Culpados I

Pov edward.

É claro que eu já estava chorando naquela maldita terra de Quileutes , junto com minha irmã Alice e ainda por cima junto com meu pai.

A gente estava no Mercedes dele, enquanto ele conversava com aquele índio que parecia um monstro de tão alto, embora Emmett não ficasse tão atrás, mas pelo menos tinha uma cara de mais feliz!

Papai disse que a gente tinha que chamá-lo de Sr. Black, mas o nome daquele índio era Willian Black, chefe dos mim não fazia a menor diferença, o que eu queria mesmo era voltar pra casa.

Alice não podia prever o futuro, nem eu podia ouvir droga nenhuma do que eles estavam conversando na floresta, pois meu pai obrigou a gente a ficar no carro, enquanto ele ia falar em particular com o mal encarado do "Sr. Black". Minha irmã e eu estávamos sendo vigiados por dois lobos fedorentos.

"Droga! Um milhão de raios! Será que esses cachorros não tomam banho?... Argh! Que nojo! – gritava Alice em sua cabeça e eu não discordava de nenhuma palavra, aliás, eu queria gritar, esbravejar e xingar esses índios, mas meu traseiro ia pagar, depois.

"Que maravilha Edward, papai vai acabar com a nossa raça!" – pensou Alice, dessa vez deixando escapar a lágrima que a muito se formava em seus olhos.

- Eu sei lice, eu sei. – falei aos sussurros, não queria que nossos vigias nos ouvissem, mas aquela porcaria de super audição não era beneficio só dos vampiros!

O que eu mais queria naquela hora era afundar meu rosto naqueles revestimentos acolchoados do carro e morrer sem ar. Eu sei, é um ótimo plano, não fosse os vampiros não precisarem de ar. Era nessas horas que eu concordava com Rosalie, não existe nada pior do que ser um vampiro, nem pra morrer a gente serve!

Eu queria muito encontrar o louco que começou esse negocio de vampiro e perguntar onde diabos ele estava com a cabeça quando inventou um ser imune a tudo, "menos" a outro vampiro e o cinto do meu pai.

Esse cara devia ta se achando um máximo, pensando que ia ganhar o premio Nobel por criar um ser tão poderoso que ele julgava perfeito e resistente a "tudo"... Bom, com certeza ele não conheceu Carlisle!

"Talvez se você se concentrar possa ouvir o que eles estão dizendo Edie!" – pensouAlice animada com a possibilidade de salvar nosso traseiro ou pelo menos nos dar tempo, o que já era quase improvável.

-É exatamente o que eu não tenho lice, concentração. – falei esfregando as mãos, enquanto acabava com as esperanças da minha irmã.

Alice me encarou por um segundo e caímos no choro!

"Nossa que maravilhoso ficar ouvindo esses pirralhos chorando!" - pensou um dos lobos de forma irritada.

"A gente não podia ter uma manhã de sábado melhor!"- pensou o outro, acompanhando o amigo nas ironias.

Você deve estar se perguntando: como foi que essa loucura começou?... eu ia chegar nessa parte agora.

FLASH BACK

Não devia passar das uma da madrugada. Eu estava em meu quarto folheando alguns livros, sem um pingo de paciência.

Alice e eu tínhamos sido mandados para nossos quartos depois da história do cartão de crédito e a dor de cabeça dela.

Livramos-nos de umas palmadas, mas ninguém disse oficialmente que estávamos de castigo. Papai que mandou a gente para os quartos, e foi por isso mesmo que não íamos sair até que ELE nos desse a ordem.

"Anda lice, me ajuda!" – era Emmett, aos sussurros no quarto de Alice. Eu podia sentir de longe que ele queria as visões dela.

"Eu não consigo, eu não consigo!"- disse ela, e era a mais pura verdade, ela passou o dia forçando as visões para não sermos descobertos e acabou nisso, uma dor de cabeça do inferno que a levou as lágrimas de veneno.

"Eu preciso saber anã!" – disse Emm irritado, provavelmente ele estava querendo fugir do castigo, pra variar...

Ontem de manhã, Emmett levou mamãe ao extremo, ela estava louca da vida. Ela chegou até a ameaçar dar uma surra de cinto nele, mas todo mundo sabe que ela não tem coragem. O caso é que ele saiu correndo dela e os dois foram para a sala de estar, onde mamãe pegou o porta retrato do casamento dela e do papai pra jogar no Emm ( coisa que ela jamais faria se não tivesse tão irritada), meu irmão desviou do porta retrato de vidro e este acertou o vaso chinês, foi uma chuva de caquinhos misturados as lágrimas da minha mãe.

Emm até pediu desculpas, mas Esme se recusou a falar com ele.

Quando papai chegou em casa, encontrou mamãe limpando o chão da sala aos prantos, enquanto meu irmão assistia TV.

Esme contou em prantos o que tinha acontecido e enquanto isso meu irmão mais velho subiu de fininho para o quarto dele e continuou vendo TV, porque era um jogo de baseball muito importante.

