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Author: Leona-EBM
Fiction Rated: K - Portuguese - General - Published: 10-06-08 - Updated: 10-06-08 - Complete - id:2580839
Por Leona-EBM

Por Leona-EBM

Contos de Garotos

Capítulo Especial: Um Final de Ano Conturbado

Parte I

A neve caía em abundância pela abóbada celeste. Os ventos corriam ligeiramente, cruzando as avenidas, debatendo-se contra as estruturas de pedras dos grandes edifícios.

Na rua, os pedestres estavam devidamente agasalhados, usando cores fortes e escuras para isolar o calor. Os comércios alimentícios estavam em alta, ninguém ficava nas ruas e sempre procuravam um café para tomar uma grande xícara de chocolate quente. E o número de fregueses nas adegas aumentou também, ninguém recusava um bom vinho.

Num dos grandes cafés da cidade, sentado ao lado de um pilar de tijolos alaranjados estava Hanz. O universitário estava sentado a uma cadeira de madeira, folheando uma revista de artes, enquanto esperava seu pedido. Ele estava sozinho naquele café a fim de por seus pensamentos em ordem e fugir do frio que estava no seu encalço.

Uma grande xícara cheia de chocolate abrasador chegou até sua mesa, com alguns biscoitos de chocolate. Hanz sorriu e observou que havia o desenho de um rostinho feliz feito na espuma, mas não ficou a apreciar aquela pequena obra de arte por muito tempo, ele sorveu o líquido com prazer, sentindo seu corpo esquentar-se.

- “O que eu compro para ele?” – pensou, olhando para a madeira lisa deslizando seus dedos finos até outra revista que diferentemente da sua, mostrava produtos eletrônicos – “o que ele gostaria de ganhar nesse natal?”.

Um produto chamou sua atenção, Hanz olhou o preço e depois leu as informações sobre aquele laptop. Talvez o karateca gostasse de ter um laptop, apesar de já terem um computador em casa. Hanz continuou a folhear, enquanto bebia seu chocolate quente.

- “Deve ser ele” – pensou ouvir seu celular vibrar no bolso de seu sobretudo que estava jogado em cima da cadeira ao lado, Hanz buscou o aparelho que vibrava e tocava alguma música.

- Alô?

- Onde você está, Hanz? – ouviu uma voz impaciente.

- Eu estou dando uma volta. Tem comida no forno.

- Está muito frio, volte logo.

- Eu vou passar na casa de Corei depois – avisou.

- Por quê?

- Eu prometi a ele. Eu volto logo.

- Não demore muito – resmungou.

- Por que está mal humorado?

- Não devia ter me deixado dormir tanto. E eu tenho que fazer a inscrição da faculdade ainda.

- Ah, eu havia me esquecido. Desculpe-me, Kim. Se quiser eu faço a inscrição para você.

- Não, eu já disse que iria com Kirios. Que horas você volta?

- Podemos almoçar juntos, o que acha?

- Que horas são afinal?

Hanz ouviu o barulho de alguma coisa caindo no chão e um xingamento do mais velho, ele sorriu e esperou que ele dissesse alguma coisa.

- Já são onze horas, Hanz.

- Sim. Quer almoçar em algum lugar?

- Eu tenho que fazer a inscrição. Nos vemos a tarde em casa, tudo bem?

- Tudo bem, até mais.

- Um beijo.

- Outro.

A ligação foi encerrada, Hanz voltou sua atenção para o seu chocolate quente, tomando-o quase por inteiro, enquanto se deleitava com os biscoitos de chocolate.

- “Hora de enfrentar o frio” – pensou, olhando para a janela com desânimo. Hanz ergueu-se, colocando seu sobretudo preto, ele caminhou até o caixa e pagou a conta.

Quando saiu do café, o vento gélido daquela manhã bateu contra suas faces que estavam avermelhadas. Hanz arrumou seu cachecol e caminho com a cabeça baixa, deixando apenas seus olhos para fora, olhando para o caminho à frente.

- “Eu preciso tirar carta de motorista logo” – pensou.

Duas horas depois, Hanz estava no meio de uma multidão de pessoas que se reuniam no mesmo lugar que ele, o mundo dos fetiches, o grande shopping center estava lotado. Ele caminhava pelos corredores com certa dificuldade, o passo era lento e sua paciência estava se esgotando.

- “Eu preciso comprar alguma coisa logo. Por que eu fui deixar para última hora?” – pensava, olhando as vitrines com atenção, desejando ver algo que despertasse sua atenção – “Kim é difícil de se presentear e eu não quero dar nada alcoólico ou um novo isqueiro para aquele maldito cigarro”.

E o tempo foi passando mais depressa que Hanz podia supor, ele entrou numa loja caríssima de roupas por um simples motivo, a loja estava com poucos clientes. Hanz começou a olhar as roupas do cabide, pensando no que Kim gostaria de usar, logo um atendente muito bem vestido o atendeu, ajudando-o nas suas escolhas.

A compra foi rápida para a felicidade de Hanz, ele saiu com três sacolas daquela loja, deixando o atendente feliz e Hanz despreocupado. Agora que havia comprado seu presente, Hanz precisava visitar seu amigo Corei e depois voltaria para casa e...

- “Deuses! Eu esqueci de comprar algo para jantarmos” – pensou em desespero – “essa véspera de natal está desastrosa. Será que Kim comprou algo?”.

Hanz encostou-se num pilar e pegou seu aparelho celular ligando para seu querido namorado, que atendeu imediatamente.

- Oi, Hanz.

- Você comprou alguma coisa para jantarmos?

- Eu estou fazendo minha matrícula, Hanz. Eu deixo isso com você.

- Ah, tudo bem. Até mais.

- Beijo.

A ligação foi encerrada. Hanz estava enfezado com seu namorado, ele sempre tinha que planejar tudo e o melhor, ele estava sem carro e teria que fazer compras naquele fuzuê todo. Sua cabeça começou a doer só de pensar que teria que sair com sacolas de mercado pelos corredores.

