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Fiction » Romance » Lamúria do Demônio Branco font: B s : A A A . width: full 3/4 1/2
Author: Leona-EBM
Fiction Rated: M - Portuguese - General - Published: 02-06-09 - Updated: 02-06-09 - Complete - id:2632152

Nota: História original de Ryoko-Chan. “A Lenda de Fausto” e “O Trilo do Diabo”, todos os direitos reservados. Sendo esta uma fanfiction feita com a permissão da autora, utilizando-se de seus personagens e do ambiente criado.

Link da página da autora com a história original e o endereço de e-mail para contato: ./ryoko_chan

Fanfiction feita por Leona-EBM

Lamúria do Demônio Branco

OoO

Tristeza não tem fim

Felicidade sim

A felicidade é como a gota

De orvalho numa pétala de flor

Brilha tranqüila

Depois de leve oscila

E cai como uma lágrima de amor

OoO

"Por mais longe que vá o espírito, nunca irá tão longe quanto o coração". (Sócrates)

OoO

A sua amargura era intensa. Sua tristeza veio após seu nascimento, não lhe deixando espaço para aspirar à simplicidade e vernaculidade do mundo. Seus olhos desprovidos de íris e pupilas podiam ver o futuro de todos os seres vivos. Já sabia como seria o final dos tempos e da sua própria destruição.

Leviathan vivia nas profundezas do mar, onde os sons da Terra povoada por humanos não podiam lhe incomodar, no entanto nada passava desapercebido por seus olhos, mesmo que tentasse fugir dos demais, ainda sim sabia o que lhe aguardaria no futuro.

O demônio ficava sentado num grande trono de pedras, ricamente decorado com ouro velho e desgasto, juntamente com o bolor e a sujidade que vinha dos tempos antigos. Seu castelo era incomensurável e nuvioso, ele não ambicionava por nenhum servo, apesar deles estarem rastejando próximos aos seus domínios.

A sua expressão era sempre apática, enquanto olhava para o nada. De fato não enxergava como um ser vivo qualquer. Leviathan era singular, as ações presentes eram visualizadas através de sombras e de linhas inexplicáveis para uma descrição, contudo era possível dizer que via mais que os olhos de um anjo, demônio ou humano.

De repente um suspiro deixou o corpo de Leviathan, ele ergueu seus braços fisicamente definidos por músculos muito bem trabalhados, chegando até uma mecha branca de seu longo cabelo, tocando-a com delicadeza, puxando-a para frente de seu corpo.

- “Eis a maldição que carregarei. Mal te conheço e já me sinto embriagado por suas ações. Já saberei meu destino, sei que jamais o terei e mesmo assim lhe almejo.” – pensou Leviathan, vendo o seu futuro amoroso com insatisfação.

Leviathan levantou-se do seu trono, erguendo a poeira que estava ao seu redor. Outro suspiro deixou seus lábios, ele começou a ficar indócil, pois queria conhecer logo aquele que já lhe deixava exasperado por amor.

- Belial... – segredou o nome do demônio que não saia dos seus pensamentos.

A túnica branca que cobria seu corpo esguio e trabalhado começou a se arrastar pelo chão, juntamente com seus cabelos incrivelmente brancos que chegavam até os tornozelos. Ele ficou na frente de uma imensa janela de pedras, olhando para o mar que rodeava seu castelo de eixos avelhantados.

A única maneira de se encontrar com aquele demônio por quem estava apaixonado era indo até o inferno de Lúcifer, a fim de fazer-lhe uma visita. E por que não visitar o rei dos mortos? Pensou por um momento. Porque o odiava, a resposta veio rápida a sua mente.

Num suspiro Leviathan podia se teleportar para qualquer lugar do planeta, tanto para o mundo físico como para o espiritual. E assim que sentisse a presença de Belial no mundo dos humanos, acabaria por se transfigurar para o mesmo local, a fim de conhecê-lo.

Os sentimentos daquele demônio poderosíssimo estavam abalados. E a agitação do mar se dava por esse motivo. Leviathan estava apaixonado e temia a presença de Belial sem mesmo conhecê-lo, contudo a ansiedade que habitava seu peito era maior que o receio de sentir mais dor.

- “Eu quero tocar tua pele com meus lábios e segredar o meu amor para tua alma, Belial.” – refletiu, voltando a se sentar no seu trono – “desejo tocar nas suas mechas cor de ébano e beijar tuas pálpebras, ansiando por ver seus orbes acinzentados seduzirem-me”.

Leviathan fechou os olhos e ficou em repouso, sentindo todos seus músculos se relaxarem, ansiando o dia que encontraria com o Príncipe dos Demônios que tomou seu coração, sem ele próprio saber.

E essa expectativa foi prolixa para o demônio, que após meio século abriu suas pálpebras, sentindo seu coração acelerar algumas batidas. Belial havia pisado no mundo dos humanos.

- Belial... – sussurrou seu nome, sendo a primeira palavra que havia dito nos últimos cinqüenta anos.

Ele ser levantou rapidamente e num piscar de olhos estava com seus pés descalços num jardim de flores. Ele olhou para cima ligeiramente, vendo a luz do luar clarificar todo o ambiente.

A sua frente estava o seu objeto de desejo. Belial, o anjo caído. Seus cabelos suavemente curtos estavam balançando por causa da brisa de verão. Ele estava sentado numa cadeira de metal, conversando com um humano qualquer, seduzindo-o com facilidade.

- “Belial.” – sorriu, sentindo os músculos de seu rosto se contraírem com dificuldade. Há séculos não esboçava um singelo sorriso.

Observava ao longe Belial conversar com o humano e como previsto o viu se afastar de Belial com os olhos arregalados, assustando-se com alguma coisa que havia ouvido. E o momento seguinte foi o mais importante, pois os orbes acinzentados de Belial rodaram o ambiente e miraram o corpo de Leviathan.

Os cotovelos de Belial apoiaram-se na mesa de metal, ele deixou sua cabeça apoiada em uma de suas mãos e ficou a olhar intensamente para o demônio de cabelos brancos. Nunca o havia visto antes, mas tinha curiosidade de saber quem era.

E com passos lentos e suaves, Leviathan foi se aproximando de Belial, que observou sua leveza. Leviathan parou há menos de um metro do moreno, olhando para todo seu corpo sem nenhum pudor, desejando-o intensamente.

- Quem és tu? – indagou Belial, numa voz hipnotizante.

- Aquele que ambicionava estar em tua presença, Belial. – respondeu, exibindo um sorriso sincero.

Belial ficou olhando para os olhos de Leviathan, ficando curioso com a ausência de suas íris. Por um segundo sentiu um leve arrepio, mas logo se recuperou, exibindo um sorriso sedutor para Leviathan.