Carlisle desabotoou o cinto quando soube da história, mas não tirou das presilhas, e começou a subir pro quarto do meu irmão.

A gente ficou lá embaixo, teve grito, teve sermão, mas nada de Emmett falar ai do nada:

PLAFST!CRACH!CRACK!

A TV foi arremessada pra fora do quarto do Emm, levou junto a janela e tudo se espatifou no chão do jardim.

Eu fiquei tão assustado que abracei o primeiro na minha frente, e pra minha infelicidade era Rose.

Mamãe arregalou os olhos lá pra cima, mas não fez nada, levando todo mundo à conclusão que o Emmett tava ferrado!

Agora eu vou te ensinar a nos respeitar seu moleque!- gritou meu pai tirando o cinto.

"Desculpaaaa papaiiiii!"- gritou Emm, mas foi tarde demais, porque papai começou uma sessão de cintadas acompanhadas de uma palestra, fazendo meu irmãozão se arrepender de ter levado mamão ao tal "extremo"

...

"Eu não consigo Emm, minha cabeça dói!"- disse Alice, quando eu já estava abrindo a porta do meu quarto para ir ajudá-la.

Que bagunça é essa ai? È bom que ninguém esteja fora do quarto!

A voz do meu pai me fez recuar e pular na minha cama pra folhear as revistas.

"merda! merda! merda!"- Emmett repetia em sua mente enquanto voltava correndo para seu quarto.

Ouvi quando meu pai deu uma bronca no Emm e aumentou mais uma semana no castigo dele, pela fugida. Papai trancou a porta do quarto do meu irmão com chave e foi ver a lice.

Ele não demorou muito a falar com ela, a julgar pelo silencio, Alice não ganhou umas palmadas e isso me deixou tranqüilo.

A maçaneta da porta do meu quarto girou e lá estava meu pai.

- Posso entrar bebê?- disse ele, fiquei aliviado pela calma em sua voz.

-Sim papai. - respondi com toda meiguice do mundo.

Meu pai caminhou até a minha cama e deu uma olhada nos livros que eu folheava sem a mínima vontade de ler, depois ele se inclinou pra me dar um beijo na bochecha.

-Eu vou trabalhar talvez eu esteja aqui por volta das cinco da manhã, isso se não houver casos de urgência e espero que se comporte. - papai estava percorrendo meus braços com seus dedos que imitavam perninhas.

-Papai eu... a lice, a gente pode sair?- perguntei baixinho, lhe lançando uns olhinhos infalíveis e uma voz que ele dizia ser dengosa.

- Não. – ele disse sério, me fazendo se encolher, depois me lançou um sorriso, foi ai que percebi que Alice já devia ter usado os olhinhos, embora ele não estivesse permitindo que eu lesse sua mente.

Eu realmente não queria ficar No quarto, até porque tirando aqueles livros didáticos, não tinha mais nada de interessante pra fazer, porque papai ainda não tinha desembalado a minha TV, nem meu Playstation, nem meu computador, mas tudo por causa do meu outro castigo.

-Já vai começar a chora?- meu pai perguntou e eu notei as lágrimas teatrais escorrendo nas minhas bochechas.

Meu pai me puxou para um abraço, enquanto limpava minhas lágrimas.

-Se meu bebê se comportar direitinho, pode sair quando eu chegar. – disse ele beijando minha cabeça.

-Tá. – respondi ainda em seu abraço.

-Então eu já vou. – meu pai me soltou e saiu, encostando a porta ao sair por ela.

Ouvi quando ele disse que o Jasper ia com ele e que Rosalie tinha que ir buscar algumas coisas na cidade.

Ia ser apenas mamãe, Emmett, Alice e eu.

Levantei da cama e corri pra varanda, para vê-los sair, cada um em um carro.

-Edward? – disse Alice dentro do meu quarto, me dando um susto.

- Tá fazendo o que aqui? – perguntei aos sussurros com medo da mamãe ouvir.

- Olha o que eu achei! – disse ela com os olhos brilhando enquanto me mostrava o bastão de baseball que andava sumido e que pertencia ao Emm.

- Foi você que pegou?- perguntei surpreso.

Ela não disse nada, me levou por uma viagem em sua mente onde ela encontrava o bastão escondido nas coisas do Jasper.

Emmett tinha dois daqueles bastões. Ele tinha confeccionava minuciosamente e especialmente para ele. Os bastões explodiam quando arremessados contra algo com bastante força (especialmente pra ele). Quando mamãe soube daquilo e como o fogo era a única coisa que nos machucava, ela tratou logo de proibir aquilo, ai um belo dia Emm acordou dizendo que o seu "último" bastão tinha sumido e nunca mais a gente ouviu falar dele.

-Foi o Jazz que pegou? – perguntei, mas lice me ignorou.

- Você quer... Experimentar? – perguntou ela com os olhinhos brilhando.

