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SER MAIS VELHO NÃO TE FAZ MAIS RESPONSÁVEL
Author:
BellinhaBlack PM
Carlisle e Esme fazem mais um século de casados e decidem viajar para comemorar o aniversário, porém as crianças ficam em casa. É a primeira vez que Carlisle decide deixar Emmett no comando para ver o seu "mais velho" em ação, mas ao voltar, ele se arrepende. Contêm palmadas não-sexuais.
Rated: Fiction T - Portuguese - Family/Hurt/Comfort - Chapters: 28 - Words: 134,690 - Reviews: 324 - Favs: 6 - Follows: 4 - Updated: 01-09-13 - Published: 06-05-12 - Status: Complete - id: 3029551
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#Bem gente, desde já agradeço imensamente o apoio que me deram, eu realmente sou muito grata por estarem me apoiando. Mari, você tem razão, foi exatamente por isso que fiquei receosa, porém refleti um pouco mais sobre isso e cheguei a uma conclusão.

O próximo pov. Deveria ser de Carlisle, e de certa forma iria retratar minuciosamente o que ele fez com Edward, claro que não seria um conteúdo muito recomendado para todos, e por exatamente isso eu optei por escrever um Pov. Edward que fosse menos detalhista, pensando exatamente nisso, "algumas pessoas não estão preparadas para as descrições que eu ia fazer", então resolvi que um pov. Edward seria o mais adequado. Mil desculpas se criaram muitas expectativas e agora acabei por destruí-las, mas vocês hão de concordar que não posso explorar um conteúdo como este, ainda mais com a aderência de pequenos leitores que ainda não estão preparados para tais descrições.

Bellinhablack

POV. Edward

Papai começou a afrouxar o cinto da minha calça, bem devagar. Eu estava imóvel, mas chorando desesperadamente.

-Aiii papai-i-i! Tá doendo muitooooo... – eu murmurava com os olhos cheios de veneno.

Carlisle começou a tirar o cinto e teve que mexer na minha cintura, eu quase morri aos berros.

-Aiiiiiiiiiiiiiii! Papaiiiiiiiiiiiiiii pelooo de- Deusss! – nesse momento eu estava segurando os punhos do meu pai, aos berros e por eu ter dito "pelo amor de Deus", ele parou e olhou-me sério.

- Eu sei que está doendo, mas você vai ter que aguentar. – disse ele, desabotoado minha calça e se preparando pra começar a tirar. Sem querer meu pai encostou a mão às minhas "partes" e eu juro que não esperava ter sentido tanto dor. Cheguei a pensar que elas foram separadas do resto do meu corpo, não havia outra explicação para tanta dor.

-Não-o-o por favooor papaiiiziiinhooooo, PARA EU TÔ IMPLORANDOOOOOO PARA PAPAIIII PARAAA! – eu fiquei louco neste momento, tentei segurar o meu pai e comecei a puxar o jaleco, puxei com tanta força que ele rasgou. Papai parou de puxar minha calça e me olhou sério outra vez.

-Edward, você tem que parar e ficar quieto, se o estrago tiver sido grande, vai doer ainda mais e é melhor que você esteja bastante calmo. – meu pai falou comigo como se eu fosse um desses pacientes adultos que já estão preparados e conscientes do que terão que enfrentar. Eu olhei para meu pai com o choro feito um nó na minha garganta, eu tentei engolir e me acalmar, porque eu sabia que meu pai estava bastante nervoso e eu precisava ajuda-lo, então meu pai voltou a puxar minhas calças, mas eu não aguentei os movimentos bruscos e aquele nó explodiu na minha garganta.

-Ahhhhhhhhhhhhhh! Paiii pelo amor que o senhorrr tem por mimmm, para! Por favoooor, ta doendooo muitooo papaizinhoooo, tá doendoooo muito, muito, muito paiii! Eu não quero sentir dooor! Não! – eu estava soluçando as palavras, terminei de rasgar o jaleco de Carlisle, mas ele me olhou de um jeito que eu não sabia se ele estava se irritando, sério, com pena, com compaixão ou se ele era só um médico.

