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Fiction » Romance » Contos de Garotos x Mundos – Especial font: B s : A A A . width: full 3/4 1/2
Author: Leona-EBM
Fiction Rated: K - Portuguese - General - Reviews: 1 - Published: 10-06-08 - Updated: 10-06-08 - Complete - id:2580836
Por Leona-EBM

Por Leona-EBM

Contos de Garotos x Mundos – Especial: Seduzindo o Líder do Tráfico de Rondon

Parte II

OoO

Dentre os mais dignos predicados de um homem está o de saber dizer a verdade”. (Renato Kehl)

OoO

Ryori sorriu com a provocação. Aquele garoto era realmente bem atrevido, mas era disso que Ryori gostava. Ele havia se apaixonado por Yuy pelo fato do moreno jamais temê-lo.

- Eu vou dormir – Hanz disse, levantando-se, sentindo uma leve tontura – “ótimo, só falta o Kim chegar e sentir o cheiro de bebida. Eu estou lascado!”.

A mão de Hanz ficou na frente de sua boca, ele soltou seu hálito e o sentiu carregado de álcool.

- Está com medo que ele sinta o cheiro de álcool?

- Sim – confessou.

- Escove os dentes – sugeriu.

- Obrigado. Eu vou ver o que faço. Boa noite!

Hanz começou a caminhar para fora do escritório, mas foi detido pela mão forte que se fechou nos seus braços. O ruivo estava atrás dele, lhe transmitindo um olhar febril.

- Eu gostaria muito... de realizar algo – Ryori disse.

- O... o que seria?

- Não percebeu ainda? – indagou com um sorriso malicioso – ninguém precisa saber.

E finalmente Hanz havia entendido. Ele arregalou os olhos e tentou se soltar do ruivo que ria divertido com aquela reação.

- Você está louco? Yuy está aqui! – gritou.

- E daí? Ele está dormindo. E mais, ele me traiu também, eu estou irritado com ele – murmurou.

- Traiu? – indagou com surpresa.

- Sim, com uma garota. Mas isso é outra história – disse – não resista.

- “Não resistir? Ele está louco?” – pensou.

O corpo de Hanz foi jogado no sofá como se fosse uma boneca de trapo. Ele sentou-se rapidamente e viu o corpo belo e esguio do ruivo lhe cobrir, prendendo seus braços no alto de sua cabeça.

- Eu percebo como você me olha também – Ryori disse.

- Uma mera atração – respondeu seco – nada que me faça passar da linha. Agora me solte!

Hanz começou a se remexer, porém se Kim era forte, Ryori mostrava-se ser um verdadeiro monstro. Ele parecia uma máquina, os seus músculos eram menores que os de Kim, mas mesmo assim sua força era maior.

Os lábios de Hanz estavam chamando Ryori. O ruivo capturou os lábios de Golden lentamente, sentindo o seu gosto misturado com a bebida. Só com aquele beijo o seu corpo reagiu muito bem. Ele estava desejando pegar o garoto desde o momento que ele começou a freqüentar a casa.

Ryori já sabia quase tudo sobre Hanz e seu namorado. Ele havia pedido para um dos seus homens investigá-los, além de pegar seu endereço e as rotinas de cada um. Havia ficado verdadeiramente interessado em Hanz, se não estivesse namorado com Yuy, talvez Hanz fosse seu próximo parceiro.

As línguas travam uma batalha sem solução, apenas deslizavam uma na outra. Hanz tentava empurrá-la, mas ao fazer isso dava mais intensidade ao beijo. A mão de Ryori prendeu os dois pulsos do menor, e com a outra mão livre desceu por seu corpo, adentrando por debaixo da blusa.

- Me solta... – pediu ofegante, quando teve uma abertura.

- Você vai gostar – Ryori disse – pare de fingir que não me deseja também.

- Eu não vou trair o meu namorado.

- Ah... ele não vai saber. Apenas fique quietinho, pois eu não sou muito paciente – suspirou.

Os braços de Hanz foram soltos, ele se remexeu querendo sair debaixo do corpo maior que lhe esmagava, mas a tarefa foi árdua e infrutífera. As mãos de Nako começaram a puxar as roupas do moreno, deixando nu após um certo esforço. Quando despiu Hanz, os olhos do ruivo o cobriram com luxúria. Ele era lindo!