- Certo, Hanz. Você é forte, vamos lá – falou baixinho consigo mesmo, incentivando-se a continuar.

O supermercado estava lotado, os caixas estavam funcionando com todos os operantes, mas mesmo assim não davam conta da imensa fila que corria pelos corredores. O ânimo dos funcionários era baixo e muitos estavam soltando os cachorros nos clientes. Hanz achou melhor pegar uma cesta de metal, pois os corredores estavam muito cheios e passar com o carrinho do supermercado seria estressante.

Para quem dispunha de muito dinheiro não era necessário ficar conferindo preços. Hanz comprou diversos tipos de queijos, pão italiano da melhor qualidade e massa pronta de Nhoque, pois seu amado namorado adorava massas. O vinho, Hanz deixaria para comprar numa adega, pois nenhum lhe chamou a atenção.

- “Nhoque, vinho, queijo, pães, vou comprar um bolo e... hum... o que é isso?”.

O moreno esticou seu braço pegando um produto que lhe chamou atenção, eram chantili, um sorriso malicioso desenhou-se na sua face, ele correu seu olhar pela região, vendo a sessão de frutas, correndo até lá para comprar os formosos morangos que Maccario também gostava.

Após comprar os ingredientes para o molho e outras futilidades que lhe chamaram a atenção, Hanz ficou na fila do caixa, ele colocou seus fones de ouvido e ligou seu Ipod, ouvindo rock antigo para se distrair. Quando a fila se dissipou a vez de Hanz chegou, ele pagou e saiu do lugar com várias sacolas.

Quando chegou às ruas, chamou um táxi e pediu para que o velho motorista parasse em alguns lugares. O primeiro foi à adega de vinho, onde comprou um Syrah 2005, considerado um dos melhores vinhos já degustado.

- Qual o destino, senhor? – indagou o motorista.

- Rua das Flores, 2000. Vá pela avenida secundária, fazendo o contorno pelo shopping. Essa rua fica atrás do grande aquário – disse, colocando o cinto de segurança.

- Sim, senhor – sorriu, começando a sair com o carro.

- “Ah, eu não vou poder te visitar hoje, Corei” – pensou, pegando seu celular, ligando para seu amigo, desmarcando a visita e a remarcando para outro dia.

O trânsito estava horrível, Hanz demorou a chegar em casa. O táxi parou na frente de um prédio luxuoso, ele pagou ao motorista dando uma gorjeta para ele.

- Boas festas – Hanz desejou.

- Boas festas e obrigado – sorriu.

O moreno adentrou no prédio, cumprimentando o porteiro, indo até o elevador que lhe levou a cobertura. Hanz adentrou no apartamento que estava uma verdadeira bagunça. Ele havia dispensado a empregada que disse que ia viajar no final do ano, resultando numa casa bagunçada.

- “Kim nem para me ajudar” – pensou com desânimo.

O grande sobretudo foi deixado de lado, Hanz jogou os presentes em cima da cama de casal que estava bagunçada. Ele tratou de arrumar o quarto, jogando as roupas sujas que estavam no chão no cesto, depois arrumou a cama, colocando lençóis limpos e um acolchoado vermelho tinto.

Na cozinha, começou a jogar a louça na máquina de lavar louça, enquanto guardava os alimentos. Ainda era cedo, mas Hanz era ansioso e precipitado, ele começou a cortar os tomates e preparar o molho para o nhoque. Enquanto a panela estava no fogo, Hanz começava a varrer o chão do apartamento, arrumando a mesa, colocando a melhor louça, abrindo as janelas para deixar o ar ventilar o lugar, retirando o pó com o pano. Ele estava se saindo um belo dono de casa.

As atividades ritmadas tiveram um fim. Hanz guardou o molho pronto na geladeira, o nhoque estava pronto para ser cozinhado, os queijos foram cortados devidamente. Hanz jogou-se no sofá de couro, sentindo seu corpo amolecer.

- “Eu estou acabado” – suspirou – “e já são cinco horas. Por onde anda aquele folgado?” – pensava, correndo seus olhos pela sala, sentindo que havia esquecido de alguma coisa.

- Árvore de natal! – gritou.

Hanz deu um pulo no sofá de repente, ele olhou para a sala com os olhos arregalados. Como ele podia esquecer daquele grande detalhe? O moreno correu até seu sobretudo, pegando sua carteira em cima da mesa e saindo de casa a fim de comprar esse item que na sua opinião era indispensável.

E novamente as ruas, Hanz adentrou numa loja de efeitos natalinos que estava lotada. Ele encontrou um pequeno pinheiro que chegava a altura de seus joelhos, Hanz o segurou por entre os braços antes que alguém o comprasse, pois era um dos últimos. Ele passou por um corredor, comprando alguns enfeites e saiu da loja, voltando de táxi para casa.

- Agora sim! – disse para ele mesmo, vendo o pinheiro que estava no canto da sala. Hanz abriu os pacotes de enfeite, colocando as bolas de plástico coloridas nos galhos da árvore, enfeitando-a com uma fita dourada por cima. No final, colocou uma estrela prateada no pico do pinheiro.

Com toda essa agitação, Hanz achou melhor tomar um banho e se arrumar, pois não cheirava muito bem além de estar com os cabelos desalinhados e um semblante cansado. Ele tomou um longo banho, arrumou seus cabelos, secando-os com o secador.

No quarto, passou um creme perfumado por seu corpo e depois vestiu uma blusa preta de manga comprida, que deixava parte de seu colo a vista, deslizando por seus ombros, deixando o ombro direito um pouco para fora. Vestiu uma cueca boxer preta e uma calça jeans justa da mesma cor. Hanz amava preto e não abria mão dele.

Ele vestiu seu chinelo de pelúcia vermelho, que Kim havia lhe comprado, para quebrar um pouco das vestes pretas que ele usava. O celular de Hanz foi colado para despertar às oito horas, ele precisava descansar um pouco. Com passos animados, ele jogou-se na cama e adormeceu.

