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Por Leona-EBM
Contos de Garotos Especial: Troca-Troca de Casais
Desalento
OoO
“As infinitas maravilhas do Universo são a nós reveladas na medida exata em que nos tornamos capazes de percebê-las. A agudeza da nossa visão não depende do quanto podemos ver, mas do quanto sentimos”. (Helen Keller)
OoO
- “Eu não sou ninguém mesmo...” – pensou.
E lá estava ele, jogado na cadeira de madeira do quarto, olhando para uma garrafa de vodka, que estava pela metade. Talvez a bebida fosse a única coisa que lhe permitia fugir dos fantasmas de sua consciência. Os seus erros pareciam dissipar-se quando a ingestão do álcool o deixava completamente tonto. Não pensava em nada plausível, na verdade... Pensava sim. Entretanto logo deixava a embriaguez lhe tomar.
Seus dedos retiraram a franja ruiva que caia por seus olhos, aquilo lhe irritava de certa forma, porém não conseguia cortar sua franja mesmo que fosse extremamente longa e lhe cutucasse os olhos. Seu antigo namorado e ex-primo, Gianni, sempre dizia que aquela franja era seu charme e mesmo que ele tenha morrido, ainda assim não conseguia se desfazer da aparência que ele tanto elogiava. Estava preso a imagens passadas, ao amor perdido.
Julian se ergueu da cadeira e foi até o banheiro, abrindo o tampo do vaso sanitário a tempo de despejar tudo que havia bebido e do pouco que havia comido. Vomitou. E sentiu uma forte ardência na região do estômago e que logo passou por sua garganta, o gosto ruim e o cheiro desagradável o fizeram voltar à realidade. E lá estava ele, novamente, sozinho em um banheiro sujo.
A descarga foi puxada e o ruivo se apoiou na pia do banheiro, começando a enxaguar a boca, desejando ansiosamente retirar aquele sabor detestável. Passou pasta de dente e fez um longo bochecho até que se deu por satisfeito, olhando-se no espelho da parede, notando suas olheiras, seus lábios ressecados. Estava péssimo!
Não saia de seu apartamento há um bom tempo, não queria falar com ninguém e nem voltar a viver e muitas vezes pensou no suicídio, contudo não tinha coragem de comer tamanho sacrilégio. Mesmo que seja uma pessoa totalmente desligada das regras e com um instinto rebelde promissor, Julian não teria coragem de retirar sua própria vida.
Estava morando em um apartamento minúsculo no centro da cidade. O Saint Rosre foi deixado para trás e ainda estava pensando se faria alguma faculdade para continuar com os estudos como seus pais desejavam, ou então se ficaria um tempo sozinho tentando colocar seus pensamentos e sentimentos em uma ordem que não lhe causassem mais dor. Contudo a solidão só estava lhe deixando cada vez mais depressivo.
- “Não sirvo para ninguém mesmo. Nem pude me despedir de você e agora feri seu irmão. Eu não presto.” – pensou, franzindo seu cenho, olhando seu rosto se encher de rugas no espelho.
De repente Julian saiu de seus pensamentos, um alerta o trouxe de volta a realidade, saiu do banheiro e foi até a sala onde voltou a ouvir o interfone tocando. Ele atendeu e ouviu a voz de seu amigo karateca.
- Kim?
- Posso entrar?
- Sim. Vou abrir.
O ruivo apertou o botão que abriu o portão que estava há seis andares abaixo. Foi até a porta e já a abriu, ansioso por ver um rosto amigo depois de semanas de isolamento. Quando o elevador chegou ao seu andar, abriu um leve sorriso e viu Maccario saindo do mesmo, caminhando até ele com passos firmes, com a confiança que apenas Kim transmitia.
E por um momento desejou ser Kim, livre e confiante. Maccario sabia como ser feliz e buscava sua felicidade, não deixava nada fugir de seus braços, ele era forte e lutava por aquilo que acreditava. Invejava seu amigo.
Eles apertaram as mãos e deram um leve abraço, Kim torceu o nariz ao sentir o cheiro forte de bebida e algo a mais que identificou como ser cheiro de vômito.
Kim se sentou no sofá velho, olhando a bagunça que estava o apartamento do outro. Julian se sentou no chão, pois além de não ter espaço para se sentar no sofá cheio de tranqueiras, o dia estava muito quente.
- Como você está Kim? – Julian indagou.
