Capítulo Dezesseis

A Caverna Mágica em Chamas

Dezembro havia chegado. Estava nevando lá fora. Amanheceu o dia; era uma manhã nublada com nuvens e os céus cinzentos. A neve cobrira todos os quintais e jardins do orfanato. A alameda e o exterior da caverna também estavam cobertos pela neve. O natal se aproximava, lentamente. Já era dia vinte e três de dezembro.

Todos já haviam decorado o orfanato, com os adornos de natal. O saguão de entrada estava decorado por dois pinheiros médios. Um a esquerda e o outro a direita. À frente da porta dupla de entrada, a alguns centímetros de distância; separados lado a lado um do outro. Estavam todos iluminados por pisca-piscas de varias lâmpadas de cores diversas. A porta dupla de entrada havia uma linda guirlanda, adornada de flores. Pendurada na porta.

A sala de estar do orfanato estava enfeitada por um grande e lindo pinheiro branco; adornado por diversas bolas grandes coloridas. Havia também na sala esculturas de anjos em estátuas de pedra. Alguns eram anjos bebê que expressavam em seus rostos ternura e bondade. Alguns seguravam na mão trombetas; outros cornetas.

Todas as portas dos dormitórios estavam enfeitadas por guirlandas floridas.

Aurélia havia desaparecido, dias depois, após ter cometido o crime. Alice e Eleanor continuavam ainda, cheias de planos e segredinhos. Todos continuavam ainda no refeitório, silenciosos. Tomavam o café da manhã.

Wendy e Eriel comentavam os acontecimentos com Henry, James e Catherine. Todos espantaram-se quando Wendy parou de falar.

-Então eles trouxeram a maldição de volta novamente?- perguntou James.

Catherine os observava perplexa.

-Sim- disse Eriel.

-E agora o que iremos fazer?- perguntava Catherine.

-Catherine, olhe, mesmo assim, se a maldição do colar voltou, não precisamos destruí-lo novamente. Só o livro já basta. O livro já é o princípio de tudo. É com ele que a maldição é invocada. É quebrada a maldição destruindo o livro.

-Então porque vocês haviam antes destruído o colar?- perguntou Eriel.

-Bom, é que antes, nós não sabíamos onde estava o livro.. –Disse Henry, brevemente. –Primeiramente era só para nós nos livrarmos da maldição por algum tempo. Não nos restava outra escolha, senão isto no momento.

Logo após, todos silenciaram, tomavam o café da manhã em silêncio. Wendy retirou de baixo de seu casaco marrom um livro muito velho, empoeirado e sujo com algumas folhas frouxas; tinha letras prateadas, meio apagadas, inscritas sobre a capa e uma margem de ondinhas verdes brilhantes metalizadas em volta da capa escura.

Balançava o livro com a mão, acenando-o, com tom de surpresa para os amigos. Segundos depois, todos que estavam comendo de cabeça baixa, elevaram as cabeças. Sobressaltaram-se da cadeira, os olhos dilatados. Henry guinchou:

-O que? Wendy! Você conseguiu o livro?!

-Sim- disse Wendy, abrindo um sorriso, olhando para o irmão.

-Ah, não acredito! Vamos procurar o mago correndo. Precisaremos falar isto a ele, adorará saber disto.

-Então só resta a nós o destruirmos com a espada, Henry.

James, Catherine e Eriel comentavam alegres. Minutos depois, todos se retiraram do refeitório e desceram para os jardins, para cumprir as tarefas da manhã. Foram todos agasalhados, de mantas, botas de couro, casacões e luvas de lã. A neve ficava segundo a segundos, cada vez mais densa e volumosa. Wendy e Henry afundaram com os seus pés na neve. Os dois, ridiculamente, tentavam se desvencilhar da neve. Ashelley mandara cumprir várias tarefas difíceis como: cobrir os canteiros de flores da neve; e a horta, com grossas lonas escuras.