Hanz acordou com o som de seu despertador, ele ergueu sua cabeça encontrando-se no silêncio do quarto, sentou-se lentamente, coçando os olhos com as mãos. Hanz caminhou pela casa, ligando o ar condicionado para aquecer o lugar, ele fechou as janelas e foi até a cozinha, começando a preparar o jantar.

- “Ele está demorando” – pensou, terminando de cozinhar o nhoque e o colocando dentro do forno. Hanz pegou na geladeira uma carne que comprou no mercado, colocando-o no forno, enquanto preparava um molho de maracujá que havia pegado numa receita. Quando terminou de prepará-lo, o reservou, apagando o fogo do forno.

O relógio marcou nove horas, Hanz foi até o telefone e ligou para seu namorado, porém ninguém lhe atendeu. Hanz sentou-se no sofá e passou os minutos para ligar para seu namorado, ansiando por sua voz.

- Acho que vou ligar para Kirios – disse, pegando o telefone do loiro, discando o número, todavia a resposta as suas ações foram nulas, pois nem mesmo Kirios o atendeu.

- Droga, Kim! Onde você está? – indagou com raiva, batendo a mão contra o sofá de couro.

Hanz deitou-se no sofá e ficou olhando para a porta da sala, esperando que a qualquer instante a sua paixão adentrasse com um largo sorriso no rosto, pedindo desculpa pelo seu atraso e lhe dando um belo beijo nos lábios. Porém a espera foi longa e o sono voltou levar o moreno.

A porta da sala abriu lentamente, era Kim que havia chegado em casa. O hálito de álcool era perceptível de longe, o olhar do mais velho parou no rapaz que dormia no sofá. Com um largo sorriso no rosto, aproximou-se de Hanz, tocando delicadamente nos seus fios cor de ébano, despertando-o.

- Kim?

- Sou eu – disse, deslizando seus lábios pelo pescoço do menor, beijando a região.

- Hum... que horas são? – indagou, erguendo seu olhar, porém o maior o prendeu, abraçando seu corpo, deixando sua língua saborear a pele perfumada do menor.

- Kim! Você bebeu? – indagou, já sabendo a resposta, tentando empurrar o mais velho para trás, porém Kim fazia força e não era fácil desvencilhar-se do karateca.

- Um pouco – respondeu, erguendo sua cabeça.

- Que horas são? – indagou, olhando para os lados, vendo uma certa claridade passar pela cortina.

- Não sei – Kim respondeu.

E num impulso Hanz conseguiu se soltar, caminhando até seu celular que estava em cima da mesa, vendo que eram seis horas da manhã. O olhar de Hanz ficou surpreso, mas logo foi substituído por uma mágoa crescente.

- Onde você estava? – indagou friamente.

- Num barzinho – respondeu.

- Ah, com quem? – indagou, com a voz controlada.

Kim sentou-se no sofá e suspirou, olhando para Hanz que estava de costas para ele, assim não poderia ver seu olhar carregado de raiva.

- Alguns colegas – respondeu – eu liguei em casa, mas você não atendia.

- Eu estava dormindo – disse – por que não voltou?

- Ah, Hanz. Fazia tempo que eu não os via. Sem contar que não marcamos nada hoje.

- É NATAL, KIM! – gritou enfurecido, virando seu corpo na direção do namorado que ficou estático no seu lugar – você não teve a mínima consideração comigo. Eu disse que íamos jantar juntos.

- Você disse que ia passar na casa daquele garoto – murmurou.

- Eu disse que ia visitá-lo e depois voltaria para casa. Eu nem fui visitá-lo, pois fiquei preparando uma ceia ridícula para nós dois, eu pensei que poderíamos passar um natal feliz junto, mas você saiu e foi se divertir sem mim. Que espécie de namoro nós temos?

- Não venha falar do nosso namoro – disse – eu não ligo para o natal e você disse que não dava muita atenção também.

- Eu não dou atenção, pois meus natais sempre foram triste, Kim. Mas eu pensei que poderia fazer diferente e passar com a pessoa que eu amo – disse enfurecido.

Os dois ficaram se olhando em silêncio, Hanz tremia ligeiramente, ele virou-se e caminhou para fora daquela sala antes que falasse alguma besteira ou agredisse seu namorado. A porta do quarto se fechou num estrondo, Hanz foi até seu armário, colocando um par de tênis e o seu sobretudo preto. Quando abriu a porta do quarto, deu de cara com Maccario.

- Aonde vai? – Kim indagou.

- Sair – respondeu friamente.

- Não seja infantil – Maccario pediu, caminhando até ele, seguindo seus passos.

Hanz colocou sua carteira no bolso e pegou a chave do apartamento, caminhando até a porta, porém não conseguiu sair. Kim o puxou num tranco, virando seu corpo e jogando as costas de Hanz contra a porta de metal.

- Aonde vai a essa hora nesse frio? – indagou, soltando os pulsos de Hanz e o abraçando na cintura.

- Sair um pouco – respondeu com a voz mais calma.

- Por que não fica aqui comigo?

- Porque eu quero refrescar minha cabeça – respondeu – Kim, solte-me, pois eu não vou ficar aqui.

Kim foi empurrado para trás sem muita força, Hanz virou-se e saiu do apartamento, descendo de elevador até o térreo, saindo do prédio que morava, sendo recebido pela temperatura extremamente baixa. Hanz ergueu seu olhar, arrependendo-se de ter saído de casa.

As lágrimas quentes do menor escorriam por seu rosto, ele caminhava com a cabeça baixa, chorando baixinho, tentando segurar seus soluços que faziam seu corpo tremer. Ele andava sem rumo, olhando para as poucas pessoas que andavam pela rua.

- “Você é tão ingrato” – refletiu.

