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Author: Leona-EBM
Fiction Rated: K - Portuguese - General - Published: 10-06-08 - Updated: 10-06-08 - Complete - id:2580839
Por Leona-EBM

Por Leona-EBM

Contos de Garotos

Capítulo Especial: Um Final de Ano Conturbado

Parte III

Quando Marie e Kim saíram da cozinha, já conversando um pouco apesar de Marie ainda estar brava, Maccario quase teve um ataque ao ver seu amado Hanz naquela atual conjuntura.

- Mas... o que você pensa que está fazendo? – indagou, olhando inteiramente para o louro.

- Eu precisava relaxar um pouco – suspirou com um amplo sorriso – e o Hanz tem umas mãos tão... quentes! – concluiu com uma risada divertida.

- Eu também quero!! – Marie gritou, correndo até o sofá, pulando no colo de Hanz, interrompendo a massagem que o louro recebia – faz em mim, Hanz? Faz? Faz?

- Faço – sorriu amarelo – mas posso tomar um banho primeiro?

O sorriso de Luis morreu, ele olhou com certa irritação para sua meia irmã mais nova, porém não podia culpá-la, ela era uma criança ainda e gostava dela assim como Maccario.

- Você gosta mesmo de reinar, hein ruivinha? – Luis comentou bem humorado.

- Ah? – indagou com confusão.

- Nada, Marie, nada – murmurou – seu desenho começou agora – avisou – quer assistir comigo? – sorriu.

- Sim! – disse animada, abraçando o louro que a colocou no colo.

Hanz ergueu-se e saiu da sala o mais rápido que podia, sendo seguido por Kim que bufava a cada passo. Chegando no quarto, Hanz foi direto para o banho, fechando a porta na cara de seu namorado, ele queria descanso e ter Kim na sua orelha não era relaxante.

Quando saiu do banheiro, Kim estava cochilando na cama. Hanz vestiu uma calça jeans preta e uma blusa fofa de manga comprida da mesma cor, feita com uma linha grossa de lã, o comprimento da blusa chegava até seus joelhos. Hanz era moderno. Ele colocou um par de sandálias vermelhas, sua cor favorita depois do preto. Um pouco de perfume foi jogado no seu pescoço e depois deitou ao lado de seu namorado.

- Hanz?

- Hum?

- Aquele pirralho apareceu aqui.

- E?

- Eu quase o matei – confessou.

- O que ele pediu dessa vez?

- Ele queria entrar no banho com você.

- Ele é assanhado – resmungou com uma voz manhosa, querendo dormir.

- Eu não vou agüentá-lo, Hanz – avisou – eu quero matá-lo.

- Ah... Kim, deixe-me dormir – pediu manhoso – dia dois ele vai embora.

Kim passou sua mão pela face avermelhada de seu namorado.

- Hanz, você poderia usar roupas de outras cores, não podia?

- Ah, de novo esse papo? – indagou com desdém – eu quero dormir um pouco, Kim. Vai tomar banho, vai!

- Você poderia usar outras cores. Parece que sempre está de luto – reclamou.

- Kim, por favor – suplicou – depois falamos nisso.

E para o desespero de Hanz a porta do quarto abriu e Luis adentrou, olhando para o casal.

- Você parece cansado, Hanz – Luis comentou bem humorado.

- Lá vem ele – Hanz resmungou cabisbaixo, afundando a cabeça no seu travesseiro – deixe-me dormir, por favor, Luis – suplicou.

O louro sorriu e se excitou ao ouvir a voz sexy e rouca de Hanz, ele passou à chave na porta do quarto a trancando, chamando a atenção do casal que se sentou na cama. O menor caminhou até uma poltrona de couro que ficava ao lado de uma estante, sentou-se e cruzou as pernas, acomodando-se no encosto.

- O que você quer? – Kim indagou.

- Eu sempre baixo filmes, mas nunca vi de verdade – falou com um pouco de timidez – e não riam, mas eu ainda sou virgem – sorriu amarelo – portanto, eu queria que vocês fizessem para eu ver como é.

- Fi... fizessem o que? – Hanz indagou.

- Sexo, oras! – respondeu rapidamente – vamos, façam. Vocês fazem sempre, não é?

- Você disse que já tinha feito – Hanz argumentou.

- Eu menti, Hanz! – sorriu – agora façam logo.

O moreno jogou seu tronco para trás, colocando as mãos no rosto que ficou avermelhado de ódio. Ele estava exausto, queria dormir e aquele fedelho queria que se exercitasse com Kim na cama? A paciência de Hanz estava no limite.

- Anda logo. Eu suponho que o Kim seja o comedor aqui – riu baixinho – comece Kim, e ouça meus pedidos.

- Que pedidos? – Kim indagou.

- Eu quero que faça tudo o que eu peço!

- Não mesmo! – disse, cruzando os braços.

