-Capítulo Nove-

A Difícil Tarefa

Henry e Wendy chegaram apressados e ofegantes no orfanato. Estavam em frente a porta dupla de -na, e passaram pelo hall de entrada em silê apenas três crianças estavam sentadas sobre um sofá em frente a lareira aquecidas. Uma estava quieta lendo um livro, as outras duas estavam conversando e jogando baralho.

Wendy e Henry subiram até seus dormitórios no terceiro andar. Wendy perguntou a Henry no corredor:

-Temos que procurar na biblioteca o tal livro... de Alice.

-Tem biblioteca aqui?-perguntou Henry.

-Ah, eu vivo aqui e até agora eu nunca soube. –Disse Henry.

-Fica no sexto andar, vamos até lá. –Disse Wendy decidida.

Subiram mais alguns andares superiores, depois de alguns segundos finalmente chegaram. Avistaram parados na entrada a grande biblioteca com centenas de estantes com muitos livros, muitas mesas redondas e cadeiras de madeira com as encostas adornadas. No centro havia um grande balcão com uma senhora a frente, que usava óculos redondos "de garrafa". Era muito magra e alta, seus cabelos lisos muito negros presos em um coque acima da cabeça.

Wendy tentava se lembrar qual era o nome do misterioso alguns minutos presa em seus pensamentos.

-Ah, se chama, Como Obter..a Magia da Caveira.

-Acho que algo assim, desse tipo. –Articulou Wendy.

-É um livro muito raro de se achar por aqui, mas é só para darmos uma olhada nele e lê-lo um pouco. Ele é apenas uma cópia. O original está com Alice. Por enquanto não podemos consegui-lo.

-Temos que procurar nos livros que começam com a inicial da letra: "c".

Então as crianças se dirigiram até as prateleiras. Wendy pegou uma pilha de livros com a inicial da letra c, os colocou encima de uma mesa próxima. Então os dois se sentaram nas cadeiras e começaram a folhear os livros.

-Como Educar os filhos cuidadosamente..Como obter bons resultados com a colheita..nada!-Wendy fechou o livro, o atirou na mesa com estrondo. –Henry conseguiu achar alguma coisa?

-Nada. –Respondeu Henry, exausto.

-Que vamos fazer?

-Talvez esteja na seção reservada. –Respondeu Wendy decididamente. Os dois irmãos se dirigiram ao balcão onde estava a senhora de cabelos negros. Wendy perguntou curiosamente:

-Lucy, podemos entrar na seção reservada? por favor.

-O que vocês estão procurando?-perguntou a mulher.

-Hm... é um livro muito importante.É de estudos.-Mentiu Wendy.

A bibliotecária a fitou seriamente nos olhos.

-Ora, se estiverem procurando alguma coisa indevida ou estiverem tramando algum plano eu irei imediatamente descobrir.

-Não é nada disso não, senhora. –Mentiu Wendy novamente.

-Me sigam. –Disse Lucy. Então as crianças seguiram a mulher aos cochichos, um no ouvido do outro.

-A seção reservada fica logo ali. –Apontou Lucy a direita.

-Obrigada, Lucy. –Agradeceu Wendy.

-Vamos, Henry!-Exclamou Wendy.

E se dirigiram até uma enorme estante de livros. Wendy catou tudo quanto era livro que começava com a inicial da letra c. Folheava os livros nervosamente.

-Não é possível, tem de haver alguma cópia do livro, pelo menos por aqui. Amanda Ross já viveu neste orfanato, deve tê-lo descoberto aqui na seção reservada. -Wendy catou um último livro que tinha com a inicial da letra: "c".Wendy olhou a capa do livro achara o misterioso um livro muito antigo e todo empoeirado e sujo, com algumas folhas frouxas quase se letras prateadas inscritas sobre a capa, e uma margem de ondinhas verdes brilhantes,metalizadas desenhadas em volta do título da capa muito negra. Wendy folheou o livro até a segunda página e viu uma dedicatória inscrita, então a leu:

"Este Livro é dedicado

a Amanda Ross minha querida amiga."