- Em que posso ajudá-lo, meu caro?

- Permita-se sentar? – indagou.

Belial assentiu, movendo a cabeça suavemente. E com leveza Leviathan se sentou de frente para Belial.

- Eu queria conhecer-te. – revelou.

O sorriso de Belial se alargou. E quem naquele mundo não desejava conhecê-lo? Belial sabia que era desejado por todos os demônios e até mesmo pelo rei de todos, Lúcifer.

- Estais na minha presença, – disse Belial – tens um nome?

Leviathan não queria dizer seu nome antes de tentar conversar com o demônio a sua frente.

- Tu és a criação mais perfeita, – sorriu – desde o momento que te vi, eu desejei por esse encontro.

- Quando me encontraste? – indagou – não estou a me recordar. Perdoe a indelicadeza.

- Ah, Belial. Tu nunca me conheceste. – falou – permita-me conhecer-te melhor.

Belial se levantou de seu assento com um olhar carregado de desdém, ele não estava com muito interesse de ficar a conversar com aquela criatura misteriosa, apesar de estar adorando saber que havia mais demônios ansiosos por seus toques. O moreno passou a língua por seus lábios, deixando Leviathan excitado com aquela visão.

- Foi um prazer. – disse Belial.

- Deixar-te-ai-me sem tua presença? – indagou num tom baixo.

- Seria mais educado se meu admirador pudesse revelar vosso nome. – falou – não tenho tempo para brincadeiras – sorriu em seguida.

- Perdão se te ofendi. – falou, erguendo-se também, olhando para Belial de baixo, vendo como o demônio era um pouco menor que ele.

- Poderia revelar-me teu nome? – indagou sem muito interesse. Na verdade queria ir embora o quanto antes, a fim de retomar o diálogo que estava tendo com o humano que fugiu.

- Leviathan. – respondeu.

Belial deu mais atenção ao demônio a sua frente. Ele piscou algumas vezes e correu seus orbes pelo rosto alvo de Leviathan. E por um momento sentiu-se mais vaidoso.

Leviathan o grande demônio milenar estava na sua frente lhe dizendo que era a criação mais perfeita e que desejava conhecê-lo? O ego de Belial não podia estar mais jubiloso.

- Eu gostaria de poder conhecê-lo. – disse Leviathan.

O demônio branco deu alguns passos a frente, tocando na pele de Belial com seus dedos frios e esguios, sentindo sua textura com grande felicidade.

- Eu desejo tua alma. – sussurrou – teu corpo e teu pensamento.

- Estais desejando demais. – Belial avisou.

Leviathan sorriu. Ele já sabia que tipo de resposta Belial iria lhe dar, mas também sabia como contornar a situação.

- Estais a viver nessa casa? – indagou Leviathan, apontando para o sobrado de madeira.

Belial sorriu e começou a caminhar na direção da casa, com as mãos no bolso de sua calça de pano, sentindo a presença de Leviathan lhe perseguir, quando alcançou a entrada daquele sobrado, caminhou até a sala.

O moreno se sentou numa poltrona e olhou para o demônio a sua frente, que mantinha a mesma expressão facial.

- Não lembro de ter estado em vossa presença. – disse Belial.

- Nunca me conheceste. – pronunciou-se.

Belial franziu seu cenho, não entendendo aquela situação. Ele ficou atento à aproximação de Leviathan que ficou parado a sua frente, com as mãos paradas lado-a-lado de seu corpo.

- Permita tocá-lo. – pediu.

- Deseja meu corpo? – indagou provocante.

- Desejo tudo que esteja relacionado a ti.

- Tem capacidade de dar prazer a mim? – indagou, passando a língua por seus lábios de forma provocante.

- Permita-me demonstrar.

Leviathan ajoelhou-se no meio das pernas de Belial, que ficou com os dois braços apoiados nos braços da poltrona, permitindo que aquela criatura enigmática lhe tocasse.

O olhar de Belial era similar ao fogo. Ele observava cada toque de Leviathan com atenção.

A calça de Belial foi puxada para baixo lentamente e nesse instante com o toque dos dedos de Leviathan em sua pele, Belial pode sentir uma energia poderosa emanar deles. Se Leviathan forçasse um pouco seus músculos, ele o esmagaria com facilidade.

O membro de Belial foi agarrado pela mão fria de Leviathan, que estava atento ao que fazia. O demônio branco sorriu e olhou para o moreno, aproximando sua boca daquele pedaço de carne, fechando seus lábios no pênis de Belial.

- Quero sentir teu gosto. – disse Leviathan, lambendo a glande, antes de enfiá-lo na boca por completo.

- Desejais meu corpo assim como todos os anjos caídos. – falou jubiloso – permito que toque a minha carne, Leviathan.

Leviathan apenas sorriu, gostando de ouvir seu nome sair da boca de Belial.

A língua de Leviathan parecia ser tão forte quanto o resto de seu corpo. Ele movia-se com leveza, tentando controlar seu desejo de rasgar as roupas de Belial o tomar. Ele acalmou as batidas de seu coração e começou a trabalhar para dar prazer a Belial.

A carne de Belial parecia ter um poder misterioso. Quanto mais a língua de Leviathan a tocava, mais desejava possuir aquele corpo. E um gemido baixo deixou a garganta de Belial.

Leviathan retirou o falo de sua boca, continuando a acariciá-lo com a mão, e agora observava as feições de Belial derretidas no prazer. Ele estendeu seu braço e tocou numa mecha cor de ébano, sentindo sua maciez, notando que toda a atenção de Belial estava sendo dirigida a suas ações.

O seu polegar esfregava a glande para depois voltar a massageá-lo por inteiro, tocando no seu saco, voltando ao movimento anterior. E para a surpresa de Leviathan, seus cabelos foram agarrados pela mão de Belial que começou a forçar sua cabeça de encontro ao seu membro.

Leviathan podia se livrar daquele toque e nem sequer mover sua cabeça tamanha a força e poder que possuía. Mas não queria desanimar Belial e sim lhe dar o máximo de prazer.

A boca voltou a lhe chupar e dessa vez não parou, até sentir o corpo do moreno tremer em leves espasmos, enquanto gemia baixo e rouco. E a vitória de Leviathan veio ao sentir o gosto de Belial inundar sua boca.

O demônio branco ergueu sua cabeça e foi levantando seu tronco, indo de encontro a Belial que lhe sorria de modo depravado. Leviathan se aproximou e logo foi agarrado pelas mãos de Belial na sua cabeça.

O moreno se aproximou e lambeu um pouco de sêmen que escorria da boca de Leviathan, para depois lamber seus próprios lábios de forma provocante. Leviathan não esperou, ele tocou nos lábios macios de Belial, tentando se recordar que já havia tocado coisa tão divinal anteriormente.