- Ou eu faço... ou quem sabe meu pai venha conversar com você. Aliás, Hanz sofreria muito não é mesmo, Kim? Ele vai ter que ir na delegacia junto, passar vergonha na frente de uns delegados machistas que vão agredi-lo verbalmente... ai, ai, ai... você é tão...

- CHEGA! – Kim gritou – não está vendo que Hanz está cansado?

- Eu só vou ficar até dia dois – replicou – vamos logo, quanto mais cedo fizerem, mais rápido sai o jantar e poderemos ver os fogos de artifício.

Kim olhou com pena para seu namorado, porém não conseguiu deixar de esconder sua excitação através de seu olhar. Seu namorado estava sexy, jogado na cama com aquele semblante cansado e mal humorado, sem contar que não havia tocado em Hanz direito por causa de Marie durante esse tempo.

- Agora... – a voz de Luis rompeu o silêncio – tire as roupas Kim, rapidamente, pois você não é nada atraente para mim. E depois retire as roupas de Hanz lentamente, eu vou adorar ver isso.

O coração de Kim disparou ao ouvir aquele comentário sobre o corpo de seu namorado, ficou enciumado, mas resolveu não retrucar ou ouviria palavras afiadas daquele pirralho irritante. Kim retirou suas roupas, revelando seu físico trabalhado, suas tatuagens e seu piercing no mamilo.

Hanz resmungou algum palavrão quando começou a sentir suas roupas serem puxadas. O olhar de Luis ficou atento aos movimentos, ele estava amando toda aquela situação, internamente não teria coragem de denunciar Kim ao seu pai por pensar na situação de Hanz, por quem havia se apaixonado nesses poucos momentos juntos. Mas eles não sabiam disso, por isso mesmo aproveitava-se.

Com o corpo desnudo para o deleite de Kim e Luis, Hanz abaixou sua cabeça, sentado na cama, tentando acalmar sua respiração. Ele estava envergonhado; irritado com seu namorado por ser estúpido e ter batido numa criança; revoltado com os pedidos daquele garoto menor e ainda por cima tinha que fazer algo tão íntimo na frente de terceiros.

- Agora, Kim, vamos alegrar esse moreno safado – disse com a voz rouca – jogue o Hanz para trás num empurrão bem forte, e depois o beije na região do pescoço.

- Como assim bem forte? – Kim indagou.

- Empurra logo, eu gosto de um pouco de violência – disse – anda, anda!

Kim e Hanz se olharam com um pouco de receio, o karateca encostou nos ombros magros de Hanz e o empurrou para trás lentamente, dando um pequeno tranco. Ele não teria coragem de machucar Hanz.

- Ah, não! Não e não – Luis gritou – Hanz, senta de novo na cama, agora!

O moreno sentou-se na cama novamente a contragosto, olhando para o pirralho com desprezo.

- De novo! Play! – disse.

- Hei, isso não é um filme. Isso é real – Kim tentou argumentar, mas o olhar do louro estava irredutível.

- Replay!

E irritado com o garoto, Kim empurrou seu namorado para trás com força, fazendo Hanz arregalar os olhos e gemer baixo ao sentir seu corpo bater contra o colchão.

- Está bom assim, maldito? – gritou.

- Sim. Ótimo, agora não dirija mais a palavra a mim, por favor. Apenas obedeça meu comando, sempre que você falar comigo, eu vou judiar nos pedidos – disse – o mesmo para você Hanz.

Hanz ainda estava perplexo pelo jeito que foi atirado no colchão, ele não conseguiu responder e a voz de Luis o trouxe a realidade. Agora Kim o obedecia, o karateca beijava o pescoço de Hanz lentamente, como se pedisse desculpas através daquele afago.

- Agora desce essa língua por todo o corpo dele – pediu.

E Kim obedeceu com gosto, correndo sua língua pelo corpo de Hanz, excitando-se a cada curva do moreno. Hanz suspirava, com os olhos fechados, sentindo seu corpo se arrepiar.

- Agora o chupe bem gostoso – pediu – e eu quero ouvir seus gemidos Hanz.

A boca de Kim se fechou no membro de Hanz, sugando-o com sofreguidão. Hanz gemeu baixinho.

- Eu não estou te ouvindo, Hanz – Luis sorriu – mais alto.

E num gemido mais forçado, Hanz começou a gemer, abrindo suas pernas para acomodar melhor seu namorado que lhe acariciava, adorando sentir aquelas carícias apesar da situação. E os gemidos foram redobrados com o passar dos segundos.

- Pare Kim – pediu.

O gemido frustrado de Hanz deixou o karateca com dó do seu namorado, olhando-o com aflição. Luis sorriu e passou a língua por seus lábios, saboreando aquela tortura.

- Agora, vire o Hanz de quatro na cama com força... entendeu?

E num puxão brusco, Hanz foi virado, gemendo alto e xingando Kim que quis se matar por ter machucado seu namorado, depois o puxou para cima, fazendo-o ficar de quatro na cama.

