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Author: Leona-EBM
Fiction Rated: M - Portuguese - Suspense/Horror - Reviews: 1 - Published: 04-18-09 - Updated: 04-18-09 - Complete - id:2662095

Por Leona-EBM

Meu Estagiário

Parte I

Meu Estagiário

O aperto da gravata lhe incomodava, ele tateou o tecido e puxou o nó, mas o alívio momentâneo não era suficiente para Edward. Já era tarde da noite, seu destino era claro e rotineiro, pegaria seu carro na garagem, seu Mercedes prateado e rumaria para seu apartamento no centro nobre da cidade, para depois se deliciar com um copo solitário de Martini.

Ele passou a mão por seus cabelos negros, curtos e sedosos, retirando a pequena franja lisa que caia por parte de sua face alva. Retirou o casaco pesado de alfaiataria e foi até o elevador, quando entrou, olhou para o novo funcionário, cumprimentando-o com um leve aceno na cabeça. O clima de elevador foi típico, ninguém falava nada apesar de sentirem incômodo por dois seres humanos, com certamente coisas em comum estarem em silêncio naquele cubículo.

- O senhor é o gerente de criação? – indagou o mais novo a fim de acabar com aquele silêncio fúnebre.

- Sim, e você seria?

- Eu sou o novo estagiário. – sorriu.

Edward ergueu as sobrancelhas, mostrando certa surpresa. O rapaz a sua frente não parecia ser tão novo para ainda estar estagiando naquela empresa.

- Em qual departamento está sendo direcionado?

- Para o de criação, eu estou estudando design gráfico, mas precisamente com a criação de embalagens. – falou com um largo sorriso, querendo causar uma boa impressão.

- Creio que terá uma reunião comigo na segunda-feira.

- Sim, será com o senhor.

Edward suspirou, voltando a olhar para a porta metálica que começou a se abrir. Ele olhou de soslaio para o novo estagiário, pedindo mentalmente que ele seja criativo e cooperativo. Suas experiências com estagiários não foram muito boas até agora, por isso nenhum deles foi registrado após o período obrigatório de seis meses.

Eles saíram no último piso, sentindo o cheiro forte de borracha. Estavam no estacionamento.

- Opa, eu esqueci de apertar meu andar. – comentou o estagiário – tenha uma boa noite.

Edward acenou com a cabeça e começou a caminhar, segurando seu casaco e sua mala de mão, quando voltou a olhar para trás ao ouvir um ruído, a energia que era responsável pelo funcionamento do prédio falhou, as luzes de emergências foram ligadas e algumas partes daquele estacionamento ficaram na penumbra. O diretor de criação ouviu um gemido baixo e voltou até o elevador, vendo que seu mais novo estagiário estava massageando sua cabeça.

- O que houve?

- Nada demais, eu me assustei e bati na porta. – disse com certo constrangimento – onde fica a escadaria?

E o diretor não soube responder, ele olhou para os lados e depois para a guarita que estava vazia. Não sabia como ajudar o jovem a sua frente.

- Onde você mora? – indagou friamente.

- Perto, na região sul perto do shopping.

- Quer uma carona?

- Se não for incômodo eu agradeceria. – sorriu, exibindo uma fileira de dentes perfeitas, que iluminavam a pele cândida que entrava com um grande contraste em seus cabelos negros, chegando a serem quase azulados de tão escuros, parecia que sugavam toda a luz do lugar. Ninguém se surpreenderia se o garoto falasse que havia jogado graxa nas suas madeixas.

- Meu carro está logo ali.

E sua rotina estava sendo quebrada. Ele desativou o alarme e abriu a porta, observando os grandes olhos azuis do seu novo estagiário se irradiarem de surpresa ao ver o seu carro. Qualquer garoto ia sonhar em ter um carro daquele, isso porque Edward tinha seus trinta e dois anos e já havia conseguido conquistar objetos capitalistas de grande prestígio.

A dupla entrou, o ar condicionado foi ligado e saíram em seguida, vendo que houve uma queda de energia em todo o quarteirão.

- E qual é o seu nome? – indagou Edward.

- Benjamin. O seu é Edward, certo?

- Sim, e você tem quantos anos, Benjamin?

- Vinte e três.

Eles conversavam sobre a faculdade que Benjamin estava fazendo, aprofundando-se nos gostos e fazendo comentários de trabalhos publicitários expostos na mídia. O clima era saudável para ambos, talvez a entrevista do dia seguinte pudesse ser cancelada ao ver de Edward, que havia gostado de seu novo estagiário.

A Mercedes parou numa rua movimentada, era sexta-feira e as alamedas que davam passagem ao shopping estavam cheias de carros. O celular de Benjamin tocou de repente, ele pediu licença e o atendeu. Edward ficou apenas a ouvir a conversa, não por curiosidade, mas por causa do silêncio que se fez presente no ambiente.

- Algum problema? – indagou Edward.

- Meu colega de apartamento saiu e esqueceu de deixar a chave comigo. – suspirou – é a segunda vez que ele faz isso.

- O que vai fazer?

- Eu vou ficar em uma praça perto da minha casa.

- A praça verde?

- Sim, essa mesma.

- Há essa hora ficam muitos drogados por lá. Isso é perigoso.

- Ah, tudo bem, eu vou tomar cuidado. Se quiser, pode me deixar aqui mesmo. O trânsito está terrível.

Edward não respondeu, ele olhou para frente e viu que enfrentaria um trânsito carregado até o shopping, mas também não se sentia bem por deixar um jovem estagiário que havia vindo a pouco do interior, andando no centro da cidade sem ter destino para ir e possivelmente sem dinheiro.