- Você sumiu. O que está acontecendo? – indagou o karateca, notando as olheiras fundas e escuras do outro.
- Nada demais. – sorriu singelo.
Certo! Uma coisa que Kirios e Kim já haviam notado era que Julian raramente falava de seus problemas. O ruivo sempre falava de festas e coisas divertidas, mas raramente expunha seus medos, problemas e desejos mais profundos.
- Desistiu de tentar conversar com seu primo?
- Ah... Deixe-o lá.
- Julian, - suspirou com agastamento – todo mundo sabe que você gosta dele. Na verdade, eu não entendo o motivo de você negar tanto.
- Kim, eu não quero falar...
- Ah, você vai ter que falar sobre isso. Você está péssimo.
- Obrigado pela parte que me toca!
Julian também era cínico e não deixava ofender-se rapidamente por qualquer coisa que falava para ele, portanto era mais difícil ainda tentar arrancar alguma coisa dele.
- Julian, eu estou falando sério.
- Eu também. Está tudo bem, apenas quero um tempo sozinho.
- Você estava bebendo e está com um cheiro horrível.
- Mesmo? Eu vomitei agora, bebi de estômago vazio, mas se quiser eu posso tomar um banho para você.
Kim balançou a cabeça negativamente. Ergueu-se e puxou Julian pelo braço, começando a arrastá-lo até o banheiro, sob os protestos do mesmo e quando entraram o karateca o empurrou até o Box do chuveiro.
- Tome um banho então. – falou, sentando-se no chão frio.
Julian riu baixinho com o jeito impetuoso de Maccario e começou a retirar suas roupas, indagando como estava a vida de seu visitante, que respondia tudo secamente, falando que estava se dando bem com Hanz. Quando terminou de se despir, o ruivo entrou embaixo de uma ducha morna.
Há quanto tempo não tomava banho? Não sabia responder e sentia-se bem se lavando.
- Hanz disse que Leon está um pouco quieto demais, deve ser por sua culpa. Culpa de seu sumiço.
- Ele disse? – indagou, arqueando as sobrancelhas. Finalmente uma reação mais séria do ruivo.
- Sim. Parece que seu primo está triste, eu creio que seria melhor ir falar com ele. Pois apesar de você ser um estúpido com ele, o seu primo ainda te ama.
Julian começou a lavar a cabeça ouvindo os relatos de Kim e depois de um tempo acabou saindo do banho, secando seu corpo esguio numa toalha de algodão, para depois enrolá-la na sua cintura. Os dois saíram do banheiro e foram até a sala.
- Eu estou triste. – Julian revelou numa voz baixa.
- Por quê?
- Não paro de pensar que só me envolvo com relacionamentos difíceis.
- Por que difíceis Julian?
- Meu ex-namorado, o irmão mais velho do Leon. Nós tínhamos uma relação muito perigosa, pois nossos familiares podiam descobrir a qualquer instante. No dia do seu enterro eu chorei mais que qualquer um, e não podia desabafar meus sentimentos.
Kim ouvia os relatos sinceros do outro de uma maneira que jamais pensou em ouvir ou ver. Ali estava o mais festeiro do trio, sentado no chão, com os cabelos úmidos jogados para o lado, com um olhar triste e os lábios curvados para baixo.
- E agora eu penso em ficar com o irmão mais novo dele? – riu baixinho – Gianni deve me odiar.
- Está pensando no que um morto está achando de você?
- Ah, Kim não fale assim.
- Julian, você está se destruindo aqui. Por que não pára de ser tão complicado e vai lutar por quem gosta? Aliás, você nem precisa lutar, pois seus sentimentos são correspondidos.
O ruivo abaixou a cabeça, mostrando-se ainda mais derrotado e aquilo enfureceu o karateca. Ele se ergueu e puxou Julian pelo o braço, jogando-o contra a parede lisa e branca, ouvindo o gemido abafado de susto e dor.
- Kim?
- Pare de ficar se lamentando. Ele não morreu por sua culpa, foi um acidente. Agora você tem a oportunidade de ser feliz com quem gosta, então pare de ficar chorando! – gritou – Você me irrita, só sabe ficar resmungando ou agindo como um idiota.
Julian abaixou a cabeça e Kim a puxou para cima, erguendo seu queixo, segurando sua carne, olhando-o com desafio.