- Eu vou te comer bem gostoso agora – Ryori sussurrou.

- Por favor – pediu com desespero – pare!

- Parar? – sorriu – então por que está tão excitado? – indagou, tocando no membro de Hanz pela calça de pano.

As bochechas de Hanz ficaram avermelhadas. Ele estava gostando daquelas carícias realmente, não podia negar, mas mesmo assim sua consciência falava mais forte que seu corpo.

- Eu não disse que negava uma atração por você – resmungou – mas eu não quero fazer isso.

- Eu também não queria fazer – confessou – mas eu quero agora!

O pescoço de Hanz foi atacado pela língua hábil de Ryori. A diferença entre Ryori e Kim estava em sua experiência. Ryori o remexia no sofá, movia seu corpo para um lado e para o outro, deslizava suas mãos habilmente e depois o enchia de beijos de arrancar o fôlego.

- “Eu estou ficando louco” – Hanz pensou, caindo em desespero.

Ryori segurou seus pulsos e começou a descer sua língua pelo tórax do moreno, dando atenção aos botões rosados de Hanz, chupando-os até eles ficarem durinhos, no ato seguinte dava uma leve mordida. As reações do corpo menor era visíveis, seus pêlos arrepiavam-se a cada toque.

- Kim... vai te quebrar – Hanz falou baixinho.

A resposta foi uma risada divertida vinda do traficante, Ryori apenas o olhou com indignação. Até parece que um garotinho ia desbancar Ryori Nako! Isso só podia ser uma piada. Desde quando Ryori ouvia ameaças tão ingênuas como aquela? A resposta era incerta, pois ninguém tinha essa audácia. A não ser uma pessoa extremamente ignorante como Hanz.

- Se quiser chamá-lo – Ryori falou – pegue o seu celular e ligue para ele. Mas não veja chorar para mim depois.

- Ah... então me passe o celular! – pediu com um sorriso provocante – “Kim vai quebrar esse idiota”.

Ryori se ergueu lentamente, afastando-se de Hanz que ficou aliviado. O moreno começou a procurar seu celular no bolso da calça de pano. Enquanto isso, Ryori estava mexendo no seu armário, procurando seu estimado brinquedo.

Na mão do ruivo estava uma Taurus Judge, um revolver prateado e ergométrico. Era o novo xodó do traficante, ele sentou-se no sofá e ficou a olhar para Hanz que ainda procurava seu celular.

Quando o moreno viu a arma, ele empalideceu e parou com o que fazia erguendo os braços mecanicamente. Ryori riu baixinho com aquela cena. O poder das armas de fogo era superabundante.

- Pode baixar os braços – falou divertido – eu não tenho a intenção de atirar em você. Somente no seu namorado.

Hanz não conseguiu responder, ele foi baixando os braços lentamente. Ele tremia levemente. Certamente não havia dado conta de Ryori era realmente um traficante, ou talvez ou assassino, ele não conhecia nada a respeito do ruivo. Yuy sempre foi muito vago, só comentou uma vez que Ryori era demasiado explosivo e ofensivo.

- Eu não vou chamá-lo – Hanz falou.

- Mesmo? – sorriu.

- Mesmo.

Ryori esticou o braço e empurrou Hanz para trás, deixando o moreno cair novamente no sofá. A ponta grossa do revolver desceu pelo peito de Hanz que fechou os olhos ao sentir o metal frio. Seu coração estava acelerado, ele suava um pouco. Aquilo era terrorismo psicológico.

- Eu não vou te matar – Ryori falou – nem atirar em você.

- Então largue isso – pediu com uma voz fraca.

O ruivo colocou a arma no chão lentamente e voltou suas atenções a Hanz que pareceu relaxar um pouco. Os lábios do moreno estavam entreabertos e sua respiração estava acelerada, deixando seu peito subir e descer rapidamente. Uma visão dos deuses para Ryori, que lambeu os beiços.

Ryori sorriu e num movimento incrivelmente rápido, ele acabou ficando por cima do moreno, vendo como seus azuis ficaram assustados com essa atitude. Um sorriso malicioso se desenhou nos lábios de Ryori, que começou a descer sua língua por seu tórax.