O estagiário falou mais alguma coisa sobre ser deixado por ali, mas voltou a ser ignorado pelo seu possível chefe. Ele suspirou e passou a mão por seus braços levemente definidos que estavam frios por causa do ar condicionado.

- Não acho certo te deixar largado na noite. – falou de repente, após pensar. Havia sido uma grande luta mental, ele estava cansado – como sempre – e desejava ir para sua casa, mas não tinha nada para fazer. Ele chegaria e beberia seu Martini, ouvindo música clássica para depois dormir na grande cama de solteiro, acompanhado somente por seus lençóis egípcios.

- Não se preocupe, eu vou ficar bem.

- Posso levá-lo até minha casa, se não se incomodar.

Benjamin ficou com as bochechas levemente coradas ao ouvir aquilo, ele passou a mão por seus fios negros que caíam displicentes por seu rosto, chegando até sua nuca. Um sorriso amarelo desenhou-se na sua bela face e ele abaixou levemente a cabeça. Será que seu suposto chefe estava dando em cima dele? Não conseguia tirar esse pensamento da cabeça. Talvez fosse apenas uma gentileza.

E antes que pudesse responder, Edward virou o carro numa esquina e saiu do sufoco do trânsito, pegando um atalho para o seu apartamento. E eles voltaram a conversar sobre o assunto anterior até chegarem à cobertura de Edward.

Benjamin entrou, vendo o seu anfitrião jogar a chave do carro em cima de uma mesa de vidro, ele já começava a retirar sua roupa de cima, parecia que aquele vestuário lhe incomodava.

- Fique a vontade, eu irei me trocar.

Edward parou de repente e olhou para baixo, balançando a cabeça negativamente, depois olhou para Benjamin que o olhava curioso.

- Esses vizinhos fazem muito barulho. Muito barulho mesmo. Parecem animais, não conversam, ficam gritando.

- Eu não ouço nada. – comentou.

- Bom, é assim todos os dias. Eu já venho. Fique a vontade.

Ele assentiu e se sentou no sofá da sala, olhando para os lados, sem saber o que fazer. Pelo pouco que viu podia analisar a pessoa com que ia trabalhar, nas paredes havia quadros de serigrafia feitos pelo falecido Andy Warhol, que valia muito dinheiro no mercado. Olhando para outro lado encontrava uma arte de graffiti. E apesar de haver obras de movimentos diferentes, tudo dialogava entre si, deixando a paisagem harmônica.

Benjamin se ergueu, indo até um quadro que lhe chamou a atenção. Era uma obra impressionista, um dos estilos de pintura que mais lhe agradava e ali ficou a observar, sem notar que seu anfitrião havia retornado, trajando uma calça folgada de tecido e uma camiseta.

- Gostou do quadro?

- Sim, - respondeu, assustando-se um pouco – muito bonito.

- Eu que pintei.

- Mesmo?

- Sim, faz muito tempo, quando era universitário.

- Não faz tanto tempo assim. – sorriu, voltando a olhar a obra.

- Eu me formei aos vinte um anos e já entrei na empresa. Acho que uma universidade é essencial, todavia o estágio que fornece o conhecimento necessário.

- Eu soube que nenhum estagiário no setor de criação foi efetivado.

Edward assentiu, caminhando até um barzinho de mogno, enchendo dois copos pesados de vidro com um pouco de Martini. Benjamin caminhou até ele, aceitando a bebida para depois se sentarem no sofá.

O diretor estava cansado, isso era visível no seu semblante, no entanto algo lhe chamava a atenção naquele rapaz. Ele era demasiado bonito, isso era um fato inegável, um dos motivos de ter conseguido manter uma conversa digna com ele no elevador e por ter tido a bondade de convidá-lo a uma inocente carona. Não que tivesse segundas intenções quando foi gentil, mas agora, olhando para o rapaz a sua frente, sua mente começava a rumar para outro lado.

- Pela manhã eu te deixo no seu apartamento.

- Não, não precisa! – respondeu, de repente – eu já estou sendo um peso na sua noite. Eu pego um ônibus.

- Não está me incomodando. Afinal, eu não tinha nada melhor para fazer mesmo e um pouco de companhia é sempre bom. – disse, erguendo seu copo e voltando a beber o líquido num gole só. Ele se levantou e voltou ao seu barzinho, pegando a garrafa para beber mais e aproveitou e encheu o copo do outro.

Os minutos foram passando e os ânimos aumentaram. A bebida era um ótimo agente social. Ambos riam baixinho e comentavam algumas coisas, parte de suas piadas eram a respeito da arte, da pobre publicidade de algumas empresas, de comerciais televisivos ridículos, porém o assunto tomou outro rumo quando começaram a falar das propagandas feitas pela Calvin Klein. Os modelos, as insinuações sexuais, a beleza, todo o conjunto que essa marca esbanjava na sua campanha publicitária, acabou por aproximar a dupla para uma verdade. Ambos concordavam que homens eram maravilhosos. Um ponto em comum. Um grande ponto em comum!

- Você está se relacionando com alguém? – indagou o diretor.

- Não, e o senhor?

- Como pode ver... Também não. – sorriu.

Edward se ergueu e olhou para seu relógio de parede vendo que já eram três horas da manhã. O tempo voou e havia adorado a companhia do jovem rapaz.

Um som estridente chamou a atenção da dupla, o celular do mais novo tocava e ele logo atendeu e dessa vez Edward tinha interesse em ouvir a conversa, apesar de não estar próximo o suficiente para ouvir a voz da pessoa que estava do outro lado da linha. Ficou aguardando, quando seu estágio desligou e lhe disse:

- Meu amigo voltou finalmente, eu acho melhor ir.