- Eu me importo com você. Tem pessoas que se importam, portanto pare de ficar agindo sozinho.
- Você se importa comigo, Kim? – riu alto – Não me faça rir. Você vive me repreendendo ou querendo me bater. Ainda mais depois que eu fiquei com seu namoradinho, você veio querendo me bater sempre que me via.
- Claro, você sabia que eu gostava dele!
- Gostava tanto que acabou o estuprando. Diga-me, Kim, você é diferente de mim?
- Claro que eu sou diferente de você.
- Ah, você machuca Hanz bem mais do que eu machuco meu primo.
- Não diga besteira.
- Você sabe que é verdade. E agora quer me dar conselhos. Se enxerga!
Maccario ergueu seu punho e golpeou o rosto do ruivo, olhando-o com euforia, observando a marca vermelha que ficou na sua bochecha, vendo o lábio vermelho por causa do sangue. Seu lábio inferior se cortou ao ser esmagado contra seus dentes.
Julian olhou com ódio para Kim e pulou em cima dele, tentando golpeá-lo, descontar toda sua raiva. Não somente a raiva que sentia de seu amigo, mas de todas as coisas ruins que lhe envolvia. Ficou por cima de Maccario, tentando socá-lo, enquanto ele defendia seu rosto com perfeição.
O ruivo não ficou muito tempo naquela posição, pois acabou sendo chutado para trás, caindo de costas no piso frio do apartamento. Kim se sentou no chão e ficou olhando para o corpo estirado, vendo que Julian já estava sem a toalha que o cobria.
- Idiota. Acha que vai conseguir me bater?
- Eu posso tentar, não posso? Agora vai embora daqui!
- Eu não vou.
- Eu estou mandando.
- Grande merda!
- Você não me ajuda em nada, Kim.
- Claro que não, pois você não quer ouvir a verdade.
- E você também não.
- Mas não sou eu que estou preso num apartamento chorando as pitangas, enquanto a pessoa que eu gosto está sofrendo por mim também. Não seja estúpido, nós estamos falando de você e não de mim. Eu estou muito bem com o Hanz!
- Ah, está se gabando agora? – indagou com fúria, sentando-se no chão – Vai lá pegar seu namoradinho, então. Você sumiu desde que ficou com ele, não venha querer minha amizade de novo.
Maccario ficou em silêncio e tentou processar o que seu amigo lhe dizia. Será que Julian havia ficado com ciúme de sua relação com Hanz? Ele ergueu uma sobrancelha, olhando para seu amigo, vendo seus orbes acinzentados lhe encararem com raiva.
- Julian... eu não te abandonei.
- Ah, não? Você e Kirios sumiram de repente. Mas é assim que a gente descobre nossos amigos, nas horas de dificuldade.
- Eu sempre estive aqui.
- Só se fosse para me recriminar ou me socar por alguma coisa. Por favor, Kim, não me venha falar o quão bom você é para mim. Agora vá embora.
- Depois do que eu ouvi aqui eu não vou embora mesmo.
- Então fica aí, eu não vou te dar atenção! – falou, levantando-se, exibindo sua nudez sem nenhum constrangimento.
Julian pegou a toalha e foi andando até o quarto, sendo acompanhado por Maccario que falava algumas coisas, mas nem sequer respondia. O ruivo sentou-se na sua cama e ligou o ventilador que estava no teto, ouvindo o som irritante do metal rangendo.
- Julian, você é meu amigo.
- Não sou não. Cai fora.
- Como pode dizer que eu não sou?
- Ah, Kim. Se eu for apontar tudo que você já me fez de ruim, eu precisarei de uma lista quilométrica.
- Diga então, eu quero saber.
E Julian começou a relatar várias coisas que havia passado com Maccario, na qual ele havia lhe chateado.
- (...) e aquele dia que você veio com uma conversa mole de querer dormir comigo. Eu gostava de você na época, e você me largou naquela cama como se eu fosse um traste qualquer e...
Maccario já havia se esquecido daquele relato e viu o olhar magoado de seu amigo. Certamente que ele não era uma pessoa dócil e fácil de lidar, mas Julian tinha que relevar algumas coisas também.
- Sobre aquele dia, eu estava bêbado. Perdão.
- Ah, grande coisa. Nem sabe como eu me senti!
- “Não pensei que Julian fosse tão sentimental! Deuses! Eu preciso do Kirios aqui, não vou conseguir conversar com ele.” – pensou entrando em desespero.