A tarefa fora difícil, pois, a todo o momento surgiam corvos vindos das árvores da alameda. E rapidamente tentavam atacar os canteiros, a horta e as crianças.

De tardezinha, Wendy e Henry foram até a caverna conversar com o mago sobre o livro. Então logo depois, Herald os ordenou que o destruíssem; próximos de um rochedo no centro da caverna. Quando Henry desembainhou sua espada de rubis e a levantou no ar: imediatamente ouviram a caverna arrombar com um estrondo ensurdecedor. Henry imediatamente deixou cair à espada de sua mão. Deixando-a cair com estrépito sobre o rochedo.

Todos se acocaram com as mãos sobre a cabeça. Tentando se proteger das pedras que estavam caindo. A caverna ficou com um grande buraco redondo sobre o teto. Eleanor surgiu pelo buraco, montada sobre um dragão preto de aparência obscura, com os olhos muito vermelhos e malignos. Pousou no centro do lugar. Eles desvencilharam-se.

-Ahá, os peguei na hora, com a boca na butija!- guinchou Eleanor, logo após soltou uma gargalhada: -Ahahaha!

-Devolva o livro agora ou morrerão!- sua voz estava alta e amedrontadora.

-Nunca!- exclamou Henry.

-Melingard! Ataque-os!- bradou Eleanor ao dragão.

O dragão negro então avançou rapidamente em direção as crianças e o mago. Por um súbito, do outro lado da caverna, surgiu Enargon com Joel montado sobre ele. O dragão vermelho avançou violentamente no dragão escuro. Salvando Henry, Wendy e Herald Gaspar do ataque de Melingard.

Eles murmuravam agradecidos:

-Obrigado, Enargon e Joel!

Henry então correu e apanhou a espada sobre o rochedo. Os dragões lutaram bravamente, furiosos. Cuspiam chamas um no outro. Com um som assustador e feroz.

Joel e Eleanor que haviam descido dos dragões, lutavam furiosamente. As duas empunharam de seus alforjes suas espadas. Joel apanhou seu escudo e o ergueu, defendendo dos golpes de espada de Eleanor. Instantes depois, Henry havia se juntado a batalha, empunhando sua espada.

Wendy pegou sua varinha e Herald seu cajado mágico. Wendy então lançou um feitiço em Melingard.

-Wendy, pare. Não vai adiantar em nada! Deixe comigo!- Bradou Herald.

Enargon deu uma mordida violenta no pescoço de Melingard; que rugia alto de dor no pescoço. Eleanor desviou dos golpes de Henry e Joel. Lançou um feitiço nos dois, os fazendo cair sobre o chão. De costas. Correu e apanhou o livro sobre o rochedo. Então, logo depois, escapou, transportando-se no ar, juntamente com o livro. Melingard fugiu de Enargon. Saiu pela abertura da caverna.

Henry e Joel levantaram-se do chão em seguida. Wendy e Henry ficaram hesitantes por mais uns longos minutos; observando o que havia acontecido; boquiabertos. Todos entreolharam-se. Henry sussurrou estranho:

-Como.. Eleanor veio parar aqui?-perguntou, seu corpo estava tremendo.

-Sua maldição tem capacidade de percepção. –Disse o mago, severamente; seu rosto expressando sabedoria.

Wendy e Henry enrugaram a testa com ar de dúvida. Estavam começando a ficar confusos e meio perturbados. O mago hesitou por um momento. Logo após, voltou a falar novamente:

-A maldição, tem capacidade de perceber e sentir o que está acontecendo a volta; à ausência de Eleanor e Alice, assim, emitindo sinais de comunicação.

Porque Eleanor tinha de vir o tempo todo e estragar tudo? Bem na hora, no momento mais importante deles? A única esperança que eles sentiram; agora já se esgotava. E agora o que eles iriam fazer?

O mago e Joel, por um momento, em silêncio, ficaram pensativos, refletindo. Joel, então, por um momento teve em sua mente uma centelha de idéias que clareou sua mente. Então quebrou o silêncio e falou:

-Temos de achar um lugar que seja impossível de elas entrarem; para podermos destruir o livro com a espada de Henry.