Hanz adentrou numa casa de chá, que acabou de se abrir. Ele sentou-se numa das mesas de madeira, ficando perto do ar quente. Uma velha senhora se aproximou de Hanz, indagando se estava tudo bem com ele.

- Sim, eu estou – respondeu – eu vou querer um chocolate quente – pediu em seguida.

A venha senhora lhe sorriu gentilmente, tocando no seu ombro magro e se afastando em seguida, pedindo um chocolate caprichado para o garoto de olhos tristes. E o seu pedido não demorou, recebendo uma dose dupla de chocolate e um pedaço de bolo.

- Eu só pedi o choco...

- Por conta da casa – sorriu – afinal, hoje é natal.

- Obrigado – agradeceu gentilmente, chorando em seguida ao ouvir a palavra “natal”, ele não queria se lembrar que era natal.

Hanz ficou um bom tempo naquela casa de chá, sorvendo lentamente o seu chocolate, sentindo seu corpo fraco. Ele não havia comido nada no dia anterior e sentia-se debilitado. Ele devorou o pedaço de bolo e ficou sentado naquela cadeira, sendo observado por todos os clientes que adentravam, olhando a sua figura triste.

O celular de Hanz tocou de repente, ele assustou-se, levou a mão até o bolso do sobretudo, olhando para o número que lhe chamava.

- Oi.

- Onde você está?

- Num café.

- Qual o endereço?

- Para que quer o endereço?

- Eu sinto muito, Hanz. Eu vi o que você fez, eu... desculpe-me, eu fui convidado para beber e acabei ficando mais do que o esperado.

- Ah, já passou, Kim. Já passou.

- Você está chorando. Por favor, diga onde está.

- Eu preciso ficar sozinho.

- Você já ficou muito tempo sozinho, Hanz. Deixe-me buscá-lo e reparar meu erro, por favor.

- Eu vou desligar agora, Kim. Depois eu volto para casa.

- Não desligue, eu quero te ver e...

- Beijo, Kim. Durma um pouco.

- Hanz! Não desli...

A ligação foi encerrada, porém o celular voltou a tocar. Hanz colocou o aparelho no mudo e depois o devolveu ao bolso do sobretudo. Ele ergueu-se e jogou uma nota num alto valor em cima da mesa, saindo lentamente daquele lugar, agradecendo a senhora com um sorriso gentil.

- O que eu faço agora? – perguntou a ele mesmo – talvez encontrar a pessoa que jamais me deixaria sozinho nesse natal.

E com um novo objetivo, Hanz chamou um táxi e deixou o endereço para o motorista. O táxi rodou a cidade que estava mais vazia, afinal todos estavam em casa com suas famílias. O táxi parou na frente de uma estátua de um anjo, Hanz pagou e saiu.

O grande muro do cemitério estava desgastado, as flores trepadeiras envolviam-se no concreto embelezando aquele lugar tão triste. Hanz adentrou no lugar, caminhando pela neve que cobria o gramado. O moreno não estava sozinho, algumas famílias estavam indo visitar seus parentes.

E após uma boa caminhada, um túmulo fez Hanz sorrir. Ele sentou-se na neve fria, olhando para a pequena lacuna de pedra onde havia o nome de sua querida mãe Aimée Golden. O seu olhar estava entristecido, Hanz sorriu amargamente, tocando na neve fria, como se pudesse sentir a mão de sua mãe.

- Eu sinto tanta sua falta... tanta, tanta... você sempre me abraçava junto ao seu peito dizendo que eu podia fazer qualquer coisa que eu quisesse. Mas quando você morreu... eu me vi tão perdido, mãe. Tão perdido... mãe, eu quero você para me aconselhar – falava baixinho, com a voz fraca, seu corpo tremia e suas lágrimas transbordavam.

O seu tronco inclinou-se para frente, deitando-se na neve branca. Chorava e rezava uma oração para sua querida mãe, desejando que ela tivesse muita luz onde estivesse. O frio era intenso, mas naquele momento, Hanz sentiu um par de braços quentes envolverem seu corpo, livrando-o de toda a dor. E naquele estado de espírito e amargura acabou adormecendo, jurando que havia ouvido a voz de sua mãe.

Seu coração estava desamparado, não tinha quem queria ao seu lado e quem queria não havia lhe desprezado. Às vezes, queria apenas um abraço amigo e palavras doces, nada mais, e era o que mais desejava nesse momento. Porém, Hanz perdeu-se na ilusão, seus sentidos foram sumindo e aos poucos seu corpo começou a ficar cada vez mais frio.

No meio daquela neve branca Hanz chamava atenção por suas vestes negras, logo alguém se aproximou dele ao ver que ele não se movia. Um velho tocou em seu ombro, começando a chacoalhá-lo em vão. O homem ergueu sua mão para outro rapaz que veio correndo.

O moreno foi carregado pelos funcionários do cemitério. Eles o levaram até um escritório, deixando-o deitado na cadeira, enquanto uma mulher ligou para uma ambulância.

- Ele ficou deitado no frio – disse o velho – eu não sinto o pulso dele direito. Vai morrer de hipotermia se não vierem logo.

Os funcionários tentaram aquecer o corpo do moreno, mas não sabiam exatamente como fazê-lo, felizmente a ambulância chegou em quinze minutos, levando-o para o hospital com urgência.

O tempo passou rapidamente. Hanz havia sido muito bem tratado. Suas roupas foram trocadas, pois estavam úmidas. Ele estava coberto com um lençol térmico e havia algumas bolsas de água quente que eram trocadas de tempo em tempo. Sua temperatura havia descido perigosamente até os 31°C, se não tivesse sido socorrido a tempo estaria nos braços de sua mãe.

Hanz abriu suas pálpebras lentamente, sentindo sua cabeça latejar de dor, ele olhou ao seu redor e encontrou um par de olhos azul cobalto que lhe fitavam com preocupação.

- Hanz – a voz baixa de Kim despertou seus sentidos.