Um rastro de saliva descia por seu corpo como se fosse uma chama ardente, quando parou num dos seus mamilos, as sua mandíbula se fechou arrancando um gemido alto do moreno que jogou a cabeça para trás. Ryori sugou um pouco do sangue que tinha ali, depois lambeu a região que ficou vermelha e partiu para o outro mamilo o mordendo com força, arrancando mais sangue ainda.

- Pare com isso! – Hanz pediu.

- Fica quietinho – pediu.

A exploração continuou, a língua do ruivo havia parado no buraquinho do umbigo deixando uma grande poça de saliva ali, ficou lambendo aquele lugar vendo como o corpo de Hanz se arrepiava com esse contato. Mas aquilo não o interessava, queria descer mais e o fez. Sua língua chegou no seu pênis, e logo tratou de dar uma intensa lambida.

- Por favor, Ryori – implorou sussurrante.

- Com essa voz – sorriu – eu não vou parar mesmo. Pare de resistir, você também está gostando.

A mão de Ryori se fechou naquele pedaço quente e grosso de carne arrancando suspiros do colega de seu amado Yuy, que se agarrava ao estofamento do sofá. O mais velho sorriu de canto e começou a manipular seu membro do modo que queria, ficou apertando e soltando, virando para um lado e para o outro, depois começou a fazer um lento vai-e-vem deixando Hanz cada vez mais louco.

Ryori se ajoelhou no sofá e abriu aquelas pernas fortes e torneadas, fazendo uma delas cair para fora do sofá e a outra ele colocou no seu ombro, para que tivesse total acesso àquela parte que ele julgava ser tão saborosa. Abriu a boca e colocou aquele membro duro e pulsante de Hanz para dentro. Ryori Passou sua língua por ele sentindo sua espessura.

Seus pequenos e finos olhos azuis claros miraram a face avermelhada de Hanz. Amou aquilo, pois seus olhos pareceram ter mais brilho.

Hanz via aqueles pequenos olhos azuis claros lhe devorarem por inteiro. Estava apoiado nos seus cotovelos vendo tudo que aquela criatura tão sensual fazia com seu corpo, e de repente acabou esquecendo-se de Kim.

- “Kim nunca vai me perdoar” – pensou derrotado.

Uma chupada forte inicia o vai-e-vem que Ryori começou a fazer com aquele membro em sua boca. Suas mãos começaram a deslizar por suas coxas fortes e torneadas, fazendo suas unhas grandes e finas arranharem sua pele superficialmente, sem lhe causar dor alguma, apenas um arrepio prazeroso.

Parou de sugar de repente dando algumas mordidinhas, então retirou seu membro da boca e começou a massageá-lo com a mão direta, ficou um bom tempo assim, até que sentiu o corpo de Hanz tremer levemente, então parou e olhou-o.

- Está gostando seu puto ?

- Não mais que você – respondeu.

Ryori riu baixinho.

A perna de Hanz é abaixada e Ryori se levanta do sofá, mostrando que seu corpo estava tão excitado quanto o dele. Sua ereção despontava rija e pulsante. Hanz suspirou, sentindo um alívio momentâneo por estar longe daquelas mãos fortes e habilidosas. Porém, seu alívio logo deixou de existir, quando Ryori avançou o virando de barriga para baixo.

- Eu vou te comer de quatro seu puto – Ryori falou.

- Por que não vai comer seu namorado? – indagou com irritação, se remexendo no sofá.

- Porque no momento... eu quero você!

Ryori beijou todo seu dorso indo à direção das suas nádegas, as mordendo levemente sem cravar seus dentes dessa vez. Sua língua deslizou para dentro, tocando naquele buraquinho quente e pulsante.

O traficante puxou sua cintura para cima, fazendo-o ficar de quatro, então abriu mais suas pernas, para que pudesse ver melhor aquele buraquinho, que parecia o chamar.

- Se você fizer isso... eu vou gritar – Hanz avisou.

- Isso seria um problema – Ryori falou secamente.

O ruivo correu seu olhar pela sala e olhou para a cueca que estava jogada no chão, ele esticou o braço e pegou o pedaço e pano, empurrando-o na boca do menor que ficou sufocado, tentando retirar aquilo de sua boca com suas mãos.

- Parece que você não vai ficar quieto – resmungou.

Ryori pegou a sua camiseta e a rasgou num único puxão, pegou seus retalhos e puxou os braços de Hanz para trás, prendendo seus pulsos. Agora estava perfeito!