-Boa idéia Joel!-guinchou Herald surpreso. Seu rosto exprimindo uma sensação de alegria juntamente com um largo sorriso em seu rosto.

Henry e Wendy, distraídos, ainda estavam paralisados. Seus olhos mal piscavam. O centro da caverna estava todo demolido; pedras e rochas estavam espalhadas por todos os cantos da caverna. Herald perguntou curioso:

-Onde então podemos achar um local seguro?- O mago então, antes de Joel falar qualquer coisa; exclamou, tendo uma súbita idéia repetida em sua mente.

-Ah, em meu esconderijo de tesouros. Lá será impossível que Eleanor, Alice e Aurélia entrem. Elas nunca souberam e nem irão saber, que eu tenho este esconderijo. Então finalmente poderemos destruir o livro, sossegados.

-Ótima idéia Herald!-guincharam Henry e Wendy, surpresos. Herald os fitou por alguns instantes.

O pôr-do-sol vinha se aproximando aos poucos. Já era quase hora do jantar; e as crianças teriam que sair da caverna e despedir-se do mago. O mago disse solenemente:

-Podem ir crianças. Amanhã cedo veremos o que iremos fazer.

As crianças concordaram com um breve aceno de cabeça. E se retiraram da caverna. Do centro, saíram desvencilhando-se das pedras atiradas sobre o chão. Henry chutou então uma pedra, brincando.

Se dirigiram para o refeitório exaustos. Estavam mortos de fome. A grande e comprida mesa de madeira retangular do refeitório já estava lotada. Wendy e Henry espremeram-se no meio dos outros para se sentarem. Sentaram ao lado de Catherine que estava quieta jantando. Catherine levantou a cabeça e olhou para Wendy e Henry com surpresa. Catherine perguntou:

-E ai como foi?Com o mago na caverna?

-Fomos pegos. Eleanor levou o livro embora.. –Disse Wendy, hesitante. Catherine ficou meio aturdida.

-Iremos amanhã de manhã; bem cedo, conversar com o mago a respeito do que iremos fazer. Já combinamos até um local escondido, para podermos destruir o livro. –Dizia Henry, com a voz baixa e calma.

-Isso já é bom. –Disse Catherine, olhando para Henry.

Dona Roses aproximou-se da mesa de madeira onde eles estavam. Vinha surgindo trazendo uma grande bandeja de metal; com uma grande touca de cozinheira, branca, acima de sua cabeça. De vestes brancas e avental branco. Repousou sobre a mesa em seu centro um grande pernil de frango assado. Logo após pousou tirando da bandeja um prato branco com rabanadas; e também pousou uma grande jarra de vidro com suco de abóbora, sobre a mesa. As crianças lamberam os lábios, se retorcendo. A barriga de Wendy imediatamente começou a roncar.

Se serviram de comida nos pratos, o enchendo. E se serviram logo após de suco, no copo de metal. Dona Roses se retirou do local e voltou até sua cozinha.

Quando terminaram o jantar, subiram até seus dormitórios para dormir. Tiveram de descansar cedo, para se prepararem para o próximo dia, que seria nada fácil para eles.

Amanheceu um lindo dia ensolarado; já era sexta-feira. O sol vinha surgindo, raiando sobre o horizonte calmamente. Num tom magnífico e esplêndido. Wendy e Henry acordaram num bocejo de cansaço. Sentiam-se de repente extremamente eufóricos e ansiosos. Alice que dividia o quarto com Wendy; estava cada dia mais estranha e assustadora. Sempre que via Wendy, a perturbava com piadinhas sem graça o tempo todo. Até no refeitório, ficava perseguindo a garota e insinuando coisas a Wendy. Wendy, irritada amarrou a cara e ignorou a garota, tomando seu café da manhã.