- Agora coloca seu pau nele – pediu.

- O que? – Kim indagou – sem nenhum preparo? Seco?

- Eu disse para não falar comigo. Vai logo, e estrangule o pênis dele para que ele não goze – falou – e se falar comigo de novo, eu vou pedir que você bata nele.

Kim engoliu em seco, Hanz abriu mais suas pernas e fechou os olhos preparando-se para o que viria a seguir. Ao ver seu namorado aceitando tudo aquilo em silêncio deixou Kim com raiva de si mesmo. Talvez devesse procurar um psicólogo para controlar sua raiva. Por culpa de seus atos impensados, seu namorado estava sofrendo.

Aos poucos colocou a cabeça do seu membro, pressionando, ouvindo um grito abafado de Hanz, Kim parou e deslizou sua mão pelas costas suadas do namorado, voltando a pressionar seu grande volume para seu interior.

- Mais rápido – mandou a voz autoritária.

- Ah, Kim! – Hanz gritou alto, tremendo ao sentir um tranco mais forte lhe rasgar por inteiro, e quando a mão de Kim fechou-se no seu membro, Hanz pensou que fosse morrer.

Quando colocou seu membro pela metade, Kim parou um pouco se sentindo um cretino. Luis não podia ver, mas Hanz tremia de dor, gemendo baixo e dolorosamente.

- Agora entra e saí – mandou.

- Está machucando-o demais – Kim disse com uma voz baixa e mortal.

O karateca moveu seu quadril para trás, saindo de dentro do corpo que tanto amava e que agora parecia ser uma ferida aberta. Hanz foi virado lentamente, sentando-o no seu colo de lado, Maccario lhe abraçou sussurrando desculpas, enquanto beijava seu rosto suado. Um beijo carinhoso cobriu os lábios do mais novo, a mão de Kim deslizou pelo corpo do moreno, até chegar na sua ereção, massageando-a lentamente e com certa pressão.

- É assim que tratamos de quem gostamos – Kim disse, olhando com ódio para o garoto que estava deslumbrado com as ações do karateca. Ele nunca pensou que Kim poderia ser carinhoso com alguém como estava sendo com Hanz.

A cabeça de Hanz pendeu para frente, apoiando-se no ombro musculoso de seu namorado que lhe afagava com muito amor, sussurrando desculpas sem parar, alternando para o perdão e para algumas palavras doces que eram sussurradas sem nenhum pudor, quebrando a fama de machão sem coração.

Num gemido mais prolongado Hanz gozou na mão forte que lhe acariciava. Kim o beijou nos lábios e voltou a jogar vários beijos pela face suada de Hanz que estava um pouco atordoado, estando num estado e torpor. O moreno foi deitado na cama e um dedo o tocou na sua entrada recém aberta e machucada, Hanz gemeu baixo e fez a menção de fechar suas pernas, porém se deteve, abrindo-a lentamente para seu namorado. Confiava nele.

- Não vou te machucar – Kim avisou numa voz baixa.

Hanz não disse nada, ele fechou os olhos e relaxou seu corpo, sentindo o dedo de Kim começar a tocá-lo fundo. A outra mão do karateca voltou a massagear o membro do moreno, aos poucos seu dedo começou a entrar e sair daquele buraco.

- Está bom assim? Ainda está doendo? – Kim indagava com preocupação.

- Ah... está melhor Kim, vai devagar, está ardendo – confessou num gemido abafado.

Kim afastou-se lentamente de Hanz e se ergueu sob o olhar atendo de Luis que estava extasiado com tudo que assistia. O karateca o ignorou e foi até o armário, pegando um creme lubrificante, voltando a cama prontamente. Ele despejou um pouco do líquido nos seus dois dedos e voltou a empurrá-los para dentro de Hanz.

Depois despejou um pouco no membro do moreno e voltou a massageá-lo, ouvindo os gemidos prazerosos de seu namorado que agora exibia um tímido sorriso.

- Sabe, Luis... é assim que tratamos de quem gostamos – comentou – com carinho, desejando o bem estar... eu acho... que alguém como você não entenderia – exibiu um olhar carregado de escárnio.

- Ah... Kim, não o provoque – Hanz pediu entre um gemido.

O karateca sorriu e voltou sua atenção para seu namorado, inclinando-se para baixo, beijando seus lábios, enquanto aumento o ritmo das investidas que fazia no seu corpo com seus dois dedos.

- Está doendo, Hanz? – indagou.

- Não mais – respondeu.

- Posso colocar?

- Pode – respondeu.

- Posso mesmo? Se quiser eu te faço gozar agora e depois tomamos um banho para você relaxar – sugeriu.

- Ah, Kim tudo bem. Venha logo – pediu.

O karateca sorriu, ele puxou a mão de Hanz, beijando-a carinhosamente, depois entrelaçou seus dedos com os dedos do namorado. Os dois dedos foram retirados e o membro de Kim começou a pedir passagem por aquele corpo apertado, entrando lentamente, ouvindo o gemido abafado do namorado.

