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Poetry » Love » Na sua teia font: B s : A A A . width: full 3/4 1/2
Author: Shinigami Agatha
Fiction Rated: K+ - Portuguese - Romance/Drama - Reviews: 5 - Published: 01-25-09 - Updated: 01-25-09 - Complete - id:2626709

Na sua teia

xoxo

Tenho algo parecido com aracnofobia

Meu medo não é exatamente da aranha

E sim das perigosas teias de aranha

Elas lembram o que foi esquecido

Quando grudam, não largam

O meu amor é uma aranha

Já fui preso e condenado pela teia dele

E não quero, não mesmo

Mas sou apenas um insetinho

Prestes a ser completamente devorado

Por esta inexorável aranha

E não quero, não mesmo

Como falei no início,

O meu medo não é da aranha, do amor

Mas sim da teia de aranha

Ela que me prende a esse amor

Lembrando que eu fui esquecido, não é?

Será que algum dia serei lembrado?

Será que algum dia fui lembrado?

xoxo

N.A: Quando penso em teia de aranha, lembro de um canto no teto, que há muito tempo não foi limpo, ou então de uma cena de um filme de terror, naquelas casas mal-assombradas já abandonadas. Sempre lugares esquecidos. Mas não só lugares que são esquecidos, certo? Pessoas também são esquecidas e envoltas por teias de aranha. E aí surgiu o poema. O eu lírico é uma pessoa apaixonada, sem ser correspondida, seu amor já está distante, e ela teve a oportunidade de se declarar, mas não o fez. Por isso, fica a dúvida: “Será que fui lembrado?”. A pessoa gostaria que o tempo apagasse as memórias e ela não ficasse mais apaixonada, porém, simplesmente acontecia o contrário: ela ficava cada vez mais abraçada com as teias do Amor. Acabei fazendo a personificação do amor numa aranha. Não a descrevi, mas vocês já devem imaginar que ela tem um doce veneno, certo? E ainda acrescentei um pouquinho de antagonismo em “lembrando o que foi esquecido”, já que ‘lembrar’ é contrário a ‘esquecer’.

Alguém tinha feito alguma interpretação diferente?

Reviews?



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