Capítulo Dezessete

A Escapada

Correram até chegar à entrada da caverna. Tarde demais. O caminho para a saída estava bloqueado, por grandes rochas destruídas, caídas sobre o chão da caverna. À frente deles. Imediatamente, quando viram, pararam com a correria. Henry virou-se para falar com Herald:

-Que iremos fazer?! O caminho está bloqueado!- Henry estava agitado e nervoso.

O mago nem pensou duas vezes e respondeu em seguida:

-Iremos à sala de Enargon pelo subterrâneo. E de lá escaparemos voando da caverna com Enargon. Sigam-me!

Joel e as crianças seguiram Herald, correndo, seguindo-o pelos calcanhares. A entrada da caverna já estava toda queimada e destruída. Algumas pedras e rochas estavam queimadas e pretas como carvão, por causa das chamas. Aos poucos as chamas foram se extinguindo.

Andaram ao norte, a quilômetros extensos; estavam todos ofegantes e suados. Corriam que nem doidos. Mais à frente: lá estava à grande, comprida e frouxa ponte de madeira. De repente as chamas aproximaram-se da ponte. Serpentearam e correram em direção a eles, que corriam em direção à ponte, feito uns condenados. Ouviram estalidos repentinos na ponte de madeira; a ponte logo depois começou a ranger. Eles assustaram-se. Por um súbito, quando corriam desesperados, quase atravessando o outro lado da ponte para chegar logo após ao subsolo pelas escadas de pedra, a ponte então desabou partindo-se ao meio e queimando-se. Wendy gritava desesperada. Imediatamente quando a ponte se arrebentou todos caíram. E para não caírem, abaixo, no abismo, eles seguraram-se firmemente na borda do chão onde estava engatada a ponte de madeira. Wendy segurou firme na borda com as duas mãos. Seus dedos apertavam na borda do chão de pedra.

Herald fora o que conseguira se salvar mais rápido que os outros. Ele então, imediatamente salvou primeiro Henry. Henry quase estava caindo aos poucos da borda. Segurava a borda do chão de pedra somente com a mão esquerda; pois sua mão direita havia sem querer escapado. Herald estendeu seu braço à Henry, o ajudando. Fez força ao puxar Henry pela sua mão. Segurou-a firme. Puxando Henry para acima da borda; finalmente salvando-o. Henry então agradeceu a Herald por ter salvado sua vida.

Wendy nem precisou de ajuda. Ela fora mais rápida e corajosa. Inclinou-se para cima, com força, segurando a borda com as duas mãos e subiu a borda. Joel, sem força, quase caiu no abismo por pouco. Segurava a borda firme, só com um dedo. Herald correu para ajudá-lo, estendendo seu braço à Joel; e então o salvou.

Todos imediatamente aliviaram-se e suspiravam, se tranqüilizando após ter passado pela situação arriscada. Logo seguiram correndo o mago. Dobraram a direita. A ponte toda já havia despencado e caído no abismo juntamente com as chamas flamejantes e fumegantes. Segundos depois viram abaixo do chão terroso da caverna, várias escadas de pedra. Desceram-na correndo. Logo depois viram o comprido e extenso túnel de concreto. Depois eles passaram correndo pelo túnel. O túnel começou a tremer assustadoramente.

-Vamos!Rápido! Não parem no caminho!- bradou o mago.

Eles então passaram pelos esgotos onde havia sobre a água, como sempre, as assustadoras ratazanas. Chiavam correndo por todo o lado do esgoto. Todos nem as perceberam no caminho, pois estavam em uma situação muito séria e perigosa no momento. O mago acendeu uma luz de seu cajado. Depois de saírem do túnel viram a frente à sala de Enargon. Estava encerrado em sua jaula. O dragão estava muito agitado. Balançava repentinamente suas grossas correntes, presas as grossas algemas. Soltou um rugido ensurdecedor que ecoou por toda a caverna.

-Vamos, não temos tempo!- exclamou Herald. Todos o seguiram então.

Dirigiram-se à frente da jaula de Enargon. O mago abriu a jaula com sua mão envelhecida e enrugada, segurando seu cajado branco na mão esquerda. Joel forjou sua espada da cintura e destruiu as correntes de Enargon, com suas lâminas afiadíssimas.

-Obrigado. –Agradeceu Herald.

Todos montaram no dorso do dragão. Enargon inclinou seu chifre acima de sua cabeça extensa e bicuda. Cuspiu chamas de sua boca, que se retrocederam imediatamente. Wendy e Henry seguravam firme um na cintura do outro; apoiados no dragão. Herald e Joel iam mais a frente. Enargon impulsou para o alto e levantou vôo. Escaparam pela grande abertura rochosa em forma de cratera.

O fogo do incêndio estendeu-se rapidamente, numa velocidade absurda; explodindo e destruindo a sala de Enargon e de toda a caverna.

Os bombeiros da cidade de Holly Sparks haviam chegado tarde. Henry, Wendy, Herald e Joel sobrevoavam cortando as nuvens pelo céu ensolarado.

Os bombeiros que haviam estacionado o carro, que soava um alarme ensurdecedor, estavam ao lado do carro, de pé, observando o céu com ar de surpresa e perplexidade.

Helga, Taylor Kutcher e todas as crianças do orfanato, juntamente com Ashelley estavam chocados e paralisados, no quintal do orfanato. Observavam com os olhos arregalados, a caverna e o céu, perplexos.

A multidão apontava com o dedo indicador, em direção ao alto do céu ensolarado, para Enargon. Os bombeiros já haviam apagado as chamas com a mangueira, que jorrava jatos d' água para a caverna. Um deles exclamou apontando para o céu:

-Vejam! O que é aquilo?!

Catherine, James e Eriel exclamaram um para o outro:

-São eles! Estão com Enargon!