- Kim?

- Como você está se sentindo? – indagou, tocando na mão do menor por debaixo do cobertor.

- Onde eu estou? – indagou, fazendo a menção de levantar, porém sentiu-se muito fraco, ficando quieto.

- No hospital, Hanz – disse – você quase morreu. O que deu em você? Você não pode ficar dormindo ao relento nesse frio! – começou a dar sua bronca.

- Ah!? – Hanz o olhou sem entender nada daquele discurso.

- Hanz, você bateu com a cabeça também? – indagou elevando seu tom de voz – você dormiu em cima do túmulo da sua mãe e a temperatura de seu corpo chegou a 31°C. Você quase morreu! – explicou com agastamento.

O moreno fechou os olhos, ficando pensativo, lembrando-se de seus passos. E sim, finalmente lembrou-se. Ele havia sentido o abraço cálido de sua mãe em seu corpo, aquilo o deixou protegido e ele acabou adormecendo.

Uma enfermeira entrou no quarto indo medicar o paciente que estava no leito ao lado. O quarto de Hanz tinha quatro camas, porém apenas duas estavam ocupadas no momento.

- Que horas ele terá alta? – Kim indagou.

- Nós iremos examiná-lo daqui a pouco. Ele está hipoglicêmico – falou.

- Você não comeu nada hoje? – Kim indagou.

- Eu comi um pedaço de bolo – respondeu, sentindo sua voz sair num sussurro.

- E o que mais? – Kim indagou.

- Mais nada.

- E ontem você comeu alguma coisa?

- Não – respondeu, olhando para a face contrariada de seu namorado.

Os minutos foram se passando, Maccario saiu um pouco da sala a pedido da enfermeira que achou melhor ele se acalmar um pouco. Afinal Kim estava brigando com Hanz a todo instante, incomodando o outro paciente, além de deixar Golden nervoso.

- Vamos aplicar um pouco de soro e depois pode ir para casa – disse a enfermeira, inserindo a agulha na sua mão direita.

- Obrigado – agradeceu, encostando sua cabeça no travesseiro.

- Daqui a pouco eu volto e chamo seu amigo – sorriu – poderá aproveitar o natal.

Um sorriso amarelo desenhou-se na face de Hanz, ele fechou os olhos, sentindo um nó na sua garganta. Ele não queria chamar tanta atenção, ele queria andar um pouco para refrescar sua cabeça e não pensou que isso resultaria numa visita ao hospital.

Uma hora depois e a enfermeira voltou ao quarto com Kim ao seu lado, o karateca havia recebido instruções para falar baixo.

- Para quê isso? – Hanz indagou, olhando para a cadeira de rodas.

- Sente-se, eu vou levá-lo até o carro – Kim pediu secamente.

Hanz reclamou um pouco, mas acabou sentando-se na cadeira do hospital, sendo levado por Kim que passava lentamente pelo corredor, onde outros pacientes estavam caminhando. Quando chegou na frente do hospital, Hanz foi guiado até uma rua estreita onde estava o carro do karateca.

- Entre no carro, eu vou devolver a cadeira – disse, saindo rapidamente.

Hanz sentou-se no banco e ficou em silêncio, sentindo seu corpo tremer levemente, ele estava com o corpo muito quente e o ar exterior estava lhe dando muito frio. A porta do carro abriu e Kim adentrou, olhando para seu namorado.

- VOCÊ QUERIA MORRER?

O moreno pulou assustado ao ouvir aquele rugido, Hanz olhou com receio para seu namorado que parecia que ia lhe agredir.

- Desculpe – pediu num sussurro.

- Não adianta pedir desculpas depois de fazer essa burrada – gritou – não faça mais isso, Hanz. O que você tem nada cabeça? Hein?

- Eu adormeci... foi sem querer – murmurou.

- Hei, se você está triste converse comigo, procure a mim que sou seu namorado e não vá sozinho ao cemitério nesse frio. Sabia que está 3°C hoje?

Hanz abaixou sua cabeça ficando em silêncio, ele estava muito fragilizado e seu namorado estava irado com o que havia acontecido. Entretanto, Hanz não havia planejado, foi um acidente.

O porsche preto se destacava no meio daquela neve. Em poucos minutos chegaram em casa, Kim saiu do carro e fechou a porta com força, fazendo Hanz se encolher com aquela agressividade. Sua porta foi aberta e Kim soltou seu cinto de segurança, pegando-o no colo.

- Não precisa me pegar no colo – reclamou.

- Você não está numa boa situação para me pedir algo – disse, puxando-o para fora do carro, fechando a porta em seguida, acionando o alarme.

Ele caminhou com Hanz em seu braço, adentrando no elevador e indo até a cobertura. Quando chegaram, Kim o levou até a cama, colocando-o com cuidado no colchão.

- Obrigado – agradeceu.

- Você quer comer agora? – indagou.

- Não – disse baixinho. O que ele queria era que Kim parasse de olhá-lo como se fosse a pessoa mais idiota daquele universo e o deixasse em paz.

Maccario sentou-se ao seu lado, tocando na face pálida com cuidado deslizando seu dedo pelo lábio rachado do namorado.

- Eu fique desesperado quando me ligaram do hospital – revelou – eu pensei que você tivesse feito alguma besteira.

- Eu não fiz de propósito. Eu estava chateado e acabei... adormecendo – explicou-se.

- Eu sei, eu sei... eu vou cuidar melhor de você – murmurou.

O lábio de Kim aproximou-se dos de Hanz, iniciando um beijo quente deixando sua língua envolver a boca menor. Hanz sentia o piercing de Kim deslizar por sua boca. Seus braços envolveram o corpo do outro, aquecendo-se.

- Perdão, Hanz – pediu num sussurro.

- Tudo bem, já passou – disse baixinho.

- Eu sei que está chateado, desculpe-me por brigar com você, eu fiquei louco quando lhe vi enfiado naquele leito do hospital – confessou.

