Home Just In Communities Forums Beta Readers Dictionary Search Login Register Extras
Fiction » Manga » Poeira Cósmica font: B s : A A A . width: full 3/4 1/2
Author: Leona-EBM
Fiction Rated: K - Portuguese - General - Reviews: 1 - Published: 10-06-08 - Updated: 10-06-08 - id:2580842
Por Leona-EBM

Por Leona-EBM

Antes de tudo eu dedico essa história a minha amiga Ryoko-chan. Eu espero que goste”.

Poeira Cósmica

Capítulo IV

A Confissão

- Já sei! Antes de morrer... eu vou juntar aqueles dois. Então eu tenho algumas horas... ou quem sabe eu não morro, né? – comentou com um ótimo humor, erguendo-se rapidamente do sofá, mas uma pontada forte no seu tronco o fez sentar-se novamente – eu acho... que tenho que ir com calma.

- Concordo – Heero disse, com uma voz baixa – “Eu... não agüento mais essa situação. Duo está agindo tão... normalmente. Isso é revoltante, e eu não posso fazer nada” – pensou.

Duo voltou a se levantar e saiu da sala sendo acompanhado por Wufei e Heero, que se sentiam na obrigação de acudir o americano caso ele precisasse. Eles ficaram procurando Trowa e Quatre na nave, os encontrando na sala de controle.

- Ah, oi – Duo disse, adentrando na sala.

Quatre e Trowa o encararam, interrompendo a conversa.

- Trowa, eu poderia falar com você? – Duo indagou.

- Sim – disse.

Duo virou-se e caminhou para fora da sala, sendo seguido por Trowa. Os dois ficaram andando pelo corredor em silêncio até eles adentrarem no seu quarto, fechando a porta.

- Sobre o que quer falar? – Trowa indagou.

- Senta aí – pediu, apontando para sua cama, onde Trowa sentou-se – eu quero falar sobre seus sentimentos.

- Meus sentimentos?

- Sim. Deixe-me saber uma coisa antes de morrer – disse, vendo que Trowa estreitou seu olhar – você sente o que pelo Quatre?

- Como assim? – indagou.

- O que sente, oras?

- Ele é um amigo – disse rapidamente.

- Mas, Trowa... você já percebeu que o Quatre o considera mais que um amigo, não é? – especulou.

- Considera? – indagou, erguendo uma sobrancelha.

- Sim! Deuses! – exclamou – ele gosta de você, seu tapado!

- Gos... gosta como?

- Como homem, amante, namorado, amigo, companheiro... será que estou sendo claro?

Trowa ficou paralisado com aquela informação. Aos poucos seu raciocínio começou a funcionar, ele ergueu seu olhar para o americano que estava ansiando por alguma resposta.

- Como sabe disso? – Trowa indagou, acalmando-se.

- Ele me disse – comentou – e eu queria que você soubesse e se sentir algo parecido por ele. Por favor, não deixe para última hora, como eu.

- Como assim? Você gosta de alguém? – indagou com curiosidade.

- Não é óbvio? – indagou, com um sorriso no rosto.

- Heero? – indagou.

- Claro.

- Mas... você falou com ele? – indagou.

- Falei – disse.

- E... ele? – indagou com curiosidade. Afinal Heero era bem difícil de lidar.

- Ele sente o mesmo – respondeu – ficamos juntos ontem – revelou.

- Entendo – disse, abaixando sua cabeça – mas eu não sei meus sentimentos.

- Ah, você é puro mistério Trowa – reclamou – nunca fala muito, não faz nada fora do normal, sempre fala no mesmo tom. Às vezes precisamos extravasar, sabia? Isso faz bem. Como Heero me disse uma vez. “siga suas emoções”. Entende?

- Eu... vou pensar nisso – disse.

- Promete? – sorriu.

- Prometo – disse, deixando um sorriso sincero desenhar-se no seu rosto.

Trowa levantou-se e caminhou até Duo tocando nos seus ombros, assustando o americano.

