-Capítulo Oito-

Joel a Caveira Guerreira

Na manhã seguinte estava um tempo muito feio e nublado. O céu estava muito escuro, as nuvens muito negras e sombrias. Lilian chamou as crianças para irem cumprir a tarefa da colheita do pomar. Nem chegaram a ver nos jardins Alice e Catherine pois, estavam de castigo porque assim que elas cumprissem as tarefas dos jardins teriam que voltar direto aos seus dormitórios. Era meio-dia, Wendy e Henry subiram até o banheiro para lavar suas mãos. Depois desceram e foram até o refeitório almoçar. As crianças comeram um delicioso pernil de frango assado, arroz, salada de alface e tomate, e também um delicioso suco de maçã. As crianças satisfeitas, já empanturradas de comida, desceram até o quintal do orfanato para brincar de esconde-esconde até cair a tarde.

O pôr-do-sol já nascendo no céu, depois a noite finalmente chegou. As crianças foram caminhando até a caverna para visitar o mago. Abriram o grande portão prateado da caverna. Ao lado da caverna havia uma grande toca. Henry e Wendy a avistaram olhando para o lado brevemente. De repente surgiu da abertura da toca uma alcatéia de lobos brancos e cinzas muito ferozes. Os seus dentes muito compridos, pontudos e afiados, rosnando para as crianças ferozmente, cercando-as em volta delas.

Wendy e Henry entraram em pânico, assustados. Olharam para um lado e outro desesperados.

-Que vamos fazer? Sabe alguma magia?- Perguntou Henry.

-Tinha visto uma em algum livro mas não consigo me lembrar...ah...-E Wendy sacou a varinha e a apontou na frente de um lobo. Exclamou:

-Espellis Lobus!- E o lobo pulou para trás e se afastou dela, caindo sobre o chão com estrondo. –Vamos, Henry, lançe! Rápido!

-Espellis Lobus!- bradou Henry.

Haviam já derrubado muitos lobos ferozes. Então finalmente entraram na caverna apressados e cerraram o portão com um feitiço. Seguiram adiante na caverna. Avistaram um pequeno riacho escorrendo sobre uma abertura à direita da caverna. As crianças então se molharam passando por debaixo do riacho. Entraram na abertura e avistaram uma bela sala circular, com um grande lustre luminoso de várias cores pendurado sobre o teto. Sobre a parede de pedregulhos havia pendurado um acervo de objetos de grandes obras de arte. Sobre a sala havia muitas tumbas espalhadas com terríveis caveiras com corpos de esqueleto deitadas nelas. Uma caveira se ergueu de uma grande tumba dourada que estava no centro. Se aproximou em direção das crianças fazendo uma reverência:

-Olá crianças bem-vindas a meu lugar onde vivo!- Me chamo Joel, a caveira guerreira. –Carregava na cintura uma espada prateada, decorada com lindos rubis brilhantes nos punhos. E na mão esquelética esquerda, segurava um grande escudo verde decorado com um desenho de uma grande e elegante águia bela e esguia, dourada. As crianças a olharam com cara de espanto e suspiraram amedrontadas:

-Huh!

-Não tenham medo crianças eu não sou má! Estou aqui para ajudar-lhes em suas aventuras.

-Fui enfeitiçada pelo mago e ganhei me treinou para eu me tornar uma grande guerreira. Vivo nesta caverna há séculos de anos atrás. –Disse Joel brandamente.

-Joel, você sabe alguma coisa sobre o livro de Alice?- Perguntou Wendy.

-Ah, sim...ele pertence a Eleanor, a caveira bruxa. Minha inimiga.

-No passado houve uma grande guerra de bruxas do mal e guerreiras. Eleanor era a bruxa do mal mais terrível que existiu. Se tornou a bruxa das trevas mais poderosa. Mas ela acabou morrendo. Foi enterrado o seu corpo aqui na tumba, então Amanda Ross procurou aqui na caverna por sua tumba. Seu corpo já estava todo em ossos. Então ela ressuscitou Eleanor, e hoje ela quer se vingar. Acabar com toda a humanidade ao lado de Alice distribuindo as réplicas dos colares das caveiras. Assim as possuindo e matando as pessoas ao redor do mundo, que possuíssem o tal colar.

Henry e Wendy escutavam curiosamente, e atentamente. Observando Joel.

-E o livro?- perguntou Wendy novamente já estava sem paciência.

-O livro foi escrito por Eleanor antes de morrer. E passado a bruxas das trevas de gerações em gerações. É um livro de magia negra. Ensina as pessoas como invocarem a poderosa magia de Eleanor, as possuindo.

Henry e Wendy então se sentiram bem esclarecidos e informados sobre o assunto. Então naquele momento numa tumba negra próxima das crianças, logo a esquerda, se ergueu uma terrível caveira de cabeleira branca. Os cabelos pareciam uma "maçaroca", desgrenhados e muito sujos, haviam pequenas aranhas em volta dele. Saiu da tumba, se dirigiu diretamente as crianças.

-Henry, Wendy fujam! Ela quer apanhar o colar!

-Me dê o colar Wendy agora!- exclamou a caveira friamente.

-Nunca!- Disse Wendy bravamente.

-Corra Wendy, corra, corram!- Exclamou Joel novamente.

Henry e Wendy correram fugindo pela caverna. Wendy tropeçou no chão de pedras e machucou seu joelho. Bem na hora quando estavam saindo da abertura do riacho. Henry estendeu o braço tentando ajudá-la. Mas tarde de segurou em suas duas pernas e arrastou-a até a sala circular. Wendy aos berros tentando se desvencilhar de seus braços.

-Eleanor, largue-a imediatamente, é uma ordem!

Eleanor fez que não ouviu Joel e virou estava deitada de costas, a levantou no ar com sua comprida mão esquelética em seu pescoço.

Wendy mal conseguia respirar. Já estava começando a se engasgar. Joel foi correndo imediatamente ajudar Wendy. Empunhando sua espada sobre a cintura.

-Dá-me o colar menina insuportável! Ou morrerás imediatamente. –Gritou Eleanor.

-Não!- bradou Joel segurando sua espada, aos postos, seu enorme escudo verde decorado com a águia.

-Terá de me enfrentar primeiro. -Berrou Joel bravamente.

Eleanor deixou Wendy cair sobre o chão com violê se a menina fosse apenas um objeto inanimado. Wendy deu um gritinho de dor. Então Henry levantou a irmã. Finalmente correram da caverna desesperados. Tentando achar a saída.

Enquanto isso Joel e Eleanor estavam lutando bravamente na sala. Eleanor empunhou sua varinha, apontou na direção de Joel e murmurou:

-Maldicis Energio!- e um lampejo verde forjou da ponta de sua varinha, acompanhado de faíscas elétricas.

Joel se defendeu do feitiço com sua espada:

-É só isso que sabe fazer Eleanor. –Joel deu gostosas gargalhadas de Eleanor.

-Cale a boca sua caveira imbecil!

-Maldicis Morbius!- Joel pulou a esquerda desviando do feitiço.

Joel foi correndo velozmente com bravura empunhando sua espada, e acertando em cheio os ossos de sua barriga. Eleanor desmontou sobre o chão com estrépito. Seus ossos estavam todos arrebentados.

-Adeus..Maldita bruxa.-Disse Joel rancorosa.

Eleanor começou imediatamente a reconstruir seus ossos. Se erguendo de pé, encaixando sua cabeça no pescoço. Mostrou um sorriso cínico a Joel e desapareceu de vista do lugar. Deixando apenas no ar uma densa fumaça negra.