Wendy espantada ao ler, mostrou a Henry que também a leu. Então Wendy folheou o livro até a página do sumario e procurou por "maldições e encantamentos das trevas, como invocar a fúria da caveira. Então finalmente avistou a página em que ficava o assunto. Folheou até a página 120 e então a leu:

"Para invocar a fúria da caveira exige-se muita paciência, esforço, sabedoria, magias e encantamentos das trevas muito avançados. Primeiro você precisa ter em mãos o colar da caveira. Você precisa conseguir pronunciar corretamente, praticamente muitas maldições e encantamentos das trevas possíveis para se obter bom resultado na possessão completamente..."

Wendy não agüentou mais ler aquele livro. Achou aquilo tudo muito apavorante e amedrontador. Fechou o livro com nojo.

-Henry este livro é realmente perigoso e nojento, não devemos lê-lo.

-Temos que conseguir o original rapidamente e destrui-lo! -Disse Henry seriamente.

-Vamos embora daqui. Vamos para nosso dormitório antes que Lucy ou alguém descubra o que estamos fazendo.

-Temos que acordar bem cedo amanhã de manhã e conversar com o mago sobre isto na caverna.

-Vamos então!- exclamou Wendy. E saíram da biblioteca rapidamente. Desceram até seus dormitórios.

Wendy quando entrou, sentou em sua cama. Abriu a gaveta de seu criado mudo e então retirou o colar da caveira de seu bolso. O colocou sobre a gaveta a fechando. Se deitou na cama e fechou os olhos, finalmente dormiu.

No dia seguinte numa linda manhã de sol, ao glorioso canto dos pássaros, Wendy e Henry se levantaram bem cedo, bem antes do horário que deviam acordar conforme as normas do orfanato. Desceram até o refeitório, Dona Roses fitou-os e falou:

-Crianças?Já a essa hora tão cedo?

-Ah, sim, Dona Roses é que nós fiquemos de cumprir com um dever de cuidar dos jardins.

-Bom, o café não é servido à este horário, mas, bem vou ver o que faço por vocês.

E Dona Roses dirigiu-se até a cozinha do refeitório. Preparou para as crianças dois sanduíches, e dois cafés com leite. Alguns minutos depois Dona Roses voltou carregando numa bandeja os dois sanduíches,e os cafés com leite. Colocou sobre a mesa onde as crianças se localizavam. Wendy e Henry tomaram seu café em silêncio, quietos. Vinte minutos depois de terem terminado o café, foram aos jardins, entraram na caverna. Nos jardins não haviam ninguém lá, todos ainda não tinham acordado pois ainda era muito cedo e estava muito silencioso. Assim era melhor para Wendy e Henry não serem descobertos e nem vistos.

O mago estava lá parado no centro da caverna observando um pequeno riacho escorrer numa cavidade da caverna, e ir passando pelos córregos tranqüila e calmamente. Ouviu então os passos das crianças se dirigindo até ele:

-Olá Herald!Bom dia!Como vai o senhor?

-Olá crianças!Eu vou muito bem, obrigado.

-Tenho uma importante e difícil tarefa a vocês dois. –Afirmou o mago serenamente.

-Precisamos ir até a mina de Madison Fallen. Lá está a fornalha dos duendes que usam para confeccionar as espadas e os tesouros. Podemos destruir o colar nesta fornalha. O livro para destruí-lo será necessário a espada, teremos de encontrá-la mais tarde.

-Herald... eu deixei o colar no dormitório, na minha gaveta. E o livro eu ainda não consegui. Vou até lá o dormitório ver se apanho o colar. –Tudo bem para o senhor?

-Ah, sim, nós esperamos aqui enquanto você busca.

-Ah, Herald, espere vimos uma cópia do livro na biblioteca na seção reservada. Confesso o achei horrível, realmente, é pura magia das trevas. –Disse Wendy.

-Vocês não devem ler muito, nem se aprofundar neste livro. Ele é um livro muito perigoso...

-Sim, Herald, só que nós nem queríamos lê-lo muito. Só vimos a dedicatória dele e alguma coisa sobre como Alice invocou a magia.

-Então vou voltar e buscar o colar. –Disse Wendy nervosa.

Wendy já estava no dormitório, sentou-se sobre sua cama e abriu a gaveta. Quando a viu estava vazia. Não havia nada ali, exceto, uma lanterna, um espelhinho, brincos, e um kitzinho de maquiagem. Wendy suspeitou que Alice tinha roubado. Foi até o dormitório de Catherine. Já estava acordada. Estava no corredor conversando com James. Wendy deu uma cutucada em seu ombro com os dedos:

-Catherine, Catherine!