- Se você se comportar, eu te soltarei – Ryori sussurrou, deslizando sua mão pelo dorso suado do moreno, mas logo voltou ao que fazia.

A língua de Ryori penetrou aquele lugar. Lambeu, chupou, mordeu e por fim se afastou dali ficando ajoelhado atrás de Hanz, segurando seu membro com uma das mãos, para que finalmente pudesse sentir de perto o calor daquele corpo.

- Eu vou colocar putinho!

A cabeça do seu pênis do ruivo começou pressionar a entrada de Hanz, sentindo toda sua resistência que não era muita, afinal Hanz dormia praticamente todos os dias com seu amado karateca.

Aos poucos foi entrando naquele corpo tão fechado, ouvindo os gemidos abafados do seu dono. Quando entrou pela metade parou e deslizou sua unha por seu dorso deixando um risco vermelho. Hanz estava lhe seduzindo de uma forma única, nem mesmo Shibushi o havia deixado tão desejoso ao longo desses anos como Hanz estava lhe deixando.

- Está gostando?

Hanz virou seu rosto para trás, mostrando um olhar carregado de sofrimento, prazer e constrangimento. No final aquilo estava sendo prazeroso e Ryori era muito atraente. Estava na casa de seu amigo, dormindo com seu namorado e traindo o seu amado karateca. Sentia-se um lixo e ainda queria mais!

E de repente o traficante enfiou o resto do seu membro numa única estocada, olhando com prazer para a face carregada de dor de Hanz, que a virou de volta para frente a abaixando, para tentar suportar a dor que sentiu com aquele gesto brusco.

Os fios cor de ébano de Hanz foram agarrados por Ryori, que logo os puxou para trás fazendo sua cabeça vir junto, agora tinha suas rédeas. Ryori começou a se mover dentro dele, se deliciando com a pressão que aquele corpo fazia no seu membro. Ryori ficou olhando para o pouco que conseguia ver do rosto de Hanz, adorando ver aquela expressão de dor e prazer.

- Pelo visto está gostando – Ryori comentou – quer que eu te solte?

Hanz balançou a cabeça positivamente, ele não agüentava mais aquele pano na sua boca e seus braços estavam numa posição desconfortável. Ryori sorriu, ele se afastou um pouco e começou a desfazer as amarras improvisadas. Hanz moveu seus braços e retirou a cueca que estava na sua boca, respirando com alívio.

E antes que pudesse respirar e voltar ao normal, o membro de Ryori voltou a penetrá-lo. Os braços fortes do ruivo o apertaram na cintura, puxando-a na sua direção para dar mais intensidade aos movimentos de vai-e-vem.

Hanz não conseguia gemer direito com todas aquelas sensações que invadiam seu corpo. Quando a mão de Ryori agarrou seu membro, pensou que o mundo iria desmoronar. Seus cabelos foram agarrados pela mão possessiva do ruivo, portanto, não podia abaixar a cabeça, seu membro estava sendo massageado com força e o membro de Ryori o atacava ferozmente por trás. Aquilo estava sendo uma loucura, e o pior era que estava gostando!

- Quer que eu vá mais forte? – Ryori indagou.

Hanz não respondeu, mas suas faces ficaram mais vermelhas que o normal. Ele quase respondeu, porém se calou. Ele não queria aceitar aquela situação, não queria aceitar que seu corpo desejava o mais velho.

- Quer? – indagou, torcendo e puxando os cabelos cor de ébano.

- Quero – respondeu derrotado – “Ah... perdão Kim... Yuy”.

- Eu sabia que estava gostando... você é um safado mesmo – sorriu vitorioso. Sua excitação havia aumentado depois dessa resposta. No final, não estava forçando totalmente o que para ele era perfeito.

O corpo do moreno começou a tremer em fortes espasmos, ele puxou sua cabeça para frente sem sentir mais a dor no seu couro cabeludo. Ele não queria que Ryori visse seu rosto, não queria que ninguém visse. Porém seus gemidos o denunciavam, eles eram longos e prazerosos.

Seus olhos cor de piscina se fecharam e sua boca se abriu sentindo a aproximação do seu orgasmo. Inclinou mais suas nádegas sentindo aquele membro forte bater contra sua próstata, estava pronto para ejacular quando Ryori apertou seu membro com força; o ruivo se retirou do seu interior e ficou a olhar o estado do corpo do menor.

