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Por Leona-EBM
Contos de Garotos 2
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Antes de iniciar a leitura três pequenos avisos:
Atenção: essa estória como seus personagens pertencem a Leona-EBM, e qualquer relato parecido com outra história é mera coincidência. A história e os personagens pertencem a Leona-EBM todos os direitos reservados.
Aviso: Essa estória é proibida para menores de dezoito anos por ter cenas de sexo explícito entre dois homens, como também estupro, nudez, violência, incesto, agressão verbal, bebidas alcoólicas e drogas. E, além disso, romance com muito açúcar, drama, ação, traições e o comportamento de jovens garotos no clima universitário.
Observação: Para o maior entendimento dessa estória é necessário que o leitor acompanhe a série desde Contos de Garotos e Contos de Garotos: Férias de Verão.
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Contos de Garotos 2
Capítulo I
Vida de Universitário
Os orbes cor de mel observavam o quadro negro com atenção, sua mente estava voltada para o assunto que estava sendo tratado em aula. Ele mal havia saído do colégio e já estava estudando novamente e agora teria que levar os estudos mais a sério, pois estava estudando com um objetivo.
Kirios olhou para seu caderno e depois rodou seu olhar pela sala, ele era a pessoa mais estranha daquele grupo que ele julgava serem “certinhos”, os garotos vestiam calça de alfaiataria e as meninas vestiam vestidos com cores sóbrias e bem comportados, sendo que a maioria usava óculos.
O curso de medicina era pago, contudo era muito difícil entrar na universidade, pois a coordenação exigia que o aluno tirasse uma boa nota no vestibular, para assim formar bons médicos e não apenas “filhinhos” de papai que foram obrigados a seguirem essa carreira de grande prestígio na sociedade.
A aula teve seu fim, Kirios olhou para a garota que estava sentada ao seu lado na mesa, ela lhe exibiu um sorriso tímido e mexeu na sua franja com certo nervosismo. Kirios sorriu de canto e pegou seu material, saindo da sala em passos lentos, sentindo-se o dono daquele lugar, ele não tinha medo de conversar ou de fazer nada vergonhoso na frente de ninguém, por isso agia livremente.
Kirios cursava a faculdade Saint de La Cruz com os outros colegas do antigo colégio. A universidade possuía quase todos os cursos possíveis, havia fechado praticamente um bairro inteiro com seus prédios monstruosos. Para caminhar nessa cidade universitária, era necessário pegar um microônibus ou então ir de bicicleta, carro ou procurar alguma carona.
Mesmo tentando se livrar da imagem do terrível Saint Rosre, aquele lugar não permitia, pelo fato de muitos alunos do antigo colégio circularem pela região, mesmo alunos de anos superiores que já haviam deixado o colégio há muito tempo. Kirios os reencontrava pelos corredores, mas passava reto, sem nem sequer olhá-los, surpreendendo alguns alunos que ainda o temiam.
Kirios passou olhando pela sala de educação física, vendo que seu amigo estava jogado numa das cadeiras, falando com uma garota que lhe sorria de orelha a orelha. Entrou na sala, sendo observado por quase todos os presentes por causa de seu moicano louro.
- E aí! – Kirios sorriu para o karateca.
A garota deu um passo para trás e olhou Kirios de ponta a ponta, exibindo um largo sorriso, deixando suas faces ficarem mais avermelhadas do que já estavam. Kim se levantou e se afastou com seu amigo, pegando apenas sua carteira que estava em cima da mesa.
- Como está sendo sua aula? – Kim indagou.
O karateca puxou um cigarro do bolso de sua calça, o acendendo imediatamente, enquanto debruçava-se num muro de tijolos avermelhados. Eles estavam no térreo, e por isso podiam sentir o cheiro das flores do jardim, juntamente com a terra molhada.
O vento frio bateu contra os cabelos de Kim, jogando-os para trás. Kirios postou-se ao seu lado, arrumando o seu casaco, olhando para o campus com paciência.
- E o Hanz? – Kirios indagou.
- Ele não quis vir no primeiro dia – Kim disse, aspirando a fumaça de seu cigarro.
- Por quê?
- Por causa do trote – respondeu seco.
- Hum... talvez tenha sido melhor para ele, pois com certeza irão querer contar seu cabelo ou fazê-lo pagar a conta do bar – Kirios falou.
- Isso se aplica a nós também – sorriu de canto.
Kirios riu baixinho e então disse:
- O primeiro idiota vai parar no hospital.
- Eu bato e você socorre. Quem é o futuro médico aqui?