- Está bom assim? – Kim indagou.

- Ah... está sim, Kim – respondeu, derretendo-se com a atenção demasiada que estava recebendo de seu namorado.

Aos poucos o quadril de Kim começou a se mover, aumentando e diminuindo o ritmo de suas investidas ao seu bel-prazer adorando ver a expressão desejosa de seu namorado. Aos poucos sentiu o corpo de Hanz tremer, mas de prazer desta vez e sua recompensa foi o orgasmo do moreno que lambuzou sua mão com seu sêmen.

Com um sorriso de satisfação, Kim segurou as coxas do moreno e começou a puxá-lo contra seu quadril que investia a frente. O corpo de Hanz era puxado e empurrado ligeiramente, enquanto seus gemidos descompassados quebravam o silêncio do quarto. E tudo teve um fim ao orgasmo de Kim.

Os dois se abraçaram, Kim beijou a bochecha de Hanz e soltou sua mão, mas antes deu mais um beijo na sua palma.

- Quer se lavar? – Kim indagou.

- Eu quero – disse baixinho, ele sentia-se fragilizado, além de estar constrangido com a presença de Luis.

Kim o puxou para cima e o pegou no colo como se fosse uma criança, passando seu braço pelas coxas de Hanz, que o abraçou pela frente, afundando sua cabeça na curva do seu jugular. O karateca passou com Hanz pelo quarto, olhando com severidade para Luis que apenas os observava.

O casal entrou no banheiro, Kim fechou a porta num estrondo e depois entrou no Box com Hanz, colocando-o no chão e abrindo a torneira, deixando a água quente acariciá-los, enquanto se abraçavam.

- Perdão, Hanz. Perdão – pedia sem parar.

- Tudo bem – disse – pare de ficar se desculpando.

- Não. Você tem razão, eu sou um idiota, eu só faço besteira. Desde a véspera do natal, eu só te faço infeliz – murmurou – perdão, eu te amo tanto, eu não queria que sofresse.

- Ah, Kim, por favor. Vamos esquecer isso – pediu, adorando os beijos que recebia.

O corpo de Hanz foi prensado entre o azulejo frio e o corpo quente de Kim que ainda lhe sussurrava algumas confissões de amor, pedindo desculpas a cada segundo. E depois de relaxarem, eles saíram do banho e secaram-se, saindo do banheiro, encontrando o quarto vazio.

- Ah, pelo menos ele saiu – Kim praguejou.

- Não fala alto, pois ele pode voltar – disse, começando a vestir as mesmas roupas que estavam jogadas em cima da cama.

O casal saiu do quarto, encontrando Luis e Marie na sala.

- Eu estou com fome – Marie disse manhosa.

- Já vou preparar o jantar – Hanz disse – quer me ajudar?

- Sim! – gritou erguendo os dois braços e correndo até Hanz, abraçando suas pernas, olhando para seu amor secreto.

- Menininha safadinha – Kim falou baixinho, sorrindo para sua irmã menor.

- Ah? – olhou com interrogação para Kim.

- Nada, pequena. Mas você não me engana – Maccario sorriu, ajoelhando-se e a puxando para um abraço delicado sentindo o corpo magro e delicado contra o seu. Felizmente Marie o abraçou de volta, dando um beijo na bochecha do karateca.

Hanz foi para a cozinha começando a preparar as coisas, Kim e Marie foram mais tarde para ajudar ou melhor dizendo atrapalhar Hanz que parecia estar realmente cansado, apesar do espírito revitalizador do ano novo lhe dar forças para continuar de pé.

A mesa foi colocada e todos se sentaram, notando que Luis estava mais silencioso que o normal, talvez o garoto estivesse chocado com o que aconteceu no quarto, mas foi melhor assim, pelo menos para Hanz e Kim.

O quarteto comeu elogiando a comida que Hanz havia preparado, e depois de passarem bons momentos, o quarteto retirou a mesa, colocando os doces que foram comprados e a torta de limão que Hanz havia feito.

E deu meia noite finalmente, eles foram até a varanda do apartamento e começaram a olhar para o céu, vendo os fogos que cortaram a escuridão do infinito azul. As luzes coloridas juntamente com seus estrondos iluminaram aquela noite, trazendo novas esperanças, desejos e expectativa de vida para as pessoas.

E discretamente, Kim puxou a mão de seu namorado e o beijou nos lábios delicadamente.

- Eu te amo, Hanz. E será um novo ano, e eu farei de tudo para te fazer feliz – Kim confessou.

- Kim, eu desejo que você fique comigo, só isso que eu peço. Não precisa fazer muito para eu ser feliz, apenas me ame a cada dia como eu te amo – disse baixinho, abraçando carinhosamente.