- Há essa hora?

- Eu moro poucas quadras e hoje é sexta-feira. – sorriu – eu não quero incomodar.

- O que me incomoda é o fato de você pedir tanto para ir embora e dizer que está incomodando, sendo que está me fazendo companhia. – confessou com certa irritação, não tinha muita paciência para sorrisos e joguinhos de palavras – pela manhã pode ir embora, não vou te seqüestrar.

- Ah... Desculpe! Eu estou sendo chato mesmo, perdão. É que eu fico sem jeito, perdão. – falou, extremamente envergonhado, tocando na sua testa para retirar as gotículas de suor que se acumularam com aquela bronca.

Edward se ergueu com um sorriso divertido ao ver o jeito como o outro tentava se desculpar. Ele ergueu uma mão e pediu para que ele se calasse antes que se ajoelhasse no chão e pedisse perdão.

- Eu vou buscar algo para você se vestir. Pode assistir televisão se quiser.

Benjamin concordou e ligou o aparelho, deixando em um canal de música. Edward voltou com um short de seda e uma camiseta para o mais novo que se fechou no banheiro para se vestir, voltando logo em seguida, vendo como as roupas ficaram largas. Ele se sentou no sofá, bocejando graciosamente. Edward o observou, sentindo um frio correr por sua espinha, outro pensamento malicioso havia invadido sua mente.

Eles voltaram a se sentar no sofá, começando a assistir um pouco de televisão. Benjamin acabou deitando a cabeça numa almofada, desejando dormir imediatamente enquanto Edward estava animado demais para se aninhar nos seus solitários lençóis egípcios, sendo que tinha algo mais interessante para fazer.

E o ingrediente perfeito foi adicionado ao ambiente quando Edward trocou o canal acidentalmente para um filme pornográfico entre um homem e duas mulheres. O som de gemidos despertou a atenção de Benjamin, juntamente com sua indignação. O seu superior era um pervertido pelo jeito.

Os dois se olharam de esgueira e voltaram à atenção para o filme. Eles comentaram alguma coisa sobre as duas mulheres, riram pelo roteiro mal feito dos filmes dessa categoria. Mas quem estava pensando em roteiro quando a função era somente sexo promíscuo? Estavam tentando se enganar, fingindo que achavam ridículo, que era desinteressante, sendo que em suas adolescência passaram muito tempo preso aos seus quartos, exercitando sua sexualidade enquanto observava vídeos e revistas de homens e mulheres se expondo.

Benjamin bocejou mais uma vez e aquele foi o momento de seu anfitrião lhe dar toda sua atenção.

- Quer dormir?

- Sim. – respondeu.

- Pensei que estava mais acordado com esse vídeo.

- Ah, bom... um pouco, mas é que... não me agrada muito.

- Preferia dois homens? – sorriu maliciosamente.

E aquele rosto perfeito e oval ficou cada vez mais vermelho, ele abaixou a cabeça e não disse mais nada. Edward se levantou e caminhou até o menor, parando na sua frente, deixando sua calça roçar contra as pernas desnudas do outro por causa da proximidade. O mais novo ergueu a cabeça ligeiramente, encontrando a grande ereção que não podia ser escondida pelo pano da calça.

- Podemos fazer a noite ficar mais excitante, não acha?

Um turbilhão de pensamentos invadiu a cabeça do estagiário, ele observou o sorriso malicioso de seu chefe e depois correu seus olhos por seus traços, constatando que ele era realmente bonito e charmoso, mas logo voltou para seu lado racional. Aquilo era uma loucura!

A mão pesada de Edward tocou no seu rosto, descendo o dedão por seu maxilar até chegar nos cabelos negros, sentindo os fios enroscarem nos seus dedos compridos. Os olhos azuis que tanto lhe atraíram estavam desviados para o chão. E a mão continuou o percurso até a nuca do mais novo.

O toque cessou de repente, Edward se sentou ao seu lado e o puxou pelo braço, fazendo se virar bruscamente, olhando-o com medo e surpresa. O diretor sorriu e continuou a puxá-lo até que os pés do mais novo deixassem o chão, acomodando-se no acolchoado do sofá. Edward deu duas batidinhas na sua coxa, pedindo para que ele se sentasse ali.

- É só sexo, não precisa ficar tão nervoso. Você já fez sexo, antes?

- Sim. – respondeu com a voz baixa.

- Você vai gostar, senta aqui.

Benjamin relutou um pouco e obedeceu, ficando sentado no coloco do mais velho, deixando os joelhos afundados no sofá. Um arrepio correu por cada cantinho de seu corpo, ao sentir o grande falo abaixo que estava duro e ereto lhe pressionar nas nádegas. As mãos de Edward pararam no quadril ossudo do mais novo, começando a movê-lo para frente e para trás, enquanto movia seu próprio quadril, a fim de simular uma transa. E enquanto eles se mexiam a boca de Benjamin foi invadida pelos lábios carnudos dos outro e assim se entregou aquele clima, deixando sua língua correr pela boca do seu chefe, sentindo seu sabor misturado ao álcool.

O quadril de Benjamin movia-se sem as mãos do mais velho, ele resvalava pelas coxas grossas, pressionando seu próprio pênis contra o abdômen duro do outro, gemendo baixinho quando fazia isso a fim de provocar o mais velho. Já que estava na chuva, ele ia se molhar! Havia sido levado, provocado e agora estava se amassando com seu chefe, pelo menos ia tentar tirar proveito, já que não tinha mais volta. E com esse pensamento, voltava a se esfregar, até que apertou seu corpo contra o pênis de Edward, levantando e abaixando o seu dorso, simulando a penetração que ambos estavam loucos para provar.