- Por enquanto sou um estudante, só posso agredir os idiotas que me perturbarem – sorriu.
- Já te chamaram para ir ao barzinho? – indagou, exibindo um olhar cansado.
- Não, as pessoas da minha sala não falam comigo, – falou – acho que elas me acham estranho.
E nesse instante Kim começou a rir, esquecendo-se de seu cigarro que acabou caindo na terra úmida, sujando o canto onde belas rosas cresciam. Passou a mão por seus cabelos que insistiam em cair por seus olhos e depois encarou seu amigo que mantinha um semblante impassível olhando para o cigarro que estava no chão.
- E você tem falado com Mahoma?
- Por telefone. – respondeu com um suspiro.
- Como vocês estão se resolvendo?
- Não sei ainda. Ele mora em outra cidade e está no terceiro ano ainda... muito novo.
- E seu irmão?
- Ele está estranho, ultimamente anda cabisbaixo, ficando preso no quarto. Eu estou preocupado, – falou – ele não conversa mais comigo, – desabafou – desde que voltamos de férias, ele não se abre mais para mim.
- Ele sentiu-se trocado, – Kim falou – você devia saber disso. Ele ficou chateado.
- Eu sei, eu sei – disse com impaciência – eu errei, eu sei, mas eu gosto muito do meu irmão.
- Disso eu sei, mas você o trocou tão facilmente – Kim observou – ele sentiu-se um lixo.
- Como sabe? – indagou com surpresa.
- Ele veio chorar um dia para nós dois – revelou.
- Que dia? – indagou com surpresa.
- Ele não estava se sentindo bem no hotel, então pediu ajuda para mim e Hanz. Estava com hipoglicemia, – comentou – não te disse?
- Ele estava mesmo? – arregalou os olhos – Pensei que fosse drama. Ele não me falou nada depois.
Kim suspirou, olhando para a expressão desolada de seu amigo sentindo um pouco de pena da situação que ele se encontrava.
- Mas ele não te procura mais? – Kim indagou com curiosidade.
- Não. – respondeu – Deve estar com alguém.
- Você se importa?
- Sinceramente? Sim, eu não quero nem saber quem é – disse, passando a mão por suas têmporas, massageando-as – eu tenho dor de cabeça só de pensar.
- Kirios, você quer ter seu irmão e mais outra pessoa e não quer que ele tenha ninguém. Você está sendo egoísta demais – disse.
- As pessoas não são perfeitas, eu sou egoísta – disse – algum problema? – indagou em seguida.
- Nenhum – sorriu.
- Aquela menina estava querendo te levar para o bar? – Kirios indagou, a fim de mudar de assunto.
- Sim. – respondeu com agastamento – Ela grudou em mim desde que sentei ao seu lado, e vive me chamando de “Kimzinho” – falou, fazendo careta – eu não tenho paciência com esse tipo de mulher.
E quem riu agora foi Kirios, passou a mão pelo ombro de Kim e depois deu alguns tapas de leve.
- Se você está sofrendo esse assédio, imagine o Hanz! – provocou, recebendo um olhar fulminante de Maccario.
- Ele nem é louco de aceitar o xaveco dessas meninas assanhadas – falou num tom elevado.
- Vai ter ciúme de mulher, Kim? – Kirios indagou.
O karateca não disse nada, virou de costas para o louro e se afastou, ouvindo ao longe a risada divertida de Kirios.
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No centro da cidade havia um pequeno prédio de quatro andares feito de tijolos que já estava desgastado com o tempo. As janelas eram de metal, escuras e algumas eram mais claras por causa da ferrugem. Não havia elevador, nem porteiro, sendo assim o condomínio era muito barato.
Hanz estava morando no último andar do apartamento, por enquanto estava sozinho, mas logo moraria junto ao seu namorado que estava planejando dividir o aluguel com ele, apesar de não precisar economizar seu dinheiro.
O moreno estava olhando para o cômodo vazio, havia somente duas caixas de papelão no meio da sala, e no quarto havia um colchão minúsculo que comprou de emergência. Ele não tinha para onde ir depois que saiu do Saint Rosre, e decididamente não podia mais viver com seus tios, que lhe tratavam mal desde que começou a cuidar de sua herança.
- “Aqui é tão frio” – pensou, sentindo um vento frio correr pela sala, se aproximou da janela e viu que um dos vidros estava quebrado, sorriu amarelo e depois caminhou pelo apartamento.