- Eu já estou bem. Foi um acidente, não irá se repetir.

- Durma um pouco – pediu.

Hanz sorriu, ele passou seus dedos pelas mechas castanhas avermelhadas do mais velho, olhando-o atentamente. Seu coração pareceu se acalmar finalmente, o amor que sentia pelo karateca era maior que sua magoa e sua tristeza. Abraçou-o novamente, enchendo-se de alegria, porém não esboçou nada em sua face, permitindo-se ficar em silêncio, naquele calor aconchegante, naquele abraço que ansiava.

- Eu quero que saiba que eu te amo muito – Hanz sussurrou – eu jamais lhe abandonaria.

Aos poucos o sono começou a atrapalhar o casal, Hanz fechou os olhos permitindo-se adormecer nos ombros largos de seu namorado. Kim o ajeitou na cama com cuidado e o cobriu com algumas cobertas.

No meio da madrugada, Kim acordou de sobressalto vendo que Hanz não estava mais na cama, ele ergueu-se e correu pelo apartamento, encontrando o moreno sentado em cima da pia de mármore da cozinha, bebendo um copo de água.

- Eu te acordei? – Hanz indagou, parando o copo na altura de seus lábios.

- Ah... não... não – disse meio sem jeito.

Kim caminhou até o moreno, parando no meio de suas pernas, puxando o copo da mão de Hanz e o colocou em cima da pia. Suas mãos livres, deslizaram pela coxa do menor.

- Você fez um jantar muito gostoso, Hanz – disse.

- Você comeu? – indagou com surpresa.

- Não, mas senti o cheiro e a aparência está ótima – sorriu – eu queria comer com você.

- Podemos almoçar amanhã – disse – temos que colocar na geladeira ou...

- Eu já coloquei na geladeira – disse – não me perdoaria se estragasse. Apesar de que está muito frio, não estragaria tão rápido.

- Garoto esperto – sorriu, inclinando-se para baixo, dando um selo nos lábios de Maccario.

- E eu vi que comprou... morangos e chantili – comentou.

Um sorriso malicioso desenhou-se na face de Hanz, ele passou seus dedos pelo peito do karateca, terminando sua viagem na linha de seu pescoço.

- Eu pensei que acabaríamos na cama – suspirou – mas você esqueceu – disse em seguida, olhando para o teto da cozinha, quebrando o clima de romance que estavam tendo.

- Sabe, Hanz... – começou a falar baixinho - sabe quando você sabe que fez algo errado, mas não consegue se perdoar? Eu me sinto assim. Eu sei que fiz burrada, eu queria voltar atrás e eu vou conviver com isso para sempre – suspirou – por favor, perdoe-me. Não vamos mais falar nisso – sorriu amarelo – eu vou recompensá-lo. Peça qualquer coisa, qualquer coisa.

- Qualquer coisa?

- Sim – balançou a cabeça positivamente.

- Quero que saia correndo pelado na neve – disse de repente com um olhar sério.

Os dois ficaram se encarando, Kim estava perplexo com o pedido e Hanz mantinha-se sério, esperando que ele dissesse que era uma brincadeira, mas o moreno continuou sério. De repente, a risada de Hanz cortou o silêncio.

- Ah... haha... brincadeira, Kim. Você tinha que ver sua cara – riu alto.

O olhar de Maccario era carregado de carinho, ele sorriu e passou a mão pelos braços do menor, adorando ouvir aquela risada. Ele não agüentava mais aquele olhar cabisbaixo do namorado. Num puxão, arrancou Hanz da pia o abraçando em seguida, adorando sentir o corpo frágil de Hanz sobre seus músculos.

No instante seguinte o corpo de Golden foi atacado por beijos lascivos vindo do maior. Maccario caminhou até a geladeira com o menor nos braços, abrindo-a e puxando uma sacola, ele fechou a porta e continuou a andar com Hanz pelo apartamento, levando-o até o quarto.

- Você já está melhor, não é mesmo? – indagou entre um beijo e outro.

- Sim – respondeu, atordoado com o ataque de seu namorado.

- Ótimo, pois eu vou te comer bem gostoso agora – sussurrou.

- Romântico como sempre – comentou cinicamente.

- Eu sei que você gosta de ouvir baixaria – riu baixinho – você fica excitado, eu te conheço.

As roupas de Hanz foram puxadas para baixo, quando o moreno ficou nu, ele abraçou seu corpo sentindo o ambiente frio. Maccario foi até o aquecedor do quarto, aumentando sua temperatura. Depois fechou a porta e começou a retirar suas roupas, pulando na cama sem roupas.

Kim puxou o chantili que estava na sacola e puxou sua tampa, pressionando o bico de plástico, fazendo uma espuma branca deslizar para fora em movimento circulares, Kim puxou a espuma com o dedo e depois passou na boca de Hanz, sujando seu rosto. E antes que o moreno reclamasse, Kim passou sua língua, fazendo o seu piercing resvalar por seus lábios, limpando-os.

Hanz puxou o chantili e jogou um pouco na sua mão, saboreando o doce com um sorriso nos lábios. Kim puxou o pacote de morango, vendo que estavam fechados.

- Precisamos lavar – Hanz disse.

- Hum... eu não quero sair daqui – resmungou.

- Lave no banheiro – sugeriu, lambendo seus dedos sedutoramente – quando mais rápido você for, mais rápido poderá... – não terminou, dando uma piscada para o namorado, que se ergueu e correu até o banheiro, jogando o morango embaixo da água fria.

Um minuto depois e Kim voltou com um largo sorriso no rosto, observando seu namorado que estava acabando com o chantili sozinho. Num movimento rápido furtou aquele tubo e cobriu o corpo do menor, voltando a beijá-lo, passando suas mãos por seu corpo.

Suas respirações estavam aceleradas. As mãos fortes de Kim seguravam a cabeça do menor, controlando a velocidade e pressão do beijo como desejava. Seus corações batiam cada vez mais rápido desejando avançar o quanto antes.

