#Quero pedir mil desculpas por ter demorado tanto, eu tive um imprevisto enorme, tive um acidente de moto e me machuquei, fiquei sem conseguir digitar pela dor que eu estava sentindo no braço e nas costas, mas agora está tudo bem.

Quero agradecer pelo carinho de vocês, amei os reviews e aqui vamos para o ultimo capitulo de : Quem procura acha. Estou preparando a lista de votação, talvez ela seja postada na terça ou na quarta, porque eu estou entrando na semana de provas, talvez eu demore, mas vai ser o suficiente pra vocês pensarem bem na história que querem ler. Bjoos... Adoro vcs...

Confronto

Pov. Emmett

Quando papai me obrigou a abandonar meu pobre jipe, naquela garagem solitária e sem velocidade, senti uma pontada de dor. Era como se ele estivesse arrancado meu filho das entranhas de meus braços. OH!

Foi culpa da Alice, ela odeia meu jipe, é uma aversão incompreensível!

Eu me pergunto: O que diabos ela não gosta nela?

Eu não sabia, nem sei responder, mas isso não muda o fato de que foi ela que me tirou meu bebê.

-Em, eu quero ir pro shopping. – disse Alice, assim que entrou no Ferrari da Rose, como se fosse ela fosse a sinhazinha e eu o empregado dela.

-Mas eu quero ir caçar. – falei, cortando logo a pose de madame dela.

-MAS EU quero ir fazer compra!- começou ela, como se mandasse em mim.

Os olhos dela estavam mais escuros, e eu confesso, eu não estava com fome, tinha acabado de caçar com o Edward.

-A gente vai caçar, porque você ta de castigo e esses seus olhos estão muito escuros. – falei, ligando o carro e dando a partida.

-Você também está de castigo! – ela retrucou, só pra ter a ultima palavra.

-Mas eu sou o mais velho e pronto!- falei. Já estávamos fora do alcance da audição de qualquer vampiro que estivesse em nossa casa.

-Mas Emmm... – ela começou com uma vozzinha que me derretia. Aquelas palmadas não serviram pra nada!

Com Alice e Edward era sempre assim, eles já levaram muitas, muitas, muitas palmadas pra aprender a não manipular as pessoas, mas eles sempre fazem de novo e de novo, e de novo.

-Você sabe que vai ter que caçar de uma forma ou de outra, não é?- esclareci, nos estávamos indo devagar, só a 60 km/h.

-Mas meu unhumhdfhfuvhv... – ela começou falando auto, mas depois só entendi uns murmúrios de lamentações, até para minha audição aguçada de vampiro.

-Como é que é?- Alice me olhou com cara de dor.

-Droga Em! Eu disse que minha bunda ta doendo e por isso eu não posso caçar! – ela gritou, lançando as mãos pro auto e eu me segurei pra não ter uma crise de risos. Papai tinha feito um estrago e tanto!

-A gente não precisa correr, eu posso te ajudar, irmão mais velhos são pra isso.- Alice me olhou com cara de choro.

-Calma Lice, não chora não, você sabe como eu fico quando você chora!- fiquei nervoso. Eu odiava a verela chorar, porque eu ficava a beira de chorar também.

-Ta bem, mas cadê o Jasper? E a mamãe? E a Rose?

-Você sabe que mamãe não suporta ver vocês chorarem, e Rose, apesar de não admitir, não suporta saber que o Edie vai levar uma surra e ela não poder fazer nada pra mudar isso, assim como Jasper é com você. Então mamãe decidiu que o melhor era que eles fossem se "distrair" no cinema. O Jazz escolheu um filme de guerra ( como sempre) e Rose queria um filme de terror, e mamãe só queria sair logo de casa. – Alice me olhou com cara de :AH!

-Então, o que você acha da gente ir ver o filme com eles?- "Essa garota é fogo em gasolina!"- pensei

-Não lice, a gente vai caçar. – falei, entrando com o carro na floresta.