- Realmente é muito bom ouvir você falando assim – sussurrou com um largo sorriso – eu pensei que você nunca aprenderia.

- Pára com isso, era bem diferente do colégio – resmungou – nós estamos realmente juntos agora.

Luis observou o casal enciumado, ele deu um tapinha na cabeça da ruivinha fazendo-a desviar sua atenção dos fogos de artifícios e olhar para Kim e Hanz que se abraçavam. Marie sorriu e correu até eles, entrando no meio do abraço e agarrando Hanz.

Os dois riram baixinho com Marie, Kim a puxou para cima e colocando no seu colo, dando um beijo na sua bochecha.

- Feliz ano novo, minha princesa – Kim disse.

- Feliz ano novo, Kim! – sorriu – e para você também Hanz.

O trio ficou abraçado vendo o céu mergulhar-se na festa dos fogos de artifícios e depois voltaram ao o interior, pois estava muito frio. Eles sentaram-se à mesa e comeram os doces.

- Eu quero beber champanhe – Marie disse.

- Não mesmo – Kim disse para a infelicidade da ruiva – você vai beber refrigerante.

O telefone tocou e Hanz foi atender, ouvindo a voz de Corei que lhe desejava um ótimo ano novo. Hanz ficou um tempo conversando com seu amigo, mas logo desligou, voltando a mesa.

Luis serviu o champanhe e começou a beber com os demais, saboreando o líquido com muito gosto.

- Não beba muito – Hanz pediu, olhando para o louro.

- Você não manda em mim – foi ríspido e se afastou do moreno com um resmungo.

Kim e Hanz se entreolharam não entendendo o mau humor daquela criatura. Quem deveria estar de mau humor ali deveria ser os anfitriões e não aquele pirralho metido e mimado que sempre tinha tudo que queria.

Marie estava quase dormindo no chão da sala. Kim a pegou no colo e a levou para o quarto. Hanz estava perto da janela da sala, vendo o céu azul marinho que se estendia pelo horizonte, imaginando como seria o novo ano.

Luis aproximou-se do moreno, tocando na sua cintura o puxando para um abraço por trás, Hanz tentou se esquivar, mas ficou preso pelos braços fortes do mais novo.

- Feliz ano novo, Hanz – desejou.

- O mesmo para você – disse sem vontade.

- Desculpe por ter te machucado indiretamente – pediu.

- Ah, sim, eu te desculpo se você parar de nos chantagear – propôs.

- Eu paro se você me beijar – pediu.

- Eu não vou fazer isso – disse.

- Se você me beijar, eu prometo que vou embora amanhã mesmo – sugeriu.

A proposta era tentadora, Hanz até relaxou nos braços do loiro, ele virou seu corpo na direção do menor que lhe encarou com ansiedade. Nesse instante Kim entrou na sala e avançou até eles.

- Tire as mãos dele ou eu vou te...

- Calma, Kim – Hanz pediu, erguendo sua mão – ele propôs algo muito bom – disse – ele disse que vai embora amanhã mesmo se eu o beijar.

- Ah! Não mesmo! Vai ficar até o dia dois então – Kim resmungou – eu não vou aceitar isso.

O louro olhou com irritação para Maccario. Ele era muito difícil de ser dobrado, diferentemente de Hanz que já havia aceitado o acordo.

Maccario puxou o braço de Luis o afastando de seu namorado que lhe olhava com incredulidade. Para Hanz era um simples beijo, mas para Kim seria o mesmo que ver seu amado Hanz desprotegido. Ele havia prometido que o faria feliz nesse ano novo.

- Eu disse que não vou aceitar isso – voltou a falar, olhando para Hanz – e eu fico puto em saber que você aceitaria. Você ainda não entendeu, Hanz.

- O que eu não entendi? – indagou com impaciência.

- Você é meu! – gritou – e eu não vou te dar para ninguém, nem por um beijo, um abraço ou qualquer outra coisa. Entendeu? Você me entendeu, Hanz?

Hanz não ousou falar nada, o olhar de Kim não era muito amigável e suas veias do pescoço estavam saltadas, ele estava realmente irritado. Luis encolheu-se num canto, ele mesmo sentiu que morreria ali mesmo caso abrisse a boca.

- Você entendeu? – tornou a indagar no mesmo tom.

A cabeça de Hanz moveu-se para cima e para baixo, ele ainda estava assustado com a explosão de Kim.

- Ótimo – disse – agora você, pirralho. Vá agora para seu quarto e fique lá, pois se você sair, eu juro que ninguém vai me segurar, e eu vou realmente preso. Eu me cansei de você.

- Olha aqui, o meu pai vai...

Luis não terminou a sua frase, pois um soco certeiro lhe acertou no estômago com força e velocidade, fazendo-o se curvar para frente com falta de ar. Kim havia usado sua habilidade e conhecimento em pontos críticos do corpo humano para dar aquele soco, depois fechou sua mão num punhado de fios aloirados, erguendo o corpo que se contorcia.