Suas bocas estavam coladas num beijo gostoso cheio de saliva, ora suas línguas dançavam pelo ar para depois voltarem à cavidade quente e fechada do outro. Edward se livrou daqueles lábios para atacar a jugular, mordendo, chupando, tentando controlar sua respiração, sua ansiedade e seu desejo. Fazia muito tempo que não transava e aquilo o estava deixando louco.

A camiseta foi puxada até que foi arrancada por Edward, deformando a sua gola, mas não se importava em rasgar e repetiu o mesmo movimento com a sua peça de roupa, jogando ambas no chão. Os dois pararam por um segundo e se olharam, ambos magros, fortes e atraentes. Benjamin foi o primeiro, ele inclinou seu corpo, arrebitando sua bunda para então lamber o tórax, chupando a pele dourada.

E enquanto aproveitava aquela língua quente e experiente, Edward ocupou em analisar o outro, tateando sua mão por suas coxas grossas, subindo seus dedos pelo short curto de seca que era maleável e lhe dava acesso a todos os cantos. Sua mão resvalou pela parte interna da coxa até chegar dentro do short, atravessando a cueca preta para alcançar uma nádega, apertando-a com desejo. Mas aquilo não era suficiente! Queria dizer obscenidades para o mais novo e atacá-lo da forma mais promíscua que podia.

- Eu enfiar todo meu pau em você. – falou pela primeira vez, carregado de desejo, gemendo. Sua mão continuou apertando a carne macia do mais novo que gemia. Seus dedos continuaram a avançar até que chegou no meio de suas nádegas, passando o seu dedo do meio por ali para depois começar a penetrá-lo, ouvindo o outro choramingar – rebola essa bunda para mim. – mandou, puxando-o pelos cabelos para lhe beijar a boca com ferocidade.

E Benjamin obedeceu, balançando seu quadril em movimentos circulares, gemendo entre o beijo sufocante, sentindo o dedo lhe alargar, entrando rapidamente até que foi colocado por inteiro para depois ser remexido no seu interior. Ele continuava se movendo, vendo o quanto isso excitava o mais velho e agora sentia o dedo entrando e saindo.

A necessidade de sentir mais prazer retirava qualquer pensamento são da cabeça do diretor, ele retirou sua mão dali e jogou o menor no sofá de bruços. Benjamin nem teve tempo de se mover e seu short juntamente com a cueca foram arrancados, ele só teve tempo de ver o outro se despir, revelando o grande falo que lhe comeria.

- Gostou? – indagou Edward, tocando na sua glande vermelha, passando a língua por seus lábios – vou enfiar tudo isso em você. Mas primeiro... Vem dar uma chupadinha pra entrar mais gostoso.

Benjamin se arrepiou ao ouvir aquilo. Ele sempre se sentiu frustrado sexualmente por achar parceiros quietos, tímidos, sem muita criatividade e por ele ser completamente passível, nunca impôs suas vontades com muita veemência, contudo na atual conjuntura não tinha o que reclamar. Edward sabia ser pervertido e sexy. O estagiário se sentou no sofá e olhou para sua carteira que estava em cima da mesa.

- Vamos fazer com camisinha.

- Como quiser. – sorriu o mais velho.

Ele puxou sua carteira e tirou o contraceptivo. Havia dois e com isso surgiu o comentário:

- Apenas duas? Isso não vai bastar.

- Vai ter que bastar. – disse, abrindo o pacotinho, retirando a camisinha.

Edward se aproximou e Benjamin ficou responsável por colocar a camisinha, tocando naquele falo que pulsava na sua mão, olhando para sua coloração avermelhada, sentindo suas veias grossas. Quando terminou de colocar, não teve tempo para outra ação a não ser sentir o puxão no seu cabelo e assim começou a felação, ele se ajoelhou no chão e começou a chupar a glande com os olhos fechados, sentindo seu formato.

- Isso... Assim mesmo. – elogiava o mais velho, enquanto acariciava os fios negros. – mais forte... Chupa mais... hmm...

A língua de Benjamin passou pela extensão para depois ele colocar aquele grande volume na boca. A tarefa foi difícil, não conseguia colocar tudo, e mesmo que tentasse isso lhe causava ânsia. Fechou a boca até a metade do falo, chupando do melhor jeito que sabia, enquanto sentia o quadril de Edward se mover, tentando enfiar mais e mais. O mais novo afastou-se para respirar e logo foi puxado novamente. Não tinha descanso.

- Não pare, hein! Chupa mais... Isso está muito bom!

Após muita saliva derramada ao sabor da camisinha de morango, Benjamin se afastou, com uma respiração descompassada sentindo seu coração bater com energia contra seu peito.

Benjamin se levantou, olhando para o mais alto que lhe abraçou pela cintura, voltando a de beijar a boca, mas não se demorou nessa região, indo até seu pescoço, marcando-o novamente. As nádegas do estagiário eram atacadas, ele abriu mais suas pernas ao sentir outro dedo lhe invadir de uma única vez.

- Rebola... – ordenou – mexe para mim.

E novamente movia seu quadril, enquanto era guiado para o sofá, sendo empurrado para ficar de joelho, de costas, segurando no encosto do móvel. Ele olhou para trás e viu o outro se posicionando atrás. O quadril de Benjamin foi puxado e ele ficou quase de quadro naquele pequeno espaço, segurando-se ao encosto.