Vi ele respirar fundo, depois ele olhou pra porta, então fez uma coisa que me deu vontade de morrer...

-Rosalie! – chamou ele. Minha irmã estava lá em segundos. Eu não sabia se meu pai estava bloqueando os pensamentos, mas quando Rose entrou percebi que eu só conseguia me concentrar na dor que eu estava sentindo.

- Preciso de uma ajuda minha filha. – começou meu pai, enquanto eu continuava gemendo.

- É só me dizer o que eu tenho que fazer. – disse Rose preocupada. Nem trocado de roupa ela tinha ainda, ainda estava suja com meu sangue se querem saber.

- Esme está em casa? – começou papai, segurando meu braço esquerdo, o mesmo que tinha acabado com o jaleco dele.

-Não, ela está na delegacia com Jasper e Alice. – disse Rose, uma dose crescente de preocupação estava em sua voz.

- ótimo! Você vai ser minha enfermeira de emergência Rosalie e é bom que esteja preparada para gritos. – meu pai me olhou com compaixão e eu soube na hora o que aquilo significava.

Desabei totalmente em outro choro, aos berros, pedindo "pelo amor de deus", implorando, apertando qualquer coisa que minhas mãos encontrassem.

Carlisle se inclinou para me dar um beijo na testa, no começo eu observei o gesto em meio a soluços, mas depois percebi que ele só queria segurar meus braços e colocar o peso dele em cima de mim, porque Rose ia fazer o trabalho sujo e só ele tinha força para me segurar.

-Tire as calças dele. – disse Carlisle olhando para minha irmã. Comecei a me mexer da cintura pra cima, tentando libertar meus braços, para tentar tirar meu pai de cima de mim, mas eu não tinha força suficiente. Virei minha cabeça para o lado enquanto estava tentando me contorcer e vi Rose amarrar o cabelo em um rabo de cavalo, segundos depois eu senti as mãos dela tocarem minhas pernas.

-NÃOOOOO, NÃO, NÃOOOO. POR FAVORR ME SOLTA PAI, VAI DOER, VAI DOER... – eu parei de lutar contra as lágrimas outra vez.

Rose começou a tirar minhas calças, ela tentou ser delicada, mas querendo ou não teve que fazer movimentos bruscos.

-Aaaaarrrraaiiiii! Meu Deuss paiiii!
-Ahahaiiiiiii! Paraaaaa, tá doendoooo!
-Papaiiiii...

Carlisle começou a me erguer um pouco para Rose conseguir tirar a calça. Eu ficava me mexendo porque a dor que eu estava sentindo era horrível.

Rosalie finalmente tirou minha calça e meu pai me abraçou com força.

No meio das lágrimas vi Rose puxar um cesto que estava encostado na parede, ela arrastou para perto da maca e colocou minha calça lá, depois as meias que ela achou no chão.

Vi ela tocar nas bordas da minha cueca, depois olhou para meu pai, esperando que ele consentisse, ele consentiu balançando a cabeça e me segurando mais forte.

-NÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO OOOOOOO! – eu gritei, engasgando entre as lágrimas. Lembrei que não seria a primeira vez que Rose ia me ver pelado, tentei me acalmar, respirei fundo, com minha cabeça no peito do meu pai que me apertou mais.

Senti as mãos de Rose puxar as bordas da minha boxer branca, ela estava indo devagar. Meu pai me ergueu um pouco mais, senti as mãos da minha irmã, roçarem meu bumbum enquanto ela começava a puxar minha cueca, ai, então senti uma dor do inferno!

Parecia que o tecido tinha colado nas minhas 'partes' e quanto mais Rose puxava, mais me machucava.

-Arrrrraaaaiii! Tá doendo rose! Aiii meu Deus papai do céu! Ta colada! – eu chorava sem me mexer, e a dor era tão grande que os gritos vinham quase mudos da minha garganta.