- Deixe-me seguir minhas emoções, então – disse baixinho, inclinando-se para baixo e abraçando o americano carinhosamente.

- Isso é realmente... uma surpresa – Duo sussurrou, abraçando o corpo maior.

Os dois ficaram por um bom tempo abraçados até que a porta do quarto abriu-se, revelando dois pilotos que ficaram surpresos com a cena. Trowa e Duo separaram-se rapidamente.

Heero e Quatre estavam com os olhos arregalados, ambos não sabiam como reagir. Duo sorriu e caminhou até Heero, puxando-o pela mão para fora do quarto, antes que o soldado japonês pensasse ou dissesse algo ele ia esclarecer.

- Trowa estava se despedindo – Duo disse rapidamente – não pense nada. Eu falei sobre Quatre com ele.

- Hum!

- Não me diga... – Duo parou de repente, olhando para Heero – não me diga que você sente ciúme de mim? – indagou, rindo alto.

- Hum! – Heero fechou a cara.

Duo ajoelhou-se no chão de repente, fazendo Heero ajoelhar-se junto para tentar socorrê-lo de um possível ataque. Duo inclinou-se para frente e começou a rir sem parar, achando aquela situação bem divertida. Heero com ciúme? Isso só podia ser um sonho.

- Por que está rindo? – Heero indagou.

- Ai... ai... Heero, você ainda me mata do coração – disse, cessando seu riso.

- Não faça piadas sobre morte – Heero pediu.

- Hum... desculpe. Mas é o costume – disse – eu não fiz por querer. Afinal, eu não estou feliz por morrer tão jovem.

- Você não vai morrer – disse com convicção.

Duo ficou sério de repente, dando atenção para Heero. O soldado japonês o olhava com seriedade e suas palavras foram tão sinceras que Duo até acreditou ser verdade. Não havia dados que dissessem que sua morte era certa, mas seu corpo estava ficando cada vez mais debilitado.

Os olhos de Duo começaram a fechar-se lentamente, ele estava cansado. Aquela agitação o deixou mais desgastado. Aos poucos foi caindo para frente, sendo segurado por Heero, que o abraçou com força, sentindo seu corpo esfriar.

- Duo? Duo? – chamou pelo americano diversas vezes, chacoalhando-o.

Os outros pilotos apareceram no corredor por causa da gritaria, encontrando Duo nos braços de Heero que tentava acordá-lo.

- Duo? – tornou a chamá-lo.

- O que houve com ele? – Quatre indagou.

Wufei aproximou-se dos dois, ajoelhando-se no chão. A mão do chinês pegou o pulso de Duo, vendo que ainda tinha pulsação.

- Ele ainda está vivo – disse baixinho.

- Mas... – Quatre ia perguntar o motivo de Duo estar caído, mas a resposta cortante de Heero o calou.

- Ele está morrendo lentamente, Quatre! Mas que Droga!

Wufei puxou o corpo do americano e o ergueu com cuidado, começando a caminhar, passando por Quatre que estava com os olhos arregalados, mostrando sua surpresa.

- Não... percebi – disse baixinho, abaixando a cabeça.

- Ele não queria que você percebesse, por isso não comentamos nada com você, Quatre – Trowa disse, colocando sua mão no ombro do loirinho, que se afastou de Trowa, caminhando para longe dos dois pilotos, com os olhos cheios de lágrimas.

Wufei colocou Duo na enfermaria, começando a cuidar do seu corpo com os equipamentos que havia no local. Ele colocou uma máscara respiratória para ajudá-lo a respirar. Na sua mão direita inseriu uma agulha, por onde Duo começou a receber uma medicação e um pouco de soro.

A porta abriu de repente, Heero e Trowa adentraram, olhando para o corpo do americano.

- Eu não sei como ele está – Wufei disse, cruzando os braços.

- Ele resistiu bastante – Trowa comentou – espero que não sinta mais dor.

- Chegaremos em quatro horas na nossa rota original – Heero disse – vou ficar na sala de controle procurando por comunicação.