As suas línguas começaram a se roçar com lentidão e o beijo foi aumentando seu ritmo a mando de Belial que começou a mover sua cabeça de um lado para o outro, adorando sentir o hálito daquele demônio tão enigmático.

Leviathan ergueu todo seu corpo, olhando para baixo, vendo como Belial estava esparramado naquela poltrona, com o rosto suado e os fios cor de ébano espalhado por sua face alva.

- Tu não imaginas como és belo. – Leviathan sussurrou.

Belial sorriu, vaidoso. Ele sabia o quão desejado era por todo o inferno e não se sentia impressionado com as palavras de Leviathan.

- Não tem idéia de como sua estrela é resplandecente. – continuou seu discurso.

- Eu sei, – falou sem falsa modéstia – por que não permite que eu sinta teu corpo também?

Leviathan sorriu ao ver Belial se levantando, despindo-se de suas vestes, ficando completamente nu na sua frente. E aquilo encantou o demônio branco que ficou alguns segundo admirando o moreno, desejando ficar mais tempo apreciando suas curvas.

A mão de Belial se fechou na mão de Leviathan, começando a puxá-lo para um corredor de madeira, indo na direção de uma porta de madeira que se abriu com o poder do demônio e fechou-se num estrondo quando a dupla adentrou no quarto.

O corpo do demônio branco foi depositado na cama por Belial que subiu em cima dele, sentando-se no seu abdômen, olhando para os traços fortes de Leviathan, desejando ter aquele corpo.

Os dedos de Belial tocaram levemente as sobrancelhas grossas, resvalando por toda a região até descer aos seus lábios carnudos e rosados. O moreno se inclinou e lambeu a bochecha de Leviathan.

- Desejo teu corpo, Belial. – falou.

- Tomarei a ti como desejaste.

Leviathan continuou com o semblante impassível, ele se ergueu sem nenhuma dificuldade, sentando-se na cama e depois jogou Belial para o lado com um leve encostar nos seus braços, assustando o outro.

A manta que cobria o corpo de Leviathan foi deixada de lado em movimento rápidos e cheios de destreza. O demônio branco estava completamente nu na frente de Belial, mostrando seu físico duas vezes mais volumoso e ricamente recheado de músculo.

- Cobiço teu corpo há décadas, – confessou – jamais machucarei a ti que tens meu coração.

Belial estava atento ao que ouvia, não entendendo ao certo o que Leviathan lhe falava.

- Estais a dizer que tomarás meu corpo? – indagou em tom de deboche.

- Permita-me. – pediu.

Belial riu alto, passando a mão por sua franja escura, jogando-a para trás. Ele se sentou na cama e olhou para o demônio que estava sentado ao seu lado, divertindo-se com sua ousadia.

- Jamais tocarás em mim desse jeito.

- Por quê?

- Poupe de dar-lhe explicações, – falou imperioso – não penses que pode aparecer e exigir algo. Agora te cala e deixa-me continuar.

Leviathan foi insólito a Belial, balançando a cabeça negativamente. Ele segurou os pulsos do demônio e voltou a deitá-lo na cama, observando como ele tentava se soltar em vão.

- Nem mesmo teu rei pode levantar o dedo contra mim, Belial. – segredou – Tu és fraco e jovem, jamais poderá tomar meu corpo sem que eu permita.

- Solta-me. – pediu com irritação.

- Darei a ti todo o meu amor.

- Fique com teu amor. – retrucou.

Leviathan sentiu aquelas palavras lhe machucarem a alma, mas sabia que as ouviria cedo ou tarde. Já sabia como as ações posteriores se concretizariam, contudo estava entorpecido com a presença de Belial, chegando a parar de visualizar as imagens futuras. Belial o fez parar de se amaldiçoar por alguns instantes, permitindo que Leviathan não visse o futuro.

- Tua presença me traz calmaria e permite que não possa ver o futuro.

- Tu sabes o futuro? – indagou com curiosidade.

- Apaixonei-me por ti há décadas antes de conhecê-lo, – revelou – sofro em saber que jamais terei teu amor.

Belial ficou em silêncio, sentindo toda a dor e tristeza que aquele demônio começou a lhe passar através de sua aura. O moreno se arrepiou e fechou os olhos por um instante, tentando refletir na situação que o demônio branco se encontrava.

- Sabias que te recusaria? – indagou, voltando a abrir suas pálpebras.

- Como sei que jamais me amará.

- Sabes meu destino? – indagou.

- E o de toda humanidade. – respondeu.

- E mesmo assim diz que me ama?

Leviathan sorriu, soltando um dos pulsos de Belial para lhe acariciar o rosto com cuidado e dedicação, exibindo um doce sorriso. E então ele balançou a cabeça positivamente.

- Sei que irei ferir teu orgulho, – pronunciou-se – por isso não tocarei mais em ti.

- Estais fugindo?

- Sim, por hora, – respondeu – eu tornarei a te ver daqui um tempo.

Leviathan se ergueu de cama, começando a se vestir com leveza e velocidade, enquanto Belial se sentava na cama, observando suas ações. O moreno estava pela primeira vez sem palavras. Leviathan era sábio, podia se notar por suas ações, era poderoso e ainda sabia de tudo que ia acontecer.

- Daqui alguns anos. – falou Leviathan de repente.

- Como?

- Ia indagar o tempo que demorarei a retornar. – explicou – já sei o que sentirás quando partir e do que sentirá quanto me ver.

Belial sentiu um incômodo no peito ao ouvir aquilo. Ele odiava sentir-se preso e odiava as regras. Leviathan era escravo de sua sabedoria, ele estava preso às ações corretas que levariam para o futuro certo, tinha que seguir os passos do destino sem poder se esquivar, e aquilo causou em Belial tristeza e desespero.

Leviathan tocou no rosto confuso de Belial, beijando seus lábios novamente.

- Não sinta pena, – pediu Leviathan – tu não sabes meu futuro.

- Tu sabes como será...

- Sim, já sei qual será minha destruição e a tua. – respondeu, antes que Belial terminasse de perguntar.

O moreno engoliu em seco, fechando suas pálpebras, contudo tornou a abri-las ao sentir um leve toque no seu queixo.

- Farei de tudo para que tu não sofras, – sussurrou – quando precisar de mim pensa em minha pessoa e eu aparecerei diante ti.

Leviathan deu um passo para trás e sumiu da frente de Belial, deixando o demônio com um olhar desolado para trás. Belial se jogou na cama, sentindo seu coração bater acelerado. O que foi tudo aquilo afinal? Por que Leviathan apareceu sabendo que não ia conseguir nada?