-Tem soro fisiológico na geladeira lá embaixo, vá buscar. – disse Carlisle naquela voz seria de médico. Não demorou cinco segundos e Rose tinha voltado.

-Coloque o soro por cima do sangue coagulado para que ele amoleça. – disse Carlisle e eu continuei com minhas lágrimas.

Senti o soro gelado na minha pele, foi bom e ruim ao mesmo tempo, porque doeu e aliviou.

-Espere alguns segundos e puxe Rosalie. – disse Carlisle e eu não gostei nada da parte do "e puxe".

Passaram alguns segundos, senti a boca do meu pai no meu ouvido, então ele disse:

- Calma. – então Rose começou a tirar minha cueca, senti o tecido se arranca do meu ponto sensível e eu não suportei, comecei a gritar em meio a lágrimas. Meu corpo tremia, Rosalie continuou jogando soro pra aliviar a dor, mas não adiantou. Ela puxava a cueca e apertava os olhos, sem querer olhar, mas não tinha jeito.

-AAAAAAAAARRRAAAIIIIIII! POR DEUSSSS MEU PAPAIIII! TA DOENDOO MUITOO! – eu gritava agora me contorcendo mesmo que de forma restrita.

Rose tirou minha cueca e antes de ela jogar no cesto eu olhei, estava totalmente vermelha de sangue. Minha boxer branquinha parecia que tinha sido mergulhada em uma panela enorme de sangue.

Rosalie virou o rosto pra mim, notei alguns respingos de sangue no rosto dela, então sem querer olhei bem dentro dos olhos dela e vi a imagem em sua cabeça. Não preciso dizer o que era...

Tá bom eram minhas partes intimas.

Na verdade se eu não soubesse exatamente do que se tratava eu nunca teria identificado que parte do meu corpo era. Eu podia ver o sangue, muito alias, e parecia que meus testículos foram esmagados, um pouco acima de tudo isso, minha pele estava rachada. Eu me apavorei, procurei o rosto do meu pai e quando ele me fitou, percebeu na hora que eu tinha visto tudo pela mente de Rose. Ele olhou preocupado para minha irmã, depois para mim.

-Vá buscar a camisola e traga-a para mim, depois vá ate meu escritório, pegue uma caixa marrom dentro do armário, esterilize tudo que estiver lá e me traga. – disse meu pai, enquanto minha mente digeria aquela imagem.

-Papaiiiiiiiiiiiiiiii! MEU DEUS! ME AJUDAAAAA! Paiiii eu... Euuuuu... aiii papaiiiiii! – eu gritava apavorado, aos prantos.

-Shhhhh... Tenha calma, calma. – disse Carlisle baixinho no meu ouvido, mas eu sabia, pelos olhos dele, que ele estava tão nervoso quanto eu.

-Eu-u-u não possooooooo! Ppapaiii pelo amor de Deuss papaiiiiiiii! – eu gritei desesperado.

As lágrimas já tinham coberto meu rosto, molhado minha camisa e provavelmente o lençol embaixo de mim.

-Paciência meu filho, paciência. – disse meu pai, ele me apertava contra seu peito, mas de forma que eu não mexesse nada da cintura pra baixo.

Eu comecei a me irritar, como ele poderia me pedir calma? Como? MEU DEUS! EU... MINHAS... DESTRUIDAS! A PACIENCIA QUE SE DANE! QUE SE FODA A CALMA!

-EUU NÃOOO POSSO TER CALMAAAAAAAA! PARA DE ME PEDIR CALMAAAAAAAA! ARRRRAAAAAI! – berrei irritado, mas minhas emoções estavam descontroladas e logo eu estava derretido como manteiga naquelas lágrimas.

-Paizinho me ajudaaaaa! Não me deixaaa ficar sem o meu... Por favorrr! – eu solucei as palavras, eu estava com muito medo, mas quem não estaria? Como eu sobreviveria sem o meu... Meu... Vocês sabem... Como eu iria... Meu Deus! Porque este castigo? Eu não sei! Eu quero minha mãezinha! Eu quero que ela fique aqui ao invés de Rose, eu quero minha mãe e meu pai aqui!