Dizendo isso, Heero saiu da enfermaria. Ele não queria ficar ao lado de Duo naquele momento ou então iria surtar. Wufei sentou-se numa cadeira de metal, ficando a olhar para o corpo de Duo. Era incrível ver o americano tão calado, tão parado, tão sem vida.

- E o Quatre? – Wufei indagou.

- Sumiu – disse.

- Ele deve estar chateado por não termos comentado nada com ele.

- Ele é inocente – disse – Não se preocupe. Eu irei falar com ele.

- Trowa?

- Hum?

- Você acha que Duo vai conseguir? – indagou, encarando o moreno.

- Sinceramente. Eu não sei – disse.

- Mas se fosse dar um palpite. Qual daria? – indagou, soltando um longo suspiro.

- Provavelmente... estará morto até chegarmos a algum centro médico – disse baixinho.

- Eu também penso assim... às vezes eu queria ser que nem Quatre. Desligado – revelou.

- Eu também – confessou – e falando em Quatre. Eu vou procurá-lo.

- Sim. Eu fico aqui vigiando o Maxwell. Quem sabe ele não levante e vá correndo assaltar a geladeira – disse com amargura.

Trowa riu baixinho com aquele comentário, mas logo voltou ao seu estado nostálgico, saindo da sala, dando uma última olhada para o americano.

OoO

Os olhos de Quatre estavam banhados por suas lágrimas. Ele estava na sala das máquinas, sentado no chão, abraçando seus joelhos. Sua cabeça estava afundada no meio de seus braços que tremiam.

A porta do cômodo abriu-se, Trowa adentrou no local olhando para os lados, esperando achar Quatre. Aquele era o único lugar que não havia entrado. Ele ouviu um gemido baixo e olhou para um canto, encontrando o loirinho.

- Quatre...

O loirinho ergueu sua cabeça, olhando para Trowa, que ascendeu a luz do lugar. Ele caminhou até Quatre, sentando-se ao seu lado.

- Por que não me disseram? Vocês sabem que eu sou distraído.

- Duo pediu para não falar – disse.

- Por que ele pediu isso?

- Ele não queria lhe ver assim – disse – esse foi seu pedido.

- Ele vai morrer mesmo? – indagou.

- Provavelmente – disse.

- Como sabem?

- Pelo seu corpo, seu funcionamento – disse – mas pode ser... que ele resista até chegarmos à colônia.

Os olhos de Quatre encheram-se de esperança de repente. Então Duo ainda poderia ser salvo.

- Não fique... esperançoso – Trowa pediu.

- Eu vou ter esperança – disse – Duo é forte.

Trowa suspirou. Ele não queria dar esperanças para Quatre, pois o loirinho era muito sensível e isso poderia machucá-lo caso Duo não conseguisse resistir.

- Duo... pediu para eu seguir minhas emoções – Trowa disse de repente.

- Ah? E o que tem isso?

- Eu estava pensando se... bom... que... talvez... eu... bom... – Trowa começou a falar, sentindo dificuldade, começando a atropelar seus pensamentos, causando um bloqueio.

- Trowa, você está bem? – Quatre indagou, tocando na testa do moreno, sentindo que ele suava um pouco.

- Quatre... eu estava pensando.

- Pensando sobre?

- Sobre nossa vida aqui – disse – e eu pensei... em algo que eu nunca pensaria se Duo não me falasse.

- Ah... o que seria? – indagou com curiosidade. Afinal nunca havia visto Trowa falando daquele jeito tão indisciplinado e inseguro.

- Eu nunca pensei em me relacionar com alguém – confessou – mas eu vi que gostaria de me relacionar com uma pessoa. E como Duo disse, eu tenho que fazer antes que seja tarde demais.

Quatre não conseguiu falar nada. Ele ficou olhando para Trowa, esperando que ele lhe dissesse algo mais construtivo. O loirinho não podia esperar nada com aquela confissão.

- Está pensando em alguém? – Quatre indagou – talvez quando voltarmos, você posso falar com essa pessoa.