- Por... por que parou? – Hanz indagou ofegante.

- Então realmente queria mais? – indagou provocante.

- Não era o que queria? – irritou-se.

- Ah... sim – respondeu cínico.

- “Eu odeio esse homem” – pensou – “eu vou embora agora, mesmo que fique vagando pela rua”.

Hanz sentou-se no sofá e fez a menção de se levantar, porém as mãos fortes de Ryori pousaram no seu ombro, empurrando-o para baixo, forçando-o a continuar sentado.

Ryori se ajoelhou na sua frente abrindo as pernas de Hanz com as duas mãos, num gesto brusco. Ele pegou aquele membro que estava mais duro e maior que nunca. Hanz pensou que ele iria continuar a lhe dar prazer, mas Ryori se levantou e sentou-se numa poltrona, apoiando sua cabeça no seu braço.

- Eu vou embora – Hanz suspirou.

- Por que ir embora senão quer? – indagou – também não vou deixar.

- O que você quer afinal?

- Além de ver essa expressão irritada pedindo por mais? – indagou cinicamente.

- Maldito – vociferou.

- Quer que eu tape sua boca novamente? – indagou num tom mais elevando, mas tão pouco estava bravo e sim se divertindo com a situação.

- Não – respondeu amuado.

O traficante levantou-se e puxou Hanz pela cintura e o arrastou até uma das paredes do escritório, jogando-o ali com violência, observando as feições carregadas de dor do menor. Amando aquilo! Hanz podia ser seu amante, ele não se importaria. Amaria vê-lo com essa cara para todo o sempre.

- Não precisa chorar – Ryori disse – eu vou te comer.

- Eu não quero mais – disse.

- Você mente demais – sorriu.

Hanz foi prensado contra a parede, seu corpo era esmagado pelo de Ryori que era muito maior que ele. Olhou-o nos olhos e ele veio lhe dar um beijo carregado de selvageria sentindo seus lábios serem mordidos e chupados com volúpia. O peito de Hanz subia e descia, ele estava ficando sufocado.

Quando o beijo terminou, o ruivo deslizou seus lábios até o pescoço de Golden começando a dar agudos chupões. Estava marcando o corpo do menor, deixando o registro e um recado para o namorado de Hanz. Ryori não o conhecia, mas deixaria claro que o moreno foi dele também.

- Pare de me marcar! – gritou enfurecido, tentando empurrá-lo para trás.

- Se ele te machucar... aquele revolver dará conta do recado – riu baixinho.

Ryori o virou de costas e chupou o outro lado do seu pescoço deixando marcas nas partes de trás também, fazendo Hanz ficar cada vez mais revoltado e preocupado com aquela situação.

- Filho da puta! – Hanz o xingou.

- Seu namoradinho vai querer me visitar?

- Ele não vai vim aqui! Seu assassino sem escrúpulos!

- Obrigado pelos elogios – sorriu – se ele quiser me visitar, eu espero que seja logo, pois eu poderei te comer de novo.

Ryori empurrou-se novamente dentro daquele corpo, começando a dar energéticas estocadas, empurrando, puxando e remexendo o corpo de Hanz ao seu bel-prazer. Os gemidos do menor lhe incentivavam a continuar.

- Chama pelo meu nome – Ryori pediu.

- Não!

- Chame – tornou a pedir, apertando sua mão contra a carne de Hanz, machucando-o.

O ruivo começou a dar alguns trancos no corpo do menor, desejando ouvir o que queria, até que um sussurro o acalmou.

- Ryori... – Hanz sussurrou derrotado.

- Bom menino!

Hanz sentia seus sentidos meio atordoados. Ele só tinha forças para gemer e gritar pelas estocadas possantes que lhe invadiam. Seu membro ficou raspando na parede dura e solitária, fazendo seu prazer aumentar e novamente as sensações prazerosas e vergonhosas lhe tomaram a consciência.

E Ryori não parou as estocadas desta vez, fazendo com que Hanz não agüentasse mais e gozasse na parede. Os dedos de Ryori deslizaram até o membro de Hanz, sentindo a umidade com um sorriso satisfatório.

- Gostou de ser comido por mim, não é mesmo? – sussurrou provocante.