Carlisle não parou de me abraçar.

Rose entrou, entregou aquela camisola horrível de hospital pro meu pai e saiu.

Meu pai me soltou e me colocou em uma posição onde meu tronco ficasse reto, porém eu estava deitado. Ele começou a tirar meu casaco. Eu gemia, soluçava, chorava, não esquecia mais aquela imagem. Tentava erguer a cabeça para olhar pessoalmente minha desgraça, mas Carlisle empurrava minha cabeça para que eu continuasse deitado e eu sempre liberava outro choro toda vez que ele fazia aquilo.

Ele tirou minha camisa e jogou tudo no cesto, depois me vestiu com aquela camisola horrorosa.

Aos poucos eu fui tomando ar e controlando meu choro e quando eu só estava soluçando e gemendo, meu pai parou de passar as mãos nos meus cabelos e no meu rosto. Rosalie entrou logo em seguida com uma daquelas mesinhas de metal e de rodas, recheada de aparelhos médicos, mas aqueles eram de aço puro, ideal para minha pele dura.

Meu pai tinha mandado fazer estes aparelhos especiais para vampiros, no tempo em que eu só vivia com ele.

FLASH BACK

Eu estava muito irritado com Carlisle porque ele não me deixou sair no carro dele, então impulsivamente eu dei um soco na janela do carro dele e ela se espatifou, mas algumas pontas afiadas de vidro ficaram na janela. Eu arregalei os olhos para minha estupidez, então olhei para dentro do carro e vi um celular lá dentro. Coloquei minha mão pela janela para pegar o aparelho, então:

-Edward! O que você fez? – a voz de Carlisle me assustou e eu puxei meu braço para fora de uma vez, então bati em uma ponta de vidro e o meu braço foi rasgado do bíceps até perto do pulso.

Foi um trabalho doloroso suturar tudo aquilo, e o pior foram fazer aquilo com diversas agulhas que não eram especiais para minha pele e que quebravam dentro do meu braço. Não gosto nem de me lembrar! Foi ai que meu pai mandou fazer aparelhos de aço puro para que não fosse mais pego de surpresa pelas minhas notórias burrices e tendência a fazer coisas quase impossíveis.

FIM DO FLASH BACK

Minha irmã colocou a mesa de utensílios médicos perto dos meus pés, depois olhou para meu pai esperando uma ordem.

Carlisle pegou um par de luvas e uma tigelinha de alumínio, Rose segurou para ele, que começou a lavar as mãos com álcool, depois ele as chacoalhou no ar até que elas secaram então ele colocou as luvas.

"Vou pedir que Rosalie traga sua mamadeira porque você não vai conseguir beber em um copo, ainda mais sem conseguir se mexer. Tudo bem? Ou você prefere tentar o copo?"- pensou Carlisle pra mim e eu juro que não fosse conseguir ouvi-lo, mas o pior é que eu consegui.

No momento eu aceitaria qualquer coisa para que aquela dor cessasse logo, mas eu sei que depois seria humilhante.

Balancei a cabeça em um 'sim' imperceptível e com os olhos marejados, então meu pai virou para Rose.

- Preciso que você pegue sangue e traga a mamadeira dele, porque desta vez ele vai precisar. – disse meu pai. Rose obedeceu, eu não esperava que ela fosse tão madura quando meu pai falou da 'mamadeira', mas o fato é que não ouve nem uma pequena menção de risada em seus pensamentos e eu fiquei mais aliviado.

Carlisle pegou algodão e soro, levantou a camisola e quando ele estava prestes a começar a limpeza eu senti medo da dor.

-Papaii vai doer? – perguntei com a voz trêmula em tom de choramingo. Carlisle olhou serio pra mim.

-Um pouco. – disse ele, senti uma pancada na boca do estomago e quando percebi já estava soluçando outra vez.

Droga, ele poderia mentir pra mim? Claro! Porque não dizer: "Não filho, não vai doer nada!".

