Capitulo Vinte e Um

A Triste Despedida de Herald

Henry e Wendy acordaram alegres no dia seguinte. Foram tomar um belo e delicioso café da manhã preparado por Dona Roses. Sobre a mesa do refeitório havia um envelope branco com uma carta. Estava escrito nela:

"A Wendy e Henry. Me encontrem nos quintais do orfanato. Preciso conversar com vocês dois. Não se trata de uma missão."

Herald Gaspar

Terminaram de ler a carta. Wendy disse ao irmão:

-O que será que deve ser?

-Não tenho a mínima idéia. Vamos.

Eles então se retiraram do refeitório. Passaram pelo hall de entrada e pela sala de visitas do orfanato. A sala de visitas estava lotada de crianças quando eles passaram por ela.

Andaram pelos quintais a procura do mago. Wendy correu os olhos pelos quintais, vendo se achava Herald. Ele estava sentado sobre uma rocha, esperando por eles. Em frente a caverna arruinada.

Henry acenou a alguns metros de distância para Herald. Que também este retribuiu o aceno com um largo sorriso no rosto. O mago então saiu dali e foi conversar com eles.

-Bem, tenho uma notícia para informar pra vocês.

-Boa ou ruim? – perguntaram os dois ao mesmo tempo.

-Não é muito boa.

Lágrimas começaram a escorrer pelo rosto enrugado do mago. Ele se entristeceu, começando a chorar. Wendy e Henry olharam para Herald, aflitos. Wendy perguntou:

- Herald, o que foi que aconteceu? Não está se sentindo muito bem?

- Não.. É que.. – Herald retirou um lenço branco do bolso de suas vestes.

-Eu tenho de partir. Esta tarde. Aqui não há mais lugar pra mim viver. Tenho de ir pra minha aldeia.

- Por quê? Porque não pode ficar por aqui mais um tempo?

-Porque não há mais missões a cumprir.

Wendy e Henry correram para abraçar Herald. Abraçaram ele com toda a força que podiam. Lágrimas começaram a escorrer pelos seus olhos. Herald fora como um pai para eles. Seria muito difícil se despedirem dele desse jeito. Agradeceram a Herald:

- Muito obrigado Herald, obrigado por tudo.

- Bom, então tenho que ir. – Disse ele.

-E Enargon? – perguntaram os irmãos.

- Ele não está mais comigo. Está com Joel. Ele será seu dono. Joel partiu para sua terra natal junto com ele.

-É mesmo? Nem sequer nos contou. – Disse Henry.

De repente ouviram o som de um cavalo galopando. O som se aproximava vindo da alameda. Era um belo cavalo branco que vinha surgindo pelas sombras, surgindo vindo da alameda. O cavalo branco relinchou e se aproximou do mago nos quintais. Ele então acariciou sua crista de pêlos brancos como nuvens.

Os irmãos olharam para o cavalo com ar de surpresa, observando Herald montar em seu cavalo.

- Bem. É hora de dizer adeus. Se cuidem crianças. Quem sabe nós não nos vemos em uma nova aventura? – Herald deu uma palmada no cavalo que imediatamente disparou, galopando pelos quintais e saiu, desaparecendo.

Ele saiu embora pela entrada dos portões do orfanato que estavam abertos. Desapareceu de vista pela estradinha que levava para a saída. As crianças acenaram de longe para o mago, enxugando suas lágrimas. Wendy disse para si mesma em voz baixa:

- Adeus, Herald.

O mago conjurou da ponta de seu cajado fogos de artifício de diversas cores que explodiam esplendorosamente no céu azulado de tarde ensolarada.

Wendy e Henry observaram os fogos, alegremente, um abraçava o outro enquanto admiravam os fogos.