O membro duro e grosso de Kim batia contra as coxas do menor, que o abraçava com força, deslizando suas unhas que estava um pouco compridas pelas costas do karateca, deixando suas marcas.

O chantili foi despejado no peito de Hanz e depois Maccario o largou na cama, a sua língua deslizou por toda aquela extensão, adorando o sabor do chantili misturado com o suor do moreno. E mais daquela espuma escorreu pelo corpo menor, chegando até sua virilha. A língua de Kim continuava a colher todo o chantili, dando algumas lambidas mais fortes na região da virilha.

Os gemidos descompassados de Hanz estavam lhe incentivando a continuar, ele puxou um morango e o levou até a boca de Hanz.

- Coma – Kim pediu.

Os lábios secos do menor abriram-se lentamente, deixando aquela fruta vermelha adentrar lentamente, e quando a colocou na boca, Hanz começou a mastigá-la sem pressa, enquanto gemia alto. A boca de Kim havia envolvido seu membro, o karateca jogou mais chantili e voltou a lamber seu pênis que pulsava.

Quando terminou de mastigar o morango, Hanz não teve tempo para respirar, pois Kim empurrou outra fruta para sua boca fazendo o moreno voltar a mastigar enquanto seus gemidos soavam abafados. A saliva do moreno escorreu por seus lábios e aquilo foi irresistível para Kim, que ergueu seu corpo lambendo a bochecha de Hanz, enfiando sua língua na sua boca, comendo um pouco dos pedaços de morango.

- Se eu soubesse que era tão gostoso de comer desse jeito, eu já teria feito – sussurrou com a respiração acelerada.

- Eu tenho boas idéias – Hanz sorriu, passando seus braços em volta do pescoço do maior, deslizando suas mãos por seus cabelos, bagunçando-os.

- Fica de quatro para mim – pediu, dando um beijo nos lábios de Hanz.

- Hum... não sei, não.

- Vai Hanz. E empina essa bunda para mim – sussurrou – eu vou fazer você gemer gostoso.

- Ah... o que você quer fazer comigo? – indagou.

- Não seja tão implicante. Vira logo para eu te lamber todinho – suspirou – vamos Hanz, você vai adorar.

O moreno começou a se virar lentamente com a ajuda do karateca que puxou o quadril do menor para cima, fazendo-o ficar de quatro. Ele separou bem as pernas do menor e ficou a olhar para suas nádegas com luxúria.

- Fica quietinho, agora, Hanz. Senão vou castigá-lo – sussurrou.

Um dedo adentrou no corpo do menor que estremeceu dando um passo para frente, fazendo Kim retirar seu dedo.

- Eu falei para ficar quietinho, Hanz – tornou a falar – não se mexa.

- Ah, Kim. Não faça isso do nada ou... ahhhh!

O dedo voltou a invadi-lo. Kim sorriu e escorregou sua outra mão pela nádega redonda do namorado, começando a apertá-la com força, olhando a expressão de seu namorado que estava com a cabeça abaixada.

Kim puxou a caixa de morango e deixou perto de Hanz, depois ele puxou um e comeu, voltando a mover seu dedo no interior do garoto em movimento circulares.

- Coma um morango, Hanz – pediu.

- Eu... não quero.

- Vamos, Hanz. É gostoso – disse – coloque na sua boca.

Desistindo de argumentar, Hanz pegou um morango e o comeu, mastigando lentamente. Kim puxou um morango e começou a deslizar a fruta pelas costas de Hanz, deixando uma mancha rosada até chegar no meio de suas nádegas. Kim retirou seu dedo e começou a pressionar o morango na sua entrada.

- Não, não! – Hanz disse, movendo-se para frente.

- Eu falei para ficar quietinho – disse, segurando a coxa do menor, voltando ao que fazia, ouvindo os suspiros impacientes do namorado.

- Isso não vai sair depois – suspirou.

- Vai sim, você sabe que vai. Agora fica quietinho – pediu, pressionando a fruta que se despedaçava um pouco, deixando seu líquido escorrer pelas nádegas do namorado.

- Ai, Kim. Pára com isso, vai – pediu.

- Me ajude aqui, Hanz – pediu, puxando a mão do menor que se equilibrava com um único braço agora – põe seu dedinho aqui dentro – guiou o dedo de Hanz até sua fenda – vai, agora coloca.

- Ah, pra quê isso? – indagou, obedecendo seu namorado, inserindo seu próprio dedo lentamente até onde conseguiu.

O dedo de Kim começou a pedir passagem ficando junto com o dedo de Hanz que gemeu alto. Kim moveu seu dedo para o lado e puxou a mão de Hanz para que abrisse um pouco mais aquele buraco. E novamente começou a pressionar o morango, vendo como ele entrava facilmente.

- Ah, Kim, que sujeira – suspirou com impaciência – isso é nojento.

- Fica quietinho, fica – pediu, com um sorriso travesso, ele estava adorando fazer aquilo com o menor. Sua ereção ardia e caia dura por suas coxas, mas brincar com Hanz era mais prazeroso.

Maccario retirou o morango e passou a língua pelo local, sentindo o gosto de Hanz misturado com aquela fruta. Depois pegou o chantili e colocou a ponta do tubo na fenda de Hanz, despejando a espuma.

- Abre mais essas pernas – pediu.

- Mais? – indagou indignado, obedecendo seu namorado em seguida – agora está bom?

- Hum, sim. Incline mais seu corpo, Hanz – pediu.

- Hoje você está exigente demais – reclamou, apoiando-se no cotovelo, retirando o dedo que estava dentro de seu próprio corpo.

Quando passou o chantili por onde queria, Kim jogou o tubo metálico em cima da cama e passou sua língua pelas nádegas de Hanz, enquanto acariciava suas coxas torneadas. Kim pegou seu membro entre as mãos e se ajoelhou na cama, posicionando-se no meio das pernas de Golden, ele retirou o dedo que estava no interior do menor, substituindo-o por seu pênis que alargava a passagem, fazendo o chantili que estava no seu buraco escorresse para suas nádegas.

