-Capítulo Dez-

O Ataque do Troll

Um enorme troll surgiu andando lentamente na mina. Tinha quase mais ou menos uns quatro metros de altura, segurando firmemente em sua mão esquerda um grande tacape de madeira. Seu rosto tinha traços muito assustadores, era bem enrugado. Seus olhos eram redondos e negros. Não tinha cabelos sobre a cabeça. Rugiu ferozmente a eles que estavam parados, congelados, olhando assustados para o gigantesco troll.

Os duendes se esconderam atrás de algumas vagonetes próximas. Outros se esconderam embaixo de umas escavações. O mago imediatamente apontou seu longo e belo cajado ao troll. Lançando sobre ele um feitiço. Mas nada adiantou, o troll continuou ali de pé segurando seu tacape. Então ele deu um rugido monstruoso e ensurdecedor. As crianças taparam seus ouvidos.

O troll destruiu algumas paredes de pedras da mina com estrondo. As crianças se abaixaram sobre o chão, tampando e protegendo suas cabeças para não serem atingidos pelas pedras, gritando assustadas.

O mago então pegou uma espada que estava encima sobre um o troll lançando a espada velozmente atingindo-o e cravejando bem no meio de sua cabeça com violência. O troll deu um grunhido de dor. Muito sangue estava se espalhando, respingando de sua cabeça.

Ficou tonto e então caiu no chão com um forte estrondo. Fazendo-o, assim, tremer ruidosamente.

As crianças se levantaram então, finalmente do chão e os duendes saíram de seus esconderijos. Fenor perguntou:

-Ele já está morto?

-Sim. -Respondeu o mago. –Já podem sair.

-Herald, como esse troll veio parar aqui?-perguntou Wendy.

-Deve ter vindo de alguma outra floresta próxima daqui. Eles vivem em grandes tocas das florestas.

-Mas que estranho, ele entrar logo aqui na mina não acha?- balbuciou Henry.

-É mesmo. –Respondeu Wendy, primeiro, brevemente.

-Alguém deve tê-lo mandado até aqui não acha?-questionou Wendy.

-Acho que quando o colar foi destruído, soou um tipo de alarme guiando então o troll até aqui. –Respondeu o mago pensativo, com sua mão passando sobre a longa barba.

Eles então ficaram longos minutos pensando sobre o assunto. Se questionando e fazendo teorias a respeito do ocorrido. Os duendes voltaram a trabalhar em silêncio. Começaram a fazer suas escavações, confeccionando as espadas, alguns trabalhando na fornalha produzindo seus ouros. O colar finalmente fora destruído e se dissolvido completamente sobre as chamas em brasa. Agora a única coisa que realmente os faltava conseguirem era o livro original que está nas mãos de Alice e da terrível e malévola Lady Eleanor.

Herald então se despediu de Fenor. O agradecendo, se retiraram da mina. Andaram muitos quilômetros pela orla da floresta. Voltaram passando pelo longo matagal verde rodeados por grandes árvores frutíferas. Depois passaram pelos canaviais onde muitos corvos ainda continuavam ali pousando sobre o chão, comendo minhocas na terra.

As crianças e Herald quando estavam andando em direção ao norte pararam de repente. Avistaram ao longe morros e lindas colinas as margens do rio. Lá estava o dragão vermelho Enargon solto das correntes, voando para um lado e outro. Emergindo pelas margens do belo e imenso rio de águas claras.

Herald e os meninos foram correndo até as colinas. Depois subiram até o sopé do morro. Logo depois desceram, foram em direção as margens do rio. Herald exclamou:

-Enargon!Desça já!

-O que está fazendo?Não deve estar por ai passeando!- Então o mago tirou do bolso de suas vestes um petisco de um pedaço de carne, sacudiu para o dragão vermelho.

-Enargon, olhe só o que eu tenho aqui. –Venha pegar!

Enargon deu uma ultima volta nas margens do rio. Suas sombras se refletiram sobre o chão. Refletindo também pelas margens do rio por causa das irradiações do sol iluminadas. O dragão então finalmente pousou sobre o chão e devorou seu petisco dado pelo mago. Logo depois Enargon arrotou soltando baforadas de fogo. Wendy e Henry se desvencilharam das chamas. Esconderam-se detrás de uma rocha de pedra próxima do morro.

-Enargon, calma menino, tudo bem, isso, venha, venha..

E segurou o dragão sobre as correntes, firmemente. Guiou o dragão até o centro das colinas que estava rodeada de grandes rochas sedimentares. As crianças atrás. Então se aproximaram do mago junto com o grande dragão vermelho. Montaram então finalmente sobre o dragão, que levantou vôo e sobrevoou o imenso e vasto céu. Seguiram rumo volta a caverna.