-Capítulo Sete-

O Esconderijo dos Tesouros de Herald Gaspar

Wendy correu até o refeitório, o colar em seu bolso, e se dirigiu até a mesa de Henry, James e Eriel. Ela falou:

-Henry! Preciso falar com você a sós!Vamos para o quintal, rápido, preciso falar com você...

-Ok- disse Henry.

E foram até o jardim em um local mais afastado: - Alice me atacou. Consegui escapar depois do próximo ataque. Apanhei dela isto.

Henry olhou impressionado para o colar:

-Ótimo temos que saber como destrui-lo, vamos levá-lo ao mago.

-Ah, espere, faltou lhe dizer uma coisa. –Ela estava sentada na cama lendo um estranho livro e segurando seu colar. O livro que havia lido começou a possuí-la. Depois ela avançou até mim e me atacou, depois gritei por socorro chamando você. Não fui atendida, daí avancei nela e arranquei o colar de seu pescoço.

-Que livro será esse? – indagou Henry.

-Não tenho a mínima idéia- respondeu Wendy.

-Vamos procurar o mago.

-Sim – disse Henry.

Saíram em direção até o norte dos jardins e avistaram ao longe a caverna. O grande portão estava cadeado. Henry avistou um rochedo e viu a chave sobre ele, pegou a chave. Pensou por alguns segundos que o mago havia se lembrado dos dois e deixou a chave à eles ali, sempre que precisarem ou em caso de alguma emergência.

-Vamos entrar. –E destrancaram o grande portão, o abriu, entraram dentro da caverna; estava muito escura, Wendy e Henry não conseguiam enxergar absolutamente voltar até o orfanato e buscar a lanterna no dormitório de Henry. Ele fez sinal para Wendy esperá-lo em frente a entrou no dormitório e futricou em seu criado mudo abrindo as gavetas rapidamente, achou a lanterna apanhando-a. Foi correndo até o quintal, então entraram na caverna, Henry foi na frente seguido de Wendy e acendeu sua lanterna.

-Onde Herald deve estar?

-Acho que no centro da caverna. –Disse Wendy.

A caverna era muito úmida e gelada. Wendy tropeçou no chão sobre uma pedra e deu um gritinho. Henry a levantou puxando seu braço, Wendy o agradeceu. Havia na caverna muitos buracos e esconderijos secretos, escavações, algumas poças d'água, e um lago a esquerda.

Henry e Wendy seguiram reto e depois finalmente chegaram até o centro. Viram o mago ali de pé, fritando um enorme peixe sobre um espeto na fogueira, viu as crianças chegarem.

-Pois não? Crianças.

-Consegui o colar. –Disse Wendy ansiosa.

-Como?!-disse o mago ainda não compreendendo.

-Alice me atacou, depois consegui apanhar o colar dela.

-Sim- disse o mago. –Me dê o colar, por favor.

Wendy se aproximou do mago e deu em sua mão o colar da caveira.

-Como podemos destruí-lo? -Perguntou Henry.

-Somente o jogando sobre fogo em brasa. –Respondeu o mago seriamente, olhado o colar atencioso e o virando examinando em seus longos dedos. –Vocês conseguiram o livro?- perguntou Herald.

-Não- disseram Wendy e Henry fitando o mago com cara de que foram culpados por não ter conseguido o livro.

-Não tem problema por enquanto..Sigam-me tenho uma surpresa para mostrar a vocês.

-Servidos?-Disse o mago mostrando o enorme peixe em um prato.

-Não, muito obrigado, já jantamos. –Disseram Wendy e Henry rapidamente.

-Temos que dobrar a esquerda e atravessar de jangada o lago até o esconderijo.

-Qual esconderijo?-Perguntou Henry ao mago.

-Quando chegarmos vos explico. -Respondeu o mago.

Depois de terem caminhado longos minutos finalmente chegaram até o grande lago da caverna.

-Precisamos atravessar o grande lago. -O mago apontou seu cajado para uma jangada que estava ao longe, do lado esquerdo do lago, murmurou:

- Invoccius Jangada!- A jangada chegou até na direção dele.

-Esta jangada não tem mais espaço para mais de uma pessoa. –O mago invocou com seu cajado mágico mais duas jangadas próximas do lago.

-Pronto, já temos uma jangada para cada um. - Então Henry e Wendy subiram na jangada e se sentaram sobre ela. –Peguem seus remos!- E os jogou um para cada um.

Henry e Wendy remaram até o outro lado do lago. No meio da travessia do lago já exaustos, ouviram um estranho barulho vindo do fundo d'água. Henry e Wendy se viraram assustados, e uma enorme criatura marinha surgiu debaixo d'água. Parecia ser uma imensa cobra marinha e tinha pequenas asas, seus olhos eram muito grandes e dourados.