Herald os esperava ansiosamente na caverna. Wendy e Henry não paravam de olhar para o grande relógio pendurado na parede de azulejo do refeitório. Quando iam saindo e dirigindo-se para o saguão de entrada, avistaram uma grande turma de crianças que se divertiam, brincando, jogando queimada e pique- esconde. Ashelley estava sentada sobre uma pedra. Observava as crianças, as vigiando.

Henry e Wendy pararam um segundo; observaram Ashelley vigiando os quintais e as crianças, que estavam brincando e gritando, correndo para lá e para cá. Wendy murmurou para Henry:

-E agora, o que faremos? Para não sermos pegos?

Henry pensou por um momento.

-Espere, tive uma idéia. Segure minha mão. –Disse Henry, sério. Wendy hesitou um segundo. Logo depois obedeceu, segurando a mão comprida de Henry.

-O que é?- ela perguntou.

-Você verá!- exclamou Henry.

Wendy então sentiu um puxão em seu braço. Sentiu que estava caindo em um abismo na escuridão; aos poucos. Os dois sentiram um forte repuxo no corpo. Eles transportaram-se em seguida para a caverna. Pararam sobre o chão; de pé, assustados. Estavam na sala de Joel. Os dois correram os olhos pela sala e avistaram um vulto, que usava vestes brancas. Era Herald Gaspar. Estava sentado sobre uma tumba negra. Sentado ali, aguardando os dois, silenciosamente e ansiosamente. Joel fitava-os surpreso, ao lado de um baú dourado, adornado por desenhos de visgos e plantas.

-Herald!- exclamou Wendy, entusiasmada e ofegante. Correu em direção ao mago, juntando-se ao lado dele e de Joel. Henry a acompanhou, seguindo-a pelos calcanhares. Os dois então, já todos juntos, começaram a conversar. Wendy virou-se para Henry, surpresa:

-Como você conseguiu fazer aquilo?!- Henry meio distraído, observava Joel. Enrugando a testa rapidamente e inclinando sua sobrancelha direita.

-O que?-perguntou.

-Aquilo, que você fez, faz pouco tempo, o teletransporte.

-Ah, sim, havia aprendido isto em um livro que achei na biblioteca. –Retrucou Henry.

-Que livro é este que você achou na biblioteca?-indagou Herald, severamente.

-Ele se chama a Magia do Teletransporte. Já ouviu falar Herald?

-Sim- ele respondeu - , mas é preciso ter muita cautela com estes livros de magia. Você precisa soletrar as palavras mágicas corretamente. Para transportar-se, você precisa estar com a mente neutra e livre de cargas pesadas emocionalmente. Algumas magias, se não vem ao caso, esta, necessitam de conhecimento e dons em telepatia.

Wendy fitava o mago interessada no assunto. De repente Herald retirou do bolso de suas vestes brancas, um livro de capa preta, de margens e letras metalizadas, era velha. Acenou, estendendo o livro para o alto; estava sorrindo para as crianças.

Os irmãos olharam para o mago, surpresos. Com os olhos saltados. Wendy perguntou:

-Herald, como você conseguiu?!

-O achei escondido na tumba de Eleanor. Ela nem viu e nem percebeu nada. –Afirmou o mago.

-Que bom! Agora já podemos ir para seu esconderijo. –Afirmou Wendy. Seu rosto expressava um tom de esperança.

Todos então se retiraram da sala de Joel. Andaram pela caverna com destino ao esconderijo de Herald.

Eles então andaram para a esquerda; passaram por uns pequenos córregos de águas cristalinas que escorriam calmamente. Morcegos começaram a surgir pelo caminho. O mago os espantava do caminho com o seu cajado. Os irmãos empunharam suas varinhas e as acenderam na ponta, iluminando assim, o caminho. Logo depois viram a alguns metros de distância, o grande lago da caverna. Do outro lado do lago, lá estava a grande rocha que guardava o esconderijo secreto de Herald.