Hanz estremeceu sentindo aquele membro alargar seu interior, abriu a boca para buscar mais ar e sem aviso Kim jogou um morango na sua boca.

- Coma esses morangos – pediu – enquanto eu vou te comendo.

- Ah, Kim...

- Vamos, sem reclamação – sorriu, dando um tapa ligeiramente forte na coxa do seu namorado que gemeu alto.

O quadril de Kim começou a se mover vagarosamente, estocando no corpo menor, tocando no ponto mais sensível de Hanz que gemia prazerosamente. Os braços de Kim fecharam-se em sua cintura puxando-o para trás com sua força, fazendo Hanz acompanhá-lo e sentar no colo do karateca, enterrando aquele pênis no seu corpo.

- Vai, Hanz... senta no meu colo – pediu, erguendo a cintura do menor.

Hanz fechou os olhos, jogando sua cabeça para trás, começando a mover seu corpo para cima e para baixo com a ajuda da mão de Kim que o guiava. E outro morango foi jogado na boca do menor que gemeu sofregamente, mastigando a fruta, deixando uma linha de saliva escorrer até a linha do seu pescoço.

Num movimento rápido, Kim virou o corpo menor para ficar de frente enterrando seu membro no meio de suas nádegas novamente. E agora ambos podiam se olhar. Seus corações batiam aceleradamente, juntamente com seus corpos que ardiam e tremiam.

Outro pedaço de morango foi jogado na boca de Hanz que mastigou com dificuldade. A expressão sofrida de Hanz deixou Kim arrebatado, sentindo seu baixo ventre reagir melhor a tudo aquilo. Agora tinha Hanz em seus braços, entregando-se a ele sem hesitar, com aquela expressão dos Deuses, enquanto sua voz rouca invadia seus ouvidos.

- Ah... Hanz... você é tão gostoso – disse extasiado de prazer.

E ter as mãos fortes e possessivas de Kim correr pelo seu corpo era tudo que Hanz precisava para sentir-se especial e desejado por aquele homem que era apaixonado. Podia reclamar, mas adorava tudo que Kim fazia. Não conseguia viver sem o karateca, e sim... adorava sua perversidade.

- Quer que eu goze na sua cara? – Kim indagou – quer, Hanz?

- Ah... Kim...

- Onde você quer meu putinho? – indagou, dando um tapa na coxa de Hanz, deixando a marca de seus dedos.

- Onde... você quiser – disse.

- E onde... você quer? – indagou, segurando o quadril do menor, fazendo-o ficar sentado no seu colo com um olhar frustrado – eu já deixo você rebolar – murmurou – agora me fala onde você quer.

- Tanto faz, Kim – disse, com as faces ruborizadas.

- Eu vou gozar na sua cara – avisou, soltando o quadril do menor que sorriu, voltando a rebolar naquele membro duro que o alargava.

As sensações que povoavam o corpo do mais velho estavam sendo intensificadas, Kim parou Hanz bruscamente, jogando-o no chão sobre a reclamação do menor. O karateca começou a masturbar seu membro apontando-o no rosto de Hanz.

- Abre a boca – Kim pediu.

Os lábios de Hanz abriram-se esperando aquele fruto proibido, a mão do moreno deslizou por seu próprio corpo indo até seu membro, masturbando-se enquanto observava o pênis grande e roliço de Kim, que era ligeiramente maior que o seu ser massageado a alguns centímetros de seu rosto.

E Kim gozou, deixando seu sêmen espirrar contra aquela face que tanto lhe seduzia, vendo como sujou a boca e as bochechas de seu namorado. A língua de Hanz deslizou por seus lábios, sorvendo aquele líquido com prazer, sua outra mão buscou o sêmen que estava nas suas bochechas, colhendo-o e depois lambeu seus dedos.

Hanz sentou na cama e lambeu a cabeça do membro de seu namorado, sugando as últimas gotas que restaram. Kim sorriu apaixonado, empurrando Hanz para baixo, pegando o chantili e o jogando no membro do menor, chupando-o com volúpia.

O menor remexia-se na cama, arqueando suas costas enquanto aquela boca lhe acariciava. E gozou, sem demorar, gemendo alto.

Os dois ofegavam, deitaram-se ao lado do outro e ficaram a se acariciar. Afagando o cabelo do outro, tocando em suas pernas e braços, deixando seus lábios correrem pela pele quente e suada.

- Eu... estou com fome – Kim disse de repente.

- Eu também.

- Vamos comer alguma coisa – disse, lambendo a bochecha do menor.

Os dois vestiram seus roupões de algodão. O de Hanz era preto, como quase tudo que usava. E de Kim era vermelho, eles saíram do quarto com o chantili e o morango nas mãos.

Kim abriu a geladeira, pegando os queijos que Hanz havia comprado. Enquanto o menor pegava o vinho e o pão italiano. Eles sentaram-se à mesa e começaram a comer, trocando beijos e carícias a todo instante.

Quando terminaram seu lanchinho noturno, eles voltaram para cama, com os corpos cansados, permitindo-se dormir.

OoO

Continua...

E está o primeiro especial. Eu espero que estejam gostando desse casal tão complexo. Claro que eu não podia deixar o clima tão pacífico, eu não gosto de romances sem intrigas. E muita coisa está por vim ainda.

Kim dando mancadas como sempre. Eu mesmo fiquei comovida com meu querido Hanz no túmulo de sua falecida mãe. Que nostálgico. Eu espero que tenham gostado das cenas picantes também.

Seus comentários são essenciais para eu saber o que estão achando desse especial. Se eu tiver bons resultados, eu faço os outros especiais. Sugestões são sempre bem-vindas. E agradeço desde já a atenção de todos.

20/9/2008

Por Leona-EBM



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