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Author: Christie Bach
Fiction Rated: K+ - Portuguese - General - Reviews: 1 - Published: 01-05-09 - Updated: 01-05-09 - Complete - id:2617886

Tentativa de comédia e hentai. Apesar de nenhuma citação de nomes, todas as personagens me pertencem. Mesmo eu chamando elas de 'ele' e 'ela' (?) É tudo meu (Y) Não sei como classificar e generalizar essa fic, digamos assim que encaixe no gênero General (Geral) :)

Ah, presente p'ro meu Lámenzinho de Carne, Marina .Te amo coisa. S2

Ínicio: 12:15 AM


Sudoku.

Quando ele sorria naquele grupo de garotos que não eram mais virgens, nada lhe vinha à mente. Mas quando um deles jogava o braço por cima de seu ombro, diminuia misteriosamente o tom de voz e lhe perguntava: "você ainda é?" Sabia do que o 'ainda é' se tratava e lembrava do que tinha tentado fazer para 'não mais ser' e respondia com seu tom de voz ligeiramente alto e fino: "Claro que não". Mas na verdade sentia que sobrava naquela conversa sobre sexo e caras que fizeram garotas más se comportarem na cama (era o que eles diziam). Ele imaginava como era 'aquilo' mas só entenderia quando o fizesse. Ele 'ainda era'.

Ninguém imaginava que aquele cara chato que jogava sudoku num canto sombreado e excluído 'não era mais'. Alguns acreditavam e outros não, outros mesmo não se importavam porque ele não passava de um cara estranho, tímido e calado muito inteligente. O típico CDF da turma que nunca tinha beijado.

E novamente quando lhe perguntavam "você ainda é?" e ele dizia "claro que não" o rapaz descolado jogava o braço pesado por cima de seus ombros largos e magros de corpo esguio.

A pressão que os outros jovens faziam sobre a vida sexual dele era tão forte e pesada que ele sentia a necessidade de mentir só p'ra ser mais um daqueles que 'não eram'.

"Sério, e como foi?" Às vezes essa era a parte dificil de responder. "Você usou camisinha?" ele usou. Então toda vez que lhe perguntavam aquilo, ele lembrava-se de cada minimo detalhe do que tentou fazer para perder a virgindade. Até mesmo daquele cheiro de amaciante. Aquele cheiro pareceu impreguinar em suas roupas.

-x-

Eles haviam planejado à noite toda.

Não era que os homôrnios estavam à flor da pele, ou que eram jovens inquietos demais, ou mesmo que eram selvagens. O caso era que sentiam que estavam prontos e seguros do que estavam fazendo (ou do que tentariam fazer). Queriam que tudo saísse conforme o planejado. Nem que tivessem que ensaiar a primeira transa. Sim, a primeira vez.

Um garoto que acaba de perder a virgindade relata a primeira vez como se fosse a última. Já a garota apela pelo lado emocional, porque tudo aquilo foi 'mágio', é o que ela sentiu. Mas todo mundo sabe que sexo é uma coisa séria. Muito séria.

E eles estavam preparados.

Por volta das dez horas da noite, um sentou-se ao lado do outro na beira da cama, sorrindo timidamente. Ele, mostrava os dentes pousando aquelas mãos suadas e trêmulas sobre aquele lençol com cheiro forte de amaciante. Ela, evitava olhá-lo nos olhos (ele também) enquanto apertava os dedos entrelaçados entre as coxas juntas. Ele vestia camiseta e jeans. Ela trajava uma blusa com botões e uma calça que alcaçava os joelhos.

A fraca luz de um abajur semelhante a um daqueles de cabaré projetava suas silhuetas nas paredes cor-de-pêssego. E enquanto ela sorria, ele passava sua mão suada na coxa dela. O calafrio indesejável veio do modo mais agradável possível, ela não sabia que era assim. Afinal, nunca tinha feito antes. Por ser uma típica moça de família que só perde a virgindade depois do casamento, e que mesmo grávida de qualquer um, se casa, ela não imaginava que seria assim. Muito menos ele.

Quando ele empurrou os cabelos dela para trás do ombro para beijar-lhe delicadamente a curva do pescoço, ela encolheu-se toda rapidamente sentindo outro daqueles arrepios agradáveis. O risinho abobalhado não pôde ser contido. Ela apertou ainda mais os dedos entre as coxas.

Ambos não sabiam o que fazer dali em diante, mesmo tendo planejado à noite toda.

Os dedos trêmulos dele tocaram os botões dela, e ele desajeitadamente abriu o primeiro botão. Ela fechou os olhos e permitiu. Então suas mãos finalmente livraram-se uma da outra e ela acariciou a nuca dele.

Ele foi tão devagar, com tanto medo. Insegurança não estava no plano, estava? Mas nenhum dos dois sabiam exatamente como era 'aquilo'.