-Vão crianças!Remem!Sigam o caminho! Não olhem para trás!

-Wendy, rápido, fuja!Vamos!- exclamou Henry, então eles remaram..remaram..

O mago lutou contra a enorme cobra, faíscas vermelhas e azuis saiam da ponta de seu cajado:

-Rics Enervate! Fogus Maximus!- E raios amarelos atingiram a enorme cobra a deixando tonta e confusa, a cobra começou a girar e rodopiar enjoada.

Depois saiu da ponta do cajado do mago enormes labaredas de fogo. Atingiu a cobra queimando-a.A cobra então caiu com estrondo sobre o lago e então afundou.

Finalmente chegaram até o outro lado e Herald, as crianças, se dirigiram até uma enorme encostou sobre ela seu cajado mágico e então revelou uma abertura sobre a rocha, de estreita passagem.O mago e as crianças entraram encolhidas sobre a e Wendy ofegando de cansaço. Uma sala retangular se revelou iluminada por archotes presos sobre a parede.

O teto muito alto, havia grandes baús dourados espalhados sobre a sala revelando muitos tesouros, moedas douradas cintilavam, havia diamantes, rubis, perolas e tudo que era tipo de tesouros. As crianças sentiram uma grande euforia e felicidade quando avistaram os tesouros, havia também muitos armários guardando tudo que era tipo de varinhas e espadas de bronze, prata e ouro.

-Incrível. –Disse Wendy impressionada.

-E ao mesmo tempo impossível. -Disse Henry boquiaberto.

-Podemos pegar um pouco do tesouro?-perguntou Wendy.

-Sim. –Disse o mago sorrindo simpaticamente as crianças.

E as crianças foram correndo pegar as moedas douradas sobre os baús cheios e encheram seus bolsos delas.

-Vamos então ao que interessa. –Disse Herald brevemente.

Se dirigiu até um armário adornado atrás dele e o abriu, pegou duas varinhas.

-Bom..Essas varinhas são um presente especial que estou dando a vocês.-Disse o mago sorridente.

-Primeiro..Wendy.-E Wendy se dirigiu a frente do mago e apanhou de sua mão a varinha observando-a.

-A varinha de pena de águia, use-a com sabedoria no momento certo.

-Obrigada. –Disse Wendy muito agradecida.

-A você..Henry- E Henry se aproximou do mago e apanhou sua varinha.

-A varinha de pêlo de leão, use-a também com sabedoria quando estiverem em perigo.

-Senhor e estes tesouros..

-Eles foram produzidos e confeccionados pelos duendes da Mina de Madison Fallen,assim, como as varinhas. Eu consigo todo mês sempre um novo tesouro através deles, eu sempre visito a mina deles quando quero comprar algum novo tesouro. Este é o meu esconderijo onde guardo os tesouros e as varinhas.

-Bom, agora vamos saindo, pois tenho agora muitos compromissos a cumprir. Podem voltar ao orfanato, nos vemos numa outra hora então, adeus!Já sabem o caminho até a saída?

-Sim. –Responderam as crianças.

-Vamos atravessar..então o lago primeiro.-Disse Henry.

-Sabe o feitiço para invocar a jangada?-Perguntou Wendy. E então Henry empunhou a varinha e murmurou:

-Ah, sim! Invoccio jangadas!

Minutos depois já haviam atravessado o grande lago. Depois atravessaram e dobraram a direita, e seguiram reto em direção a saída da caverna, e lá estavam a frente do portão da caverna assumindo a vigia, do castigo que Helga tinha dado a Alice e Catherine.

-Oh, não!E agora Henry que vamos fazer?

-Vamos ter que enfeitiçá-las é a única solução!

-Mas e Catherine?- Wendy ficou com pena de ter que enfeitiçar a amiga.

-Não podemos ser descobertos, temos que atacá-las!

-Esta bem!-exclamou Wendy.

Henry apontou sua varinha a Alice, e Wendy a Catherine. E os dois irmãos murmuraram ao mesmo tempo:

-Rics Enervate!

Alice e Catherine desabaram com estrondo de costas sobre o chão tontas e inconscientes.

-Desculpe Catherine, sinto muito. –Disse Wendy para si mesma baixinho. -Estou adorando saber que agora possuo uma varinha. -Disse Wendy empolgada sorrindo para seu irmão, Henry.

-Eu também. -Disse Henry retribuindo o sorisso a irmã.

E a lua cheia lá fora brilhava e cintilava no grande céu negro e aveludado, e as crianças entraram em silêncio no orfanato. Subiram até seus dormitórios e foram então finalmente descansar depois de um grande dia de aventuras.