com o estilo de escrita, é provavelmente porque eu sou Portuguesa. Espero que isso não vos incomode! :)
Procurando a Família
Há muitos e muitos anos, num castelo abandonado, vivia um soldado e a sua família.
Um dia o soldado, de seu nome José, acordou e não viu a família. De repente, porém, apareceu uma luz dourada no cimo da torre mais alta do castelo; José subiu e encontrou uma fada vestida de azul, bela e encantadora, suspensa no ar, que lhe disse:
- “Estás à procura
De alguém que gostas?
Então segue o caminho
A que não virarás as costas!”
- O que quereis dizer? – perguntou José, confuso.
- Precisamente o que disse. – respondeu a fada, desaparecendo numa explosão de luz.
José estava cada vez mais confuso. Por mero acaso, olhou para fora da janela e viu uma mata que nunca vira antes. O que seria aquilo?
Subitamente, lembrou-se do que a fada lhe tinha dito e, dando uma palmada na testa, exclamou:
- Já sei!
Correu escada abaixo como um louco e precipitou-se para fora do castelo.
Quando chegou a meio da mata, era já noite cerrada. Cansado como estava, José deixou-se cair na relva e adormeceu.
Teve um sonho muito estranho. Corria, ouvindo a voz da irmã, que lhe dava indicações:
- Vai em frente e não vires em lado nenhum, aconteça o que acontecer!
De súbito, a voz da irmã transformou-se na da fada, que lhe sussurrou ao ouvido:
- Segue o conselho dos teus, José.
Acordou em sobressalto. Teria aquilo sido apenas um sonho, ou seriam indicações que deveria levar a sério?
Fosse o que fosse, José levantou-se e correu como um louco, sempre em frente, como a voz da irmã lhe havia indicado no sonho e, bem depressa, avistou uma gruta. Houve um clarão de luz e a fada reapareceu diante dele.
- Vais encontrar os que gostas, mas tem cuidado! – aconselhou-o ela, desaparecendo em seguida.
José não hesitou e entrou na gruta.
Uma mão agarrou-o imediatamente pelo pescoço, permitindo ao atacante passar um braço musculado pela sua frente até que José estava com as costas encostadas ao peito dele e esse braço lhe apertava tanto a garganta que o soldado teve de abrir a boca para respirar.
Imediatamente, o outro homem enfiou-lhe um líquido na boca que José reconheceu como sendo veneno. Antes que começasse a tomar efeito, José mordeu com força o braço que o segurava, levando o outro a soltar um grito e largá-lo devido à surpresa e dor.
Nesse momento, José libertou-se, virando-se para o atacante. Era um homem jovem, vestido como um pirata. Como já se sentia algo entorpecido por causa do veneno, decidiu agir antes que fosse demasiado tarde e, quando o pirata se aproximou dele, cuspiu-lhe para o seu único olho e, antes que o outro se recompusesse, pegou na sua espada e matou-o.
No entanto, o veneno já tinha actuado demasiado e José caiu inerte no chão da gruta.
Passados três dias, José acordou, surpreendido por não ter sido morto pelo veneno, que ainda sentia a manifestar-se dentro dele. Viu uma garrafa ao pé de si e, como estava com muita sede, bebeu tudo até ao fim e, de imediato, sentiu o veneno dissipar-se como se nunca o tivesse ingerido.
E, assim, José soltou a sua família e voltaram felizes para casa.
FIM!
Nota da Autora: Olá! Gostaram? Então comentem, por favor! :)