- (...) resumindo é isso! – terminou o ruivo.
Kim se aproximou e tocou no belo rosto de seu amigo, sentindo um pouco de pena do mesmo, lembrando-se da noite que o deixou jogado no chão do quarto. Ele havia sido cruel, mas não havia pensado que magoaria tanto seu amigo.
- Como posso fazer você se sentir melhor, Julian?
- Indo embora? – indagou com cinismo.
- Eu não vou embora até você deixar esse olhar entristecido.
Julian fechou os olhos e começou a rir baixinho, nervoso com aquilo. Maccario sentiu seu coração acelerar, não estava gostando da mágoa que envolvia o outro e aquilo o deixava entristecido.
Um segredo de Maccario era que o mesmo gostava muito de seu amigo, mas jamais disse isso a ninguém, pois Julian era demasiado cínico, alegre e rebelde, uma pessoa que riria de seus sentimentos e jamais o aceitaria. Pensava assim, felizmente seu sentimento se passou com o tempo, mas agora, sentia o seu sangue esquentar, assim como sentia no passado.
E sua mão forte tocou naquele rosto sensível, erguendo-o para encará-lo. Ah! Sim, ele era lindo, não tinha dúvida disso. Sentiu um frio correr pela sua espinha e inclinou-se para baixo, dando um beijo leve na bochecha de Julian, muito próximo ao seu lábio, quase tocando-o.
- Kim? – indagou com confusão.
- Eu não queria te chatear tanto. Deixe-me tirar essa má impressão que você tem de mim. – pediu sussurrante – Eu gostava muito de você naquela época, fiquei nervoso e estava bêbado, por isso saí correndo.
- Ah... co... como? – gaguejou, não podia acreditar no que estava ouvindo.
- Eu não quero mais ver essa expressão triste. Não vindo de você.
E Maccario puxou os lábios do outro na sua direção, sentindo o hálito de álcool, beijando aquele pedaço de carne avermelhado, chupando-o levemente para depois inserir sua língua na boca que tanto sonhou quando era mais novo. Agora resvalava por toda a região e a língua de Julian estava tímida, às vezes se movia para ter contato com a boca de Kim, mas isso era raro. Talvez estivesse perturbado demais para conseguir reagir.
O beijo parou, eles ficaram a uma distância mínima apenas se olhando, com o hálito quente próximo as suas narinas. Um arrepio correu por todo o corpo de Kim. Ele não queria sentir aquele sentimento novamente, mas estava desejoso por aquele corpo.
- O que... está fazendo? – Julian conseguiu indagar, sentindo seu coração falhar algumas batidas.
- O que deveria ter feito há muito tempo.
Julian foi empurrado para trás sem nenhuma gentileza. Maccario se levantou por completo e retirou sua camiseta, exibindo seu tronco definido, seu tanquinho perfeito. O ruivo viu que ele começou a retirar a sua calça jeans e sua cueca preta, vendo aquele pênis semidesperto que lhe causou arrepios.
O olhar de Julian correu todo aquele corpo, pelo piercing que ficava no mamilo direito, para os brincos que Kim usava nas orelhas, encarando aquele rosto forte e aquele cabelo escuro e liso, observando seus músculos bem trabalhados, todo aquele conjunto o deixou excitado. Seu amigo era atraente demais! Sempre achou, mas agora olhava sem pudor algum.
Maccario subiu na cama e ficou em cima do corpo esguio de Julian, beijando sua boca, bochecha, deslizando até seu pescoço onde começou a lamber e chupar, dando algumas mordidinhas de leve. Fazia tudo rapidamente, estava eufórico e desejoso. Julian agarrava seus braços, resvalava sua mão por seu dorso, apertava a parte onde estava à tatuagem da carpa, queria tomar aquele corpo.
A mão direita agarrou os fios úmidos, puxando-os para o lado com força, com certa selvageria que estava contida no seu passado. Julian não ligou, estava extasiado demais com o que acontecia para ligar para um simples puxão de cabelo.
Kim foi jogado para o lado com uma leve cotovelada e Julian subiu em cima dele, olhando-o de cima. Seu olhar era intenso e carregado, ele se inclinou e voltou a beijar a boca do outro, enquanto sentia as mãos de Kim lhe apertarem, descendo até suas nádegas, apertando-as, enquanto passeava com seu dedo naquele meio.