- Para... o... quarto... agora! – falou pausadamente com a voz carregada de ódio – e eu vou falar pessoalmente com seu pai, pois ele vai apanhar muito por ter encostado na minha mãe.

E num empurrão, Luis começou a caminhar meio cambaleante para o quarto, sentindo um gosto amargo de sangue na sua boca. Quando o menor se afastou, Kim voltou sua atenção para Hanz que estava paralisado.

- E quanto a você – voltou sua atenção para Hanz – eu acho que ainda não entendeu o que eu quero.

O karateca estava ofegante, ele havia perdido sua paciência finalmente. Ele caminhou até Hanz que sentiu vontade de sair correndo, e o faria, se não estivesse paralisado diante aquela fera.

- Eu acho que você não entendeu mesmo, mas eu vou ser mais claro – falou com a voz rouca, tocando no rosto de Hanz delicadamente – você é meu. Sua atenção é minha, seu corpo é meu... e seus lábios poderão tocar somente nos meus e jamais em outros lábios, sob nenhum pretexto.

- Ah... Kim, eu...

- Shiiii... – pediu silêncio, colocando seu dedo indicador na frente dos lábios de Hanz – eu ainda não terminei de falar, Hanz – falou baixinho – eu acho bom você colocar nessa sua cabecinha que eu sou o único homem que vou te tocar nesse mundo, o único homem que vai te fazer feliz. Entendeu?

- Si... sim – respondeu, sentindo sua voz sair fraca.

- Ah, que bom que entendeu, Hanz. E se você tivesse beijado aquele garoto, eu juro que aquele fedelho seria jogado dessa janela e você seria castigado – sua voz era mortífera e rouca – Eu sou o único que vai arrancar qualquer tipo de reação sua nesse mundo, saiba que estar comigo é pior que um contrato com o diabo.

Hanz fechou suas pálpebras, ele não agüentava mais olhar para aqueles olhos penetrantes e raivosos de seu namorado. E as palavras de Kim não poderiam ser discutidas naquele momento, pois Hanz temia que o karateca surtasse.

- Agora abra os olhos para mim, pois eles são meus e não me prive deles – pediu, sorrindo ao ver as pálpebras de Hanz abrirem-se vagarosamente. Kim deu um passo à frente e passou seus braços em volta da cintura fina de Hanz, abraçando-o com força.

- Kim, eu não queria te irritar – disse baixinho, com medo que sua voz quebrasse a barreira entre a sanidade e loucura de seu namorado.

- Eu sei que você pensou em se livrar daquele pirralho, eu sei Hanz – falou baixinho, subindo e descendo sua mão pelo dorso do moreno – mas agora você entendeu direitinho os meus sentimentos, não é mesmo?

- Ah... sim.

- Bom, era isso que eu queria. Se ele pedisse isso agora. O que você faria? – perguntou como se Kim fosse uma criança que acabou de aprender uma lição nova.

- Eu... ia empurrá-lo – disse.

- E?

- E... xingá-lo.

- E o que mais? – indagou com um leve sorriso nos lábios.

- E... chamar você.

- Bom menino, você aprende rápido. E eu ia bater nele. E o que você faria?

- Eu... ficaria quieto – respondeu.

- Você é muito perspicaz – o elogiou – aprende muito rápido!

Kim afundou sua cabeça na curva do pescoço do menor, beijando a região, ouvindo o suspiro aliviado de Hanz que relaxou seu corpo. O moreno fechou os olhos e passou sua mão por sua testa que suava um pouco.

- Vamos beber um pouco – disse ao se afastar, pegando a garrafa de champanhe e as duas taças, enchendo-as e entregando uma a Hanz, que a aceitou.

Hanz bebeu juntamente com seu namorado que ficou com o corpo colado junto ao seu, Hanz ainda estava na mesma posição, encostado na janela. Parecia que seu membro inferior havia sido petrificado com o olhar de seu namorado.

- Você está bem? Está um pouco pálido – comentou, encostando seus dedos na bochecha de Hanz.

- Ah... sim – respondeu, sorvendo um pouco do líquido - Poderíamos sentar um pouco? – pediu, abrindo um sorriso amarelo para seu namorado.

- Claro – respondeu, puxando Hanz pela mão.

Kim sentou-se no sofá e guiou o moreno a sentar-se no meio de suas pernas, ficando de lado para Maccario, jogando suas pernas no sofá. O karateca terminou de beber e jogou a taça no tapete da sala, fazendo o cristal quebrar e Hanz tremer levemente ao ouvir o som irritante que se fez.

- Eu te compro outra – Kim sussurrou, passando a sua língua pela orelha do menor que se arrepiou todo, voltando a sorver o champanhe e quando acabou de beber, esticou seu braço até a mesa, colocando a taça.

A língua de Kim adentrou na boca do menor, deixando seu piercing resvalar pela língua de Hanz. O beijo foi abafado, com alguns gemidos de Hanz que tentava buscar ar para respirar, porém era privado disso.