O amor que sentiu nos beijos e nos toques do outro acabaram lhe deixando nostálgico. Não sentia vontade alguma de provocar ou seduzir o demônio branco, mas sabia que não tinha como voltar. E só de pensar que havia um destino que prendia a alma de Belial ao sofrimento, este começou a se entristecer.

Belial rolou na cama com a respiração ofegante, desejando saber mais de seu futuro e depois de muito pensar acabou se acalmando. Ele não queria ser como Leviathan, não queria saber de algo que lhe traria infelicidade.

- “Eu tenho pena de ti, Leviathan.” – refletiu.

E Leviathan partiu, sentindo cada pedaço de sua alma se desprender da ilusão que poderia ser feliz algum dia. Por um momento, o demônio branco desejava que seu destino não lhe fosse revelado com sinceridade. No final... sabia tudo que ia acontecer.

Os olhos que tudo viam invejavam a ignorância. Leviathan era o demônio da inveja e por motivos muito bem explicados. Impossível qualquer ser vivo entender tal sentimento, contudo é só pensar em sentir a dor antes dela chegar, sentir o amor antes mesmo dele lhe contagiar e saber mesmo assim que aquela pessoa jamais te amará. A dor de prever e sentir antes de tudo acontecer... essa era a maldição que rondava a vida de Leviathan.

O trono estava parado a sua frente e lá voltou a se sentar, tocando seus lábios com os dedos levemente trêmulos. Algumas lágrimas cor de ouro resvalaram por suas bochechas cândidas, morrendo na curva de seu pescoço. E respondendo a tristeza de Leviathan, naquela noite em especial o mar se ergueu com força e brutalidade, varrendo muitas ilhas litorâneas e assassinando muitos humanos.

OoO

Tristeza não tem fim

Felicidade sim

A felicidade é como a pluma

Que o vento vai levando pelo ar

Voa tão leve

Mas tem a vida breve

Precisa que haja vento sem parar

OoO

Leviathan voltou a adormecer, ansiando pelo momento que se encontraria novamente com Belial. E nesse ritmo, mais três anos se passaram, e quando chegou o momento, o demônio branco se ergueu do seu trono e avançou até o mar.

- Belial... – sussurrou.

A forma humana que Leviathan usava deixou seu corpo, liberando a imensa serpente marinha que tinha parte de seu corpo metálico. Sua cor azulada se confundia com a imensidão do mar e o som que provinha de sua garganta era imperioso.

Nadou numa velocidade inconcebível a qualquer ser vivo daquele planeta. Talvez apenas o próprio Deus pudesse alcançá-lo. E num movimento de força e atividade, a serpente começou a nadar até a superfície, erguendo-se entre uma onda que quebrava próxima à costa do mar. O focinho da criatura marinha se erguia juntamente com seu corpo esguio, exibindo sua extensão de mais ou menos vinte metros, sendo que grande parte de seu corpo ainda estava dentro da água, somando mais de quarenta metros.

Os olhos que nada diziam, profundos e vazios miraram a beirada da praia, observando o anjo caído de curtos cabelos negros que agora olhava na tua direção. Era Belial que estava ali, surpreso com sua presença imperiosa. Leviathan era seguramente poderosíssimo!

Belial se ergueu, passando uma mão na outra para retirar os grãos de areia que ali jaziam. Os olhos acinzentados estavam com um brilho especial, talvez fosse a excitação por ver que uma criatura tão poderosa estava ali somente para lhe prestigiar.

- Leviathan... – sussurrou o nome do demônio, permitindo que um sorriso jubiloso desenhasse em seus lábios carnudos. Havia pensado muito nele durante os anos que passaram.

O mar se dividiu nesse momento, respingando água para todos os lados. O vento que se deu naquele momento começou a fazer Belial dar alguns passos para trás, não conseguindo suportar a energia que aquela criatura emanava. Suas roupas voavam para trás juntamente com seus cabelos que caíam por seus olhos.

A tempestade de areia começou a se formar, incomodando Belial. Entretanto, tudo parou de repente, Belial abaixou seus braços e olhou para baixo, vendo os pés descalços de Leviathan próximo aos seus, ele foi erguendo a cabeça e viu que a distância entre eles era feita em poucos centímetros. E como Leviathan era rápido!

- Senti tua falta, Belial. – sussurrou o demônio branco tocando no rosto do demônio a sua frente, sorrindo suavemente para ele.

- Pensei que tardaríamos a nos ver. – comentou, sorrindo sedutor.

- Sempre que tua estrela anunciar tua aproximação na Terra. Eu irei me erguer para vê-lo, – falou, continuando com o mesmo sorriso. Leviathan puxou a mão de Belial com delicadeza, temendo poder machucá-lo já que não tinha contato com nenhum ser vivo durante muito tempo.

O mais velho começou a puxar Belial pela mão até o mar, hipnotizando-o com aquele olhar profundo e perdido, que puxava a alma de Belial. Quando a água fria tocou os pés do moreno, este acordou de seu transe e parou de andar.

Leviathan não indagou o motivo daquela interrupção até porque já sabia que Belial ia parar e começar a lhe questionar. A calmaria que o demônio branco transmitia chegava a perturbar Belial.

- Onde estais a me levar?

- A meu reino. – respondeu.

- Desejas que eu, Belial, entre nas profundezas do oceano? – zombou.

- Sim.

- Não irei acompanhar-te neste percurso, Leviathan. – sussurrou – tenho assuntos a resolver.

- Tua mentira é tão inocente aos meus olhos, meu querido Belial. – falou com doçura – sei que não tens o que fazer e sei que teme minha força. Mas repetirei a ti o que lhe disse antes... – deu uma pausa, tocando no rosto de Belial – eu desejo a ti, não te farei mal, tua felicidade deverá ser eterna. Se permitir que seja meu...

- Sabes muito bem que não tenho dono e que decido o que fazer. Deitar-me com ti és a única satisfação que encontro, não guardo nenhum sentimento por ti, Leviathan. – disse friamente, franzindo seu cenho.

- Tuas palavras me ferem mais que qualquer um feriu, Belial. – sussurrou.

- Já sabias que eu as falaria. – retrucou.

- No íntimo existem várias respostas que tu poderias me dar, dependendo das minhas perguntas. – revelou.

- Mas tu já sabes todas as respostas!

- Sim, eu sei todas. – falou, voltando a resvalar seus dedos pela bochecha de Belial.

- Tu não sabes meus pensamentos. – sorriu com sensualidade, passando a língua por seus beiços.

- Sei teus pensamentos, – se adiantou – pois tu me constantes todos eles no teu futuro.

Belial se enfezou, ele puxou seu braço para trás, sentindo a mão de Leviathan lhe soltar rapidamente. Ele se virou de costas e postou-se a caminhar até a areia, irritado com aquele diálogo. Contudo parou de andar ao sentir os braços cândidos de Leviathan lhe abraçarem a cintura.