A boca de Julian fazia Kim saborear todo aquele momento, pois ela começou a resvalar por seu tórax, lambendo e mordiscando seus mamilos, parando no piercing que usava, que começou a ser puxado levemente pelos dentes. Aquilo causava aflição em Kim que gemia mais alto, temendo que Julian puxasse de uma vez.
- Julian... desce... – Kim pediu num gemido, empurrando a cabeça do outro para baixo. – lá embaixo, eu quero.
Julian obedeceu, lambendo aquele membro ereto depravadamente, passando sua língua por sua glande, demorando ali por um instante para depois lamber sua virilha, enquanto sua mão acariciava o saco com carinho, dando uma apertada intensa de vez em quando para inovar. Ficou lambendo mais um tempo, até que o colocou na boca, chupando da melhor forma que conseguia.
O membro de Kim era grande, grosso e descia até sua garganta, sufocando-o em certos pontos, entretanto mesmo assim continuava com aquela felação. Colocava tudo na sua boca, chupando, passando sua língua no movimento contrário de sua cabeça, friccionando ao máximo e como recompensa ouvia os gemidos longos de prazer do karateca.
- Isso... assim... continua! – Kim gemia enlouquecido, sentindo todo seu corpo suar. Seu prazer aumentava, juntamente com os pensamentos insanos e depravados que estavam em sua mente.
Julian retirou sua boca e a resvalou pelo umbigo até os mamilos de Kim, cobrindo o corpo menor, sentindo o pênis de Kim bater contra seu abdômen, notando como ele estava duro e latejava. O ruivo sorriu com júbilo ao ver o estado que deixou o seu amigo.
Kim se remexeu e ajoelhou-se na cama, puxando as pernas de Julian na sua direção, começando a puxá-lo até que virou o ruivo de ponta cabeça, deixando apenas a cabeça e os ombros de Julian no colchão, erguendo a parte debaixo de seu corpo na sua direção. Ele abraçou a cintura de Julian e abaixou sua cabeça, começando a lamber seu pênis e enfiando seu rosto no meio de suas pernas, lambendo suas nádegas.
Aquela posição era um pouco incômoda, parecia que todo o sangue de seu corpo estava descendo até sua cabeça, portanto suas faces ficaram cada vez mais vermelhas. Seu pescoço estava doendo um pouco, mas nada disso era suficiente para reclamar, pois sua atenção estava voltada para a língua que lhe lambia naquela região tão íntima. E desejava que Kim o beijasse no meio de suas pernas.
- Kim... – gemeu baixinho – me beija. – pediu.
Maccario sorriu e acatou aquele pedido resvalando a língua pela região escura, começando a chupar, lamber e morder, inserindo a pontinha da língua naquela parte, abrindo caminho, mesmo que fosse só um pequeno pedaço.
O prazer que Julian sentiu foi indescritível, ele gemia alto, sentindo os braços fortes agarrarem sua cintura, impedindo que escorregasse, enquanto aquela língua trabalhava perfeitamente no seu corpo. Kim sabia fazer o serviço maravilhosamente bem! Por um momento sentiu vontade de jogar Hanz num poço sem fundo para poder ter aquele amante para ele.
Kim soltou o corpo do seu amigo lentamente, pois ele mesmo estava sentindo a urgência de seu próprio corpo. Julian caiu na cama, com a respiração agitada. Abriu a boca para falar alguma coisa, contudo acabou soltando um grito ao sentir dois dedos lhe invadirem de uma única vez, abrindo espaço entre seu corpo.
- Ah, Julian. Eu queria ter feito isso antes! – Kim confessou, adorando sentir seus dedos esmagados naquele corpo quente.
- Mesmo?
- Sim! – sorriu.
Os dedos foram retirados. Kim virou o corpo de Julian de uma única vez com a brutalidade que somente o karateca tinha, e o puxou para cima, fazendo-o ficar de quatro. Julian nem resistiu, ele abriu ainda mais suas pernas e se firmou naquela posição, ansiando pelo o que viria.
Seu coração estava acelerado, seus problemas haviam sumido e Kim era bem mais eficiente que qualquer garrafa de vodka. Quando sentiu o pênis duro tocar na sua entrada, Julian sabia que aquilo ia doer e se preparou para recebê-lo. Suas mãos ficaram brancas pela força que fazia ao se agarrar ao lençol.