Meu pai deu um suspiro pesado, depois começou a limpeza, mas apenas ao redor do meu machucado, não em cima dele como eu havia pensado.

Rose voltou neste momento, mas ela ficou do meu lado, olhando para tudo menos para onde meu pai estava 'cuidando'. Isso me fez dar um leve sorriso mental, apesar de tudo que Rose já me disse ou fez comigo, eu sei que ela me ama demais e mesmo que às vezes eu sinta falta dos carinhos de uma irmã mais velha, eu sei que esse é o jeito dela e que sempre que eu preciso é pra ela que eu corro e mesmo que ela grite comigo ou queira me matar, ela sempre me ajuda.

-Misture a morfina no sangue. – disse papai, sem olhar para Rose, mas apontando para um potinho de vidro que estava em cima da mesinha de metal.

Minha irmã obedeceu, pegou a morfina, mas foi misturar ao meu lado. Eu sei que ela só foi fazer aquilo do meu lado, para me fazer sentir melhor em estar pelado naquele estado. Notei os algodões sujos que meu pai estava limpando o sangue, eram muitos e apavorantemente vinham muito sujos de sangue.

Quando Rose terminou de misturar, meu pai caminhou até onde eu estava, tirou as luas e colocou no lixo. Ele puxou alguma coisa daquela maca, parecia algo para apoiar os braços abertos. Eu fiquei quieto observando, assim com Rose, então Carlisle pegou meu braço esquerdo, contra minha vontade, esticou em cima daquela barra e começou a amarrar com tiras grossas que tinhas velcro.

-Não papai, o que é que você esta fazendo? – perguntei atordoado com a atitude.

-Normalmente é o que se faz quando sabemos que alguns pacientes não vão ficar quietos. – respondeu ele, indo amarrar o outro braço, e apesar de eu ficar puxando meu braço ele era bem mais forte e amarrou o outro.

Depois ele pegou mais tiras que estavam embutidas na maca e passou pelo meu tronco e na minha barriga, só não colocou da cintura pra baixo.

Carlisle pegou a mamadeira das mãos de Rosalie e colocou na minha boca em meio aos meus protestos contra ser amarrado.

-Você tem que beber, é uma forma de amenizar a dor e ajudar a te curar. – disse ele, então permiti que o líquido escorresse pela minha garganta. Se eu fosse humano teria ficado vermelho vendo que Rose observava todos os meus gestos.

- Rose, segura. – disse papai, deixando minha irmã segurando a mamadeira, e indo em direção à mesinha daqueles objetos que pareciam de tortura. Creio que nem preciso dizer o quanto foi constrangedor ter Rose segurando uma mamadeira na minha boca!

Ele colocou outras luvas e começou a mexer naqueles objetos, eu não pude identificar em que exatamente ele estava pegando, porque ele estava de costas pra mim, mas senti outra pancada na boca do meu estomago.

-Pronto. –disse Rose, quando eu já tinha bebido todo o sangue. Meu pai virou pra gente com uma SERINGA DE AÇO! Ele já tinha me dado umas injeções, mas nenhuma delas era daquele TAMANHO!

Meu pai mordeu o lábio inferior e olhou pra mim. Eu estava soluçando de olhos arregalados, desesperado.

Não precisei nem perguntar se ia doer porque a cara que ele fez denunciou tudo.

Ele se aproximou de mim.

-Papai... Papaizinhooo, peraíii!- comecei a implorar baixinho em meio a gemidos.

-Eu posso mandar Rose sair ou ainda vamos precisar dela aqui campeão? – perguntou Carlisle, me olhando nos olhos. Ele queria saber se eu ia ficar quieto ou se iria precisar de alguém para me segurar.

Fiz umas caretas e chorei um pouco, mas depois balancei a cabeça em um "não", porém, sem tirar os olhos da seringa na mão do meu pai. Já tinha sido constrangedor o suficiente ter Rosalie me dando mamadeira, que dirá ela me segurar para que eu levasse uma injeção!