- E por que eu precisaria sair dessa nave para falar com ela? – indagou, olhando para frente.

O coração de Quatre deu duas batidas mais fortes. Será que Trowa estava se declarando? Ele não saberia responder. Mas poderia especular.

- E como quer falar com essa pessoa?

- Conversando cara a cara – disse.

- E essa pessoa está na nave?

- Sim – disse baixinho.

- Hum... e você não sabe como falar com ela, certo?

- Não – confessou.

- Por que você não pergunta se essa pessoa gosta de você?

- Porque eu sei o que ela sente – disse.

- Então o problema é você – disse – por que não diz o que sente?

- É o que eu estou tentando fazer – revelou.

Quatre suspirou. Havia alguma coisa boa em toda a situação, pelo menos o loirinho estava certo que Trowa estava se referindo a ele. O coração de Quatre estava acelerado, porém era incrível que estava conseguindo se manter calmo diante aquela conversa.

- Trowa?

- Hum?

- Cala a boca – pediu.

- Como?

- Não diga mais nada – pediu – por favor, apenas responda. Você está se referindo a mim?

- Sim – confessou.

Um sorriso sincero se desenhou nos lábios de Quatre, ele tocou na face do moreno, sentindo que ele se afastou um pouco, temendo aquela carícia tão nova e atípica.

- E você percebeu quando? – Quatre indagou.

- O Duo... veio falar comigo – revelou – e eu percebi... que às vezes pode ser tarde demais.

- Duo... – sussurrou o nome do amigo.

A mão de Trowa tocou timidamente o rosto de Quatre, sentindo seu corpo de uma maneira que nunca pensou em explorar. O loirinho fechou os olhos incentivando Trowa continuar a carícia. Aquele momento era mágico.

O loirinho levantou-se de repente e puxou a mão de Trowa, que começou a segui-lo. Eles adentraram no quarto do loirinho que fechou a porta e depois disse:

- Eu queria muito falar com você sobre isso, mas nunca tive coragem.

- Quatre... desculpe, eu não sei me expressar – Trowa confessou – eu sempre gostei muito de você, mas não conseguia dizer nada, apenas me aproximei e fiquei em silêncio.

- Você sempre ficou próximo a mim, eu agradeço por isso, mas sempre quis ouvir algo de sua boca – sorriu.

- Eu gosto de você, gosto mesmo e queria ficar ao seu lado se você me permitir – disse com um pouco de dificuldade.

- E por que eu não permitiria?

- Somos tão diferentes. Você é tão alegre... tão cheio de vida. Eu sou tão calado e sem um passado...

- Eu só vejo você Trowa, não penso no passado e sei como você é – disse – eu quero você como você é. Não quero outro homem.

- Eu quero ficar com você, Quatre. Fique comigo – Trowa pediu, tocando na mecha loira de seu amigo.

- Eu também quero Trowa – revelou, puxando a mão de Trowa, beijando-a com carinho.

Os dois caminharam até a cama com os corações batendo a todo vapor, ambos estavam ansiosos, eram adultos e independentes, mas ainda sentiam-se inseguros.

- Eu posso tocar em você? – Trowa indagou.

- Claro. E eu posso?

- Sim – respondeu com um sorriso sincero nos lábios.

Quatre sorriu. Suas mãos puxaram a blusa de Trowa para cima, arrancando-a do corpo maior. O choque do ambiente frio com o corpo quente de Trowa foi visível pelos pêlos arrepiados do maior, que abraçou a ele mesmo, tentando se aquecer.

O tronco de Trowa caiu para trás na cama, sendo empurrando por Quatre que cobriu o corpo do maior. A boca de Quatre deslizou pelo pescoço de Trowa sem fazer nada, apenas deslizava seus lábios pela região, enquanto aspirava seu cheiro.

As mãos de Trowa subiam e desciam pelas costas de Quatre, puxando a camiseta preta do seu companheiro para cima, querendo arrancá-la e Quatre o ajudou, jogando o pedaço de pano no chão. E agora o peito desnudo dos irmãos estava em contato. Os lábios de Quatre começaram a agir, ele fechou sua boca no mamilo direito de Trowa, começando a passar a língua pelo pequeno botão rosado.

