
Resbale, tropece. Não, não pare de errar.
Rated: Fiction K - Portuguese - Romance/Poetry - Words: 138 - Published: 07-30-12 - Status: Complete - id: 3046121
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Quero que seja imperfeito
Ao tocar seu violão.
Dedilhado malfeito...
Ou desafinação.
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Quero, por estranho que pareça,
Um trôpego inclinar de cabeça,
Quiçá, um sorriso que aconteça,
Para que sussurre na contramão.
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E, se assim desejar,
Que desistamos de ensaiar!
E caminhemos de volta.
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E, se a plateia nos vaiar
Serei eu o primeiro a gritar:
"Pois a mim não importa!"
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Mas se insistir, que continue errando!
E permita meus olhares enviesados,
Com aquele trôpego sorriso nos lábios,
Antes que eu cubra o piano.
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E se notar meu descompasso,
Que sorria (como eu sempre faço!)...
Que rascunhe um abraço,
Ou então nem ouse me olhar!
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E, se for embora,
Pois que vá agora!
E bata a porta ao passar.
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Ou então, que fique,
Mas, como eu disse,
Não pare de errar.
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