-Ah, o… o... olá Wendy!- gaguejou Catherine distraída conversando com James.

-Você viu Alice?

-Alice, não. –Afirmou Catherine.

-Acho que ela já está no refeitório tomando seu café da manhã.

-Da ultima vez que você a viu, a viu com um colar no pescoço?-indagou Wendy.

-Ah.. acho que sim, nem a notei muito.

-Ah, obrigada. –E Wendy então desceu, foi até o refeitório, ver se avistava Alice por lá.

Lá estava ela sentada com sua querida amiga Aurélia. As duas rindo e fofocando uma no ouvido da outra. Wendy se aproximou delas.

-Oh, se não é a Wendy "queridinha", "fofinha", cadê sua amiguinha pateta Catherine?!- Disse Alice debochadamente.

-Hahahaha!-soltou Aurélia uma longa gaitada.

-Hum, engraçadinhas!-exclamou Wendy.

-Hum está estressadinha é?- perguntou Alice cinicamente.

-Calem a boca já, as duas! Alice eu sei que você está com o colar dá-me agora mesmo!

-E porque eu iria dá-lo a você Wendy? Para destruí-lo depois com seu queridinho mago bonzinho. –Alice deu uma risadinha.

-Sua..Sua...-Disse Wendy com raiva e trêmula.

-Vamos resolver esse assunto agora mesmo nos jardins!

-Ah, vamos, eu sei que você não é capaz o suficiente de me enfrentar Wendy. –Disse Alice.

E elas seguiram até os jardins. Alice seguida de Aurélia aos tropeços.

As duas amigas empunharam suas varinhas e apontaram na direção, em frente a Wendy, bradaram:

-Maldicis Morbius!-Wendy abaixou-se se desviando dos feitiços.

-Rics Enervate!-murmurou Aurélia.

-Magicus Defendius!-bradou Wendy.

-Você Não tem para onde escapar Wendy, hahaha!- gritou Alice.

Henry que estava dentro da caverna com Herald, ouviu um som abafado vindo dos jardins na caverna. Ele pensou na hora que era Wendy lutando com Alice. Na mesma hora saiu correndo para fora da caverna. Dizendo para o mago que iria dar uma ajudinha a Wendy. Que em alguns instantes voltaria. Na entrada da caverna avistou Wendy, Alice e Aurélia. As duas num duelo, empunhando suas varinhas. Henry também empunhou a sua para ajudar a irmã. Apontou na direção de Aurélia. Wendy falou a Henry:

-Ainda bem que você chegou a tempo!Ajude-me!

-Alice furtou o colar da gaveta do meu dormitório, por favor me ajude a recuperá-lo.

-Tudo bem-disse Henry rapidamente, murmurou:

-Rics Enervate!- Atingiu então Aurélia no caiu no chão então com estrondo retorcendo-se. E Wendy mirou em Alice, murmurou:

-Rics Trovius- e um raio amarelo saiu ofuscante da ponta de sua varinha, atingiu Alice sobre sua cabeça. Ela então gritou de dor e desmaiou sobre o chão.

–Wendy pegue o colar, ligeiro!-Exclamou Henry.

Wendy murmurou apontando sua varinha em direção ao colar que estava sobre o pescoço de Alice:

-Invoccio Colar!-O colar então voou em direção a mão de Wendy, asssim pegou-o e segurou firme em sua mão.

-Vamos voltar a caverna. Já temos o colar recuperado.

-Puxa, onde aprendeu este feitiço?- perguntou Henry.

-Er..segredo.- Disse Wendy dando um sorrisinho a Henry, correram ver o mago.

-Consegui Herald!- exclamou Wendy. –Aqui está o colar.

-Ótimo, então podemos ir agora a mina. –Afirmou o mago.

-Acho que teremos de ficar um dia lá até destruirmos o colar. Iremos chegar até lá sobrevoando no céu sobre um dragão.

Wendy e Henry ficaram surpresos com a afirmação do mago, o fitando com curiosidade.

-Nossa! Herald! Você tem um dragão? Porque não nos contou antes?