A língua de Quatre rodeava aquela região, prendendo o bico do mamilo em seus dentes, deslizando sua língua para depois fechar seus lábios e começar a chupar. Aos poucos o mamilo ficou duro e vermelho. A língua de Quatre passou pelo tórax de Trowa deixando um rastro de saliva ao seu longo indo até o outro mamilo, dando o mesmo tratamento e o chupando com prazer.

A calça de Trowa começou a ser puxada para baixo pela mão afoita de Quatre. Trowa ergueu seu tronco ajudando seu companheiro a lhe despir. A calça e a cueca de Trowa estavam no chão e agora era a vez de Quatre, que aproveitou essa pausa para retirar o restante de sua roupa.

Quatre sentou na cama e puxou Trowa pelo braço, fazendo-o se sentar. As pernas de Trowa foram colocadas a lado-a-lado do corpo de Quatre, ficando de frente para seu companheiro. Os dois se encaravam com as faces avermelhadas na região da bochecha.

E num misto de desejo e vergonha, Trowa acariciou os cabelos de Quatre. A batida de seus corações eram altas e fortes, ambos estavam ansiosos e desejosos por aquilo. Eles queriam se amar!

- “Isso só pode ser um sonho” – Trowa pensou, não acreditando ter aquele anjo em seus braços.

As suas cabeças começaram a se aproximar lentamente, visando encostar seus lábios no do outro. Quando seus lábios se encostaram, ambos fecharam os olhos deixando suas línguas trabalharem na boca do outro. O som de suas línguas e de seus lábios chupando o do outro quebrava o silêncio.

A boca de Trowa deslizou pela bochecha de seu companheiro, indo até a curva de seu pescoço, deixando sua língua deslizar pela região, lambendo a pele de Quatre em movimento circulares. Alguns suspiros deixaram a garganta de Quatre que estava amando aquela carícia tão incomum e nova ao seu corpo.

As pernas de Trowa foram puxadas para trás, ele ficou ajoelhado na cama e voltou a beijar os lábios de seu companheiro. As mãos de Quatre deslizaram pelas costas de Trowa, fechando seus dedos nas suas nádegas, começando a acariciá-las. Os dois dedos de Quatre adentraram ali lentamente, tocando na entrada do corpo de Trowa, mas não fez nada, ficando ali parado.

Trowa desejava que aqueles dedos adentrassem no seu corpo, mas antes queria dar prazer para o loirinho. E ele desceu até o pênis de Quatre, pegando-o na mão e começando a levá-lo até sua boca. A língua de Trowa lambeu a cabeça do pênis algumas vezes e depois deslizou sua língua por sua extensão até que finalmente o colocou na boca, começando a sugar lentamente.

Os dedos de Quatre estavam na nuca de Trowa, acariciando a região enquanto permitia-se gemer baixinho com aquela carícia.

- Mais forte, Trowa – pediu com uma voz rouca e baixa.

Aquele pedido deixou Trowa incentivado. Quatre era extremamente tímido e pedir aquilo devia estar sendo difícil para o loirinho. Trowa não podia negar esse pedido.

O moreno fez a sucção ficar mais prazerosa, fechando seus lábios com força, usando mais sua língua, deixando-a deslizar pela direção contrária de sua sucção. E como recompensa, os gemidos baixos de Quatre foram redobrados.

O corpo de Quatre tremia em leves espasmos de prazer, os seus suspiros eram cada vez mais freqüentes. Ele queria parar Trowa, não queria gozar tão facilmente, mas a boca de Trowa estava lhe dando tanta atenção que não podia pará-lo. A mão de Quatre fechou-se nos fios castanhos da nuca de Trowa, ele olhou para baixo vendo os orbes verdes de Trowa lhe observarem, enquanto movia sua cabeça para frente e para trás, continuando aquela sucção maravilhosa.