O apartamento era grande, o seu aluguel tinha um preço alto, mas Hanz fazia questão de ter espaço e morar no centro da cidade que ficava próximo a universidade. Havia uma sala de tamanho médio, a cozinha era pequena, servindo apenas para os eletrodomésticos, havia um quarto médio com uma espaçosa janela, um banheiro pequeno e uma lavanderia bem grande que poderia ser considerada um quintal.
- “Eu preciso dar um jeito nisso” – pensou, olhando com desespero para as paredes brancas.
O moreno pegou seu casaco preto que chegava abaixo de seu quadril e saiu do apartamento, descendo o conjunto de escada em passos rápidos. Alcançou a rua, sentindo o vento frio bater contra seu corpo, seu casaco foi arrumado pelas mãos hábeis e apressadas e logo postou a caminhar.
Entrou na primeira loja que achou interessante, conversando atentamente com o vendedor que se animou com a idéia de seu cliente. Hanz queria mobiliar seu apartamento, não havia problema com dinheiro, mas mesmo assim pediu um desconto.
As horas foram passando e o número de objetos que foram comprados alegrava os dois. Depois de muito conversar, olhar e pesquisar, Hanz saiu da loja, com a nota fiscal de suas compras que seriam entregues na mesma semana. Ele não queria mobiliar a casa com Kim, mas mesmo assim havia comprado algumas coisas que o karateca com certeza usaria.
- “Viver pensando em dois... será que eu consigo?” – pensou, olhando para o pequeno pacote que havia na sua mão. Hanz havia feito questão de levar um conjunto de taças que havia comprado na loja.
O moreno passou num mercado, onde comprou alguns alimentos para sua sobrevivência, assim como vinho e algumas guloseimas. Depois de seu passeio capitalista, acabou retornando para o apartamento.
Na sua nova casa, sentou-se no chão de madeira da sala e ficou olhando para o nada, sentindo uma tristeza abater no seu peito. O que faria daqui em diante? E se não gostasse da faculdade? E se não desse certo morando com Kim? Essas perguntas o estavam deixando angustiado.
O seu celular tocou de repente, o som que ele fez acordou Hanz de seus devaneios, esticou o braço e pegou o aparelho vendo o número que lhe chamava. Atendeu, ficando em silêncio, até que ouviu a voz máscula de seu namorado.
- Hanz?
- Oi, Kim.
- Estou te ligando para saber como você está.
- Eu fui fazer umas compras.
- Eu pensei que faríamos juntos.
- Eu estava com tédio, e acabei comprando um monte de coisas.
- Ah... tudo bem. Eu vou passar aí depois da faculdade.
- Eu vou te esperar.
- Quer que eu leve alguma coisa?
- Traga pão e frios, eu quero comer alguma coisa. E... traga coisas que não precisem ser lavadas e nem que precisem de copo. E eu não tenho talheres também.
- Certo, eu providencio tudo. Logo eu estarei aí, um beijo.
- Um beijo.
A ligação foi encerrada, Hanz animou-se com a idéia que seu namorado estava vindo. Correu até o banheiro que estava imundo e depois foi até seu quarto, pegando uma toalha e alguns produtos para seu banho. O moreno começou a se lavar, sofrendo com a água morna do chuveiro, saindo rapidamente.
- “Banho miserável, eu preciso de uma empregada, de um chuveiro novo... de um pintor. Esse apartamento está muito branco... e tapete, isso! Tapete, eu esqueci... Ah! E esse chão precisa ser encerado”.
O moreno vestiu uma bermuda jeans e uma camiseta preta, foi até a cozinha onde havia uma mesa de madeira caída aos pedaços que os antigos donos haviam deixado. Hanz colocou suas compras ali em cima e retornou para a sala, colocando seu Ipod para tocar algumas músicas.
Olhava impaciente para o relógio de seu celular até que finalmente ouviu o interfone. Correu até o aparelho, ouvindo a voz de Maccario, sorriu e apertou um botão que ficava ao lado do aparelho, que possibilitava que abrisse a porta para Kim.
Alguns segundos e ouviu a campainha tocar, abriu a porta com um largo sorriso e Kim adentrou com duas sacolas de compras. O karateca entrou na cozinha e colocou as coisas em cima da pia, e antes que se virasse para falar com Hanz, este o abraçou por trás, beijando-lhe as costas.
- Humm... muito bom ser recebido assim. – Kim falou, passando as mãos pelos braços de seu namorado – Está tudo bem?
- Sim, eu estava me sentindo muito sozinho – confessou.