O corpo de Leviathan estava levemente inclinado para baixo para conseguir abraçar Belial, afinal era muito mais alto que o corpo daquele que desejava. Os lábios de Leviathan tocaram a bochecha de Belial num beijo tépido e úmido, que paralisou as ações do anjo caído.

- Permita-me mostrar meu reino, Belial.

- Não estou com vontade de visitar-te, – falou ríspido – soltai-me antes que me enfureça.

Leviathan suspirou, parecendo cansado, mas logo voltou a sua expressão apática. Ele não queria ferir Belial e ir contra suas vontades, mas sabia que jamais avançaria na sua relação com aquela criatura orgulhosa se ficasse sempre esperando que ele aceitasse seus carinhos.

Os pés do anjo caído não tocavam mais o chão, Belial tentou sair dos braços de Leviathan, mas era uma tarefa impossível mesmo ele sendo um demônio antigo. Leviathan era forte e sua aura estava emanando muita força, deixando Belial lento em seus braços.

Os dois demônios começaram a se dirigir para o mar. Belial abriu a boca para reclamar, mas fechou seus lábios rapidamente ao se ver envolvido pela água. Ele quis voltar a superfície, mas começou a ser puxado por Leviathan. Os sentidos de Belial foram se apagando e ele adormeceu nos braços de Leviathan, que voltou a forma da serpente marinha para se aprofundar pelo oceano até chegar ao seu reino.

O tempo foi passando, e para Leviathan o tempo não representava nada e muito menos agora que estava sentado numa poltrona vermelha, olhando para o corpo nu de Belial jogado em sua cama de lençóis de seda. Poderia passar a eternidade assim.

O demônio branco não movia um centímetro de seu corpo, o único movimento que fez foi erguer a cabeça ao ver que Belial estava começando a recobrar sua consciência. As pálpebras de Belial foram se abrindo lentamente, visualizando o teto aberto daquele quarto, onde havia somente água em cima, até podia ver alguns animais marinhos que suportavam ficar naquela profundidade.

Belial se sentou na cama lentamente, olhando com atenção Leviathan que estava calado. Voltou a olhar para o teto e depois olhou para as duas grandes janelas, vendo apenas mais água a sua volta. Aquilo lhe deixou aflito. Estava preso!

- Não quero prender-te. – pronunciou-se o anfitrião.

- Então me solta!

Leviathan se levantou para se sentar ao lado de Belial, voltando a tocar no rosto, onde uma expressão de puro ódio e rebeldia estava estampada. As unhas finas começaram a resvalar pelo braço desnudo de Belial, marcando-os timidamente, enquanto o anjo caído observava em silêncio. Mas não chegou a cortar, pois as unhas de Leviathan tinham um ácido muito forte.

- Quando me soltará? – indagou Belial, vendo que não adiantava pedir para lhe deixar em paz.

- Não meço o tempo. – respondeu – tu saberás quando for solto.

Belial suspirou, ele segurou o rosto de Leviathan com as duas mãos, aproximando sua boca perigosamente de seus lábios, mas parou alguns milímetros, apenas sentindo o hálito do mais velho.

- Se desejas minha felicidade, toma meu corpo e me deixa seguir. – pediu.

- Amarei teu corpo, Belial. – sussurrou – como nenhum outro jamais irá amá-lo.

- Afirma isso por ver meu destino? – indagou com certa confusão.

- Sim. – sorriu – não previ nenhum outro que amará tua estrela como eu a amo. Jamais sentirás amor igual ao meu, mas enganará a ti mesmo num futuro por pensar que terá outro a lhe amar como eu.

- São palavras duras... – Belial sussurrou – não digas meu destino, te rogo. Permita-me sentir a suavidade de meus caminhos com a surpresa de um pobre ignorante. Não quero saber de meus passos.

- Perdoe-me por compartilhar de minha dor contigo. – cochichou.

Por um momento Belial parou de sentir-se alvo daquele demônio e sorriu docilmente, tocando seus lábios naquela boca que lhe chamava atenção, sentindo um beijo cálido lhe tomar o corpo, chamando tua alma, arrancando toda a indiferença que demonstrava.

O corpo de Belial foi depositado na cama com cuidado, nem ele próprio sentia os movimentos de Leviathan, por serem tão leves e cautelosos. Quando notou, o demônio branco estava sem suas vestes, exibindo seu corpo nu para Belial, que ficou paralisado, hipnotizado com aquela beleza.

Leviathan era belíssimo. Seu corpo era moldado pelo sopro divido, assim como o brilho de sua pele e a maciez de seus lábios foram devidamente cuidados por seres celestiais em sua criação. Seus cabelos tinham um brilho inigualável, nenhum demônio possuía tamanho resplendor, nem mesmo Belial conseguia ter tanto brilho.

- Tu és a perfeição feita na carne, – falou Leviathan – meu corpo reluz somente quando está em tua presença. Mas minha carne perece sem brilho quando minha visão não recai sobre ti.

A língua de Leviathan resvalou pela face de Belial, tocando nos seus lábios para depois inserir seu órgão naquela cavidade, amando sentir o calor de Belial, aspirando por um momento todo o ar a sua volta para depois se aprofundar naquele beijo que ansiou por tanto tempo. E Belial respondia ao seu beijo, o que lhe deixava ainda mais excitado com tudo aquilo.

O gemido baixo de Belial estava acordando todos os desejos que estavam adormecidos. O anjo caído se remexia embaixo de seu corpo, movendo suas pernas, flexionando-as para depois passar a parte interna de sua coxa pelas pernas macias de Leviathan, causando arrepios nos pêlos cândidos.

- Tu és lindo, Leviathan. – sussurrou.

- Admira minha forma?

- Sim. – sorriu.

- Ouvir isso de ti és um sonho. Um privilégio! – falou com peso nas palavras, deixando seus sentimentos expostos com a entonação que usava.

O membro já duro de Belial estava sendo pressionado entre seu abdômen e o de Leviathan, que era duro e bem trabalhado, causando assim mais atrito sempre que o moreno se movia. E notando a necessidade do outro, Leviathan resolveu acelerar seus movimentos. O demônio branco desceu sua língua pela curva do pescoço, dando longas lambidas na região, mordendo levemente a pele de Belial para depois beijar, como se pedisse perdão por feri-lo. Contudo Belial não sentia dor, apenas o desejo começar a lhe consumir.

Seus orbes acinzentados estavam mergulhados no prazer. A situação que se encontrava apenas aumentava seu desejo. Ele estava preso nas mãos de um demônio que se dizia – e não duvidava – ser mais poderoso que o próprio Lúcifer. Belial só aceitava ser dominado por aquele que se mostrava mais forte e sábio que ele.