-Ah, tenho sim é um grande dragão vermelho. O encontrei nos Vales da Escócia, quando estava de viagem a procura de varinhas. –Comentou o mago.

-Ele é um bom obediente, raramente ele não obedece minhas ordens.-Afirmou o mago.

-E onde ele está?- perguntou Henry.

-Ele está escondido e muito bem guardado numa grande jaula. Numa escavação do subsolo da caverna. Seguiram o mago então em direção ao subsolo da caverna. Primeiro tiveram de seguir em frente a alguns quilômetros da caverna. Depois atravessaram uma grande e comprida ponte frouxa de madeira. Depois dobraram a direita da caverna e desceram várias escadas de pedra até chegar a um comprido e extenso túnel de concreto. Depois passaram por esgotos, onde havia sobre a água ratazanas correndo rapidamente e chiavam. As crianças por um momento as viram assustadas, Wendy abraçou-se no irmão, hesitaram por um momento. Mas depois nem deram importância a elas e seguiram o mago, segurando seu cajado, os guiando com a luz brilhante e clara na ponta dele. Depois finalmente chegaram ao subsolo. Avistaram o enorme dragão vermelho preso em uma jaula. Sobre uma enorme sala quadrangular iluminada por archotes na parede. O teto de pedra era muito alto e havia nele pequenas goteiras pingando, deixando no chão de pedra, pequenas poças d'água.

O dragão vermelho cuspia fogo e rugia ferozmente. O mago andou, chegou em frente a jaula a abrindo com cautela. As crianças o observavam atentas.

-Enargon, acalme-se, já vou soltá-lo. Não avance nas crianças, elas estão comigo.

-Calmo menino, calmo, calmo.. -Tranqüilizou o mago, e então tirou as grandes correntes que estavam presas em volta a seu pescoço. As jogou a direita no chão de pedra, caindo com um barulho metálico.

Guiou o dragão para segui-lo. Chegando então perto das crianças. As crianças ainda estavam assustadas olhando para o dragão sem piscar os olhos, pálidas.

-Não tenham medo crianças!Ele é domado!

-Vamos montar nele agora então!- exclamou o mago.

Havia no centro da sala quadrangular, no teto de pedra uma enorme abertura, refletindo no chão a luz do sol. Era ali que eles iam sair com o dragão decolando.

-Bom. Primeira Wendy. Suba. –Disse o mago.

-Sim, senhor!-Exclamou Wendy meio nervosa.

Então com a ajuda de Henry segurando "dando o pé". Subiu nas costas do dragão vermelho com cuidado e cautela. O dragão estava calmo. Não parecia nem um pouco feroz. Pois fora domado pelo mago.

-Agora, Henry, por favor!Suba!- exclamou novamente Herald.

Henry então se inclinou na ponta dos pés e deu um grande impulso. Subiu. Sentou-se no dragão sobre suas costas com cuidado. Então o dragão empinou dando um grunhido e batendo suas enormes asas vermelhas.

-Vamos lá Enargon.-O mago deu um tapinha no dragão. Estava sentado o guiando na frente, apoiando-se em suas costas. Wendy estava atrás do mago segurando firme em sua cintura.

Henry atrás de Wendy também a segurando firme na cintura. Então o dragão voou batendo suas asas. Voou em direção a abertura do teto de pedra. Sobrevoaram o lindo e imenso céu ensolarado, passaram por nuvens velozmente. Avistaram ao longe embaixo, a longos metros de altura do chão, uma imensa e vasta vista linda de toda a cidade. Da caverna, do orfanato. Voou reto seguindo a viagem.

-A mina fica localizada numa floresta ao norte. –Afirmou o mago. –Vai levar algumas horas até chegarmos lá. Talvez cheguemos lá umas três e meia da tarde mais ou menos.

Algumas horas depois eles avistaram ao longe sobre o céu uma imensa e vasta floresta. Antes de avistarem a floresta viram no meio uma pequena ilha, um grande oceano de águas limpas e muito claras. Depois o dragão voou mais para baixo. Baixando vôo. Alguns minutos depois quase chegando, em direção a floresta. Depois o dragão chegou e pousou cuidadosamente num gramado da floresta.

-Ah, finalmente chegamos!-Exclamou o mago.

-A mina de Madison Fallen fica logo ali a direita. Temos que caminhar um bom bocado até chegar.