- Eu vou me mudar logo, não se preocupe – falou.
- Quando?
- Daqui a duas semanas – respondeu.
- Por que tanto tempo? – indagou com uma voz manhosa.
- Porque minha mãe está fazendo drama – falou.
Kim afastou os braços que lhe seguravam e virou seu tronco, abraçando o corpo menor de frente, procurando seus lábios para então beijá-los com doçura, enquanto suas mãos acariciavam os cabelos úmidos.
- Você tem cama? – indagou num sorriso malicioso.
- Eu mal caibo nela – riu baixinho.
Kim abaixou-se um pouco e pegou Hanz no colo num único impulso, caminhando até a parede, onde as costas do moreno se aconchegaram; as pernas de Hanz envolveram a cintura de Kim e seus braços se encarregaram de abraçar seu pescoço.
O casal começou a se beijar com paixão, os lábios escorregavam de um lado para outro, causando sons característicos de um beijo carregado de saudade e desejo. As mãos de Kim passavam pelas pernas de Hanz, apertando suas nádegas, desejando se livrar daquela roupa que ocultava o corpo que tanto gostava.
O moreno ergueu um pouco o pescoço, aspirando o ar empoeirado a sua volta para voltar a beijar o pescoço de Kim, dando longas lambidas, gemendo baixinho enquanto era pressionado com força na parede, a fim de amassar seu sexo.
Kim afastou Hanz da parede e começou a caminhar com o moreno nos seus braços, tentando enxergar o cômodo, pois não conseguia raciocinar direito com Hanz em seus braços, beijando-lhe o pescoço de modo enlouquecido. Eles chegaram ao quarto, Kim olhou para o colchão, vendo que era fino e portátil, não servia para dormir e por um momento sentiu pena de Hanz.
Contudo, Maccario ajoelhou-se no colchonete e despejou Hanz, que continuava grudado nele como se fosse um carrapato, não desprendendo suas pernas da cintura, enquanto atacava seu pescoço.
- Nossa, Hanz!– Kim exclamou – Eu já vou te comer, deixe-me tirar a minha calça primeiro – riu baixinho.
O karateca começou a abrir o botão de sua calça jeans com dificuldade, pois Hanz não havia desgrudado um segundo sequer. Ele se desequilibrou algumas vezes até conseguir passar sua calça até o joelho, retirou seu tênis com os pés e movendo as pernas acabou retirando a calça incômoda.
- Hanz... deixe-me tirar sua roupa, – pediu – desgruda um pouco.
O moreno nem sequer ouviu, voltando a segurar a cabeça de seu namorado para lhe beijar a boca. Kim acabou retribuindo ao beijo, porém estava mais entretido em retirar as pernas que lhe prendiam, forçando-as para o lado até que finalmente conseguiu fazer com que Hanz as deixasse flexionadas no chão.
E antes que dessa a louca no seu namorado de novo, Kim puxou a bermuda jeans juntamente com a cueca apressadamente, depois começou a puxar a camiseta de Hanz para cima interrompendo o beijo por um minuto. Maccario se ajeitou e retirou sua camiseta e sua jaqueta, ficando somente com a cueca e quando ia tirar a última peça de roupa, Hanz voltou a agarrá-lo.
- Hoje você está com fogo! – Kim exclamou – deixa-me tirar minha cueca pelo menos!
- Você é muito lento – Hanz reclamou, passando a língua pela bochecha de Kim.
- Hum... você está muito provocativo também – sorriu.
Kim se afastou com dificuldade e finalmente retirou sua última peça de roupa com um sorriso vitorioso no rosto, deitou em cima do corpo magro de Hanz, adorando sentir-se livre para poder tocá-lo.
O moreno sorriu e começou a se virar lentamente, ficando com os cotovelos apoiados no pequeno colchonete vermelho. Kim mordeu levemente os ombros de Hanz e depois os beijou.
- Você está louquinho para ser comido. Eu quero que seja assim todos os dias – falou baixinho numa voz sensual – nem quer que eu te prepare? Eu vou colocar tudo de uma vez então até você gritar, seu puto.
Hanz sorriu de canto ao ouvir aquilo, mas nunca ia admitir que gostava de ouvir safadezas de seu namorado, ele curvou mais suas costas e levantou mais seu quadril, batendo suas nádegas no baixo ventre do seu namorado, movendo seu corpo de um lado para o outro, se esfregando em Maccario.
- Ah... vai logo, Kim. Eu fiquei muito tempo sozinho aqui – falou baixinho.