Minha irmã fez uma tromba enorme, depois cruzou os braços e jogou os cabelos pra mim, do mesmo jeito que Rose fazia com o papai.

Eu ri às vezes Lice é tão infantil.

Parei o carro a uns 10 metros da estrada, ao sul, depois tive que ameaçar ligar pro papai pra lice descer.

-Eu não to com fome!- disse ela, quando eu a coloquei no meu ombro, como se coloca um bebê pra arrotar. – Me põe no chão Em!- gritava ela, sacudindo as pernas, mas com bastante cuidado pra não ferir o traseiro.

Corri uns 20 metros com ela em meu ombro, depois de sentir o cheiro um grupo de cervos a coloquei no chão.

-Você não pode fazer isso sabia! Eu sou menor que você, mas eu tenho meus direitos! – gritou ela, arrumando o vestido. Revirei os olhos pra minha pirralhinha favorita.

-Eu vou pegar um cervo pra você beber- falei gentilmente, mas ela só cruzou os braços. Ela estava com fome, mas eu acho que é mal de mulher, elas podem morrer, mas não aceitam que os homens estão certos.

Rose bateu o Recorde de passar duas semanas sem comer, só porque eu pedi para que ela fosse caçar e ela achou que eu estava "MANDANDO" ela ir, foi o dia que a gente brigou com gritos, mas a família toda estava brigando, por causa do papai e da mamãe, mas isso é outra história.

Preparei-me pra correr, meus sentidos aflorando pelo meu corpo, eu estava meio agachado, deixando o cheiro de sangue fresco tomar minhas narinas e minha mente, então do nada.

-AAAAAAAAAAAH!- gritou Alice, mas não foi um grito de susto, nem de pavor. Foi um grito de dor, sim, dor. Parei bruscamente e me voltei para ela, que estava sentada no chão, com as mãos nos ouvidos, como se quisesse parar de ouvir alguma coisa. Cena muito comum para Edward, mas para lice, era quase que inédito.

Voltei correndo e coloquei meus braços em volta dela.

-O que foi lice? Você está bem? Ta doendo alguma coisa? Lice fala comigo!- fiquei nervoso, mas tive o cuidado de manter a voz baixa, para não assustá-la ainda mais.

Ela não respondeu, só ficou soltando alguns gemidos quase inaudíveis para um humano, mas eu ouvi cada um deles.

Minha mente começou a ter pensamentos frenéticos, eu não sabia o que fazer, precisava de ajuda, mas quem? "Papai!"

- Vou te levar pro papai, vai ficar tudo bem. – garanti- lhe, começando a erguê-la devagarzinho.

-N-não Em... – ela praticamente gemeu, e eu parei, colocando-a na posição anterior, no chão, com meus braços ao seu redor.

-Espera... – sussurrou ela outra vez.

Eu não sabia o que era o melhor a fazer, resolvi obedecer. Passamos pelo menos uns dez minutos ali, com ela tendo as mãos em sua cabeça e eu com meus braços ao seu redor.

-Lice, por favor, você precisa de ajuda. – falei, tentando convencê-la, mas ela ergueu uma mão para me parar.

- Só um momento. – disse ela, com a voz recomposta agora.

Esperei.

Alice se apoiou em meus ombros, depois se levantou, assim como eu.

-O que foi Alice?- perguntei preocupado, assim que notei os traços de sanidade mental voltar ao seu rostinho de porcelana.

-Eu... Elas voltaram Em, minhas visões voltaram!- disse ela, em gritinhos estridentes, mas mantendo uma postura séria, o que me levou a conclusão que as coisas não eram tão simples.

-Mas? – incentivei.

- Mas eu não vi nada bom. – disse ela, sussurrando.

Antes que eu perguntasse o que ela tinha visto, ela começou a dizer, ainda sussurrando.

