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Author: Blodeu-sama
Fiction Rated: M - Portuguese - General - Published: 10-08-09 - Updated: 10-08-09 - Complete - id:2728948

Disclaimer: A idéia é minha, a vontade é de todas.

Categoria: Romance, General

Classificação: +18

Beta Reader: Não foi betado

Sinopse: Profunda e doce é a vontade das mulheres

Notas: Coisa velha pra ca-ra-leo

Deep and Sweet

Antes de tudo vem o bom humor. Depois de dias miserável, aquele sopro de sorrisos. Depois vem a leve sensação na boca do estomago, uma leve pressão, algo assim sutil como uma pétala de rosa passeando pelas costas de uma virgem.

Depois a pressão aumenta, e desce. E a pétala de rosa vira dedos quentes, os próprios geralmente, se tocando mesmo sem querer por cima de tecidos de mais.

Vem a ânsia. Ânsia de sede que não passa, ânsia de por saia sem calcinha, ânsia de morder os nós dos dedos e impedi-los de seguir o caminho que começa a queimar. E a ânsia vira um certo desespero, um pouco calado, mas nada sutil, a vontade louca de suar, de sentir.

Então chega a fatídica, chamada imaginação. E ela vem com força, impossível de matar, impossível de conter, desenhando na retina incríveis movimentos, e músculos, e corpos, e sons. E então vem a necessidade de ficar sozinha, quer seja sozinha mesmo ou quer seja sozinha com alguém

E no mundo dos relacionamentos intermundiais, a solidão vence na juventude mais do que o marasmo na idade da loba.

A porta bate, a tranca gira, e o barulho da chave se mescla a um leve suspiro exasperado. E ela não quer, mas não pode se conter. A saia sobe, as mãos descem, as costas se apóiam em qualquer coisa, as pernas estremassem. É só tocar pra sentir que já está melada, melada mesmo, até o fundo. Algumas preferem molhada, mas na verdade tanto faz. Um dedo entra, e sai. Ela sente o cheiro de longe, o próprio cheiro, e suga o dedo com fome. Então começa. Pra valer.

Conter os gemidos não é fácil, mesmo só consigo mesma. Ela sente, e só sente, e quer mais. Deseja mais que si mesma, deseja sentir o diferente, mas é só ela. E ela pode fazer o que quiser. E ela faz. E se contorce, e morde os lábios, e geme baixo pra não acordar ninguém.

E então chega aonde queria. Mas aquilo não alivia tanto. Da mais vontade de que imaginação seja verdade, que o corpo possa sentir mais que a mente.

Mas ela para.

E aqui escorre pelas pernas, melado, doce.

Ah...essas mulheres e sua fome de mundo!


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