Ela pousou as mãos nos ombros dele como se fossem as únicas coisas para segurar ali. Assim que ele se desfez da blusa dela -arduamente-, tentou despir-se. Desfivelar um cinto não era tão dificil assim, mas para ele quase pareceu impossível.

-x-

Seminus, deitaram-se. Ele em cima dela. Até beijar parecia algo difícil que eles estavam experimentando pela primeira vez. Inspiraram profundamente aquele cheiro de amaciante que já estava se tornando enjoativo. O lençol, antes frio e esticado, que eles amarrotaram devido à inquietação desastrada que sua juventude selvagem proporcionava parecia quente agora.

Ele já parecia mais solto sobre ela, mais seguro. Não a deixava falar, parecia que tudo estava saindo conforme o planejado. A situação parecia domada. Exceto por um motivo ...

- Espera ... -ela empurrou-o, ofegante.

- O quê? - ele interrompeu a pressão de seu corpo sobre o dela.

- Tá errado. - os olhos apreensivos dela o olharam profundamente.

- O quê tá errado? - ele não entendia. Tudo parecia tão certo. Meses de namoro, a confiança e a certeza deles. Enfim, na mente dele, ele estava fazendo tudo certo. Não deveria parar no momento que se sentia tão ereto.

- Tá faltando a camisinha.

Sexo realmente é uma coisa muito séria.

- Não acredito. - ele apertou os olhos deitando-se ao lado dela. - Como eu pude me esquecer disso?

Era um pequeno detalhe que fazia uma grande diferença. Às vezes as coisas não saem como o planjado.

- Você tem uma aí?

- Não.

- E agora?

- Calma, eu vou dar um jeito.

-x-

- Assim ...- enquanto ele envolvia o membro naquele plástico salvador, falava consigo mesmo no banheiro. - Acho que agora vai.

Ela o aguardava envolvida nos lençóis daquela cama que fedia à amaciante. O perfume já havia se tornado um fedor de tão forte que estava. Lhe provocava dores de cabeça.

- Pronto, amor! - ele voltou e ela sorriu indiferente. Ele subiu nela outra vez, sorrindo também. - De novo?

Os olhos preocupados dela o olharam novamente. Ele quase sentiu um 'não' na expressão dela. Então o entusiasmo dele quase tinha broxado naquele momento apenas para se preocupar com ela.

- O quê houve?

- Vai doer?

- Não sei. Eu vou devagar, tá bom? - um sorriso terno dele não foi o suficiente para convecê-la.

- É sério, eu ...

- Você tá com medo?

- Não sei, mas ... e se doer?

- Se você quiser fazer de outro jeito, por mim tudo bem.

Assim como ele era gentil em cada palavra, era desajeitado em cada toque. Poderia ser oral, anal, tudo bem. Ela estava preocupada com o metódo convensional.

Dirigiu-se ao banheiro, enquanto ele esperava apoiando o cotuvelo pontudo no colchão alto e duro.

-x-

- Desceu p'ra mim.

- Não.

- Sim.

- E agora?

- Sinto muito, amor.

Ela encolheu os ombros sentada novamente na beira da cama enquanto ele acariciava seus cabelos fazendo sua cabeça encostar no peito dele.

- Tudo bem. - ele abraçou-a - Não ia acontecer nada mesmo.

-x-

- Que número cabe aqui? - ela perguntou com a caneta nos lábios.

- Hmmm ...- ele pensou enquanto analisava rapidamente o jogo - Tente o número dois.

Ela tentou.

- Ahn, já usei o sete e o nove, mas não posso tentar o número três porque já tem um aqui em cima, veja. - ela lhe mostrou.

- Então ... - ele disse novamente analisando o jogo - tente o número cinco aqui. - e apontou com o dedo para um pequeno quadrado vazio entre o número seis e o número oito.

De fato ele era bom em Sudoku. E Sudoku era bom para passar o resto do tempo, já que eles não fariam o que tinham planejado.

- Completei a coluna! - ela exclamou sorrindo e ele lhe beijou a testa.

Indicou-lhe mais um número antes de passar a mão, agora calma e seca, novamente na coxa dela e sorrir como se não estivesse fazendo nada demais, como se não estivesse bolinando a moça. Nada foi como tinha dito aos outros. E nada saiu como o planejado. Mas ele não era tão jovem e inquieto e selvagem assim quando jogava Sudoku.

-x-

"E aí, como foi?" lhe perguntaram novamente. Ao que ele respondeu: "Do mesmo jeito que a de todo mundo". Não foi.

FIM.


Terminio: 2:00 AM

Marina, diz que gostou ;o; -implora-

Não joguem pedras, passei uma noite toda escrevendo isso. Só dormi bem depois de ter passado essa idéia p'ro papel. E ahn, tentei transformar isso numa comédia mas nemri, espero que vocês tenham rolado 8DDD .Então façam-me feliz mais do que eu sou, mande-me um review 8D -baka-

Christie;



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