Atravessaram o lago com as jangadas. Sentiram-se aliviados, por não ter mais aquele monstro marinho para incomodá-los. Wendy e Henry deram um suspiro profundo de alivio. Quando já atravessaram, finalmente, o outro lado do lago, então o mago aproximou-se à frente da grande rocha com o seu cajado na mão. Encostou o cajado na grande rocha, que imediatamente rachou-se ao meio, dando ruídos ensurdecedores da rocha se abrindo. Então se revelou uma abertura estreita.

Eles então entraram no esconderijo, atentos, olhando para os lados à sua volta. No meio da sala de Herald havia um grande círculo redondo de pedra. Havia desenhado nela um grande escudo vermelho; sobre ela, estava no meio o desenho de uma longa espada de lâminas duplas. Seu punho era incrustado de diamantes e esmeraldas. Henry a observava admirado.

Herald aproximou-se do círculo redondo de pedra. Empunhava seu cajado, acenando ao longe para as crianças se aproximarem dele. Henry foi o primeiro a ir. Logo após Wendy foi a segunda e Joel o último.

-Este será o local que iremos destruir o livro. –Afirmou Herald. –Eu já havia preparado tudo à vocês tempos antes. –Dizia o mago, apontando para o local.

-Muito obrigado Herald. –Disseram os irmãos.

Tirou de suas vestes do bolso o livro de Eleanor. Agachou-se e repousou o livro sobre o centro do círculo. Henry desembainhou sua espada, que estava sobre sua cintura, no alforje. Dirigiu-se ao centro do círculo de pedra. Wendy observava os armários, que guardavam as varinhas de Herald, os baús e os tesouros, admirada e distraída. Minutos depois ela virou-se e olhou para o irmão surpresa.

Henry levantou a espada ao alto. Fitou o mago com um aceno de cabeça; perguntando se já podia começar a destruir o livro. O mago então concordou retribuindo o aceno. O garoto então fixou seu olhar no livro. Baixou a espada, segurando-a firme, em seus punhos e então perfurou o livro com violência. Imediatamente começou a surgir saindo do livro uma densa fumaça negra. Logo após disso o livro se queimou completamente. Saindo fagulhas negras que esvoaçaram pela sala de Herald.

Alice e Aurélia surgiram de repente sobre uma clareira, perto da alameda do orfanato. As duas vinham segurando suas varinhas. Andaram apressadas em direção a caverna. Aurélia a acompanhava pelos calcanhares. O pôr-do-sol já vinha aproximando-se sobre a clareira. Não havia ninguém, nem nos quintais e nem nos jardins do orfanato. Alice e Aurélia puderam andar sossegadas pelo caminho. Já na frente da caverna, Alice e Aurélia apontaram suas varinhas. Alice disse a Aurélia:

-Eles destruíram o livro! Malditos! Vamos Aurélia, queime a caverna. –As duas então bradaram:

-Fógus Maximus!- Rajadas de labaredas de fogo saíram da ponta das varinhas das duas. Serpentearam pela caverna, queimando-a imediatamente. Alice soltou uma risada tenebrosa:

-Ahahahaha!!- Logo após dela, Aurélia também riu.

Helga surgiu pela entrada do orfanato. Observou imediatamente alguma coisa queimar, longe, a alguma distância do orfanato. Correu para pedir ajuda, voltando para o orfanato.

-Socorro! Socorro! Fogo na caverna! A caverna está em chamas!- Gritava, a sua voz estava desesperada e histérica.

Alice e Aurélia, num estampido desapareceram no ar. Fugindo sem deixar nenhum rastro.

Na caverna, quando os irmãos, Herald e Joel saíram do esconderijo, entraram em pânico; todos viram o interior da caverna começar a queimar. Wendy gritava:

-Não, socorro! Iremos morrer! Herald nos ajude!

-Acalme-se Wendy, venham, me sigam, corram! Vamos rápido!

Henry guardou sua espada sob o alforje e correu, os seguindo desesperado. Atravessaram o lago remando. Remaram com rapidez até atravessarem. As pedras da caverna começaram imediatamente a desmoronar com um estrondo ensurdecedor.