O jeito de Hanz estava deixando Kim entorpecido, ele não precisava de mais nada para aumentar sua excitação. Sua mão tocou no sexo já duro e começou a massageá-lo lentamente, enquanto seus lábios cuidavam do dorso de Hanz.
A cabeça do membro de Kim começou a pedir passagem, sorriu ao ouvir um gemido agudo de Hanz. Seu braço segurou o quadril do menor, enquanto ele se empurrava para frente, deliciando-se com o gemido longo e carregado de agonia do moreno, que abriu mais as pernas.
- Ah... Kim! – gritou alto.
- Não reclame agora – Kim disse – eu vou colocar até você gritar.
A dor não podia ser ignorada, Hanz levou sua mão até seu próprio membro que caia duro por suas pernas e começou a massageá-lo, tentando se concentrar no prazer que dava a si próprio, enquanto Kim se movimentava.
O membro do karateca entrou por inteiro, batendo seu saco nas nádegas de Hanz que gritou ao sentir-se preenchido. Começou a gemer baixinho sem que Kim se movesse, e não teve pausa para descansar, pois o karateca começou a mover seu quadril.
Hanz gemeu ligeiramente mais alto ao sentir um tapa na sua nádega direita, e depois recebeu mais dois tapas mais fortes de seu namorado que gemia baixinho. O moreno sentiu novos tapas, sentindo vontade de pedir para que Kim maneirasse na sua força, pois o karateca parecia estar tão desejoso quanto ele.
- Kim...
- Hum?
- Não... bate... tão forte – pediu com uma respiração descompassada.
- Tão forte? Então eu posso bater? – indagou com ânimo.
- Não tão... forte!
Um sorriso radiante formou nos lábios de Kim que voltou a dar outro tapa energético na nádega de Hanz. O moreno abaixou mais sua cabeça, acomodando-a no fino colchonete, sentia seus joelhos doerem pelo peso que Kim fazia e seus cotovelos estavam perdendo a força.
- Está gostando de ser comido? – Kim indagou.
- Sim – respondeu rapidamente.
- Saiba que vai ser assim... sempre – Kim disse – você dando para mim todos os dias... desse jeito. Entendeu?
- Hum, hum!
- Ótimo – sorriu, dando outro tapa na nádega de Hanz, que já estava marcada pelos cinco dedos do karateca.
Hanz fechou os olhos, sentindo seu gozo se aproximar, ele movia seu quadril contra os movimentos de Maccario para obter mais contato. Seus gemidos ficaram mais ritmados, anunciando a aproximação de seu prazer. Kim acelerou as investidas e como prêmio, seu namorado acabou gritando seu nome, enquanto gozava nas suas próprias mãos.
A seqüência de movimentos começou a ficar mais lenta, Kim estava mais concentrado no seu próprio corpo agora, sentindo seu membro ser esmagado toda vez que batia fundo no corpo do menor. Mais algumas investidas e acabou tendo o mesmo destino.
Os dois caíram no fino colchonete, com a respiração acelerada. Seus corpos estavam suados, e uma brisa fria que vinha da janela aberta arrepiava seus corpos. O ambiente estava frio, mas só agora que havia notado isso.
- Kim...
- Hum?
- Eu estou com frio – Hanz falou.
O karateca suspirou e olhou ao redor, se levantou com preguiça e foi até a janela, fechando o seu vidro, depois começou a mexer na mala de Hanz até que encontrou uma manta vermelha. Voltou para o colchonete e deitou-se em cima de seu namorado, cobrindo-os.
- Eu não consigo respirar com você em cima de mim, Kim! – Hanz reclamou.
- Você não estava reclamando até agora – disse.
- Vamos ficar de lado – sugeriu, começando a se remexer.
Os dois se organizaram e ficaram deitados de lado no colchonete, um de frente para o outro, sentindo suas respirações pesadas. Uma vez ou outra se beijavam, enquanto se acariciavam.
- Como foi o primeiro dia? – Hanz indagou,
- Pensei que nunca ia perguntar – sorriu – tranqüilo.
- Não quiseram te passar trote?
- Sim, mas eu recusei. Os garotos me seguraram e eu os derrubei no chão – falou com descaso.
- Você bateu neles? – indagou com os olhos arregalados.
- Não, Hanz. Não sou idiota, eu só os derrubei no chão, uma queda leve... eles nem se machucaram – falou – eles não vieram mais depois disso. Só uma menina chata que grudou em mim.
Hanz riu baixinho ao ver a careta que seu namorado fez.