- Kim... – o chamou com a voz ofegante, quando conseguiu se afastar um pouco.

- O que foi, Hanz?

- Você está me sufocando – reclamou.

- Mas você ia deixar aquele pirralho te beijar assim, não ia? – indagou enciumado, apertando a carne de Hanz com seus dedos.

Hanz calou-se. Certo, seu namorado ainda estava bravo. Mas será que ele era o único naquela situação que desejava que Luis parasse com as chantagens e fosse embora do quanto antes? Que mal um beijo faria já que Luis havia lhe roubado um beijo na cozinha anteriormente?

- A resposta é: sim. Você deixaria, Hanz – falou com a voz baixa – e saber isso me deixa puto.

- Ah, Kim... eu não sabia que ia ficar tão chateado. Desculpe-me – disse.

- Eu te perdôo, pois eu consegui impedir – falou – mas ver aquele garoto lhe abraçando daquele jeito e você não fazendo nada para revidar me deixou enfurecido.

- Eu tentei empurrar... – revelou – mas ele me prendeu – suspirou – e depois que ele propôs o beijo, eu resolvi... ceder.

- Então você tentou empurrá-lo? – indagou com divertimento.

- Ah... sim – confessou – mas sou fraco.

- Sim, você é fraco mesmo. E ele é mais novo que você – disse.

- Eu sei – falou – não precisa jogar na minha cara.

Kim sorriu finalmente, ele passou sua mão pelo peito de Hanz embaixo de sua blusa, sentindo sua pele quente arrepiar-se pelo contato com sua mão fria. Os seus dedos fecharam-se no mamilo de Hanz, começando a apertá-lo.

- Eu acho que vou aprender alguma defesa pessoal – Hanz disse baixinho.

- Pode praticar karate – sugeriu.

- Acha que eu levo jeito para isso?

- Não – riu baixinho.

- Você não me anima muito – resmungou.

- Você leva jeito para outras coisas – sorriu malicioso – é ótimo em ficar de quatro enquanto eu te como. Ou de fazer essa cara de quem ouviu e não gostou, mas ficar excitado.

- Ah... seu humor voltou ao normal – resmungou, permitindo-se sorrir.

- Eu não consigo ficar muito tempo bravo perto de você – falou – mas se você tivesse beijado aquele menino, eu juro que você estaria gritando agora.

- Gri... gritando? – ficou assustado – por quê?

- Porque eu juro que ia bater em você – respondeu.

- Kim, se você me bater eu termino com você – falou seriamente.

- E teremos um problema, então – falou sério – eu não ia me contentar com isso, e na verdade, eu ia prender você.

- Isso não foi nada saudável de se ouvir no ano novo – reclamou.

- Ah, é que eu fico louco só de pensar que você me trairia, Hanz – resmungou.

- Não seria bem uma traição, Kim. Ia ser por uma causa e nós dois ficaríamos longe daquele fedelho... ele pode denunciá-lo – disse tentando se acalmar – e... ai! Não me belisca assim! – reclamou, dando um tapa no braço do karateca.

- Então não fale besteira. É claro que seria uma traição – falou com irritação.

- OK, OK! Desisto, vamos mudar de assunto.

Os dois ficaram um tempo em silêncio, apenas se olhando.

- “Eu sou um idiota” – Kim pensou - Hanz?

- Hum?

- Desculpe... eu não te machucaria.

- Que bom – sorriu – vamos dormir?

- Eu queria... brincar com você – sorriu.

- Eu... também, mas poderia ser amanhã?

Kim balançou a cabeça negativamente, ele puxou seu namorado para o lado e o jogou no sofá, subindo por seu corpo com um olhar devorador, atacando o menor com suas mãos ávidas e lábios famintos.

OoO

No dia seguinte, ou melhor dizendo, mais tarde daquele mesmo dia. Já era primeiro de janeiro, o primeiro dia do ano. O apartamento estava em silêncio. A primeira pessoa a acordar foi Marie que se levantou e caminhou até o quarto de seu irmão, abrindo a porta lentamente, encontrando tudo escuro.

A ruivinha começou a se embrenhar pelos lençóis e cobertas, passando pelo casal, acordando-os lentamente. O primeiro a se dar conta da situação foi Hanz e logo Kim.

- Marie! – gritaram em uníssono.

- Bom dia! – disse animada.

Hanz ficou vermelho, ele estava pelado na cama juntamente com Kim, certamente Marie era muito inocente. Mas como explicar aquilo?

- Ah... Marie... poderia ir para seu quarto? – Kim pediu com certa apreensão.

- Ah... eu estou sem sono – resmungou – eu quero ficar aqui com Hanz.