As pernas foram separadas, puxadas para o lado com força. Edward apartou suas nádegas para ver o seu alvo, depois levou uma única mão até a base de seu membro, segurando-o para inserir naquele pequeno espaço. Começou a penetrar, forçando a entrada lentamente ou não ia conseguir fazer seu pau deslizar. Benjamin inclinou-se mais para frente, sentindo seu corpo doer e tremer.

- Ahh... Devagar... – pediu num gemido dolorido.

Edward nem sequer ouviu, mas não ia machucar o garoto também. Ele movia seu quadril para frente e para trás, sentindo certa dificuldade até que conseguiu passar a glande, ouvindo o outro gemer. Suas mãos deslizaram pela coluna acentuada, sentindo o suor e o tremor de Benjamin e voltou sua atenção a penetração, empurrando-se até que entrou pela metade.

- Ah... Não vai caber! – exclamou com preocupação.

- Vai sim... Rebola essa bunda.

O mais novo não conseguia se mexer, não queria sentir a ardência aumentar. Edward se afastou alguns centímetros e investiu novamente. O calor que envolvia seu falo lhe deixou motivado a continuar naquele espaço aveludado e estreito, não queria mais sair dali.

A respiração e os gemidos de Edward faziam-no parecer um animal, ele não parava de se mexer até que conseguiu enfiar todo seu falo, satisfazendo-se com sua façanha. E quanto a Benjamin, este gemia sem parar, choramingando em certos momentos pela dor que sentia, gemendo alto quando sentia sua próstata sendo atingida, era dor e prazer misturados numa única ação. Ele levou a mão até seu membro, começando a se masturbar, aumentando seu prazer e ao ver isso, Edward levou sua mão até o membro, puxando a mão de Benjamin para que ele mesmo lhe desse prazer e o fez, começando a masturbá-lo.

Com a outra mão livre Edward continuava a tatear o belo corpo de Benjamin, até que espalmou seus dedos na sua nádega, dando um tapa forte enquanto investia impiedosamente contra o outro. O som do tapa misturado com a batida entre o quadril e o gemido dava um quadro primoroso igual ao filme que ainda estava passando na televisão.

O primeiro a gozar foi Benjamin, gemendo mais alto, contraindo todos seus músculos, aproveitando a onda de prazer que lhe arrebatava. Ele ficou trêmulo, abrindo os lábios, deixando o som sair de sua garganta. Edward sorriu, logo seria sua vez, por isso levou as duas mãos ao quadril, segurando-se no seu osso para aumentar a força das investidas. O estagiário voltou a sentir uma forte ardência, agora voltava a choramingar, sentindo os dedos e a unha lhe marcarem o quadril e teria que suportar até o diretor se aliviar.

- Ah... Toma! – gritou, gozando finalmente, parando de se mover freneticamente para dar início a um vai-e-vem lento, sentindo seu falo resvalar com mais liberdade naquele espaço lubrificado.

Eles se afastaram. Benjamin deitou-se de bruços no sofá e Edward se sentou no chão, ambos tentavam normalizar a respiração, quando se acalmaram, eles voltaram a se olhar. Edward retirou a camisinha, dando um nó na sua ponta e jogando em cima da mesa.

- Eu nunca tinha feito o teste do sofá antes. – Benjamin comentou com humor.

- Você foi muito bem! – sorriu, gostando do comentário – mas eu sou exigente.

- Hum... Eu estou vendo. Eu estou morto.

Edward olhou para o relógio novamente, já se passava das quatro horas da manhã e a claridade começava a adentrar pela grande janela de vidro que havia na sala.

O estagiário começou a fechar os olhos, sentindo o sono lhe tomar, porém acordou quando sentiu seu corpo ser puxado para cima até que foi pego no colo pelo seu anfitrião que começou a levá-lo até o quarto. Benjamin foi jogado na cama de casal, olhando para Edward que se sentou ao seu lado, puxando-o para beijá-lo novamente, passando a mão por cada pedacinho de seu corpo.

- Já quer dormir?

- Sim.

Edward sorriu maliciosamente e disse:

- Você vai ter que rebolar muito se cobiçar atender minhas exigências.

Benjamin exibiu um olhar cansado e não teve como reclamar, pois foi atacado novamente, com selvageria e um pouco de sadismo pelo outro que começou a lhe morder e estapear suas nádegas sempre que tinha oportunidade. E novamente rolaram pelos lençóis cor de creme, cansando-se uma hora depois.

O estagiário dormia profundamente e Edward o observava, olhando para o teto de seu quarto, voltando a sua racionalidade. O que ele havia feito afinal? Como ia conseguir trabalhar com o outro? Certamente teria que demiti-lo ou direcioná-lo a outro setor.

- “O que foi que eu fiz afinal? Eu vou ter que mandá-lo para outro lugar”.– pensou – “esse menino vai fazer da minha vida um inferno. Que droga!”.

E o diretor dormiu, esparramando-se na cama, empurrando o mais novo aos poucos para um canto isolado. Ele não estava acostumado a dividir seu espaço com ninguém e pouco tempo depois Benjamin abriu seus olhos, ele se levantou e saiu do quarto, vestindo-se na sala. O mais novo pegou um papel em branco na sua carteira e deixou um recado em cima da mesa, saindo silenciosamente em seguida.

Os pensamentos do jovem eram idênticos ao do diretor, talvez ainda piores, sendo que se sentia um lixo por ter perdido uma oportunidade única de estágio numa grande agência de Design do país. Mas não podia se arrepender da madrugada maravilhosa, ainda podia sentir os dedos de Edward por seu corpo, estava satisfeito.