- Ela ficou excitada com seus músculos? – indagou risonho.
- Só pode! – Kim falou – Garota chata.
O casal continuou a conversar embaixo da manta vermelha, tentando dividir o minúsculo colchonete que deixava parte de suas costas para fora, encostando-se ao piso frio de madeira.
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Na manhã do dia seguinte, Hanz acabou concordando em ir à faculdade juntamente com Corei que faltou no primeiro dia. Eles estavam estudando no mesmo campus, que era vizinho ao de Kim e Kirios.
Hanz comeu um pouco do que Kim havia trazido no dia anterior, vestiu uma calça apertada com um rasgo no joelho, calçou seu par de chinelos e uma camiseta preta sem nenhum detalhe. O sol estava radiante, e a meteorologia avisou que o céu ficaria sem nuvens, sendo assim, Hanz pegou apenas sua carteira e celular.
Entrou em um ônibus lotado, onde muitos passageiros viviam lhe dando cotoveladas, contudo era próximo a faculdade e ficou apenas quinze minutos naquele sufoco. Quando desceu, aspirou o ar fresco da manhã.
Hanz ficou parado na frente do campus, vendo um monte de jovens adentrarem com animação. Estava esperando seus amigos, Hudi ia entrar somente no segundo semestre da faculdade, pois houve complicações na hora da matrícula. Leon estava no mesmo campus, contudo ainda não havia chegado.
O moreno ficou encostado no muro de tijolos, olhando paras as grandes árvores que se erguiam majestosamente por todo o campus. Era um lugar maravilhoso para se estudar, a maioria dos prédios tinha no máximo cinco andares, sendo que alguns eram térreos, onde eles podiam ficar próximos a natureza.
- Bom dia!
Hanz olhou para o lado, deixando que um largo sorriso desenha-se em seu rosto, ele estendeu a mão para seu amigo Leon e depois o puxou, para lhe dar um abraço delicado, afinal o seu amigo estava com o braço direito quebrado.
- Eu estou feliz em te ver, fiquei preocupado com você – Hanz falou, olhando para os orbes vermelhos e profundos de seu amigo. Leon chamava um pouco a atenção das pessoas, por ser muito bonito, usar vestes claras e ter um penteado moderno.
- Bom dia garotos.
Uma voz mais forte ecoou pelos ouvidos de Hanz, ele olhou para trás encontrando um homem maravilhoso, moreno, com longos cabelos castanhos escuros que circulava seus ombros.
- Hanz, esse é o meu primo Victorio. – Leon falou – Victorio, esse é o Hanz.
- Então esse é o Hanz, – sorriu – prazer. – e estendeu o braço, apertando a mão do moreno com firmeza.
- Primo? – Hanz indagou.
- Sim, eu sou irmão mais velho de Julian – comentou – e estou cursando literatura.
Hanz sorriu e disse:
- Então foi você quem incentivou Leon a ir nesse curso.
- Exatamente. – sorriu, dando uma piscada de leve para Hanz – Eu vou entrando, na saída vamos nos encontrar para bebermos alguma coisa. No começo do semestre é festa, depois nos preocupamos com as provas.
- Até mais – Hanz falou.
- Nos vemos depois – Leon sorriu.
Hanz ficou observando o primo mais velho se afastar, sentindo seu coração falhar uma batida. O irmão de Julian era maravilhoso, ficou desnorteado com sua beleza e charme.
- Gostou do meu primo pelo visto – Leon observou.
O moreno ficou com as faces avermelhadas e depois riu baixinho, não tinha como negar que Victorio era muito atraente.
- E o Julian? – Hanz indagou, dando uma leve tossida.
Leon riu baixinho com a mudança radical de assunto.
- Ele está fazendo cinema – falou com agastamento – e está no campus de artes.
- Ou seja, naquele ali – Hanz falou, apontando para um prédio branco que ficava do outro lado da rua.
- Sim, bem perto... – suspirou.
- E Leon... vocês se falaram depois daquele dia?
- Ele vai à minha casa, Hanz. Somos uma família, se esqueceu? – comentou – mas apenas falamos sobre coisas banais perante meus pais e meus tios, nada importante. Então, não nos falamos direito.
Leon olhou para o seu braço machucado com pesar e depois encarou Hanz que mordeu seu lábio inferior, erguendo os ombros levemente para o seu colega, ele não tinha o que comentar, era uma fatalidade que seu braço estivesse daquele jeito.