- Tome a mim... – pediu Belial num sussurro ofegante.

- Com amor. – completou Leviathan – com meu amor.

Os mamilos intumescidos de Belial tiveram um tratamento especial pela língua de Leviathan, que começou a rodeá-los com atenção, chupando-os com doçura, mordendo-os por um momento para depois beliscá-los com os dedos, vendo como aquilo deixava o demônio inquieto.

Aquela dor que sentia nos seus mamilos trazia prazer para o masoquismo de Belial.

Belial ergueu seus braços, segurando sua cabeça que se movia para um lado e para o outro, tentando se recordar se teve alguma boca que havia lhe dado tanto prazer anteriormente. A resposta era “não”, ninguém jamais o deixou louco com tão poucos toques. E o que Belial não sabia, era que Leviathan já tinha visto como Belial gostava de ser tratado, e nesses cinqüenta anos que Leviathan ficou dormindo, ele apenas ficou a observar seu amado anjo caído, descobrindo mais sobre seus gostos.

- “Ele toca-me como se já me conheceste...”. – Belial observou em pensamento – “O que está escrito no nosso destino, Leviathan?” – indagou em pensamento, mas jamais desejaria saber essa resposta. Era um sofrimento que não queria partilhar com Leviathan.

A língua deu continuidade no seu percurso, chegando até o baixo ventre de Belial, segurando o seu pênis com delicadeza, sentindo sua dureza e as veias que saltavam. Apertou levemente a cabeça do membro, provocando um gemido mais alto da criatura que se remexia sedutoramente na cama.

Belial ficou olhando para o rosto de Leviathan, ansiando que ele continuasse com aquela massagem em seu pênis. O demônio branco sorriu maliciosamente e lambeu a glande depravadamente, para depois lamber toda e extensão chegando no saco, chupando-os com gosto, sentindo o cheiro forte de Belial.

- Ah... Leviathan, não pare! – ofegou.

- “Leviathan... como queria ouvir meu nome na tua boca!” – sorriu.

A mão do anjo caído tocou uma das mechas cândidas que estavam espalhadas pelo colchão, puxando-as com ímpeto, ao ritmo de seu desejo, mas mesmo que puxasse ainda não conseguia puxar a cabeça de Leviathan, pois a mecha era comprida demais.

Quando a boca de Leviathan cobriu o falo de Belial, este contorceu e ergueu seu quadril gemendo gostoso, sorrindo e passando a língua por seus lábios. O demônio branco ficou com as mãos posicionadas nas coxas de Belial, começando a esfregar suas unhas na sua carne enquanto o chupava.

As unhas de Leviathan continham uma acidez que nem mesmo um demônio forte como Belial podia impedir que lhe ferisse. As pálpebras de Belial cerraram-se e ele gritou ao sentir suas coxas arderem em contato com aquelas unhas sádicas. O corpo de Belial tremeu, ele sentia prazer pela boca que envolvia seu falo e dor ao mesmo tempo com aquele corte, e como sempre gostava de sentir dor e prazer. Belial sentiu seu gozo ser triplicado.

- Ahhh... Minha pele queima... – gemeu alto.

- Gosta disso, Belial? – indagou, parando com o que fazia.

- Ah... Vai enlouquecer-me. – respondeu e Leviathan voltou ao que fazia.

O som que Leviathan fazia com a boca envolvia todo o ambiente, juntamente com os gemidos abafados de Belial. O demônio branco parou de arranhá-lo, temendo feri-lo gravemente e a ponta de suas unhas começaram a sumir até ficarem curtas, assim não machucaria mais seu amado anjo caído.

E dois dedos começaram a pressionar a entrada daquele corpo, vencendo o anel quente que impulsionava seus dedos para fora, e lutando contra aquela resistência persistente, Leviathan foi invadindo seus dedos. E parou a felação para apreciar seus dedos serem esmagados.

- Teu corpo quente chama pelo meu. – falou excitado.

- Enfia logo seu pau em mim, Leviathan. – disse. Belial não tinha nenhum pudor na cama e com seus amantes, ele gostava de palavras sujas e mais pesadas, aquilo o excitava.

- Vou varrer qualquer coisa de tua mente e sentirá somente a mim. – pronunciou-se.

O gozo de Belial veio rápido, enchendo a boca de Leviathan que engoliu tudo com gosto, parando de respirar por um segundo apenas para sentir aquele momento. Quando terminou, ergueu seu tronco musculoso e olhou para Belial que lhe sorriso sedutor.

O corpo do moreno foi virado rapidamente de bruços, incomodando Belial que não gostava daquela posição. Ele tentou sair daquele estado, mas a mão pesada de Leviathan ficou nas suas costas, empurrando-o contra o colchão macio.

- Vira-me!

- Não.

- Sabes que não gosto disso.

- Mas comigo com certeza, tu gostarás.

A nuca de Belial foi atacada por dentes finos e felinos que cortaram sua pele, onde o sangue vermelho começou a se espalhar. E a língua de Leviathan tratou de sorvê-lo, sentindo a essência de Belial.

- Leviathan... toma do meu sangue, do meu corpo... mas não me deixa assim. – implorou, sentindo-se preso e indefeso abaixo do mais velho.

Leviathan sorriu com aquele pedido e voltou a lamber a nuca de Belial, cicatrizando o corte que havia feito para depois preencher o corpo do outro com beijos molhados e mordidas suaves. Quando terminou de dar um banho de saliva em Belial, seu braço puxou o quadril do outro para cima, fazendo-o ficar ajoelhado no colchão com as mãos apoiadas à frente.

Outros dois dedos invadiram o corpo de Belial que moveu seu quadril para trás, adorando aquele contato, desejando mais e mais, contudo o dedo não era da grossura e comprimento que desejava. O anjo caído levou a mão para trás tocando no membro grosso e ereto de Leviathan, assustando-se inicialmente com seu tamanho. Ele havia visto que era grande, mas nunca pensou que sua mão não se fecharia em volta daquele falo.

- Gostou Belial? – indagou com júbilo.

Belial não respondeu, pois ainda apalpava toda aquela extensão, engolindo em seco ao pensar que teria tudo aquilo enterrado no seu corpo. Por um momento sentiu uma linha fria correr por sua espinha dorsal.

- Vou enterrar tudo isso em ti. – avisou.

As pernas de Belial se abriram um pouco mais, entregando-se por completo para Leviathan que adorou aquela visão. Ele segurou seu próprio membro que já estava duro feito uma pedra desde que despiu o corpo de Belial.