Depois o mago pegou as compridas correntes do bolso de suas vestes brancas e longas. Engatou no pescoço do grande dragão vermelho. O prendeu num grande e espesso tronco de uma árvore próxima. Enrolou as correntes, prendendo-as sobre o tronco.

-Bom. Fique quieto ai Enargon. Espere por nós, quando voltarmos da mina. –Se retirou. Deu meia volta dirigindo-se as crianças.

Caminhavam pelas vastas matas. Se desvencilhando dos matos compridos com as mãos, cuidadosamente. Depois passou sobrevoando em direção as flores de girassóis um beija-flor. Sobre as árvores da floresta uma panapaná de borboletas emergindo do céu e pousaram sobre as folhas das árvores. A flora daquela região era muito bonita. Depois passaram por canaviais e avistaram corvos pousando sobre o chão, em bando. Logo depois foram voando em direção as árvores. Pousaram nos galhos, haviam muitas gravetos e folhas espalhadas sobre o chão. Eles pisaram nos gravetos dando muitos estalos. Mais ao norte avistaram uma estradinha de terra com pedras seguindo a frente lado a lado da estradinha. No fim da estrada, lá estava a mina.

-Quase chegando- disse o mago.

Já estavam no meio do caminho da estradinha. Depois quando finalmente chegaram, já estavam a frente da mina.

-Vamos entrar. -Disse o mago.

Havia em volta da mina muitos arbustos e visgos espinhentos em volta, sobre a abertura. As crianças entraram cuidadosamente na mina. Herald vinha caminhando a frente deles, a ponta do cajado com uma luz acesa. Henry e Wendy viram na parede de rocha da mina archotes acesos. Então pegaram pedaços de pau de madeira do chão, os acendendo nos archotes para iluminarem seus caminhos pela escuridão da mina.

Estavam já no centro da mina. Fitaram uma grande tropa de pequenos duendes vestidos de armaduras de bronze. Seus cabelos compridos até a cintura. Alguns tinham uma longa barba branca, como a do mago, outros barba ruiva, e calçavam grandes botas marrons fiveladas de couro e com máscaras de ferro protetoras sobre a cabeça. Estavam trabalhando duro na mineração. Alguns segurando grandes martelos, construindo espadas. Outros conduzindo pás contendo pedras, outras contendo metais, a uma grande fornalha com fogo em brasa. Depois tiravam as pás da fornalha, e instantaneamente as pedras e os metais se transformaram em ouro puro.

Havia ali instalado na mina sistemas de ventilação e bombeamento para manter o ar puro e evitar acúmulos de água. Havia também sobre um túnel próximo com trilhos, vagonetes presos a sistemas de polias que transportavam os minérios ao longo do túnel.

As crianças se aproximaram, acompanhadas do mago. Os duendes se viraram e os fitaram com os olhos dilatados.

-O que estão fazendo aqui humanos, com este mago?! Este lugar é só para os duendes funcionários da mina. -Outras pessoas, são proibidas a entrada!Caem fora daqui! -disse o duende líder dos funcionários.

-Estamos em uma missão muito importante desculpe-nos! -exclamou o mago.

-Vocês podem nos ajudar um minuto?-perguntou Herald.

-Já disse, é proibido vocês estarem aqui!

Um duende que estava mais próximo do que estava falando exclamou:

-Pare!Fenor!É Herald Gaspar o mago que vem todo mês comprar nossos tesouros.

-Ah, bom- disse Fenor aliviado.

-Pode-nos ajudar sim. –Afirmou o duende.

-O que é então?-perguntou ele.

-Precisamos queimar o colar. Dê-me Wendy, por favor.

Wendy retirou o colar de seu bolso da calça e deu ao mago.

-Aqui está Herald.-E o pegou fitando-o por um instante.

-Pegue Fenor, coloque-o na fornalha pra nós por favor.

-Sim- afirmou Fenor olhando para o colar curioso.

-Oh, céus, não é o colar amaldiçoado de Amanda Ross?

-Sim, temos que destruí-lo com emergência. –Disse Herald.

-Ok – disse Fenor, então o atirou sobre a fornalha queimando-o. Logo depois ouviram o chão da mina tremer assustadoramente. Ouviram ruídos de grandes passos vindos da entrada. Eles assustaram-se.