Os garotos logo pararam de falar sobre sua vida pessoal quando Corei se juntou a eles. O trio entrou no colégio em passos lentos, estavam perdidos e ainda tinham que achar suas salas de aula. Mas com um sorriso simpático e muita desenvoltura, acabaram conversando com alguns veteranos que os ajudaram.
Na sala de aula, Hanz olhava para os seus novos colegas. Eles ficariam juntos por quatro anos, por isso era bom que tivessem uma boa relação desde o início. O moreno começou a conversar com uma garota bem baixinha e muito simpática.
Era o segundo dia de aula, o primeiro para Hanz, contudo não havia matéria. A coordenadora do curso passava na sala para esclarecer eventuais dúvidas e reafirmar que a faculdade era a melhor do país. E assim o dia foi correndo, cheio de apresentações, alguns esclarecimentos e no final, todos estavam circulando pelo campus.
- “Ótimo, eu nunca vou encontrar o Leon ou Corei aqui.” – Hanz pensou, olhando para a praça de alimentação que estava lotada.
O moreno se sentou numa mureta de pedra e ficou olhando para baixo, mexendo seus pés sem nenhum propósito, sentiu uma mão em seu ombro, logo virou para trás vendo Victorio.
- Está perdido? – ele indagou.
- Oi, Victorio, – sorriu nervoso, mirando os lábios carnudos do primo mais velho de Leon – você viu o Leon?
- Não, – respondeu – mas eu estou vendo meu irmão. – falou, apontando para um canto.
Hanz ergueu seu olhar e viu que o ruivo estava encostado a uma parede, bebendo refrigerante enquanto conversava com três garotas.
- Ele está fazendo sucesso, – Victorio falou – mas nunca vai ficar com ninguém.
- Por que diz isso? – indagou curioso.
- Oras, porque ele já gosta de alguém. – sorriu – Contudo, eu não vou permitir que essa relação continue.
- Está falando do Leon? – indagou receoso.
Victorio sorriu, passando a mão por seus longos cabelos.
- Sim. Cansei desse relacionamento.
- Mas Leon gosta dele e...
- E? – indagou, erguendo as duas sobrancelhas – Isso não quer dizer que eu vá aceitar.
- Mas... mas você não pode impedir!
- Claro que posso. – sorriu – Bom Hanz vou ao barzinho, você quer ir junto?
O moreno sentiu vontade de aceitar imediatamente, mas só de sentir seu coração acelerar ante aquele convite, acabou balançando a cabeça negativamente.
- Por quê? Vai ser legal – falou.
- Não sei...
- Eu não mordo, – disse – ainda! – completou com um sorriso sedutor.
Nesse momento Hanz acabou se desequilibrando da mureta, caindo para frente com os dois pés no chão. Victorio riu alto e passou a mão pelos ombros magros de Hanz.
- Leon vai também, vamos beber – sorriu.
Hanz se viu arrastado pelo mais velho, passou a catraca eletrônica do campus e saiu pela rua. Alguns garotos se juntaram a eles, com duas lindas garotas que eram namoradas deles.
- Onde está Leon?
- Ele logo virá – Victorio falou – vamos indo.
- “Meu Deus...” – Hanz pensou, olhando de canto para a mão forte que lhe segurava o ombro.
O moreno começou a caminhar pelas ruas daquela cidade universitária, olhando para os outros campus. No campus de corpo humano, onde estava seu namorado, as pessoas pareciam mais sérias. A maioria usava roupas brancas ou então uniformes de educação física.
O sangue de Hanz gelou ao encontrar Kirios caminhando na sua direção. Tentou se esquivar do toque de Victorio em seus ombros, mas o mais velho apenas firmou o abraço.
- Hanz! – Kirios sorriu, olhando com curiosidade para Victorio.
- Oi, Kirios – sorriu nervoso.
- Kirios... hum, já ouvi esse nome. – Victorio falou – Por acaso era do colégio também?
- Sim, – Hanz respondeu – ele é amigo de Julian. E Kirios, esse é Victorio, irmão de Julian.
O louro balançou a cabeça num cumprimento e voltou sua atenção para Hanz, estranhando o jeito que o moreno estava abraçado a outro homem.
- “Se Kim ver isso... vai ter morte” – Kirios pensou.
- “Se Kirios contar o que está vendo, Kim vai me matar” – Hanz refletiu.
- Eu estou indo ao barzinho com Kim. Você não vai junto? – Kirios indagou, cruzando os braços. O louro era um amigo coruja, e estava atento as ações de Hanz, para depois contar tudo para seu melhor amigo.