A cabeça daquele grande pedaço de carne começou a ser pressionada na entrada de Belial que se segurou nos lençóis, forçando suas unhas contra a palma de sua mão, cortando-se. A dor era insuportável, nenhum demônio ou anjo havia apresentado um falo daquele tamanho antes, jamais sentira tanta dor e psicologicamente prazer desse jeito.

- Aaaah... Levi... athan!! – gritou com todo ar de seus pulmões o nome daquele que começava a lhe possuir.

E ao ver que o corpo abaixo tremia, Leviathan o abraçou e começou a beijar seus ombros, levando sua mão direita até o membro de Belial, começando a massageá-lo com a destreza e maestria que apenas um demônio conseguia. E não parou de se mover, seu quadril ia para frente lentamente e depois voltava, ansiando por se enterrar o quanto antes em Belial.

- És muito... muito... tu és...

- Grande?

- Sim... sim...

- Sou primoroso para teu corpo. Tu sempre me terás, Belial.

O calor era intenso, o suor estava começando a formar algumas poças no final da coluna de Belial que abria ainda mais suas pernas, deixando seus braços desabarem e ficar apenas com os cotovelos apoiados no colchão. Ele gritava e cerrava seus dentes em certos pontos, tentando conter a dor que lhe rasgava. Leviathan era enorme e não parava um minuto sequer. Por um momento Belial pensou que ele não conseguiria colocar por completo, mas felizmente se enganou ao sentir todo aquele falo lhe preencher.

Qualquer um nas mãos de Leviathan era frágil, até mesmo Belial que tinha tanto orgulho de sua força. O demônio branco se acalmou, olhando para Belial, sentindo sua mão deslizar por seu corpo suado, indo até sua nuca para agarrar uma muda de cabelos, puxando sua cabeça para trás com agressividade.

- Olha para mim Belial. – pediu.

Belial virou seu rosto que estava avermelhado e suado, havia um pouco de saliva escorrendo pelos cantos de sua boca. Leviathan não resistiu, ele abraçou o moreno e inclinou todo seu corpo, enterrando-se ainda mais no interior de Belial que gemeu, até se aproximar de seus lábios para lambê-los.

- Ansiei muito por isso. – confessou – sentirás a mim no teu corpo para sempre.

Em uma ocasião normal Belial já estaria exigindo para que seu amante se movimentasse, mas desejava realmente se acalmar. Contudo Leviathan não lhe deu mais nenhum segundo para se acostumar. Ele moveu seu quadril levemente para trás, saindo pela metade e voltou estocando com cuidado, sentindo Belial tremer.

E se deu início o lento vai-e-vem que começou a levar a cama junto, deixando a cabeceira de ouro bater contra a parede, descascando a pedra, deixando a poeira daquele cômodo levantar. E Belial gemia alto, gritava na verdade, deixando sua voz ecoar por aquele castelo desabitado. No mar, naquela profundidade, apenas os gritos desesperados de Belial eram ecoados.

- Chama por meu nome!

- Leviathan! – gritou o nome imediatamente, cerrando seus dentes em seguida.

Leviathan sorriu, e voltou a massagear o membro de Belial, desejando que ele gozasse rapidamente. O demônio branco estava longe de se satisfazer, mas enquanto não conseguia seu prazer, ele ia dar o máximo que podia para Belial. E assim o fez, começando a massagear com destreza aquele falo quente que começava a endurecer.

- Vou fazer tu gozar até implorar para eu parar. – Leviathan ameaçou com uma doce risada.

- Faça, então! – provocou o demônio.

Leviathan sorriu, adorando aquela ingenuidade do mais novo. Ele continuou os movimentos atrás do corpo do anjo caído, até que sentiu sua mão ser lambuzada pelo sêmen de Belial, o demônio branco levou a mão até a boca do outro, sentindo como o moreno chupava seus dedos com desejo.

- Quero tua boca em meu corpo depois. – Leviathan disse.

Os movimentos pararam, Leviathan saiu e virou Belial, fazendo suas costas baterem contra o colchão. O moreno nem conseguiu raciocinar, Leviathan era muito forte e rápido, e antes que notar que havia mudado sua posição, ele foi tomado novamente.

Leviathan cobriu o corpo de Belial e ficou com os cotovelos apoiados na cama, lado-a-lado da cabeça do moreno, ficando a centímetros de distância de seu corpo. Seus narizes quase encostavam, Leviathan queria ver todas as reações de Belial que ficou perdido com aquele rosto belo de frente para o seu. O anfitrião sabia como deixar Belial sem palavras! Esse sim sabia como domar aquele anjo caído que nem mesmo Deus conseguiu controlar.

Belial puxou a cabeça de Leviathan para baixo e atacou sua boca com fúria, descontando tudo que estava sentindo naquele beijo lascivo que varria a alma daqueles dois demônios. A língua de Belial escorreu até o pescoço de Leviathan, mordendo e beijando cada pedacinho, até que cravou os seus caninos no ombro musculoso do outro, sugando seu sangue dourado, sentindo sua língua queimar.

Leviathan voltou a beijá-lo, sentindo o gosto de teu próprio sangue naquela boca carnuda, arrepiando-se por completo por estar realizando uma das visões que mais ansiou. E o membro de Belial foi agarrado novamente, sentindo como ele havia ficado endurecido rapidamente e para o deleite de Belial, os movimentos ritmados que Leviathan fazia no seu falo estavam começando a lhe levar para o terceiro orgasmo.

- Ah... Leviathan... mais forte... – pediu enlouquecido – quero sentir-te!

Belial era arremessado para frente e depois puxado para trás. A cabeça daquele falo batia com violência no seu ponto mais sensível, lhe deixando ainda mais enlouquecido. De repente Leviathan começou a diminuir o ritmo, mas continuava a estocar fundo, assim podia sentir todas suas veias resvalarem pelo tecido quente que contornava aquela cavidade que adentrava e saia.

O cheiro do sangue alertou os sentidos de Belial. Ele estava sangrando no meio de suas pernas pela agressão que sofria, mas não se importou, no fundo amou aquilo. Seu corpo estava sendo chacoalhado de um lado para o outro pelas mãos fortes de Leviathan. Um gemido baixo deixou a garganta de Leviathan, e isso alegrou Belial, que passou suas pernas em volta da cintura do outro, prendendo-o.

- Não pare...

- Não irei!

- Mais forte...

Leviathan não obedeceria dessa vez, pois tinha certeza que Belial pedia isso apenas por estar perdido no prazer. O demônio branco poderia matá-lo se fizesse mais força ou machucá-lo seriamente, e por isso continuou no mesmo ritmo e força até que sentiu seu prazer se aproximar.

Os gemidos entrecortados de Leviathan tiveram um final quando este gozou. Seu corpo tremeu em fortíssimos espasmos, sentindo toda sua força sumir por um instante, caindo em cima de Belial, que o abraçou e começou a beijar seus ombros. Ele era realmente insaciável! Leviathan sorriu.