O ruivo continuou as investidas naquele corpo que balançava para cima e para baixo. Um braço dele ficou na sua cintura de Hanz, já que o moreno estava mole demais e logo cairia para o lado. Afundou sua cabeça na curva do seu pescoço aspirando o seu cheiro forte, sentindo o cheio do seu perfume nele. Ryori se retirou e deixou que Hanz caísse lentamente de joelhos no chão.

O coração de Hanz estava acelerado, ele tocou na parede se apoiando a ela. De canto, olhou para cima vendo o olhar carregado de luxúria de Ryori, observando seu pênis que continuava ereto.

- Eu não acabei ainda – a voz de Ryori o retirou de seus pensamentos.

- Tem problema de ejaculação? – indagou provocante – está demorando demais.

- Ah... não me provoque!

Hanz riu baixinho, finalmente conseguiu um olhar irritado do ruivo. A santa ignorância do mais novo o deixou feliz ao ver o traficante irritado, mal sabia ele que Ryori Nako irritado era algo problemático.

Com um puxão violento Hanz foi virado e sua cabeça foi empurrada contra o pênis do ruivo. Hanz fechou os olhos e virou a cabeça para o lado, ele não ia colocar sua boca ali nem por brincadeira.

- Chupa logo – Ryori mandou com certa impaciência.

- Não mesmo – recusou-se.

- Vou ter que bater em você?

- Pode bater – respondeu irredutível.

Ryori revirou os olhos, ele não queria desfigurar o rosto lindo de Hanz, mas não podia permitir que aquele fedelho falasse daquele jeito com ele. E com um pouco de dó no coração, ele abaixou-se um pouco e desferiu um sono na região dos seus rins, fazendo Hanz gemer alto e abrir a boca o suficiente para que Ryori pudesse empurrar seu membro.

- Se morder, eu juro que te arrebento e mato seu namorado na sua frente – avisou com uma voz fria, característica de um assassino.

- “Matar Kim? Isso não...” – pensou entristecido.

Hanz se ajeitou e colocou aquele pedaço de carne na sua boca, sentindo ele chegar na sua garganta e aos poucos começou a sugá-lo, sentindo a mão de Ryori forçar sua cabeça na direção do seu baixo ventre, exigindo mais contato.

- Ah... você chupa muito bem – elogiou, jogando a cabeça para trás e abrindo um pouco mais as pernas.

Hanz fechou mais ainda sua boca apertando ainda mais aquele membro. Quando menos esperou um líquido viscoso invadiu sua boca descendo garganta a baixo. O moreno retirou o membro de Ryori da sua boca dando uma longa lambida por sua extensão. Esse ato com certeza excitou Ryori, afinal foi um carinho a mais.

Ryori se ajoelhou no chão abraçando Hanz e lhe dando um beijo na boca, mas desta vez foi mais calmo.

O ruivo se ergueu e começou a vestir suas roupas, ele pegou a camiseta que estava toda rasgada e colocou na gaveta do escritório, depois sumiria com aquilo. Seu Taurus Judge foi guardado e ele saiu do escritório.

- “E agora o que eu faço?” – pensou aturdido.

Hanz moveu-se lentamente, sentindo cada centímetro de seu corpo doer. Nem mesmo Kim era tão agressivo quando estava realmente desejoso. Ele começou a se vestir lentamente e saiu lentamente do escritório, um pouco cambaleante.

O moreno dirigiu-se mecanicamente até a porta, ele estava sem sono, não queria mais ficar naquela casa. Nunca mais pisaria naquele lugar, ele abriu a porta, porém se deteve. A voz cortante do ruivo o retirou de suas ações.

- Volte para seu quarto e durma – ele disse.

- Eu não quero – resmungou – deixe-me ir embora.

O braço de Hanz foi agarrado, ele foi arrastado para o andar superior. A porta do seu quarto abriu e Hanz foi jogado no seu anterior, o ruivo adentrou logo atrás.

Hanz caminhava para trás enquanto o ruivo avançava até ele. As costas de Golden bateram contra a parede, ele estava sem saída e aquele olhar predador lhe dava arrepios. Se Maximiliano foi terrível, Ryori com certeza seria pior que o próprio diabo se quisesse.

- Nenhuma palavra a respeito disso – Ryori falou.

- Você me marcou seu maldito – disse com raiva, tocando no seu pescoço.