- Ah... mesmo? Eu vou com vocês então – Hanz falou.
- Ah, não! Você vai conosco – Victorio falou – depois você vai com esse baixinho.
Kirios ergueu uma sobrancelha ao ouvir a palavra “baixinho” e depois começou a rir com divertimento. Hanz se afastou da mão de Victorio e deu um passo para o lado.
- Eu vou com Kirios, – ele falou – desculpe. Depois nos falamos.
- Ah, você tem que conhecer pessoas novas – Victorio falou – não está a fim de saber mais sobre mim?
A resposta de Hanz era positiva, mas ele jamais ia admitir isso em voz alta e muito menos na frente de Kirios. O moreno sorriu amarelo e voltou sua atenção para o louro que lhe observava.
- Eu vou com meu namorado – Hanz falou com timidez.
- Ele é seu namorado? – Victorio indagou com surpresa, apontando o dedo na cara de Kirios.
- Não, é aquele ali – Kirios falou, apontando para um canto.
E nesse instante Hanz sentiu seu mundo desabar, ele olhou para o karateca que estava encostado a uma parede, com os braços cruzados, usando um par de óculos escuros. Ele se mantinha sério.
- “Não me diga... que Kim estava ali o tempo todo! Deuses... por favor, não!” – pensou com nervosismo.
- Aquele? – Victorio sorriu – Ele tem cara de mau, não combina com você, Hanz. Por que não o chama para ir com a gente? – Victorio ofereceu.
Kirios riu baixinho e se afastou, caminhando na direção de Kim que nem sequer moveu sua cabeça para olhá-lo, continuando a fixar seu olhar em Hanz e Victorio. Quando o louro se aproximou, ele exibiu um largo sorriso para Kim.
- Parece que Hanz não terá problema somente com as garotas – Kirios comentou.
- E quem é aquele idiota?
- Irmão mais velho de Julian – respondeu.
- Mesmo? – Kim indagou com surpresa – Não se parecem.
- Pois é. Pelo que eu sei a mãe de Julian é ruiva e o pai é moreno – Kirios falou.
O karateca se desencostou da parede e começou a caminhar até Hanz que tremeu levemente ao ver seu namorado se aproximando, Kim parou ao lado de Hanz e olhou para Victorio que era alguns milímetros maior que ele.
- Esse é o seu namorado, então, – Victorio sorriu – quer ir beber conosco?
- Não, obrigado – Kim falou – vamos, Hanz. – disse em seguida, tocando no ombro de seu namorado.
- Até mais, Victorio – Hanz falou, começando a se afastar.
O mais velho riu baixinho e se despediu. O casal de namorados começou a andar em silêncio até Kirios que apenas os observava.
- “Kim está quieto demais” – Hanz pensou – “ele vai explodir!”.
- “Primeiro dia e Hanz já estava de graça com outro garoto” – refletiu o karateca – “eu tenho que ficar esperto”.
- “Esses dois estão estranhos agora. Acho que o barzinho deve ser anulado” – Kirios pensou – Eu vou até a biblioteca pegar um livro, não vou mais ao bar.
- Por quê? – Hanz indagou com desespero.
- Até mais! – disse o louro, afastando-se do casal.
Hanz ainda sentia a mão de Kim no seu ombro, mas não conseguia saber o que se passava, pois o mais velho ainda usava o seu par de óculos escuros.
- Eu te levo em casa – Kim falou baixinho, começando a andar um pouco à frente de seu namorado, que começou a segui-lo.
- “É hoje que a gente briga...” – pensou com abatimento.
OoO
Continua...
E esse é o começo de contos de garotos 2, não aconteceu muita coisa, pois existem novos personagens que estarão entrando. Não mostrei muito de Julian e Leon ou o capítulo ia ficar gigante, portanto aguardem um pouco, pois a série vai ser tão grande quanto à outra.
Alexis não fala mais com seu irmão mais velho. Isso será mostrado depois! Mahoma mora em outra cidade, aliás, ele é mais novo. Hudi entrará no meio do semestre, Miles vai morar junto com o ruivo, mas não vai à faculdade por enquanto. Vincent, o ex-namorado de Hanz vai aparecer e o pai do moreno, querendo parte da herança também... E não vou falar mais nada, senão perde a graça! Aguardem!
Eu espero que tenham gostado do primeiro capítulo, eu não queria colocar esse lemon, mas não tive como controlar. E eu espero saber o que acharam através de seu comentário. E desde já eu agradeço a atenção de todos.
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23/11/2008
Por Leona-EBM
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