Um sorriso amarelo desenhou-se nos lábios dos garotos. Marie agarrou o pescoço do moreno e ficou tagarelando em seus ouvidos. Enquanto a garotinha estava distraída, Kim esticou sua mão até o roupão que estava em cima da cômoda e se vestiu rapidamente, quando terminou, puxou a pequena princesinha e a pegou no colo.

- Está com fome? – indagou, beijando sua face.

- Sim!

- Quer tomar leite e comer bolo? – indagou com um largo sorriso, saindo do quarto com ela em seus braços.

No quarto, Hanz respirou aliviado, ele vestiu-se lentamente, sentindo cada pedacinho do seu corpo doer. Kim havia judiado na noite anterior, mas no final tudo acabou bem e o humor do karateca voltou ao normal.

Na cozinha, Kim procurava alguma coisa para sua princesinha comer, quando arrumou a mesa para o café da manhã, eles sentaram-se e começaram a conversar animadamente sobre um desenho que Marie adorava.

- E o coelhinho sempre ajuda seus amiguinhos! – dizia ela com um sorriso de satisfação pela face, bebendo seu chocolate quente, deixando o característico bigode de leite.

- Mesmo? – indagou fingindo interesse.

- Sim. Ele é muito bonzinho, Kim. Assiste comigo depois? – pediu.

- Claro! – sorriu – que horas passa?

Os irmãos ficaram conversando, Hanz aproximou-se da mesa e sentou-se ao lado de Kim, juntando-se na conversa. E no final, o trio acabando assistindo desenho na sala.

- Onde está o Luis? – Marie indagou de repente.

- Como assim? – Hanz indagou.

- Ele não estava no quarto quando acordei – disse – ele saiu?

Kim e Hanz se olharam com surpresa, Kim levantou-se e começou a correr pelo apartamento procurando o louro e quando não encontrou, apareceu na sala com uma respiração ofegante.

- As coisas dele sumiram – avisou a Hanz.

O moreno foi até seu telefone e ligou para o celular de Luis que atendeu.

- Onde você está? – Hanz indagou.

- Chegando em casa.

- Por que saiu sem avisar?

- Eu não ia falar com esse estúpido do seu namorado. E mais, eu não quero vê-los mais.

- Que ótimo. E como vai explicar isso para seu pai?

- Não vou falar nada desde que Kim não apareça aqui.

- Ele não irá levar Marie. Você sabe disso.

- E Hanz...

- Hum?

- Você é um idiota de ficar com um animal desse.

- Sou mesmo.

Ambos ficaram em silêncio.

- Idiota.

- Obrigado.

A ligação foi encerrada. Hanz suspirou e olhou para seu namorado que estava aflito.

- O que ele disse? – Kim indagou.

- Para você não aparecer mais na frente dele – explicou – “e eu sou um idiota feliz” – refletiu em seguida, olhando para o homem que amava.

- E quanto ao pai dele?

- Disse que não falará nada e se falar, como ele poderá provar, não é mesmo? – Hanz sorriu otimista – já passamos por chantagens piores no passado.

- Não me lembre – pediu com uma expressão carregada de amargura.

Os dois sorriram e deram suas atenções à pequena dama da casa que começou a questioná-los sobre o seu outro irmão. E com a paz retornando ao lar, Marie foi levada para casa por Kim e Hanz.

Uma semana se passou desde que Marie foi entregue ao seu lar. Kim e Hanz estavam jogados no sofá da sala, assistindo ao noticiário.

- Sábado que vem Kirios vem aqui – Kim avisou.

- Corei também – disse – acho melhor desmarcar com Kirios.

- Desmarque você com esse fedelho – replicou.

- Eu já falei que ele ia vim aqui, Kim – disse – não vamos colocar os dois juntos nessa casa. Corei não gosta dele.

- Kirios não gosta dele também – suspirou.

Os dois se olharam sem saber o que fazer.

- Desmarque com Kirios – Hanz pediu – peça para ele vim no domingo.

- Domingo vou sair para beber com Julian – avisou.

- Leve o Kirios junto – disse.

- Julian está querendo conversar, parece que ele não está muito bem – comentou.

- Por quê?

- Eu acho que é alguma coisa relacionada com o primo dele – comentou.

- Mesmo? – sorriu curioso – hei, Kim.

- Hum?

- Por que não fazemos uma reunião com todos eles?

Kim sorriu adorando aquela idéia. Afinal fazia tempo que a galera não se reunia, apesar de gostar de poucos garotos do Saint Rosre.

- Gostei. Quando?

- Pode ser em fevereiro – disse – o que acha?

Os dois sorriram, ambos se aproximaram e se beijaram nos lábios. Eles se afastaram um pouco, ficando a olhar para o outro com paixão.

- Vou ligar para eles avisando – Kim disse – e você ligue para quem quiser.

- Sim. Vai ser um bom reencontro – sorriu otimista.

E o final da tarde foi tranqüilo. O casal aproveitava o início desse ano que foi bastante conturbado, proferindo palavras de amor e atenção para com o outro.

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