Conheci Christiane há 1 ano, enquanto ainda estudava no colégio Ackley. No começo do ano o professor de Música, Sr. Luhurmann, mandou um projeto em dupla, a qual seria sorteada.

- O projeto será sobre o estilo ou vertente musical que mais os agradar. Não quero saber de reclamações sobre o parceiro escolhido e nem sobre divirgências musicais.

Murmúrio de tédio habitual. Ele sempre dizia isso.

O sorteio começou, pontuado por ocasionais exclamações de raiva ou alegria. Até que ouvi meu nome, e todos de calaram.

- John, você ficará com... Christiane, a aluna nova. Christiane, está aqui?

Todos viraram as cabeças para o fundo da sala, daonde uma mãozinha pálida emergia das sombras.

- Christiane, não está difícil ver o quadro daí? Venha para cá. – disse o professor, indicando a carteira ao lado da minha.

Ela fechou a mochila e andou até a carteira. Ela era linda, de cabelos castanhos e olhos caramelo. Eu tentei ser simpático.

- Oi.

- Oi. - ela disse, a voz suave como uma harpa.

- Vamos fazer o trabalho juntos, né?

- É.

- Alunos, prestem atenção agora: O trabalho será apresentado pela dupla no quadro dia 15 de março. Deverão trazer, se possível, um rádio para demonstrar melhor o tema apresentado. E...

A sineta da escola tocou, marcando o final da aula. Metade da sala, incluindo Christiane, saiu correndo, deixando uma fina nuvem de poeira para trás.

"Que ótimo" pensei "Ela saiu correndo, e eu nem sei o sobrenome dela, como vou achá-la?"

Joguei a mochila nas costas e saí em direção ao dormitório, sem vontade de almoçar. Eu o dividia com 3 caras: Paul, George e Richard. Eles eram gente fina, do tipo que sempre se pode contar. Paul era o que mais tinha namoradas de todos nós, chegando a ter até 5 de uma vez. George era muito calado, sempre pensativo e sério, mas também sabia se divertir, e Richard era uma figura, sempre fazendo piadas e rindo, principalmente de si mesmo, já que tinha o nariz do tamanho de um abacate.

Chegando lá deitei na cama e, para me ocupar, peguei o primeiro livro que vi, um exemplar surrado e com letras miúdas de "As Viagens de Gulliver". O livro era tão minúsculo quanto as letras, tanto que tive que usar uma lupa para ler o titulo. Fiquei lendo até ouvir uma batida na porta, vinda certamente de Paul, já que ele quase sempre esquecia ou perdia as chaves.

Quando abri a porta me surpreendi.

- Oi, John.

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N/A: Olá, formas de vida a base de carbono! Bem vindos a mais uma história! Desculpem a sinopse meio "Sessão da Tarde", mas eu não tinha mais nenhuma inspiração. Bem, chega de blá blá blá e vamos à história!