E mais tarde naquele sábado ensolarado. Edward abriu os olhos lentamente, ele se sentou na cama e olhou para os lados, encontrando-se sozinho, ele vestiu um roupão de algodão e caminhou até a sala, procurando por seu estagiário. Foi até a mesa da sala e viu o bilhete.

“Acho que nos excedemos. Foi muito gostoso. Benjamin”.

O diretor se sentou no sofá, sentindo um certo desconforto. O sexo havia sido maravilhoso, ele concordava, porém ainda pensava nas conseqüências. E assim passou seu final de semana, preso no seu apartamento, sem conseguir parar de pensar no que havia feito. Ele raramente fazia sexo com alguém num primeiro encontro, podia-se dizer que era um romântico apesar do jeito frio que exibia, isso era apenas o seu lado mais defensivo.

E na manhã de segunda-feira lá estava Edward com seu terno italiano, sentado a sua cadeira, olhando para alguns projetos que tinha que aprovar. Duas batidas na sua porta e ele pediu para que entrasse, vendo sua secretária se aproximando com alguns papéis.

- O que foi? – indagou.

- Amanhã terá uma nova seleção para estagiário na empresa e pediram para você cuidar da análise dos portifólios.

Edward ergueu as sobrancelhas sem entender muito bem.

- Por que não pede isso para o setor de recursos humanos?

- É que o diretor falou que seria melhor que você avaliasse o candidato ao estágio na área de criação, Edward. – disse com certa displicência.

- Como assim?

- Precisamos de um estagiário.

- E outro!? O Benjamin?

- Ah, você já o conhecia? Bom, ele ligou dizendo que não ia poder continuar na vaga. – informou – amanhã de manhã vá a sala de reuniões, não será tão difícil, vai. Seja um bom homem e ajude os novatos.

- Peça para o Juan fazer isso, eu não gosto de fazer seleção. Eu tenho trabalho a fazer.

- Ah, que cara é essa? Parece mal humorado. Com o seu salário, eu nunca ficaria com essa cara.

- Samantha, por favor, eu estou com um péssimo humor. Traga um café para mim.

- Hum... Tudo bem, tudo bem, você mal humorado é pior que minha mãe. Eu vou trazer o seu café, mas você vai ter que falar com o diretor sobre isso.

- Certo, certo, eu falo. Agora me deixe trabalhar.

E secretária lhe sorriu com divertimento e se afastou, cantarolando baixinho. Edward não conseguiu disfarçar sua cara de decepção ao ouvir aquela notícia. Até agora estava pensando num jeito de dispensar o estagiário ou então de mandá-lo para outra área, era tudo o que queria.

Ele tentou trabalhar pelo resto da manhã, mas não estava concentrado, não fazia nada direito, nem conseguia aprovar um projeto simples. Edward se ergueu e foi até o corredor, vendo Samantha sentada a sua mesa.

- Quer alguma coisa, Edward? – indagou a mulher, passando a mão por seus cabelos negros e armados, ajeitando a rosa de pano que usava de acessório.

- Er... Eu quero as fichas das vagas de estagiários desse mês.

- Até as fichas passadas?

- Sim, por favor.

Samantha entregou os papéis e Edward voltou para sua sala, olhando atentamente para todos os nomes, descartando no lixo aqueles que não lhe interessavam até que pegou um papel riscado. Havia achado o que tanto queria, não podia haver outro Benjamin de estagiário, não era um nome muito comum, ele olhou para o endereço e o telefone, sentindo um frio correr por sua espinha.

Seus dedos correram até o telefone e começou a ligação, sentindo medo de ouvir alguma resposta mal educada ou o tom de deboche. E quando ouviu a voz do mais novo, ele não conseguiu se pronunciar inicialmente.

- Alô? Alô? Alô?

- Por que faltou no serviço? – indagou finalmente, ouvindo o outro se calar.

- Ah... E-Edward?

- Quem você achou que fosse? – indagou, mantendo a voz firme.

- Ah, não sei. Bom, eu larguei a vaga.

- Por quê?

- Eu acho que não ia ficar um clima muito agradável. Ah, você sabe o motivo muito bem, Edward.

- Quer mesmo perder a oportunidade de trabalhar nessa empresa? É uma oportunidade única para ser largada por infantilidade.

- Eu... Eu não sei.

- Venha para cá agora, eu falo com o diretor.

- Ah... Edward, eu acho que já era.

- Não, eu mando nessa área. Venha para cá, eu quero você na minha frente em cinco minutos.

- Hum... Eu vou pensar.

- Agora!

- Eu...

- Eu estou falando sério, se você não vier agora, irá perder a chance de um bom emprego.

- Existem outros empregos também.

- Não existirá outro emprego se eu falar para ninguém te contratar.

- Isso é jogo sujo!

- Então venha aqui agora. – disse e sorriu ao ouvir o tom indignado do outro.

- Tudo bem... Eu... Estou indo.

- Não se atrase. – sorriu ao ver que havia conseguido.

- Ah... ‘Ta até.

Edward suspirou, não acreditando que havia feito aquilo, ele estava se envolvendo demais com o outro. Mas o que tinha na cabeça? Era para ser apenas uma noite! E o tempo foi se passando até que sua secretária apareceu.

- Edward, o antigo estagiário está aqui e disse que quer falar com você.

- Mande-o entrar.

- Será que ele vai querer continuar na vaga? Ele deve ser louco. – comentou.

- Eu não sei, eu vou falar com ele.

A secretária saiu e Benjamin entrou, vestindo seu jeans e sua camisa clara, dando a certeza para Edward que se continuasse a conviver com aquele garoto, certamente ia querer jogá-lo na parede no final de todo o expediente. Ele era lindo, charmoso e tinha um sorriso tímido nos lábios.