O calor apossou-se do corpo de Quatre, ele não tinha mais controle e estava afundado no prazer que sentia. Seus lábios abriram-se para aspirar o ar que lhe faltava. Aos poucos os espasmos foram se intensificando, e Trowa aumento o ritmo da sucção recebendo sem aviso o jato quente daquele fruto proibido. O sêmen de Quatre adentrou por sua boca, deslizando para o interior de sua garganta, Trowa continuou a chupá-lo até a última gota. Quando terminou, lambeu o membro de seu companheiro e se ergueu.

Quatre estava extasiado. Trowa aproximou-se e beijou seus lábios, misturando saliva, sêmen e desejo naquele ato. Quatre estava um pouco ofegante e se recuperou no instante seguinte. Ele ainda tinha que dar prazer para seu amado, na verdade ele não sentia que tinha a obrigação de fazer isso, no seu íntimo desejava ardentemente fazê-lo. Não ia se segurar.

- Minha vez agora – Quatre sussurrou, lambendo a bochecha de Trowa.

Trowa não disse nada e se deixou ser jogado para trás, caindo com as pernas abertas na cama. O moreno apoiou-se nos cotovelos e ficou a olhar para Quatre que apenas o observava. A pele de Trowa era branca, havia algumas marcas e cicatrizes de guerra ao longo de sua extensão, mas mesmo assim continuava belo. Seus fios castanhos cobriam parte de seus olhos, deixando-o sexy e misterioso.

A mão de Quatre ficou espalmada no tórax de Trowa, sentindo-o subir e descer numa respiração doce e leve. Aos poucos foi descendo-a pelo seu corpo até chegar ao seu pênis que estava duro e agora o sentia pulsar. Aos poucos moveu seus dedos para cima, apertando a glande, recebendo um gemido baixo e longo de Trowa.

A boca de Quatre foi guiada até aquele pedaço de carne, que adentrou rapidamente. Um lento vai-e-vem foi iniciado, o membro de Trowa entrava e saia por aquela boca faminta, deixando um fio de saliva deslizar para fora, escorrendo pelo queixo de Quatre, pingando no lençol de algodão.

- “Ah... Nunca pensei que faria isso com Quatre...” – Trowa pensou em puro êxtase – “ah... Duo se você não tivesse me aconselhado”.

Os orbes verdes de Trowa apenas observavam extasiado seu pênis entrando e saindo. Quatre estava com os olhos fechados e quando os abriu, Trowa arrepiou-se por inteiro. O olhar de Quatre era devorador, penetrante e sedutor. A mão de Trowa foi agarrada pela mão de Quatre que a colocou no colchão, deixando seus dedos entrelaçarem carinhosamente.

- Ah... Quatre... eu quero você – confessou, jogando sua cabeça para trás, sentindo seu corpo se entregar ao loirinho.

O corpo de Trowa tremeu ao sentir o dedo de Quatre começar a lhe invadir lentamente. Ele voltou sua atenção ao seu companheiro que agora estava mais distraído, parando de chupá-lo com a mesma intensidade e prestando mais atenção no seu dedo intruso. Trowa abriu um pouco mais as pernas e deixou seu tronco cair. Agora estava totalmente entregue a Quatre.

A boca de Quatre soltou o membro de Trowa que gemeu de frustração. Ele estava preste a gozar e Quatre parou de lhe dar prazer. Aquilo era uma injustiça e mesmo assim não tinha forças para reclamar, pois o olhar de Quatre era de deixar qualquer um em silêncio.

- Vire-se de bruços para mim, Trowa – pediu, encarando o moreno.

Trowa virou-se lentamente com a ajuda de Quatre, o braço do loirinho puxou a cintura do maior para cima fazendo-o ficar de quatro. A boca de Quatre começou a deslizar pelas costas de Trowa, enchendo-a de beijos e após depositar seus beijos por toda a região, a sua língua começou a deixar um rastro de saliva.