Seus corpos estavam suados, eles gemiam baixinhos e falavam coisas desconexas enquanto se uniam. O calor daquele dia era intenso e seus corpos ainda pareciam arder em brasa, eram dois vulcões prestes a explodir naquela cama que rangia com a movimentação daqueles dois corpos pesados.
Quando o pênis de Kim entrou, ele pareceu relaxar, ficando a aproveitar o calor, aquele aperto que lhe envolvia. Aquilo era prazeroso, e ficou estático, apenas aproveitando a pressão. Contudo não estava sozinho e precisava dar prazer aquele ruivo tão sensível.
- Isso está muito bom, Julian. – falou.
- Hum... Kim... vai logo. – pediu.
- Como quiser.
Um tapa forte marcou a nádega direta de Julian e Kim começou a mover seu quadril, batendo contra o ruivo, entrando e saindo lentamente a princípio, até se acostumar com aquele corpo, com aquele calor, pegando o ritmo aos poucos num movimento cadenciado que foi aumentando sua intensidade com o passar dos segundos.
Kim passava sua mão por todo aquele dorso suado, sentindo o cheiro forte do xampu de Julian, assim como do suor, enquanto seus ouvidos eram preenchidos por gemidos prazerosos. Isso era uma coisa que sempre desejou fazer, entretanto nunca teve a coragem suficiente para realizar. Sempre quis sentir aquele homem junto a si.
De repente o karateca sai de dentro de Julian e o vira bruscamente, jogando-o de barriga para cima naquele colchão. No início estava com medo de encará-lo, enquanto transavam, por isso o colocou de quatro, mas agora não conseguia esconder sua ansiedade, seu desejo de observá-lo gemer enquanto o penetrava.
Abriu suas pernas e postou-se naquele meio, começando a penetração novamente que foi mais fácil. Kim o encarava de cima agora, pois estava ajoelhado naquela cama, continuando a impor o ritmo que desejava. Ele tocou no membro de Julian e começou a masturbá-lo rapidamente.
O ruivo achou que ia desmaiar de tanto prazer que estava sentido, ele virou a cabeça para o lado e cerrou seus olhos, deixando sua boca aberta para respirar e gemer. Aquilo foi um deleite para Maccario, que ficou concentrado nas reações do seu amigo, amando saber que podia causar tanto desejo assim naquele ruivo cínico e desbocado.
- Ah... ah... Kim, mais rápido. – pedia enlouquecido – Mais, mais!
E todo aquele calorão pareceu se intensificar com a chegada do orgasmo, Julian arqueou suas costas e gozou na mão de Kim que continuou a mover-ser, até que a última gota de sêmen esvaísse. Sorriu satisfeito, vendo o outro derrotado a sua frente. Todavia ainda precisava se aliviar, agarrou as coxas com ímpeto, voltando a enfiar-se com força, entrando e saindo com velocidade.
Maccario fechou os olhos, sentindo apenas seu corpo se deliciar com aquele momento, ouvindo os gemidos abafados de Julian, e o som que seu quadril produzia ao bater de encontro a ele, o ranger da cama assim como o som do metal rangendo do ventilador. Estava suando, cansado, com calor e tudo parou de repente quando abriu a boca em um grito mudo, gozando dentro daquele ruivo.
Saiu com o membro úmido, olhando a nádegas de seu amigo, vendo sua semente escorrer pelo lençol. Sorriu orgulhoso, e deitou-se em cima de Julian, beijando sua boca úmida e carnuda com menos euforia.
- Não quero mais ver... aquela expressão triste. – Kim sussurrou.
- Hum... tudo bem.
- Eu sou seu amigo também. – voltou a falar, acarinhando o rosto do outro – Sou um pouco estúpido às vezes, mas não quer dizer que eu não me importe.
- Eu sei, Kim. Eu falei coisas demais, não se preocupe.
- E se estiver triste, não fuja. Apenas venha conversar comigo ou com Kirios.
Julian fechou os olhos e sentiu os lábios de Kim lhe cobrirem o rosto. O karateca era extremamente carinhoso. Esse era um lado de Kim que poucos conheciam.
- Tudo bem, Kim. Eu estava realmente, chateado.
- Eu sei, por isso vim aqui. – disse – e acabamos desse jeito.
- Não vou contar a ninguém. – falou.
