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Esta pequena história foi escrita quando eu estava no meu quinto ano, a partir de uma sugestão no livro de Língua Portuguesa da altura. Se forem Brasileiros e acharem que há algo estranho com o estilo de escrita, é provavelmente porque eu sou Portuguesa. Espero que isso não vos incomode! :)
Os Homens de Rebuçado
Certo dia, eu ia viajar de avião.
Mas apanhei o avião errado. Era um avião de papel. Encavalitei-me nele e fui parar ao país dos homens de rebuçado.
Quando lá cheguei, só vi brilho, que me ofuscou os olhos durante alguns segundos. Depois percebi de onde vinha esse brilho: era das taças que se estendiam por aquela terra fora, a perder de vista.
E comecei a bater nas portas das taças, para ver melhor os homens de rebuçado. E elas abriam-se.
Tive enormes surpresas. Os homens de rebuçado não se vestiam com papéis de rebuçado, como eu pensava, mas sim com papéis de jornal. Não podiam apanhar chuva, porque se derretiam.
Por fim, cheguei à última taça, a mais alta e imponente de todas. Bati à porta, mas esta não se abriu.
Bati à porta pela segunda vez e esta abriu-se. E eu dei de caras com um homem de rebuçado, igual a todos os outros.
E ele perguntou:
- O que quereis do Rei dos Homens de Rebuçado?
- Então é aqui que ele mora? – espantei-me eu. – Levai-me à sua presença, por favor.
E ele levou-me perante o Rei dos Homens de Rebuçado.
O Rei olhou para mim e disse:
- O que quereis de mim?
E eu respondi:
- Eu? Eu queria falar consigo… a sós!
O guarda-homem-de-rebuçado saiu da sala e deixou-me sozinha com o Rei dos Homens de Rebuçado. Assim que nos vimos a sós, o Rei perguntou-me:
- O que quereis saber?
- Queria saber se nunca saís daí. – disse eu.
- Saio no Verão. – disse o Rei.
- E se a chuva rompesse de repente? – perguntei eu.
- Ah, isso! Se soubésseis a quantidade de nuvens que tenho aí na prisão real por terem chorado cá para baixo! – respondeu o Rei.
- Mas… prendei-las porquê?
- Não atices a minha ira, rapariga descarada! – gritou o Rei, cheio de raiva.
E, de repente, deixei de ver o Rei, a sala na cristaleira, tudo. E vi a minha mãe a acordar-me com um sorriso:
- Vá, já devias estar vestida! Levanta-te! Olha a viagem! – disse ela, carinhosamente.
E eu sorri, contente por tudo ser apenas um sonho.
FIM!
Nota da Autora: Olá! Gostaram? Então comentem, por favor! :)