-Eu vi um homem, aliás, um vampiro, ele estava meio sujo, mas estava vestido como os Volturi, ele estava aqui, ele vem pra cá, vai nos encontrar, preciso ligar pro papai. – as palavras saiam frenéticas, era como se ela estivesse decifrando a visão, não me contando.

Alice começou a discar pro meu pai.

-Pai? Papai?- disse ela gritando, assim que o papai atendeu.

-O que houve querida? – ele parecia nervoso.

- Pai? Eu descobri! Descobri porque eu não estava tendo visões!- Alice estava nervosa, parecia em pré- erupção.

-Então fale! – disse papai, mais nervoso e parecia ansioso também.

-O senhor tem que vim na floresta, ao sul, vai sentir Emmett e eu, mas tem que ser rápido papai!- nesse momento, ela olhou pra onde eu estava, mas seu olhar foi direto pra floresta, então senti o cheiro desagradável de lobos começando a surgir.

-Estou a caminho filha. – ela desligou o telefone.

Alice virou-se e olhou pra floresta outra vez, então seus olhos ficaram mortos, ela estava tendo outra visão, mas foi rápida. Assim que se recompôs, pegou o telefone e começou a discar outra vez.

-Sim?- disse papai.

-Pai, fala pro Edie que a mamãe vai chegar 10 segundos depois que o senhor sair. – Tinha que ser o bebê!

-Obrigada querida. –meu pai desligou o celular.

Quando Alice desligou o celular, os Quileutes chegaram. Por incrível que pareça, o tal do nômade também, e ele estava no meio do tratado.

Eu o observei, enquanto ele caminhava para nós. Enrijeci, quando ele falou.

-Vocês são os filhos de Carlisle Cullen? – perguntou o tal nômade. Ele era alto, cabelos negros, cara de mal, postura severa. Com certeza um Volturi.

-Você o conhece de onde? – perguntou Alice, dando dois passos para o homem, mas eu segurei seu bracinho, seguindo as ordens de "Não confie em estranhos", do meu pai.

O homem riu do meu gesto, ele não parecia incomodado com o fedor dos lobos, nem mesmo intimidou-se e se o fez, não demonstrou.

Os Quileutes observavam de longe, nossa interação, mas prontos para qualquer imprevisto.

-Você deve ser a mais nova, Alice não é mesmo?- começou o nômade, caminhando de forma intimidadora para lice, como um pervertido ou algo assim.

Entrei no meio dos dois e me inclinei um pouco para Alice subir nas minhas costas. Ela não iria conseguir correr depois de uma surra, principalmente depois "daquela surra".

-AHAHAHAHA!- riu o homem. – Não se preocupe, eu não vou machucá-la. Seu pai iria me buscar até no inferno para me fazer em pedaços.

-Não apenas ele. – falei perigosamente, fechando os punhos.

- Você deve ser Emmett. - disse ele. – Calma criança não quero meter-me em problemas com seu pai. – o nômade parecia divertir-se com aquilo.

-O papai ta chegando Em. –sussurrou Alice em meu ouvido.

Mantive-me em posição de ataque.

-Não me subestime criança. –disse o nômade, me encarando.

-Digo-lhe o mesmo. Posso fazê-lo em pedaços tão rápido, que você nem se dará conta! – desafiei.

-Quer experimentar? – Aquele homem tinha olhos vermelhos maus, sanguinários, parecia o diabo, não que eu já o tenho visto, nem quero, mas não deixei aquilo me intimidar.

-Calma Em. – disse Alice, então recuei um pouco, imaginando que ela tinha um bom motivo pra me pedir pra para, pois não iria arriscar nossa vida assim. Sem contar que a garota via o futuro droga!

-O que foi? Ta com medo do papai Cullen moleque?- Aquele nômade estava me desafiando e eu estava prestes a pular no pescoço dele pra fazer algum estrago.

-Não mesmo Edgar, meu filho só não é um selvagem. – a voz era do meu pai, ele parecia calmo e sua presença me fez se acalmar.