Ryori sorriu, olhando com orgulho para seu trabalho, vendo que Hanz estava realmente marcado.

- Está frio, use cachecol – sorriu.

- E você acha que ele não vai ver? – indagou com irritado.

- Eu já disse. Se ele achar ruim, mande falar comigo.

Hanz engoliu em seco. Era preferível ser agredido e receber toda a ira de Kim do que fazê-lo visitar o traficante. Estava com as mãos atadas.

- Tudo bem, agora me deixe em paz, por favor – pediu, fechando os olhos por um momento. Estava sobrepujado.

Um toque no seu rosto o fez abrir suas pálpebras, Ryori lhe sorria divertido, mas ainda sim carregava aquele olhar febril. O ruivo inclinou-se para baixo e beijou os lábios do moreno, abraçando sua cintura.

- Eu espero que volte aqui – sussurrou.

- Ah... claro – disse – “eu nunca mais piso aqui”.

O ruivo saiu do quarto finalmente, deixando Hanz sozinho com seus pensamentos. Ele deitou-se na cama e depois adormeceu.

As horas passaram, o pesadelo finalmente teve seu fim. Hanz estava parado na frente da casa de Yuy e Ryori, olhando para o carro preto parado a frente. Seu namorado finalmente havia chegado.

- Até mais, Hanz – Yuy sorriu, acenando sorridente.

- Até – disse sem entusiasmo, andando até o carro sem olhar uma única vez para trás – “até nunca mais”.

O moreno entrou no carro com uma cara de enterro, Kim ia perguntar o motivo daquele mal humor, porém queria sair dali primeiro, pois não gostava do olhar de Ryori e tinha ciúme de Yuy.

Quando eles já estavam bem longe daquele bairro, Kim parou o carro na beirada da estrada. Ele desligou o carro e soltou seu cinto, voltando sua atenção ao seu namorado.

- Por que está com essa cara? – indagou, tocando no ombro magro de Hanz.

- Eu nunca mais vou lá – disse – sabia que Ryori é um traficante?

Kim arregalou os olhos, surpreso com a notícia.

- Mesmo?

- Sim. O líder do tráfico dessa cidade maldita. Acredita? Ele tem armas, Kim! – disse revoltado – e ele ficou dando em cima de mim! – gritou em seguida.

- ELE O QUE??

- E falou que se você fosse falar com ele. Ele ia te matar – disse com os olhos marejados de lágrimas – por favor, não volte mais lá.

Kim ficou assustado com as reações de Hanz, ele tocou na sua face, olhando para seus olhos com atenção, vendo a amargura que os possuía.

- Você está bem? – Kim indagou.

- Não – respondeu – eu estou com raiva. Eu quero sumir da vida daquele casal doente.

- Calma. Ele ficou se insinuando para você? – indagou.

Hanz não havia falado o que Ryori havia dito, mas não ia contar em detalhes, porque conhecia seu namorado bem demais para saber o que ia acontecer.

- Ele me beijou – falou.

- E?

- E só – mentiu – ficou me beijando no pescoço.

- Só isso? Ele não fez mais nada? Que filho da puta! – falava com ódio – eu vou falar com ele.

- Não, não e não! Está louco? Ele é bandido – disse, puxando a cabeça de Kim na sua direção para olhá-lo nos olhos – sabe o que ele me disse?

- Não... o que ele disse? – indagou com a face franzida de ódio.

- Ele marcou meu pescoço com seus dentes para que você visse e fosse falar com ele... e depois ele pegou uma arma e apontou para mim... dizendo que ia te matar na minha frente – confessou – por favor, se você me ama. Não vá até lá.

Kim respirou fundo, ele saiu do carro rapidamente sentindo a brisa fria da manha bater contra seu rosto. Ele fechou os olhos e socou a lataria de seu porsche várias vezes até amassar.

Depois que se acalmou um pouco, Kim voltou para o carro, olhando para frente. Hanz estava ao seu lado, com a cabeça abaixada, pensando nos próximos passos de seu namorado.

- Eu quero falar com ele – disse.

- Não!

- Mas Hanz ele tocou em você, ele te desrespeitou e o ameaçou – disse – eu não posso deixar isso impune.

- Ele tem uma arma!

- Eu compro uma!

- Não! Não e não – disse, dando um tapa na cabeça de Kim – essa história de novo não. Eu não quero lhe ver preso!