O caminho da sua língua começou a chegar perto das nádegas de Trowa. As mãos de Quatre afastaram as nádegas de Trowa e então ele afundou seu rosto no meio de suas nádegas, começando a lamber a região, fazendo sua língua encostar-se à entrada de seu corpo. Trowa suspirou com aquela carícia tão íntima. Apenas Quatre havia feito isso antes apesar de poucas pessoas acharem algo sensato em se fazer.

Após lamber cada pedacinho daquele corpo Quatre se ergueu tocando no seu membro, começando a massageá-lo com a mão. E com a outra mão foi até o membro de Trowa, tocando com delicadeza, recebendo um longo gemido do maior.

- Deixe... que eu faço isso – Trowa pediu, virando-se e voltando a colocar sua boca no membro de Quatre. O loirinho sorriu e ficou sentado na cama, vendo Trowa lhe acariciar novamente com sua boca.

E novamente o corpo de Quatre foi recebido por leves espasmos, entretanto, desta vez ele parou os movimentos de Trowa e o beijou nos lábios.

- Você é lindo – Quatre confessou – eu nunca pensei que ficaríamos assim, eu tinha medo que você me discriminasse.

- Eu nunca faria isso.

- Você é tão quieto. Eu não sabia o que pensava... eu te acho tão lindo, Trowa. Sempre pensei em fazer isso com você.

Trowa ruborizou-se com aquela confissão, ele olhou para a direção oposta de Quatre e ficou em silêncio. Ele não sabia como reagir e ficava tímido quando ouvia essas coisas. Quatre sorriu com a timidez de seu companheiro, voltando a beijar seus lábios.

- Não precisa ficar tímido comigo – sussurrou – eu quero seus sinceros gemidos e desejos. Entendeu?

E ao invés de se sentir à vontade, Trowa voltou a ficar ruborizado olhando para qualquer lugar menos Quatre. O loirinho suspirou, afinal Trowa não era perfeito em tudo, ele ainda era ingênuo em algumas coisas, como no sexo. E isso não era problema, Quatre estava achando perfeito.

Trowa foi empurrado para trás batendo sua cabeça contra o travesseiro macio. Quatre se posicionou no meio de suas pernas, ele ficou olhando para seu moreno, admirando sua face avermelhada e suada.

Um dedo de Quatre começou a pressionar a entrada de Trowa, adentrando lentamente no seu corpo. Trowa abriu mais suas pernas e fechou suas mãos no lençol, fazendo sua coloração ficar mais branca com a força que fazia. Quatre começou a mover o dedo no seu interior, ele retirou e colocou mais um dedo, somando dois.

O gemido de Trowa incentivou Quatre a continuar, o moreno estava adorando aquela carícia. Quatre era tão delicado, isso só podia ser um sonho.

Os dedos de Quatre deixaram aquele caminho apertado e quente, Trowa gemeu baixinho e fechou os olhos, esperando que Quatre começasse a penetrá-lo e seu companheiro não demorou, aos poucos a cabeça do membro de Quatre começou a pressionar sua entrada. A boca de Trowa abriu o suficiente para aspirar bastante ar. Ele tentou relaxar.

O membro de Quatre era grande e pulsava, ele ia colocando lentamente, retirando quando Trowa gemia mais alto para depois colocar novamente com mais delicadeza. Ele não queria causar nenhum tipo de sofrimento no seu querido amigo. E em movimentos lentos e super pacientes, Quatre conseguiu colocar a metade de seu membro.

- “Como eu quero isso... chego a me assustar. No que eu estou pensando?” – Trowa pensou, ficando mais ruborizado que o normal.

- Tudo bem? – Quatre indagou com sua voz rouca e baixa. Trowa estava muito vermelho. Porém Quatre não imaginava o motivo daquele rubor. Trowa estava simplesmente envergonhado por seus próprios pensamentos.

- Ah... sim – respondeu.

- Qualquer coisa me pare – disse, voltando dar atenção ao que fazia. Quatre moveu seu quadril para frente lentamente e começou a entrar ao poucos sem parar, ouvindo um gemido mais intenso do seu moreno.