Eu queria muito usar aquilo, mas lembrar da surra que o Emm e o Jazz levaram por usar aquilo, me fez repensar a minha vontade.

-Dá pra ver o que vai acontecer? – perguntei a ela um pouco tenso, a gente se livrou de umas palmadas mais cedo, eu não ia arriscar uma surra.

-Desculpa... – começo ela, então vi em seus pensamentos a imagem dela chorando no colo do meu pai por estar com dor de cabeça. – a dor na minha cabeça não deixa, mas... – ela foi interrompida pela voz da minha mãe.

"Edward? Alice?, podem me fazer um favor?"

Não sei se a expressão "voar para o seu quarto" é a correta, mas foi exatamente o que a lice fez.

Deitei-me na cama e me enrosquei nos travesseiros, esperando minha mãe entrar, mas ela não entrou.

"Desçam aqui" – disse mamãe.

-Mas mãe, o papai disse que... – lice foi interrompida pela minha mãe, que falou em tom sério:

- Eu sei o que ele disse, e lembro também de vocês dois serem encarregados do jardim depois da tal "brincadeira"!- minha mãe se referia a "brincadeira" de luta, que se transformou em uma briga e terminou com uma confusão dos diabos!

Alice desceu primeiro e eu fui logo depois.

- O que você quer mamãe? – perguntei carinhosamente da escada.

- Preciso que consigam adubo orgânico pra mim. – disse ela calmamente.

- Mas e o papai? – perguntou Alice com os olhos arregalados.

- Não foi ele mesmo que disse que vocês iam cuidar do jardim? Pois então ta aí o álibi. – disse ela.

- E porque a senhora não liga pra Rose e pede pra ela trazer? – perguntei inocentemente.

- Porque ela esqueceu o celular em casa. – respondeu mamãe.

"Edward... Edward!" – começou lice em sua cabeça e olhando para a mamãe, como se estivesse prestando atenção.

Lancei para ela um olhar interrogativo.

"A gente pode unir o útil ao agradável!" – pensou Alice, enquanto eu continuava a olha- lá sem entender nada.

"Podemos ir atrás desse adubo e aproveitar pra experimentar o brinquedinho do Emm!"

Confesso que adorei a idéia, mas por um momento meu traseiro falou mais auto.

-Você tem certeza que não consegue ver nenhuma imagenzinha, mesmo que borrada? – perguntei aos sussurros quando mamãe foi na cozinha.

"Lamento..." – pensou lice tristonhamente ao fracassar.

Pisquei pra ela, confirmando minha participação na "brincadeira".

- Então? – perguntou mamãe voltando da cozinha.

Alice olhou pra mim, e não precisei ler seus pensamentos pra saber que eu iria pronunciar as palavras de confirmação.

-A gente vai mamãe. – falei já me inclinando pra sair, assim como Alice.

- Ei, ei ,ei – começou mamãe fazendo a gente parar. – vão já colocar uma calça jeans e um tênis.

Às vezes mamãe esquecia-se de nossa imunidade a certas "coisas".

Pela primeira vez a gente não discutiu com ela, subimos correndo, lice pra colocar a calça jeans e eu o tênis.

"Distrai ela, enquanto eu saio com o bastão e a bola" – pensou Alice.

-Mamãe? – chamei, jogando meu tênis pra debaixo da cama e saindo pra fora do quarto.

-Oi amor. – respondeu ela carinhosamente.

- Você viu o meu outro sapato? – perguntei fazendo cara de inocente.

-Está no quarto, você já olhou no guarda- roupas Edward? – perguntou ela subindo as escadas em passos humanos.

"Ai meu deus! Esses meninos perdem tudo! Fico imaginando um dia eles chegando em casa e perguntando: - mamãe você viu minhas pernas?"

Minha mãe resmungava em seus pensamentos, enquanto Alice se preparava pra sair do quarto dela, assim que mamãe entrasse no meu.

- Eu já olhei mãe, mas não ta lá não. Vem ver! – falei entrando no quarto saltando em uma perna só.

Ela mal entrou no meu quarto e Alice passou em uma velocidade vampiresca, dizendo:

- Anda logo Edward! Vou te esperar lá fora.

- Mas onde você deixou esse sapato garoto? – começo mamãe revirando meu guarda- roupas.

-Eu não sei mãe. – minha voz era de pura chateação acompanhada de um bico de tristeza que ela não resistia.

- Ow* meu bebê, tenha calma que... Você já olhou embaixo da cama? –perguntou ela, me olhando como se fosse a coisa mais obvia do mundo.

-Não. – respondi, fazendo cara de surpresa, enquanto ela se abaixava pra pegar meu sapato.

-Brigado mãe, não sei o que faria sem você! – agradeci dando-lhe um abraço, enquanto ela me entregava o tênis.

-Tenha mais cuidado com suas coisas. – ela saiu do meu quarto, em passos humanos. Calcei meu sapato e passei por ela em alta velocidade.