- Eu não vou ser preso. Ele é um traficante não é? A polícia vai me agradecer – disse.

- Você sabe que não é assim – suspirou – vamos embora por favor, eu quero ir para casa.

Kim achou melhor obedecer, mesmo que sentisse vontade de matar aquele homem. Ele ligou o carro e saiu em disparada. Nenhum deles abriu a boca até chegar ao apartamento.

OoO

Dois meses passou-se desde então. Hanz saiu da faculdade e nunca mais entrou em contado seu colega de faculdade, ele queria distância de Yuy e de seu namorado problemático.

O casal estava vivendo em outra cidade. Afinal Hanz e Kim tinham muito dinheiro e podiam mudar-se à vontade, procurando o melhor lugar para se estabilizarem.

O moreno caminhava pelas ruas de seu mais novo bairro, olhando para o comércio local com atenção, observando as pessoas, seus costumes, vendo o jornal da cidade, observando as notícias.

- “Um lugar mais calmo” – pensou, lembrando-se da agitação de Rondon.

Hanz sentou-se num banco de madeira de uma praça, ele abriu o livro que estava lendo e ficou perdido nas palavras que tanto lhe seduziam. Não percebia nada ao seu redor, apenas o sol forte que queimava sua pele.

Um homem sentou-se ao seu lado no banco, porém Hanz nem sequer ergueu seu olhar. Porém a voz forte e autoritária daquela pessoa lhe trouxe para fora do livro.

- Você sumiu.

- Ry... Ryori? – indagou com surpresa.

- Eu falei para nos visitar – disse com um leve sorriso – Por que a surpresa?

- O que quer aqui? – indagou, erguendo-se do banco rapidamente.

- Não fuja – falou secamente – foi fácil de te achar. Eu tenho muitos empregados.

- O que você quer? – tornou a indagar.

- Depois daquela noite... – falou, levantando-se, dando alguns passos na direção do menor, fazendo uma sombra crescente sobre ele – eu não consegui tirar você da cabeça.

- E o Yuy? – indagou com indignação – “esse pesadelo de novo não, por favor”.

- E o que tem ele? – indagou cinicamente.

- Não ama seu namorado?

- Sim – sorriu – mas desejo você também. Vamos conversar num lugar mais calmo...

- Não, não e não – falou, dando alguns passos para trás.

- Ora Hanz. Nunca teve um amante? Não se preocupe, seu namoradinho nunca vai saber – disse – eu não vou deixar que ele saiba. Não vou marcá-lo também.

O ruivo colocou suas mãos nos ombros magros de Hanz, apertando seus dedos para sentir sua textura. Uma forte brisa passou, levando o aroma de Hanz as narinas do ruivo.

E Hanz foi praticamente arrastado pelo ruivo, passando por dois homens de preto que estavam olhando para o casal com atenção. Com certeza deveriam ser agentes do tráfico. A porta do carro do ruivo foi aberta e Hanz foi praticamente jogado no seu interior.

- Já almoçou? – Ryori indagou.

- Sim – respondeu com ódio.

- Ótimo, pois eu estava ansioso para te comer logo – falou baixinho.

Hanz remexeu-se no banco do carro, sentindo seu coração se acelerar. Os vidros do carro começaram a se fechar automaticamente, o traficante colocou seu par de óculos escuros, acendeu seu cigarro e saiu em disparada.

OoO

As paixões humanas, como as formas da natureza, são eternas”. (León Bourgeois)

OoO

E esse foi um especial pequeno e fictício. (tudo que faço é fictício. Mas vamos pensar que é um fanfiction de Mundos e Contos de Garotos). E eu tenho leitores que fizeram fanfictions de Mundos.

Para quem gosta desses dois personagens feitos por minha autoria, eu espero que tenham gostado. Ryori é poderoso, forte e muito temido. Hanz ingênuo e maravilhoso.

Eu não poderia fazer Kim enfrentar o Ryori, pois ele morreria. Mesmo que seja um especial de ficção, pois Mundos e Contos de Garotos jamais se juntariam, eu não queria fazer o meu querido karateca morrer. Ele vai ser corno mesmo!

Comentários são bem-vindos. Mande o seu e faça uma autora feliz!

Desde já agradeço a atenção de todos!

5/10/2008

Por Leona-EBM



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