O Museu dos Horrores__ Maya Amamiya

Dia lindo de sol faz aquela manhã

Perfeito para sair e visitar lugares.

Especialmente, um museu.

Visitante tranqüilo e despreocupado.

Tenha cuidado! Muito cuidado!

Xxx

A entrada revela um novo mundo.

Estátuas prateadas ou bronzeadas,

Esculpidas com tanta perfeição,

Os personagens da Antigüidade.

Visitante que fixa seu olhar na estátua

Admira brilhantemente a obra.

Sem saber que aqueles olhos tão bem feitos...

São olhos humanos. Vitimas...

Xxx

Área de pinturas. Grandes obras.

Quem influenciou aqueles pintores?

Um dos quadros é um castelo estilo gótico.

O quadro a seguir é uma garota acorrentada na parede.

Parece Andrômeda, a lendária princesa etíope.

No outro quadro, vê-se um homem, com a boca ensangüentada.

E na última obra, a tal mocinha do quadro anterior, aparece inerte.

Visitante meio temeroso deduz: a obra mortal!

Xxx

Sem saber, o horário da visita acabou.

Mas como? É ainda luz do dia.

Tolo engano! Anoiteceu muito rápido!

Visitante quer sair, mas as portas fecharam-se.

Chamou ajuda, ninguém veio.

Telefonou, alguém atendeu.

A voz da linha o confortou.

A espera era preciso para sair daquele lugar.

Xxx

Que museu é esse?

Até pouco tempo, as esculturas eram harmoniosas.

E agora, transmitiam ares de morte e sangue.

O medo tomou conta do visitante.

"Quero sair!" Era tudo que dizia.

Correu para outro corredor.

Uma porta se abriu!

Talvez, minha salvação, minha luz....

E onde está a luz da sua saída?

Xxx

Arrependimento de ter adentrado.

Horror!

Viu o que não devia ver.

Outros já estiveram no museu,

Sofreram as mesmas coisas.

Eles compunham o recinto. Pobres pessoas.

Meros visitantes transformados em obras de arte...

De um modo... Sofredor e mortal!

E nas gaiolas, cadáveres em estado pútrido, com as vísceras arrancadas.

Mais nojo o visitante sentiu!

Xxx

Um sujeito se apresenta. Usando um manto preto.

E uma máscara cinzenta.

Encarou o visitante nos olhos.

Como ia reagir diante da ameaça?

Seu medo era virar uma das estátuas,

Ou servir de alimento as possíveis feras sedentas por sangue.

Suou frio. Onde está a ajuda?

O ser aparece portando... um machado!

Corra visitante, corra!

Xxx

Gritou por socorro. O eco no museu o assustava mais ainda.

O coração bombeando a mil.

"Preciso... me... defender!"

Encontrou uma katana. Perfeita.

Voltou ao ponto de início. Os olhos não carregavam alegria.

E sim terror e insegurança.

Fechou os olhos e concentrou-se. Ainda com a espada erguida para ataque...

Passos... Alguém usa sandálias... Grilhões.... Presos na roupa....

Parou! Ele... Ele... Está... Atrás de mim!

Visitante foi rápido na investida. Cravou por inteiro a espada no indivíduo.

Tombou no chão, já sem vida aquele ser horripilante.

Xxx

Policiais cercaram o museu e socorreram o visitante.

Chorou e descreveu tudo.

Por que tudo aquilo teve de acontecer?

Era para ser um passeio agradável no museu, estudar sobre História.

E no fim da investigação, a descoberta!

O lugar continha pessoas usadas para serem partes da exposição.

Quem imaginaria algo desses?

O museu fechado enterrou para sempre seu segredo.

E o tal visitante sobrevivente... Também enterrou para todo sempre

O famigerado segredo do museu dos horrores!

FIM

Inara Angélica "Maya" _ Uma visitante qualquer....