O pênis de Quatre adentrou por completo e ficou acomodado no interior de Trowa, sentindo seu calor e de como ele recebia tão bem. Trowa estava com os olhos fechados e quando os abriu, revelou um par de olhos verdes que lhe encaravam com desejo.

Quatre moveu seu corpo para trás lentamente e depois voltou à frente, sentindo seu membro bater na parede daquele interior, tocando fundo em Trowa, causando dor e prazer ao mesmo tempo para o moreno. As mãos de Quatre puxaram as pernas de Trowa para cima com facilidade, ele tinha muita força e fazia bom uso dela. As pernas de Trowa ficaram apoiadas em seus ombros.

O membro de Quatre saia lentamente e adentrava com força, dando trancos no corpo maior que ia cada vez para frente. A cabeça de Trowa bateu contra a cabeceira de madeira da cama, ele gemeu baixinho e levantou seus braços, apoiando suas mãos na cabeceira para que parasse de bater a cabeça.

O ranger da cama se misturava com os sons de gemidos e dos baques que Quatre produzia ao ir contra o corpo de seu moreno. Seus corpos suavam e ambos estavam chegando à exaustão. Mas não parariam até retirar o torpor que estava em seus interiores.

Quatre agarrou o membro do moreno, começando a masturbá-lo, vendo que Trowa começou a temer em fortes espasmos. Quatre saiu e não entrou novamente, recebendo um gemido frustrado do maior, o que o animou. Afinal Trowa o desejava.

O corpo maior foi virado de bruços, Trowa não esperou e já ficou de quatro para seu companheiro, afundando sua cabeça no colchão, ficando completamente entregue. Quatre não resistiu, ele passou sua língua pelas nádegas de Trowa e depois deslizou suas mãos por sua cintura, voltando a apartar suas nádegas, deixando seu pênis voltar a penetrar aquele buraco que já estava aberto para a penetração.

Se o movimento ritmado de antes estava forte, este não era diferente. Trowa estava sendo empurrando a todo instante para frente pela força que Quatre investia dentro dele. As mãos de Trowa chegaram a apoiar-se na cabeceira da cama. Quatre puxou o corpo maior para cima, fazendo Trowa ficar ajoelhado na cama com as mãos apoiadas na cabeceira de madeira.

O peito de Trowa parecia que ia explodir. Aquela loucura estava deixando sua cabeça mais dolorida, ele não queria que Quatre parasse.

- Quatre...

- Hum?

- Não pare – pediu ofegante.

- Eu não vou – avisou, com um largo sorriso – “Não conseguiria parar” – pensou.

Quando a mão de Quatre voltou a tocar no seu membro, Trowa sentiu que não agüentaria mais segurar, ele acabou gozando imediatamente acompanhando por um riso baixo de Quatre. Ele não havia feito nada e Trowa já havia gozado. E como seu companheiro estava satisfeito, Quatre voltou ao que fazia, adorando sentir seu membro esmagado pelas paredes do ânus de seu moreno.

O corpo de Trowa estava ficando mole e Quatre o movimentava melhor. Aos poucos os gemidos de Quatre ficaram mais forte e ele acabou gozando no interior do seu companheiro, deixando seu sêmen invadir o local. Ele saiu aos poucos fazendo um líquido grosso e espesso deslizar pelas coxas de Trowa.

Trowa desabou na cama, fechando os olhos e respirando fundo, ele estava com o corpo doendo.

O corpo do loirinho caiu por cima de Trowa o abraçando. Quatre estava ofegante, ele havia amado toda aquela loucura e não teria problema em repetir mais uma vez. Trowa se entregando a ele só poderia ser um sonho.

OoO

Continua...

Só pode ser um sonho mesmo para o Quatre pegar o Trowa desse jeito, mas como eu disse essa fanfiction deveria se chamar “a revolta dos ukes”. Eu espero que tenham gostado da inversão dos papéis.

Comentários são bem-vindos. Obrigada a todos os comentários.

4/9/2008

Por Leona-EBM



Return to Top