-Capítulo Um-

A Partida

Wendy e Henry estavam brincando no quintal quando de repente viram assustados a casa deles começar a ficar em chamas. Henry foi correndo para dentro de casa correndo e tossindo fortemente por causa das chamas, Wendy vinha vindo correndo atrás dele. Minutos depois os bombeiros haviam chegado para apagar as chamas da casa, Henry apavorado subiu as escadas para ir até o quarto dos pais ver como eles estavam, Henry deu um salto para traz e perdeu o fôlego, começou a ficar sem ar, desesperado, começou a correr lágrimas sobre seus olhos e deu um grito de desespero e horror, Wendy vinha chegando a seu encontro subindo as escadas, Wendy também sem fôlego falou:

-Henry, como estão nossos pais?!

- Veja!- Disse Henry com a voz trêmula.

-Oh nãããooo!!! – Wendy deu um grito de desespero e horror, caiu no choro aos prantos e se ajoelhou no chão, estava de cabeça baixa, Henry estendeu seu braço sobre as costas de Wendy, os dois chorando desesperadamente horrorizados observando seus pais mortos perto da cama queimada deitados sobre o chão destruído.

Logo depois havia chegado a ambulância para recolher os corpos de seus pais junto com a vistoria, as crianças observavam tudo aquilo espantadas e muito tristes. O homem da vistoria entrou na casa para investigar alguma possível causa do incêndio, mas não havia nenhuma pista, absolutamente nada que comprovasse a origem do terrível incêndio. O homem da vistoria viu jogado no chão que estava queimado e preto como carvão e avistou um colar muito brilhante, apesar do incêndio o colar ainda continuava intacto e impecável, era um colar de ouro com uma caveira desenhada com os olhos acesos revelando um brilho fortemente amarelo, com duas varinhas atrás marcando um "x" sobre o meio atrás da caveira.

O homem da vistoria se aproximou das crianças cuidadosamente e as abraçou por um momento as consolando. E então o homem perguntou:

-Crianças vocês tem por ai algum parente próximo, tio, primos, ou avós?

-Não – responderam as crianças sem chão, tristes e desesperadas, estavam completamente solitárias agora. -Nossos tios desapareceram misteriosamente e nunca mais soubemos deles, eles estão desaparecidos, nossos avós também perdemos faz alguns anos e nossos primos nós nunca sequer podemos conhecer.

Wendy e Henry retorceram os lábios, seus olhos já estavam roxos e inchados, foi a noite mais terrível, triste e assustadora que jamais haviam tido em suas vidas. O homem da vistoria foi até em direção do carro da ambulância e falou com um outro homem que estava parado atrás do carro, e havia outro carregando uma cama de ferro com um lençol branco cobrindo sobre o corpo do pai morto das criança. Depois veio junto outro homem e disse as crianças:

-Querem ficar um pouco comigo em minha casa abrigados por um dia?Minha mulher irá cuidar de vocês.

-Sim- responderam as crianças.

Então eles foram juntos com o homem, depois andaram até o outro lado da rua escura e avistaram um carro azul com os faróis acesos. Logo depois entraram no carro e bateram a porta. Então o homem ligou o carro com a chave, e seguiram rua afora até sua casa.

Alguns minutos depois chegaram na casa, o homem desceu do carro junto com as crianças. O homem vinha na frente segurando na mão um molho de chaves,então destrancou a porta da casa e entraram. Uma mulher alta de cabelos ruivos os avistou da sala de visitas no meio de um grande tapete vermelho de renda.

- Marcus, quem são essas crianças?!- perguntou a mulher.

-Elas precisam de ajuda, sofreram um incêndio em sua casa e perderam seus pais.

-Meu deus!E você as trouxe até aqui para ficar com a gente...

-Sim, mas é só por esta noite, amanhã elas irão ao funeral ver o enterro de seus pais. Depois vou levá-las a um orfanato que fica na rua Madison, lá será o lugar onde viverão.

Então a mulher assentiu solitária e diligente, cuidou das crianças. Deu um jantar, depois deixou as crianças tomarem um banho, depois foram dormir.

Na manhã seguinte, já era umas oito e meia da manhã e as crianças foram ao funeral levadas por Marcus. E avistaram nas janelas do carro do lado direito da rua um cemitério com um grande portão de entrada com enormes letras gravadas a frente. Escrito:

Cemitério de Holly Sparks

Marcus estacionou o carro do lado da calçada. Então abriram o grande portão e entraram no cemitério em silêncio, não havia quase absolutamente ninguém no cemitério ver seus pais. Não tinham mais parentes nem amigos próximos deles, havia vários túmulos enfileirados lado a lado, estátuas de grandes anjos e alguns seguravam na mão uma grande trombeta.

As crianças se dirigiram direto ao tumulo de seus pais, acompanhados de Marcus, e as crianças os avistaram deprimidas, as lágrimas correndo pelos seus rostos. E viram as palavras inscritas na lápide de pedra:

Mary Olivers – Willian Olivers

30 de julho de 1965

Wendy e Henry se ajoelharam sobre a lápide de pedra tristes e deprimidos, Marcus foi até o carro buscar flores e vinha segurando em sua mão um belo ramalhete de flores, com orquídeas, rosas e copos de leite, e na outra mão vinha segurando rosas vermelhas. Então eles colocaram as flores sobre a lápide cabisbaixos.

Wendy e Henry ficaram horas ali observando o tumulo deprimidos, Marcus assentiu por um momento. Depois perguntou:

-Vou até o carro um pouco, quando quiserem ir me chamem.

-Ok – responderam as crianças com a voz trêmula.

Alguns minutos depois de se despedirem de seus pais para sempre, hesitaram por um momento, depois foram em direção até o carro avisando que já podiam ir embora.

Já era de tarde, Marcus levou as crianças até um estranho orfanato que ficava na rua Madison, havia um grande portão de ferro enferrujado e velho com uma grande placa de madeira com letras gravadas sobre o centro:

Orfanato Madison

Marcus acelerou um pouco com o carro, o grande portão já havia aberto. Entraram então e, Marcus estacionou o carro no quintal e as crianças desceram.

Minutos depois Marcus se despediu das crianças e as deixou na entrada da grande porta preta de carvalho do orfanato. E então foi embora.