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Na sua teia
xoxo
Tenho algo parecido com aracnofobia
Meu medo não é exatamente da aranha
E sim das perigosas teias de aranha
Elas lembram o que foi esquecido
Quando grudam, não largam
O meu amor é uma aranha
Já fui preso e condenado pela teia dele
E não quero, não mesmo
Mas sou apenas um insetinho
Prestes a ser completamente devorado
Por esta inexorável aranha
E não quero, não mesmo
Como falei no início,
O meu medo não é da aranha, do amor
Mas sim da teia de aranha
Ela que me prende a esse amor
Lembrando que eu fui esquecido, não é?
Será que algum dia serei lembrado?
Será que algum dia fui lembrado?
xoxo
N.A: Quando penso em teia de aranha, lembro de um canto no teto, que há muito tempo não foi limpo, ou então de uma cena de um filme de terror, naquelas casas mal-assombradas já abandonadas. Sempre lugares esquecidos. Mas não só lugares que são esquecidos, certo? Pessoas também são esquecidas e envoltas por teias de aranha. E aí surgiu o poema. O eu lírico é uma pessoa apaixonada, sem ser correspondida, seu amor já está distante, e ela teve a oportunidade de se declarar, mas não o fez. Por isso, fica a dúvida: “Será que fui lembrado?”. A pessoa gostaria que o tempo apagasse as memórias e ela não ficasse mais apaixonada, porém, simplesmente acontecia o contrário: ela ficava cada vez mais abraçada com as teias do Amor. Acabei fazendo a personificação do amor numa aranha. Não a descrevi, mas vocês já devem imaginar que ela tem um doce veneno, certo? E ainda acrescentei um pouquinho de antagonismo em “lembrando o que foi esquecido”, já que ‘lembrar’ é contrário a ‘esquecer’.
Alguém tinha feito alguma interpretação diferente?
Reviews?