- Obrigado. – sorriu singelo – Acho que Hanz não me perdoaria.
- O ama muito não é mesmo?
- Sim, - sorriu – assim como você gosta de seu primo.
- Eu... gosto dele... sim. – confessou.
Maccario riu baixinho e rolou para o outro lado, ficando deitado de barriga para cima, sentindo o vento fraco que vinha do ventilador do teto.
- Você precisa trocar seu ventilador. Que barulho chato!
- Eu sei, e eu tenho medo que ele caia na minha cabeça.
- E quando vai falar com ele?
- Eu não sei.
- Julian... – o repreendeu.
- Ta bom, eu vou ligar para ele hoje. Mas ele não vai querer me ver.
- Provavelmente. Ele está bravo, mas te ama. Você tem que ir até ele, antes que outro venha.
- Eu sei, e acho que não agüentaria vê-lo com outro.
- Então o que está esperando?
- Eu não sei, Kim. Só faço as coisas devagar, eu fico inseguro, sabia?
- Você? Inseguro? – riu alto.
Julian riu baixinho. Certamente que ele era o tipo de pessoa que não demonstrava nenhum sentimento de fraqueza.
- Eu quebrei o braço dele. Deuses! Me sinto tão mal por isso, Kim.
- Eu sei como você se sente. Machuquei demais ao Hanz também.
- Hum... E ele te perdoou?
- Até hoje eu sinto que não. No seu olhar, talvez ele se segure para não jogar na minha cara aquele dia que o machuquei. E eu não quero que ele jogue também, pois eu ficaria arrasado.
- Você é egoísta. Sempre desejando que Hanz só veja seu lado bom.
- Hum... e você sempre desejando que seu primo te perdoe e te beije.
- Somos bem parecidos! – Julian concluiu.
Kim se sentou na cama e depois começou a caçar suas roupas, vestindo-se sob o olhar cansado de Julian.
- Eu tenho que ir.
- Obrigado pela visita. – sorriu.
Após terminar de se vestir, Kim tocou no rosto de Julian e lhe deu um beijo na testa, sussurrando:
- Espero que não tenha que provar que sou seu amigo e que me importo com você novamente.
Julian sorriu e balançou a cabeça positivamente.
- Pode ficar deitado. Eu sei o caminho.
- Eu te levo.
- Pode ficar aí, sei que te quebrei! – riu maliciosamente.
- Ah! Convencido.
Maccario se virou de costas e ergueu sua mão, acenando, saindo do quarto e do apartamento, sentindo-se melhor por ter conseguido ver uma expressão feliz e um sorriso esperançoso nos lábios de seu amigo. Todavia estava começando a sentir-se mal por ter traído o corpo de Hanz. Afinal, havia deitado com outra pessoa, mesmo que tenha sido sem sentimentos carnais.
No quarto, Julian ficou um tempo aproveitando o descanso. As horas se passaram e ele adormeceu, acordando no final do dia, erguendo-se num pulo. Ele estava revigorado e agora tinha que correr atrás de seus objetivos. O ruivo vestiu jeans e uma camiseta preta, calçando um par de tênis e saiu do apartamento.
No seu carro, ele pensava no que faria ou diria para a pessoa que gostava. Pegou seu telefone celular e discou para o número que já estava gravado na sua cabeça, ouvindo a voz de quem desejava segundos depois.
- Alô?
- Leon, sou eu.
- Ah... o que foi agora?
- Eu queria falar com você.
- Eu estou ocupado.
- Onde você está?
- Em casa.
- Por favor, saia para eu falar com você.
- Tudo bem, Julian. Tudo bem.
- Eu já estou na sua rua.
- Já?!
- Sim, saia logo. Eu preciso de... você.
Julian apertou o botão vermelho desligando na cara de seu primo, pois não queria ouvir nada de sua boca através daquele aparelho. Queria falar com ele cara-a-cara, expor seus medos e sentimentos.
O ruivo parou do outro lado da rua e saiu do carro, ficando encostado na porta com os braços cruzados, olhando para o portão de metal que abriu de repente, revelando o belo rapaz de olhos cor de rubi. Leon atravessou a rua lentamente, indo de encontro ao mais velho.
Eles se aproximaram, Leon tinha um olhar desconfiado, triste e raivoso, enquanto Julian estava impassível, apenas observando-o.
- “Como posso fingir não gostar de alguém assim?” – indagou para ele mesmo, sentindo seu corpo reagir aquele belo rosto.