-Muito bem, Rose, preciso que limpe e organize o quarto de seu irmão e leve essas roupas para a lavanderia. – disse Carlisle. Deitei a cabeça e fiquei olhando para o teto, as lágrimas frenéticas pelos meus olhos.

Antes de sair Rose me mandou o pensamento.

Calma irmãozinho vai ficar tudo bem. É só ficar quieto e deixar o papai fazer o resto!- balancei a cabeça em um 'sim' sutil, mas Rose notou antes de sair.

Carlisle caminhou até mim, depois colocou uma mão na minha bochecha, ele se inclinou para me dar um beijo na testa, depois no meu pescoço, então sussurrou:

-Vai doer um pouquinho bebê, mas o papai promete que vai ficar tudo perfeito, do jeitinho que era antes. – quando meu pai me disso isso, senti meus olhos picarem com o veneno, balancei a cabeça em um 'sim'.

- Agora presta atenção no que o papai vai falar, mas você tem que ficar calmo. – continuou ele e eu sabia que não ia gostar de nada do que ele dissesse. – Eu não posso aplicar a injeção no seu bumbum porque ela vai demorar a surtir efeito e essa é considerada uma cirurgia de emergência então terei que aplicar mais próximo do seu pênis, e talvez vá doer um pouco, mas você não pode se mexer, entendeu filhote? – ele ficou me olhando, esperando uma resposta, mas eu só consegui chorar e soluçar. Como assim aquela agulha infernal ia entrar em contato com o meu... Eu... Era coisa demais para absorver!

-Você não vai sentir nada além de uma picadinha, porque você já tomou uma dose de morfina antes, então ela vai amenizar a dor desta. – disse ele extremamente calmo. Balancei a cabeça em outro 'sim'.

Eu puxei o ar, tentando me acalmar, mas continuei chorando, principalmente porque sempre que um médico diz "tenha calma, é só uma picadinha!", nunca é só uma picadinha e também porque eu não iria levar apenas uma injeção, seriam duas, pois eu tenho certeza que não machuquei apenas às 'partes intimas', o osso da minha coxa parecia estar quebrado também, era por isso que eu não conseguia me mexer sem sentir uma dor do inferno.

Meu pai pegou um algodão e molhou no álcool, depois passou no local onde ia aplicar a injeção. Eram a uns dois dedos da minha virilha, mas a agulha ia ultrapassa- lá e isso era apavorante.

Carlisle apertou um pouco a seringa para que o ar saísse dela, depois olhou quase em uma careta pra mim e começou a aplicar.

-Ãnrram... – comecei a gemer quando a agulha penetrou minha epiderme, mas meu pai continuou empurrando e eu não suportei, comecei a gritar:

-AAAAAAAAIIIII! DOOOÍÍÍÍÍÍÍÍ! Ãnrramh... ai, ai , ai. – choraminguei, enquanto apertava meus dedos em minhas mãos fechadas em punho, lembrando que se eu me mexesse a agulha poderia quebrar dentro de mim e então sim eu sentiria uma dor desgraçada!

- PAAAAAAI! AIIII, PERAÍ, PERAÍ, ELA TÁ MACHUCANDOO! – comecei a gritar outra vez, quando senti a agulha continuar rasgando meu corpo, em uma profundidade tão grande que cheguei a pensar que não apenas a agulha entrava em mim, mas a seringa também e depois as mãos do meu pai. Carlisle não parecia se incomodar com meus gritos, nem com minhas lágrimas, nem com minha dor. Ele permanecia impassível, indiferente diante daquela situação, totalmente concentrado em seu trabalho.

Senti-o parar de empurra a agulha, então o liquido começou a jorrar para dentro do meu corpo e a morfina começou a ter um efeito imediato, mas eu continuava a sentir os toques no local.

Carlisle puxou a seringa de aço e colocou em cima da mesinha de metal, notei que ainda tinha morfina nela, o que significava que talvez eu precisasse de mais. :'(

Vi meu pai pegar uma lâmina.

-Papai me diz que não vai doerrr, por favorrr... – choraminguei, olhando apavorado para meu pai.

- Se a morfina falhar... Vai doer. – disse ele com tanta calma que parecia que aquela situação era normal, mas eu sei que ele só estava tentando demonstrar confiança para que eu me acalmasse.

-Ãnrram... Nãoooooo. – solucei baixinho, enquanto olhava para meu pai.

Ele começou o trabalho, senti algo cortar minha pele e mordi o lábio inferior, ergui um pouco a cabeça em meio a gemidos e acabei notando que minha perna quebrada não estava reta como eu pensava, ela estava encolhida, com meu joelho dobrado e para fora da maca.

Papai estava usando vários objetos de cirurgia e tanto eles como suas luvas estavam sujo de sangue.

A morfina ainda estava fazendo efeito e eu não estava sentindo nada onde ele estava "trabalhando", foi mais ou menos por ai que comecei a me acalmar apesar de ainda derramar lágrimas, mas eram mudas.

Vi quando ele pegou a seringa novamente, mas não senti quando ele aplicou, talvez fosse uma precaução, eu estava muito nervoso e meu pai percebeu isso.

Depois de alguns minutos, não sei ao certo dizer quantos, papai olhou pra mim e sorriu torto, então eu soube que já estava perto de acabar.

Pov. Carlisle

Outra visão da cirurgia

No momento em que comecei a fazer a limpeza do machucado do meu filho, foi que percebi que o estrago aparentemente não era tão ruim como a quantidade de sangue fazia parecer.

Ele tinha os testículos inchados provavelmente pela força da pancada, mas graças à pele resistente nada estava 'esmagado'. O sangue vinha de alguns cortes no mesmo lugar, provavelmente por uma ponta afiada de o que quer que fosse que tivesse feito aquele estrago. Os cortes eram profundos, mas não muito grandes, mas com certeza chegaram a assustar muito.

Perto do abdômen estava rachado, provavelmente foi um dos lugares que mais sofreu de algum impacto, e essas rachaduras permitiam que um pouco de sangue escapasse delas, apesar de o local ser resistente, mas nada que algumas injeções de plasma sanguíneo e antibiótico não curassem.

Toda a região dos órgãos genitais e arredores estava prejudicada de alguma forma, e apenas nos testículos é que eu poderia fazer um procedimento médico, no caso a sutura, mas no resto eu só poderia tratar com injeções, talvez massagens ou cremes que ajudassem a aliviar dor. Neste caso seria a estimulação da cura do corpo, ou seja, eu só poderia ajudar o corpo de Edward a acelerar seu processo de cura.

Tirando isso, havia a coxa fraturada, o osso tinha sido quebrado e neste caso eu ia precisar realizar procedimentos médicos ao invés de só injeção.

Por o local ser sensível, eu tive que aplicar doses de morfina que realmente adormecessem a sensibilidade dele por um tempo.

Aquilo martelava na minha cabeça, como foi que aquele estrago todo foi feito? Tinham culpados ou culpado?

Continuei meu trabalho, eu ainda tinha tempo para descobrir as desventuras dos meus filhos, agora a prioridade era cuidar do meu bebê.

# Um milhão de obrigadas pelos reviews, vocês são simplesmente incríveis!

Jasminy, adorei o apelido e aquele reviews gigante de ,"por favor,".

Muito obrigada pelo apoio que me deram, me senti honrada em saber que apreciam minhas histórias não importando o tema. Amo muito vocês e peço desculpa por ter parado nesta parte, a cirurgia ainda não acabou, ainda vem muito pela frente.

Continuem mandando seus reiews, são eles que me estimulam a escrever e foi em comemoração a ultrapassagem de 150 comentários, que decidi postar este capitulo mais cedo.

Mil beijos, Mil obrigadas...

Adoro vocês meus amores...

BellinhaBlack

AH! Mel, respondendo sua pergunta. Acho que quando Carlisle souber do que Edward fez, dificilmente o bebê se livre de apanhar, nem que apenas umas palmadinhas de aviso.

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