Após alguns minutos, Leviathan ficou de quatro em cima de Belial que lhe sorriso sedutor, apesar de mostrar que estava realmente cansado depois de tudo aquilo. O demônio branco sorriu e voltou sua atenção ao membro de Belial, pegando novamente e levando até sua boca, chupando com gosto, resvalando sua língua com paixão, enquanto acariciava seu saco com a mão.

- Quer... matar-me! – Belial exclamou, voltando a se contorcer na cama.

E o quarto gozo veio rapidamente, inundando a boca de Leviathan que tornou a beber tudo para depois voltar para cima, puxando a boca de Belial para compartilhar daquele gosto.

Leviathan sossegou e puxou o corpo de Belial para que ficasse deitado acima do seu. E Belial tinha que concordar que nada naquele castelo era mais quente que o corpo de Leviathan, nem mesmo aquele colchão devidamente acolchoado era tão confortável.

- Matar-te? Somente inebriá-lo com prazeres, meu anjo negro. – disse.

- “Como jamais amarei a ti?” – Belial pensou, sentindo uma certa tristeza por Leviathan que lhe acariciava sua cabeça com dedicação – “tu sabes que te trairei e jamais lhe darei meu amor, mas mesmo assim... trata-me com amor”.

- Amo-te Belial. – Leviathan sussurrou.

- “Nunca pensei que não desejaria ouvir tais palavras de um demônio.” – sorriu triste.

- Não te entristeça com meu destino, meu querido Belial. – pediu – ter-te ao meu lado és suficiente para minha alegria. Deixa-me cuidar de ti, chama a mim quando precisar e nunca duvide de meu amor.

- Perdão. – pediu Belial.

- Pelo o quê?

- Pelo que vou te fazer sofrer. – respondeu.

- Eu já perdoei, – sorriu – há muito tempo, perdoei-te por tuas mentiras e traições e mesmo desejando não te conhecer, eu não me arrependo por ter lhe tido nos braços.

- Não queria conhecer-me? – indagou com curiosidade.

- Não, pois sabia que ficaria louco por ti, como sou agora, – respondeu, beijando os lábios de Belial – não se preocupes, levar-te-ei até a Terra para cuidar de seus assuntos.

Belial afundou sua cabeça na curva do pescoço de Leviathan, por um momento não queria pensar em ir embora, pois o carinho do demônio branco era tentador e muito reconfortante. Mas não queria compartilhar o destino de Leviathan, não queria ficar preso a nada e a ninguém.

- Sofrerei muito? – Belial indagou.

- O suficiente para amadurecer e insuficiente para perder o brilho de tua estrela. Tu sempre serás perfeito, Belial. – sussurrou.

- E estarás a me proteger?

- Sempre. – respondeu prontamente – sempre que sentires que morrerá, que se afundará no inferno de ilusões e tristezas. Sempre que tua alma chorar por amores perdidos e se dilacerar por atitudes passadas, sempre que sentires que não é merecedor de todos seus amantes, quando sentir que o amor que te sustentas não é suficiente, saiba Belial, que eu estarei lá para te acolher.

- Agradeço a ti por isso. – falou com certa emoção, afundando ainda mais sua cabeça na curva do pescoço do demônio à frente.

- Não chores por mim, Belial. – pediu – sou egoísta por desejar-te somente a mim e minhas ações são somente para te agradar e proteger-te para tê-lo sempre próximo.

- Chegará o dia que te agradecerei por tudo. – Belial disse.

Leviathan sorriu, acariciando a cabeça de Belial, amando ouvir aquelas palavras doces e sabendo do futuro que teria ao lado daquela criatura. Por ora ficaria a sentir o aroma fresco do corpo de seu amado anjo caído, mas depois voltaria a sentar-se no seu trono, apenas para esperar que Belial voltasse a pisar na Terra para revê-lo ou então que o outro começasse suas aventuras amorosas para começar a se corroer de ciúme.

No momento aproveitava o sono de Belial para observá-lo de perto, não desviando sua atenção para nada que não fosse a criatura a sua frente. Seus dedos resvalaram pelo pescoço de Belial, desejando que ele sumisse de sua vida, mas mesmo que o matasse, o sentimento que existia em teu coração jamais desapareceria. Jamais deixaria de amá-lo.

Além de estar fadado a saber todo seu destino, estava também a amar Belial até o fim dos tempos. Até depois da morte de Belial que já lhe foi antecipada há alguns anos, até mesmo depois de esquecer-se do cheiro e do sabor daquele corpo, Leviathan ainda sim continuaria apaixonado. Já podia ver seu futuro cheio de lágrimas de sangue, olhando para a cova que estaria seu amado anjo caído.

Nada era eterno, somente Leviathan que jamais visualizou sua própria destruição e isso o deixava em agonia. Queria morrer ao lado de Belial para tê-lo para todo sempre, mas sabia que nada era tão fácil para demônios expulsos e ignorados pelo divido. Deus jamais concederia felicidade a nenhum deles por ferirem a humanidade e por tê-lo – principalmente - traído.

- Amo-te Belial... Até tua morte e depois dela. Amarei-te na dor de tua ausência. Teu amor cativo deixar-me-á no esmorecimento durante anos intermináveis... – sussurrou ao pé do ouvido de Belial, que dormia num sono pesado.

As lágrimas de Leviathan começaram a resvalar por sua face. Ele sofria antecipadamente, chorando a morte de seu querido anjo, que agora estava a dormir tranqüilamente em seus braços.

OoO

Saudades são águas passadas que se acumulam em nossos corações,
inundam nossos pensamentos, transbordam por nossos olhos,
deslizam em gotículas de lembranças que por fim, morrem na realidade de nossos lábios”.

OoO

Uma fanfiction da maravilhosa história feita pela Ryoko-chan. Essa seria a “minha versão” de como Belial e Leviathan se conheceram. Eu espero que os amantes dessa história tenham gostado, obviamente que eu não escrevo como a Ryoko. Mas eu dei o meu melhor e espero que tenham apreciado, apesar do final digamos... “triste”. Mas não tem como fazer muita coisa “feliz” com os personagens da Ryoko, que são bem depressivos, afinal a autora é sádica e adora escrever romances tristes com incontáveis mortes. (e ela ainda fala que faz histórias felizes!).

Música do compositor Tom Jobim.

Obrigada por permitir que eu fizesse esse fanfiction, Ry! Ele é dedicado especialmente a você e espero que tenha gostado, minha querida dama.

Obrigada por lerem! Comentários são sempre bem-vindos.

Visitem meu site de histórias originais: .com/

28/1/2009

Por Leona-EBM


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