Ele o amava. Tinha que admitir e parar de sofrer com os fantasmas de Gianni.
- O que queria falar comigo? – indagou Leon.
Julian esticou seus braços e o puxou, abraçando o corpo menos com força, ouvindo Leon gemer e reclamar. Ignorou os pedidos do mais novo para se separarem, afundando a cabeça na curva de seu pescoço, aspirando o cheiro dele.
- Julian, meu braço! – Leon disse quase num grito.
E o ruivo se separou a contra gosto, sem soltar os braços de Leon que estava pasmo com sua atitude.
- Eu te amo. – falou claramente, olhando para a face perplexa de seu primo menor – eu quero ficar com você. Eu estava enganado sobre meus sentimentos, eu não te desprezo ou te acho um substituto. Você é muito mais do que Gianni já foi para mim.
O mundo de Leon pareceu desabar com aquelas palavras. Aquilo só podia ser um sonho. E como havia sonhado com isso!
- O... o que?
- Eu não fui claro? – indagou com seriedade – eu não estou brincando. Eu estou falando o que eu realmente sentia, o que eu escondia de você. Eu tinha medo de ser odiado por seu irmão mesmo morto. Medo de me envolver e me machucar de novo.
- Julian não... não brinque com isso. – falou com os olhos cheios de água.
- E alguém aqui está brincando por acaso?
Leon moveu a cabeça negativamente, fechando suas pálpebras, vendo que algumas lágrimas começaram a escorrer.
- “Ah, Kim. Obrigado por me ajudar!” – agradeceu mentalmente.
Ele tocou no rosto de Leon, olhou para os lados e depois lhe deu um beijo singelo nos lábios.
- Eu queria sair para conversar. Entre no carro e vamos resolver tudo isso.
Leon não discutiu, estava fragilizado demais para tentar expor seu lado magoado, ele entrou no carro e ali ficou em silêncio, observando seu primo dirigir, vendo que ele tinha um sorriso diferente no rosto.
Julian estava feliz.
OoO
No mesmo bairro, minutos de distância da casa de Leon. Kim estava entrando no apartamento que dividia com Hanz, encontrando o menor jogado no sofá da sala, assistindo televisão.
- Onde estava? – indagou o moreno.
- Na casa de Julian. – respondeu.
- E ele está bem?
- Sim, agora está. – sorriu.
Maccario se sentou no sofá, ao lado da cabeça de Hanz até que o puxou para que ficasse com parte do corpo deitado em cima de seu colo.
- Você está estranho. – Hanz observou.
- Estou? – indagou, sorrindo docilmente, enquanto alisava os fios negros.
- Sim. Aconteceu alguma coisa?
- Nada, só vi como é importante ter você comigo.
Hanz abriu um lindo sorriso e se ergueu, sentando-se no sofá para depois dar um beijo rápido nos lábios de seu namorado.
- E quando percebeu isso?
- Hoje, enquanto estava com Julian.
- Hum... é bom ficar com quem a gente gosta. – Hanz falou.
Kim concordou, puxando o moreno pela mão, levando-o até o quarto em silêncio.
- Ah, Kim. Você parece estar bem animado, hoje! – Hanz comentou.
- E eu estou mesmo! – sorriu, jogando Hanz para dentro do quarto, fechando a porta num chute.
OoO
Capítulo mais uma vez corrigido pela minha querida Nyx Malfoy. Muito obrigada.
E mais um especial de troca-troca foi terminado. Eu tive que fazer esse como havia prometido para minha leitora, a Baby. E espero que tenham gostado desse Julian pensativo e desse Kim carinhoso.
Eu não conseguiria fazer um lemon com sentimentos amorosos entre os dois, pois eu não consigo vê-los como namorados. Eu senti falta de colocar o Kirios aí no meio, rs... mas eu me contive, ou esse especial ia sair bem maior que os demais.
E tinha que acabar esse capítulo com os verdadeiros casais, pois eu achei que ficou sentimental demais. Oh! Eu estou sentimental, que surpresa! Hahaha...
Um casal que eu estou louca para escrever é Vincent x Hanz. Será que Hanz e Vincent não se envolveram nessa semana que Hanz ficou na casa ele? Hum... Os chifres de Kim que o digam.
Comentários são bem-vindos.
4/3/2009
Por Leona-EBM
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