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Fiction » Romance » Cinderela Compulsiva font: B s : A A A . width: full 3/4 1/2
Author: Christie Bach
Fiction Rated: M - Portuguese - Romance/Friendship - Reviews: 4 - Published: 01-02-09 - Updated: 01-17-09 - id:2616584

Dedicado ao meu bolinho de arroz (ana) :3


Cinderela Compulsiva

Capítulo 1. Rápido e Devagar.

Mordeu-me o lábio inferior enquanto precionava suas coxas contra meus quadris. Fez-me gemer ao invés de deixar-me falar. Não sabia se pedia por alivio ou se pedia para ela ir mais rápido. Senti seu corpo quente e sua respiração ofegante como a minha, eu não me importava com o seu peso sobre mim (apesar de ser maior que o meu) tampouco com o tempo que estivemos agarradas nos esfregando.

O tempo que estivemos ali...

Estavámos sincronizadas em nossos movimentos e em nossas pernas entrelaçadas. Ela amava ficar deitada sobre mim toda noite. Toda noite ...

Mordeu-me o pescoço e logo em seguida senti mais uma investida forte entre minhas pernas.

- Rápido, amor, rápido ... -eu disse, ofegante alternando entre beijá-la e falar.

Ela apressou o movimento no mesmo instante que amava fazer aquilo naquela momento: sorrir. Agarrou os lençóis entre o vai-e-vem em mim e o sorriso.

- Assim? -perguntou-me sendo minha resposta óbvia.

Amava sorrir para me provocar. Apesar de eu achar que tudo nela era idiota, uma coisa ela sabia fazer: sexo. E nem ao menos isso ela levava a sério.

Arranhei suas costas sentindo que não suportava mais. Precisava de algum alivio, algum descanço, algum tempo. Eu queria que ela paresse.

Ela amava me ouvir gemer. E amava me fazer gemer. Eu já havia atingido o orgasmo, diferente dela, que sempre levava algum tempo. Apesar do fato, ela continuava agarrada a mim e continuava a me morder.

- Chega... -fechei os olhos e lhe implorei, quase sussurrado esperando que ela tivesse ouvido.

De repente, soltou-me e largou-se sobre mim, cansada e suada. Havia gozado e me lambuzado. Beijou-me a boca vagarosamente, e eu podia sentir como ela estava exausta em cada pequeno movimento que fazia.

- Satisfeita? -perguntei num tom floral misturado a deboche.

- Agora sim. -ela sorriu, provocando-me de novo (exatamente como eu queria).

- E então, quanto você vai me pagar por essa noite?

- Se você realmente me ama, você tem que me satisfazer de graça, não acha? - ela respondeu arqueando a sobracelha sorrindo de soslaio.

Acariciava-me o rosto enquanto mantinha aquele míudo sorriso naqueles lábios que eu tinha tocado várias vezes antes. Suas pernas ,agora calmas, envolviam meus quadris novamente enquanto ela falava.

- Bah, parece que você não vai me pagar de novo. - mordi meus próprios lábios, acariciando seus seios, novamente debochando dela.

Mariane sempre vinha me procurar em meu quarto. Nunca passei uma noite sozinha, e mesmo transando com várias pessoas embriagadas e tristes que eu mal conhecia e que se sentiam solitárias, eu me satisfazia mais com ela.

Apesar de ser uma prostituta experiente, sempre me sentia desajeitada quando ela me abraçava e me sentava em seu colo. E o detalhe que eu mais considerava na cama, era sua idade. Ela era mais nova que eu e sabia transar melhor. Às vezes pergunto-me onde ela tinha aprendido tudo aquilo, se ela havia perdido a virgindade comigo.

Senti seu corpo mais leve sobre o meu, e a vi fitando o relógio sobre o movel ao lado. Tentei chamar sua atenção, pois sabia o quanto a preocupava quando sabia que horas eram. E toda vez que ela sabia que horas eram, ela me deixava.

Eu não podia mudar o fato que ela tinha acabado de fazer 17 anos, e que 11 horas da noite era tarde demais para uma garota tão aplicada e 'certinha' como ela era ficar na rua. Mariane era a santinha estudiosa do período da manhã em algum colégio de São Paulo que eu não me importava. Mas veio comemorar seus 17 aninhos na cama comigo, como sempre. Lhe presenteei com um strip e uma pulseira de ouro com detalhes delicados femininos (como se ela agisse como tal) que eu comprei com o dinheiro de apenas um programa.

-Preciso ir, Pers¹

- Já? -não queria que ela fosse.

- Já sim, depois não é você que leva bronca.

Eu estava pouco me fudendo para a preocupação dos pais dela. Queria que ela dormisse de novo comigo e dissesse à sua mãe que estava na casa de uma amiga, como fez uma vez. Mas não dava, ela tinha de ir mesmo. Abotoou o jeans e vestiu-se com uma regata, lhe emprestei um agasalho meu enquanto eu me envolvia nos lençóis vendo-a se preparar para ir.

Ouvi um estrondo no céu. Senti a ameaça da chuva naquela noite e não me preocupei com o fato de que Mariane estava indo embora sozinha.

- Tchau. -despediu-se e beijou-me a testa.

E eu nada disse depois de vê-la atravessar a porta. Eu sabia que ela voltaria.


Notas: ¹Perséphone Stabler. Codinome escolhido pela Hiei-and-shino, já que estou usando o nome dela nessa estória (Obrigada, mamãe *-*).

Não sei se ficou bom, mas meu Bolinho de Arroz disse que gostou. E se ela gostou, então tá bom :B

I will back (H);


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