- Sente-se.

O mais novo se sentou na cadeira e ficou olhando para Edward, sentindo seu coração bater velozmente. Ele estava muito envergonhado, pensou que agiria bem saindo da empresa, mas ao ver o olhar furioso do seu superior, sua consciência começou a lhe apontar sua infantilidade – isso porque Benjamin nem desconfiava que Edward queria se livrar dele.

- Você acha que nosso relacionamento profissional vai ser afetado por aquilo? – indagou firmemente, apesar de acreditar religiosamente que sim.

- Sim, - respondeu sincero – mas talvez apenas eu pense isso.

- Você trabalhará em outro escritório, com outras pessoas e apenas falará comigo quando desenvolver projetos ou para possíveis reuniões. Não será meu secretário.

- Hum... Certo. – disse, passando a mão por seus cabelos, causando arrepios em Edward que desejava acariciá-los novamente.

- Agora eu vou falar que você havia recusado a vaga por causa de problemas de saúde na sua família e que iria viajar, mas acabou decidindo ficar, pois tudo se resolveu. – disse, deixando seus olhos castanhos presos aos orbes azuis do outro.

- Hum... Tudo bem.

- Espere lá fora, eu vou dar algumas ordens para minha secretária e você começa seu trabalho.

- Sim, obrigado. – disse, suspirando em seguida, erguendo-se da cadeira.

E tudo foi ajeitado. Benjamin estava empregado, sendo que seu contrato nem havia sido desfeito, pois o mesmo avisou em cima da hora que não ia mais continuar na vaga. E a segunda-feira passou sem maiores problemas, os dois não se encontraram em nenhum momento.

E os dias foram passando, Edward sentia um pouco de vontade de ver seu estagiário, pois não conseguia esquecer a transa maravilhosa que havia feito com ele. E numa quinta-feira, véspera de feriado, Benjamin entrou na sala de seu superior, com alguns papéis nas mãos, acompanhado de uma jovem garota que estava estagiando também. Os dois se sentaram frente a Edward, que começou a avaliar os projetos.

O diretor não conseguia se concentrar nas suas tarefas por causa do perfume forte de Benjamin, e para sua salvação, seu telefone tocou e ele atendeu, ficando na linha por um tempo. Benjamin e sua colega começaram a conversar, ambos sorriam e a menina se assanhava com ele, afinal o moreno era maravilhoso. Edward também não conseguia mais dar atenção ao telefone quando viu as mãos da garota tocarem a todo instante nas coxas do outro.

As pernas quentes e grossas que suas mãos macularam, golpeando várias vezes e assim lembrou dos gemidos altos e o choro de dor. Seu baixo ventre começou a lhe incomodar, ele se ajeitou na cadeira, passando a mão por sua gravata, alargando o nó. O diretor encerrou a ligação e voltou sua atenção aos seus novos estagiários. Acabou dando suas ordens, agiu profissionalmente e antes que ambos saíssem, Edward pediu para que Benjamin ficasse.

A garota se foi e Benjamin voltou a se sentar na poltrona, temendo alguma represália.

- O que quer me dizer? – indagou com uma voz baixa.

Edward organizou seus pensamentos, buscando coragem para o que tanto desejava fazer naquela semana.

- O que vai fazer hoje? – indagou finalmente.

Benjamin abriu os lábios num movimento de surpresa, ele se ajeitou na poltrona e logo respondeu:

- Eu vou para a faculdade.

- E depois?

- Hum... Não sei. Talvez um barzinho.

Edward sorriu e se levantou, observando o olhar assustado que o outro lhe lançou. Ele parou na frente do seu estagiário e se encostou à mesa, cruzando seus braços.

- Eu posso te pegar na faculdade hoje?

Benjamin ficou estático, a princípio balançou a cabeça negativamente.

- Não posso? – tornou a indagar.

- Aonde quer me levar?

- Onde você quiser ir. – respondeu com um largo sorriso – podemos decidir na hora. Que horas acaba sua aula?

- Às onze horas.

- Eu te espero na frente daquela pararia da esquina às onze horas, tudo bem?

- Ah... sim. – respondeu derrotado.

- Pode ir agora. – sorriu.

Benjamin se levantou e antes que se afastasse, sua mão foi puxada e então sentiu um beijo rápido por seus lábios, Edward lhe sorriu e virou de costas, voltando a sua mesa, observando o universitário se afastar.

E no final daquele dia. Edward estava animado, vestindo jeans, camiseta e um perfume delicioso. Seu Mercedes estava parado na esquina da padaria, ao longe ele viu o seu objeto de desejo se aproximando, despedindo-se de dois garotos. Benjamin não conseguia vê-lo por causa do vidro escuro, mas quando entrou no carro, notou o homem que lhe sorria de modo sedutor.

Edward se inclinou para o lado e puxou a cabeça do mais novo, enfiando sua língua na boca quente, adorando sentir novamente o beijo tímido do rapaz. Quando se separaram, Edward ficou a lhe acariciar o rosto.

- Tem um motel muito bom no centro, eu queria te levar.

Benjamin sorriu, obviamente que ele sabia que ia a um motel. Ele apenas balançou a cabeça positivamente e colocou o cinto de segurança, deixando o mais velho guiar. E no percurso eles conversavam sobre diversas coisas, até que um assunto surgiu entre eles.

- Aquela garota estava te flertando, não é? – comentou Edward.

- A Helena? Ela é gente boa. – sorriu.

- Você se interessa por mulheres?

- Sim. – respondeu – sou bissexual.

