| Home Just In Communities Forums Beta Readers Dictionary Search | Login Register Extras |
“Se eu pudesse desfazer tudo de errado entre nós, e apagar cada lembrança sua que ainda existe em mim... Eu sei que nada que eu diga vai trazer o longe pra mais perto de mim dessa vez. Por que gostar de alguém vai ser sempre assim?”
Irreversível – CPM22
- ● -
Ecos de uma lágrima
- ● –
Já não era um gênio na hora de escrever. Quando começou a tratar de seu primeiro amor, seu único amor, não conseguiu escrever nem um verso que valesse a pena. Antes, suas palavras alcançavam a parte mais profunda da alma de quem lesse, causando reflexões, choros, e até mudanças de comportamento. Mas tudo havia mudado. Qualquer coisa que colocasse no papel não passava de mera tinta sem significado algum. Seu cérebro havia enferrujado. As palavras ficaram engasgadas no coração, sem ter certeza se o melhor era continuar estacionadas ou se deveriam fugir. E se um dia elas saíssem dali, engatassem numa folha, se mostrassem para o amado, e fossem humilhadas, rejeitadas, cuspidas?
A dúvida ficou incrustada na cabeça. Deveria ou não revelar seus sentimentos? Se houvesse rejeição, seu coração se machucaria. E a dúvida continuou incrustada na cabeça. Cada segundo que passou corroeu mais um cantinho do coração. Ele estava se machucando, de qualquer maneira. Não porque fora rejeitado com invulnerável crueldade. Mas porque haviam restado dolorosas incertezas. Apenas dolorosas incertezas. O amor deveria ter se declarado ou não? Seria aceito ou não? A habilidade de escrever voltaria ou não?
- ● –
Culpou a pessoa amada por tudo o que passou.
- ● –
Eu odeio você. Eu odeio você. Eu odeio você.
Eu odeio você. Eu odeio você. Eu odeio você.
Eu odeio você. Eu odeio você. Eu odeio você.
Eu odeio você. Eu odeio você. Eu odeio você.
Eu odeio você. Eu odeio você. Eu odeio você.
Eu odeio você. Eu odeio você. Eu odeio você.
Eu odeio você. Eu odeio você. Eu odeio você.
Eu odeio você. Eu odeio você. Eu odeio você.
Eu odeio você. Eu odeio você. Eu odeio você.
Eu odeio você. Eu odeio você. Eu odeio você.
Eu odeio você. Eu odeio você. Eu odeio você.
Eu odeio você. Eu odeio você. Eu odeio você.
Eu odeio você. Eu odeio você. Eu odeio você.
Eu odeio você. Eu odeio você. Eu odeio você.
Eu odeio você. Eu odeio você. Eu odeio você.
Eu odeio você. Eu odeio você. Eu odeio você.
Eu odeio você. Eu odeio você. Eu odeio você.
Eu odeio você. Eu odeio você. Eu odeio você.
Eu odeio você. Eu odeio você. Eu odeio você.
Eu odeio você. Eu odeio você. Eu odeio você.
Eu odeio você. Eu odeio você. Eu odeio você.
Eu odeio você. Eu odeio você. Eu odeio você.
Eu amo você.
- ● -
Ponto final.
- ● –
Havia uma lágrima no meio do texto. No meio do texto havia uma lágrima. Não era imperceptível. Muito pelo contrário. Parecia uma enorme marca cravada na pele, que trazia imagens de uma adolescente, que se trancou em um quarto, tentou prender o choro em sua toca, enquanto escreveu que odiava uma pessoa, mentindo para o mundo, tentando mentir para ela mesma; até que aquela lágrima apareceu e manchou uma das frases repetidas: Agora já não se lia ‘Eu odeio você’, e sim ‘Eu e você’. Aquela maldita lágrima havia revelado os verdadeiros sentimentos da adolescente, sem permissão. Porém, a menina não se entregou fácil. Continuou escrevendo seu engano, tentando ignorar o pedaço de choro. Ele também insistiu com gritos. Ficou martelando na mente da pobre adolescente até conseguir o que queria: Vencer. No final do texto restava apenas uma frase, que valia por mil e uma, e contrariava todas as anteriores. Era o que não poderia ser negado desde o começo: O simples e complexo ‘Eu amo você’.
- ● –
N.A: Amor platônico é horrível, não? Acho que eu nunca amei dessa maneira. Eu nunca amei, pra ser sincera. E isso é mais triste ainda.
Agatha: /Sai cantando/ Só pra saber o que você achou dos versos que eu fiz e ainda espero resposta...
Beijos da Shinigami-chan (: