
Carlisle e Esme fazem mais um século de casados e decidem viajar para comemorar o aniversário, porém as crianças ficam em casa. É a primeira vez que Carlisle decide deixar Emmett no comando para ver o seu "mais velho" em ação, mas ao voltar, ele se arrepende. Contêm palmadas não-sexuais.
Rated: Fiction T - Portuguese - Family/Hurt/Comfort - Chapters: 28 - Words: 134,690 - Reviews: 324 - Favs: 6 - Follows: 4 - Updated: 01-09-13 - Published: 06-05-12 - Status: Complete - id: 3029551
|
|
A+ A- |
#Oi meu queridos, que saudade de vocês. Foi um prazer tão grande ler todos aqueles reviews, eu adorei tudo inclusive a musica da Miny, haha''
Um obrigado bem grande a Gabi 291, a SISSI81, a Rosangela e a Michelli, a blorry, a Ligia, a Mari passos, a minha querida Nelluca, a minha princesinha Casey e a Jasminy... Vocês são demais... Senti falta de alguns, mas saibam que eu os aprecio demais...
Vocês não têm idéia de como meu novembro foi agitado e de certa forma triste, um amigo muito querido foi morto por um tiro, até agora isso me dói, eu evito falar dele, lembra dele, tocar no nome dele, eu não consegui desabafar tudo que eu estou sentindo, mas eu sinto que eu estou superando, por mais devagar que seja. Agora eu entendo suas palavras Nelluca, entendo quando você dizia que era muito difícil conseguir escrever lembrando-se de alguém que se foi... Só que foi ai que eu transformei essa escrita em uma terapia, perdoem se esse capítulo não estiver tão bom como os outros, prometo tentar melhorar mais.
Outra coisa que aconteceu foi minha tia precisar fazer uma cirurgia muito seria e eu fui uma das candidatas a cuidar dela, então talvez eu não escreva com muita freqüência por enquanto, mas prometo que quando eu pegar em um computador vou escrever o Maximo que minha imaginação conseguir e farei isso por vocês... Os amo... Aqui vai o próximo capitulo... E, a fic já está no final... Logo teremos outra historia em andamento e espero contar com o apoio de vocês, beijos...
Uma conversa com a experiência
Pov. Jasper
Eu não podia imaginar que meu pai queria que eu saísse com ele, mas então eu entendi que ele queria conversar, assim como ele conversou com Rose. Ela me disse que tudo que Carlisle fez foi conversar com ela, por isso eu estou mais tranquilo. Assim que ele pediu para que eu trocasse de roupa, eu coloquei uma calça jeans e um sapato, depois uma blusa cinza.
Encontramos-nos na escada, ele me levou direto para a garagem e saímos na Ferrari. Durante alguns segundos ele não disse nada, apenas dirigiu, continuou indo para frente sem dizer nada, mas então, enquanto eu olhava para fora pela janela do carro, ele limpou a garganta para me chamar a atenção e eu bem que me apressei para falar antes dele.
-Pai, eu sei que o senhor quer conversar comigo, sem que esta com raiva por as coisas terem desandado tanto, por Edward estar machucado, pela festa, sei que esta decepcionado com Emmett, sei que não acredita no que Alice fez, mas... – ele me lançou um olhar compreensivo, depois me interrompeu...
- Eu já sei do que aconteceu Jasper, já com conversei com Rosalie e ela me contou, sei que tanto você, quanto ela foram os menos culpado nesta historia, mas não deixam de ter tido culpa. Acha que eu estou decepcionado apenas com Emmett? – quando ele me lançou essa pergunta eu fiquei confuso. – Também estou com você e Rosalie. – meus olhos quase saltam quando ele fez esta declaração. Eu não podia acreditar, eu não tinha bebido, eu não tinha brigado com meus irmãos, eu não tinha dado uma festa, eu tinha acabado com o carro dele, então por que a decepção comigo?
- Comigo? Mas por que pai? – perguntei nervoso e vi-o sorri com o canto da boca.
- Você mentiu Jasper, eu sei que sim. Soube do episodio com a diretora... – eu o interrompi nervoso.
-Mas pai, eu não podia dizer a ela que Alice tinha sumido com um carro e que Emmett estava em casa bêbado e não se importava com Edward e que por isso ele não estava indo pra escola. Ela teria chamado a policia! – olhei pra ele serio, mas joguei as mãos para o ar para dar ênfase ao que eu achava obvio.
- Mas você já imaginou se nem ela nem John nos ligam? O que vocês iam fazer com todos aqueles policiais na casa? O que iam fazer com Edward, sabendo que ele precisava de um medico, mas não podia ir ao hospital? - Carlisle tinha diminuído a velocidade do carro, para que conversássemos. Ele tinha razão no que estava dizendo. - Às vezes não medimos as conseqüências de uma mentira... - continuou ele.
- E ela nos traz muitos problemas... Eu sei disso pai, o senhor fala isso sempre.
-Mas parece que ate agora vocês não entenderam o que significa essa frase! – eu podia sentir as gotas de irritação começando a crescer em sua voz.
-Desculpe pai. – falei.
- Desculpa agora não adianta meu filho, você pode não ter mentido pra mim, mas omitiu. Eu sei que você sabe que essas omissões poderiam colocar alguém em perigo, a segurança de vocês. Você não é uma criança tão boba assim Jasper, você já viveu o suficiente pra saber quando as coisas estão saindo do controle. – ele estava no meio do seu sermão, olhando para a estrada e pra mim, então eu o interrompi.
- A culpa não foi só minha pai, nem era eu que estava no comando. – retruquei.
- Sim, não era você que estava no comando, mas isso foi questão de sensatez, você acha que Emmett estava em condições de cuidar de vocês? Não, melhor. Você acha que Emmett estava em condições de cuidar de si próprio? – eu entendi o que ele estava tentando me dizer, ele tinha toda razão.
-Pai... – fui interrompido.
-Não existe argumento pra isso Jasper, não há nada que fale que justifique o que aconteceu que justifique essa irresponsabilidade toda. Já imaginou se no caminho Alice encontra nômades? Já imaginou se acontece um acidente e ela não consegue controlar sua ânsia por sangue? Já imaginou que ela estava sozinha, sem cuidado, sem proteção, sem ninguém? – Eu olhei para ele, mesmo que ele não estivesse olhando pra mim, eu entendia o que ele estava tentando enfiar na minha cabeça, eu estava me arrependendo das besteiras que eu tinha feita, porque eu poderia ter contado para eles, mas eu preferi esconder e deixar as coisas saírem de linha.
- Pai, mas Emmett só ficou pior depois que soube da mudança. – mal terminei de falar isso e me pai me olhou incrédulo.
- Eu já falei com Rosalie sobre isso e ela usou o mesmo argumento e foi como eu disse pra ela, Emmett soube da mudança ontem, e antes disso ele já tinha feito muita bobagem, por isso a mudança não justifica o que ele fez. Sem contar que nós estamos conversando sobre você, não sobre Emmett. – Carlisle respirou fundo agora e eu olhei para a janela do carro.
- Desculpe pai, eu não queria ter decepcionado o senhor, eu sei que o que fiz foi errado e entendo que devia ter avisado o senhor e a mamãe do que estava acontecendo, mas eu não queria que você ficasse bravo com eles. – minha voz agora era um sussurro arrependido.
-Sim Jasper, aprecio muito sua preocupação com seus irmãos, mas achei que por isso mesmo iria avisar. Sei que você não é nenhum irresponsável e sabe que tudo tem seus limites, você sabe dos riscos que estamos sujeitos, mas sabe também que às vezes esses riscos são por culpa nossa. Eu amo vocês, e realmente entendo que vocês não irão evoluir fisicamente, mas eu espero que entendam que é por isso que tem que me contar o que está acontecendo com vocês, para que eu ajude, para que eu consiga ser um bom pai pra vocês. Nós podemos viver por toda a eternidade, mas isso não significa que devemos errar pra sempre. – meu pai estava mais serio do que nunca. Eu gosto muito de conversar com ele, gosto de ouvir o que toda sua experiência tem pra me ensinar, só odeio mesmo dar motivo para ele se sentir obrigado a me falar todas essas coisas. Não como uma conversa que temos descontraidamente no domingo, ou em um acampamento, ou no meio do jantar, ou vendo TV. As palavras dele vêem carregadas de tristeza e decepção.
- Vocês são privilegiados de terem parado em uma idade tão linda, de nunca terem experimentado um erro adulto. Vocês são minhas crianças, sabem que eu daria o céu para ver vocês felizes, que tudo que estiver ao meu alcance eu vou fazer para proteger vocês, é por isso que às vezes eu fico "bravo", que eu grito, por que eu não posso nunca me imaginar sem vocês. – eu senti uma angustia no peito, um aperto, um nó na garganta, vontade de chorar.
- Eu posso passar o resto da vida puxando vocês pela orelha e dando um sermão. Posso dar umas palmadas em Edward e Rosalie toda vez que eles brigarem, posso dar umas palmadas em Alice toda vez que ela passar da conta com o cartão de créditos, posso dar umas palmadas em Emmett toda vez que ele falar um palavrão, posso te dar umas palmadas toda vez que você for longe demais com as "aulas" de luta, mas sabe quem vai me dar umas palmadas se eu errar Jasper? – quando ele me fez aquela pergunta eu fiquei surpreso. Eu nunca poderia imaginar ninguém colocando meu pai no colo pra dar umas palmadas, muito menos alguém gritando com ele dizendo pra ele ficar de castigo. Que dirá ameaçar ele com um cinto. Carlisle era o vampiro mais forte que eu já conheci, eu sei que ele esconde toda a força que ele possui, principalmente para não nos machucar nunca. Na verdade eu nunca achei que meu pai errava ser punido por isso...
-Eu não sei... – respondi baixinho e curioso.
- Quando eu erro Jasper, eu sou punido pela minha consciência, pela reação das minhas ações. Sabe por que isso acontece? Por eu sou um adulto e quando se erra como um adulto se é punido pelo mundo. – as palavras eram serias, carregadas de experiência.
- Mas... Desculpa, mas não dá pra imaginar o senhor errando. – eu falei baixinho e ainda com aquela angustia no peito.
- Sabe por que não me imagina errando? Porque se eu cometer um erro ele não vai afetar apenas a mim, ele vai afetar a minha família, o bem – estar de vocês, a segurança, o emocional. É por esse motivo que antes de fazer qualquer coisa eu penso duas vezes, eu não posso ser pego de surpresa por coisas que fiz, e ainda assim eu acabo errando. Posso até lhe dar um exemplo filho. Quando decidi ir viajar e deixar Emmett no comando eu pensei duas vezes, mas ainda assim errei, se eu não tivesse deixado ele no comando, ainda mais quando eu ia para um lugar tão longe, eu não teria encontrado bebidas espalhadas por toa a extensão da minha casa, não teria encontrado Edward machucado seriamente como ele está não teria necessidade de você nem Rosalie mentirem para ninguém, Alice não teria roubado um carro e ido pra nova Iorque e a revolta de Emmett pela mudança não seria tão desastrosa. – quando meu pai terminou de dizer aquilo eu pensei por dois segundos e me coloquei no lugar dele.
-Mas pai, como a culpa pode ser sua? Você só estava aproveitando seu aniversario de casamento. – falei olhando de olhos cerrados para ele e o vi sorrir.
- Exatamente Jasper, eu estava contando com a 'maturidade' de vocês para entenderem isso sem eu ter que explicar, mas eu me enganei. – ele falou tão calmo que eu cheguei a me revoltar.
- Mas pai! O senhor só ia se divertir! Você não se revolta com isso? Por que eu sim. – falei com aquele jeito revolucionário que fez Carlisle sorrir outra vez.
- Ai esta mais uma lição sobre crescer Jasper, nós abrimos mão do que nós queremos para fazer outras pessoas felizes ou mantê-las em segurança. E agora veja o que me aconteceu filho. – ele parecia tão cansado.
- Você deve nos odiar... – eu mal falei aquilo e meu pai olhou pra mim com cara de irritado.
-Não diga isso nem de brincadeira Jasper! Você agora esta parecendo um ingrato, por que acha que eu estou agora indo a uma delegacia concertar as travessuras de Alice, se não por amá-la? Você não sabe o que esta dizendo! – ele agora parecia ter se irritado e o nó na minha garganta parecia maior.
-Perdão pai, eu não queria ter ofendido o senhor, eu... – meus olhos começaram a marejar, quando fui interrompido pela voz seria de Carlisle.
- Eu escolhi uma família Jasper, eu morreria por ela e se essa foi minha escolha eu tenho que arcar com as conseqüências. – aquela voz era de pai, sim, do meu pai e então eu entendi o que ele quis dizer com todo aquele sermão. Quando eu decidi mentir pra diretora eu não pensei no melhor para meus irmãos, eu pensei no que eles achariam melhor. Eu sei que se eu tivesse contado pro meu pai ele teria voltado na mesma hora e com absoluta certeza Alice, Emmett e Edward iriam apanhar, mas Eddie não estaria deitado em uma cama todo machucado, nem a casa estaria uma tremenda bagunça, nem o carro de Edward estaria agora em uma delegacia, nem Emmett estaria tão mal, tão triste. Eu poderia ter evitado, mas não fiz, porque escolhi algo errado, não pensei o suficiente.
- Desculpa papai, eu prometo pro senhor que eu nunca mais vou errar outra vez. – falei, mas Carlisle começou a rir agora e alto.
- Só fazemos promessas que podemos cumprir Major, não quero que você nunca mais erre outra vez, porque os erros são bons para construir nosso caráter. Eu só quero que você entenda que o que fez foi errado porque mentiu e mentir nunca é solução porque não afasta as conseqüências, pelo contrário, só faz que elas fiquem cada vez maiores. – eu estava olhando pare meus joelhos e me perguntando por que eu, que já vivi bastante, que já fiz coisas inimagináveis para a idade que fui congelado, porque eu não conseguia ser tão maduro como Carlisle, porque não conseguia enxergar as coisas como ele? Mas uma coisa eu entendi, é por isso que ele é o PAI e eu sou o FILHO.
- E... Bem, qual é o meu castigo? – perguntei em um murmúrio, minha voz quase sumindo.
Neste momento ele estacionou na delegacia da cidade.
- Você quer mesmo saber major? – ele me perguntou e pra falar a verdade eu não queria saber, mas eu não tinha escolha, seria melhor enfrentar as conseqüências logo.
-Sim. – respondi.
- Duas semanas de castigo, sem celular e se eu achar que esse castigo não foi o suficiente eu sempre vou poder acrescentar mais! – ele disse isso abrindo as porta do carro e saindo.
- Não foi tão ruim assim. – murmurei pra mim mesmo, mas ele ouviu.
- Você acha que eu devo acrescentar umas palmadas Jasper?
-NÃO!
-Bom saber. – disse ele sorrindo para meu surto momentâneo. – venha, ou você quer esperar no carro? – ele me olhou esperando a resposta, então soltei o cinto de segurança e sai do carro.
A delegacia era um caus. total! Tinha gente gritando, mulher chorando, tinha pessoas algemas sendo levadas por policias de todo o tamanho, tinha até criança sentada em um banco encostado à parede. Eu percebi como muitas pessoas ficaram em uma postura mais seria quando viram meu pai, acho que pensaram que ele era o delegado, mas eu não os culpo. Um cara daquele tamanho, com uma cara seria e uma roupa mais seria ainda e um jeito de caminhar que por si só já intimidava, ele com certeza poderia ser confundido com o delegado.
Nós caminhamos até a secretaria onde uma moça bonita mexia em uma papelada enorme.
-Boa noite senhorita. – disse meu pai e a moça olhou pra ele assustada.
-Boa... Noite. – ele respondeu sem tirar os olhos do meu pai, eu ri daquilo.
- Sou o Doutor... – ele foi interrompido pela voz da moça.
- Dr. Cullen, eu já imaginava, o delegado está esperando o senhor, ele e um policial de Nova Iorque, a sala dele é aquela ali, entre. – as palavras eram nervosas e rápidas e ela indicou a porta da sala do delegado com uma caneta na mão que depois colocou na boca de um jeito... Sexy... kkkkk''
- Jasper, sente-se aqui, volto em um minuto. – disse Carlisle apontando para um banco ao lado da parede. Eu sabia que ele não voltava em um minuto, isso era obvio. Caminhei para o banco sob o olhara atento da moça da recepção, quando olhei pra ela, ela quase pula da cadeira, me fazendo rir. Ela estava sentindo desejo, mas digamos que Carlisle tenha sido o motivo maior pra deixa - lá tão sedenta por prazer... Ela gostava de caras mais velhos, aparentava uns 25 anos, era fácil de entender.
###
Já fazia bastante tempo que Carlisle estava dentro daquela sala, olhei para um relógio de parede, faltavam cinco minutos para uma hora da manhã e meus olhos estavam pesados. A moça da recepção ficava me olhando quase a todo instante. Meu corpo parecia mais pesado agora, encostei a cabeça na parede e coloquei as mãos dentro do bolso do meu casaco. Fechei os olhos.
Abri os olhos quando senti uma mão no meu cabelo, era meu pai, ele estava segurando uma papelada nas mãos e conversando com um homem gordo e com cara de enjoado. O delegado provavelmente.
- E este quem é Dr. Carlisle? – o homem perguntou olhando pra mim.
-Este é Jasper, meu filho. – a declaração do meu pai fez a moça da recepção arregalar os olhos e bater a cabeça na mesa. Como eu queria rir. Fiquei de pé e apertei a mão do homem.
-Muito prazer senhor. – falei.
- É prazer é meu Jasper. – disse ele sorrindo. Carlisle continuou conversando com o homem, depois disse que precisava ir embora, então deu 'tchau' para o homem e me guiou pra fora da delegacia com as mãos nas minhas costas.
Eu caminhava cansado para o carro, tanto que meu pai abriu a porta pra mim e depois que eu entrei ele fechou e deu a volta para entrar. Bocejei enquanto colocava o cinto de segurança.
-Cansado Major? – Carlisle perguntou ligando o carro.
-Um pouco. – respondi então me lembrei do carro de Edward. – E o Volvo pai?
- Vai daqui direto pra uma oficina, depois pra casa e eu vou pensar se eu vou vender esse carro. – quando meu pai disse isso eu arregalei os olhos.
-Edward vai ficar louco. – falei e meu pai não disse nada, apenas deu a ré no carro e entrou na pista. Encostei a cabeça no banco e fiquei olhando pela janela até que meus olhos pesaram outra vez e eu os fechei.
Quando abri os olhos já estávamos na garagem de casa, meu pai estava olhando para o relógio, parecia nervoso. Sai do carro e ele fechou o portão da garagem, depois fomos seguindo para a cozinha, eu ia cansado.
Pov. Carlisle
Antes de dormir
Jasper foi direto para a cama e eu fui para o quarto de Edward. Assim que eu entrei lá, encontrei Edward e Emmett deitados na cama e dormindo e Esme estava sentada no divã, olhando para eles.
Ela me olhou sorrindo, mas eu não retribuí o sorriso. Saí do quarto dele e fui para o meu, enquanto desabotoava as magas da minha blusa. Abri a porta e liguei a luz, depois tirei a blusa e coloquei sobre o meu divã, fiz o mesmo com minha calça. Tirei os sapatos e as meias, vesti uma camisa branca de dormir e a calça de moletom, também de dormir.
Olhei o relógio no meu pulso antes de tirá-lo, estava na hora da injeção de Edward, mas eu não queria acordá-lo, porém era preciso.
Fui até a bandeja de seringar que eu tinha deixado sobre minha cômoda e preparei uma injeção.
Voltei ao quarto dele e Esme me olhava seria.
-É hora da injeção de Edward. – avisei a ela.
-Você quer ficar aqui com ele?- ela perguntou.
- Por quê? Algum problema?- indaguei.
- Vou ficar com Emmett. – ela disse então eu acendi a luz e ela foi para o lado de Emmett, o acordou carinhosamente. Ele abriu os olhos ainda com sono, então ela sussurrou no ouvido dele, pediu para ele levantar porque Edward iria tomar uma injeção e ela e ele iriam dormir no outro quarto. Emmett levantou então me viu e por um segundo me olhou serio, mas eu desviei os olhos dele e me aproximei de Edward, então Esme e Emmett foram dormir no nosso quarto.
Desenrolei Edward, então chamei seu nome.
-Edward. – ele nem se moveu, então continuei chamando, mas ele continuou a dormir. Cheguei bem perto do ouvido dele e coloquei minha mão direita sobre o braço dele, então o chamei outra vez e ele começou a despertar sem querer.
- Edward?
-Hum? – ele murmurou ainda de olhos fechados, mas já era o suficiente, ele já estava acordado.
Comecei a tirar a calça do moletom dele, então fui até a cômoda dele e peguei um pouco de algodão com álcool.
Os olhos dele estavam semi abertos, mas ele parecia estar dormindo. Voltei para perto dele e tirei o ar da seringa, aos pouco parecia que ele estava entendendo o que ia acontecer, por isso eu tinha que ser rápido. Segurei sua cintura e virei um pouco até ter uma visão do seu bumbum onde eu ia aplicar a injeção e ele já estava quase se tocando do que eu ia fazer, passei o algodão em sua pele e segurei a seringa, então mirei no seu traseiro e:
- Nãaaaaaaaaaaaaaaaaao! – ele gritou assustado com a agulhada que levou na bunda. Eu estava usando da força para segurá-lo no lugar, enquanto aplicava a injeção.
- Paraaaaaaaaa! Aiiiiiiiii! – os gritos continuaram e a casa inteira já devia ter acordado, mas ninguém Fo até lá ver o que era por que notaram que eram gritos de manha. Terminei de aplicar a injeção e passei o algodão em cima do local. Edward já estava fazendo bico pra chorar, preparando um berreiro.
- Shiu! Silêncio que todo mundo está dormindo. – quando falei isso ele me olhou cheio de tristeza, com cara de quem ia chorar. Eu nem me incomodei, coloquei a seringa sobre a cômoda dele e o algodão no lixo, depois desliguei a luz do quarto e os soluços começaram.
Fui deitar ao lado dele, enquanto observava ele passar a mão no traseiro.
- Durma Edward, pare de tanto drama! – falei cansado.
- É porque não foi na sua bunda! Por isso! – ele retrucou irritando com a mão no bumbum e com voz de dengoso.
-Olha o jeito que você fala comigo rapaz! – adverti e ele não disse nada, só continuou com os soluços, que começaram a diminuir gradativamente dando lugar a um funga-funga. kkkk''
Cobri-o e ele já começou logo a reclamar.
- Ai! Ai! – foi bem baixinho, mas muito dengoso pro meu gosto.
Sentei na cama e puxei cuidadosamente para deitar de barriga pra cima como antes. Ele deitou, mas claro que continuou a reclamar cheio de manha.
Comecei a passar a mão pelo cabelo e rosto dele, isso sempre fazia dormir, mesmo que reclamasse dizendo que não tinha sono, ele sempre dormia.
Demorou um pouco, mas suas pálpebras começaram a pesar e ele fechou os olhos e dormiu. Eu deitei na cama, me cobri com um lençol e fechei os olhos, mas eu não estava com sono e daqui a algumas horas ele iria tomar outra injeção e esse 'pequeno' escândalo iria se repetir outra e outra e outra vez, até que ele estivesse bom...
#E aqui mais um capitulo se conclui. Muito obrigada mais uma vez por todo o carinho, eu amo vocês demais e muito obrigada por apreciarem o que escrevo, é por vocês que fico acordada até mais tarde ou abro mão de um domingo, é por vocês que eu escrevo, por isso não deixem de mandar seus reviews, mil beijos meus amores, mil beijos...
BellinhaBlack
|
||||||