Aquela resposta incomodou Edward. Ele não podia acreditar que um garoto estava balançando tanto com seus sentimentos, podia jurar que estava apaixonado e morrendo de ciúmes, mas jamais admitiria isso em pensamento ou em voz alta para não tornar algo concreto.

- Ah, ela é bonita. Então vá sair com ela. – disse casualmente, escondendo sua irritação.

- Eu já saí. – respondeu.

- Já!? O que vocês fizeram!?

- Nada demais. Apenas fomos jantar fora.

- E não rolou nada?

- Apenas alguns beijos. Eu já a conhecia antes de entrar na empresa.

Edward pisou no acelerador com certa irritação ao ouvir o outro falando. Eles não eram namorados e nem mesmo o diretor sabia se ia querer tal relacionamento, mas saber que aquele corpo estava sendo tocado e beijado por outra pessoa lhe dava revolta.

Eles chegaram ao motel, onde beberam muito champanhe e depois acabaram na cama, num sexo selvagem, ainda mais intenso que o anterior, pois dessa vez ambos estavam sem nenhum constrangimento e agiam livremente. Quando terminaram, eles resolveram ficar na banheira relaxando.

E assim o relacionamento dessa dupla ia fluindo. Eles se viam alguns finais de semana e sempre iam para motéis, jamais jantavam fora ou iam a algum show ou barzinho, eles queriam discrição. O tempo passou e já fazia seis meses que Benjamin entrou na vida do diretor de arte, que agora tinha a missão de fechar o contrato de estágio com o mais novo, dispensado-o como foi pedido pelos superiores.

Numa noite nas férias de junho, Benjamin estava dentro do carro de seu ex-chefe, ele estava com movimento lentos e falava arrastado. Havia bebido com os funcionários da empresa que fizeram uma despedida no barzinho.

- O que vai fazer agora? – indagou Edward.

- Não sei, eu vou continuar estudando, mas está difícil.

- Por quê?

- Estou sem dinheiro para pagar a faculdade, meus pais não estão agüentando as prestações.

- Complicado. Mas não pode parar de estudar.

- Eu vou arranjar um emprego qualquer.

- Não vai agüentar trabalhar oito horas. – comentou, olhando para o semáforo a sua frente, enquanto sentia o hálito de álcool de seu amante.

- Claro que eu vou. Eu vi um emprego de garçom com meu amigo.

- Por que não arranja algo na sua área?

- Porque estão pagando pouco, esse estágio mesmo pagava mal. – disse – eu tenho experiência, mas preciso me sustentar também, não é só a faculdade, mas eu tenho meus gastos com alimentação e aluguel.

- Se quiser eu te ajudo nisso.

- Não, não, obrigado. E onde está me levando?

- Para meu apartamento.

- Ah... Edward, eu estou morto. – resmungou.

O diretor sorriu ao ouvir o choramingo de Benjamin e continuou a guiá-los até sua casa. Quando entraram no apartamento, Benjamin se jogou no sofá, todavia não ficou ali por muito tempo sendo arrastado para o quarto pelo seu anfitrião.

- Pode dormir, você está acabado mesmo. Não devia beber tanto.

- Obrigado. – sorriu, retirando seu tênis e deitando-se na cama.

Edward sorriu e puxou o jeans que Benjamin usava, deixando-o apenas de cueca na cama, pois não conseguiu vê-lo usando aquela camisa fechada. Ele o cobriu com um lençol e depois colocou um pijama leve, deitando-se ao lado de seu jovem amante.

- Eu não quero parar de vê-lo. – disse, acariciando os cabelos negros.

- Hum... Depois falamos disso.

- Benjamin...

- Hum?

- Por que não mora aqui comigo?

O mais novo arregalou os olhos e deu mais atenção, perdendo por completo o seu sono.

- Como!?

- More aqui comigo, assim não terá despesas com sua faculdade. Meu apartamento é mais próximo e você não pegará tanto transporte público.

- Edward, eu acho que isso é muito sério. – comentou – eu não posso morar aqui.

- Por que não?

- Bom, é estranho! Nós nem temos nada sério.

- Você é meu amigo, meu amante, não tem problema.

- Também não quero viver as suas custas.

- Sabe que eu não me importo de gastar com você.

O menor suspirou e voltou a fechar os olhos, ele havia aprendido que quando Edward colocava alguma coisa em sua casa, ele raramente mudava essa idéia.

- Antes das férias acabarem pegue suas coisas e venha para cá.

- Edward, eu tenho que pensar direito nisso e...

- Não tem que pensar em nada. Apenas aceite meu convite. O que tem demais?

Um beijo molhado foi depositado na bochecha do mais novo que apenas respirava pesadamente, até que não resistiu e dormiu, fazendo seu anfitrião dormir em seguida. E na manhã do dia seguinte, Edward acordou, tateando o colchão, procurando seu querido amante. Ele andou pela casa e viu um bilhete em cima da mesa da sala.

“Acho que nos envolvemos demais, melhor terminarmos isso antes que alguém se machuque. Eu vou ir para o interior, não me procure. Foi muito bom ter te conhecido, eu agradeço por tudo que fez, sei que estou sendo insensível e infantil, mas você sabe que eu sou péssimo nisso. Perdão por qualquer coisa, eu te adoro. Benjamin”.

OoO

Continua...

Isso história um pouco diferente do que eu costumo escrever, mas é bom explorar várias temáticas. Ela já está finalizada e tem apenas três capítulos.

O que será que irá acontecer com esse diretor solitário e esse estagiário fujão?

Comentários são bem-vindos. O que acharam desse capítulo?

10/4/2009

Por Leona-EBM


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