Não sei se era dom ou meu senso de restrito, ou só a paternidade empunhando a autoridade, mas a voz de Carlisle tinha muito poder sobre mim.

-Ora, ora, se não é o senhor Cullen. – disse o tal nômade, visivelmente afetado pela presença de meu pai, pois passou de um nômade grosseiro que me desafiou momentos atrás, para um velho conhecido "intimo" e muito educado.

-Vejo que já conheceu meus filhos. – disse meu pai, ele estava sério o suficiente para quebrar o clima de reencontro que o tal Edgar quis implantar.

- Pois é eles são muito educados, como o pai. – disse o homem, sorrindo para meu pai.

- O que veio fazer aqui? Foi posto pra fora, Edgar?- disse meu pai, caminhando um pouco até ficar do meu lado, depois me lançou um olhar e nem precisou verbalizar seu pensamento, ele queria que eu fosse para trás. Obedeci.

- Olha! Vejo que essa sua maneira de impor autoridade não mudou!- disse o tal do Edgar, quase pulando, com os olhos arregalados.

-Você ainda não respondeu minha pergunta, Edgar. –disse meu pai, sorrindo para o nômade, o homem, o Edgar, sei lá...

-Ora Carlisle, não seja hipócrita! Nós dois sabemos a resposta. – o tal do homem ficou zangado, mas ele estava sorrindo, enquanto fechava os punhos.

Eu olhei pro meu pai, esperando que ele revidasse aquele insulto, mas ele estava apenas sorrindo.

-Eu só não entendo o que eu tenho haver com essa sua vingança boba meu caro. – começou papai, cruzando os brancos e mudando de pé pra se apoiar, como se demonstrasse cansaço.

-Como não entende? Você poderia ter mudado meu destino Carlisle Cullen, mas você não o fez! – o homem estava se exaltando, mas isso não pareceu incomodar meu pai.

- Pai?- falei, em um sussurro, como se estivesse pedindo para ele ter cuidado.

-Está tudo bem meu filho. – disse meu pai, sorrindo pra mim, mas sem tirar os olhos do Edgar. – Porque não leva sua irmã pra casa? – disse Carlisle.

-A gente prefere esperar o senhor. – disse Alice, na sua voz de "eu consigo tudo do papai".

-HAHAHAHAHA. – começou o Edgar, gargalhando perversamente, enquanto nos olhava. – Não tenham medo crianças, eu não sou tão má quanto o homem que chamam de PAI.

Eu procurei os olhos de Carlisle, eu queria alguma resposta do que estava acontecendo ali, mas eu não obtive nada. Alice apertou meus ombros, para que eu relaxasse então me obriguei a se acalmar.

-Eu não fui mal com você Edgar, era uma decisão em conjunto e naquele tempo eu tinha um senhor, o nosso senhor que decidiu por todos. Você sabe que a ultima decisão é a dele. – disse meu pai.

"Porra! Como eu queria o Edie pra me dizer o que está acontecendo, alias o que aconteceu."- pensei.

- Então você nega estar envolvido? – disse o homem.

- Não Edgar, eu apenas estou lhe dizendo que eu não sou o culpado de sua sentença, que mesmo que eu estivesse votado "NÃO" pra você, o desejo do meu mestre é que iria permanecer. – meu pai estava tentando ter uma conversa calma, mas quando eu olhei para o Edgar, percebi que aquela conversa não era inédita, e sim muito prolongada e cansativa.

-Ora, não seja covarde Carlisle, o "SEU" mestre o ouvia mais que qualquer um, você sabe que podia ter o convencido, mas você não fez! EU NÃO HÁ MATEI CARLISLE! EU NÃO HÁ MATEI!- gritou o homem, meio agachado, como se estivesse preparando-se pra atacar meu pai.

-Se você tocar um dedo neles, você vai se arrepender! – começou papai, e só depois que ele falou isso, foi que eu percebi que o Edgar estava olhando para nós (Alice e eu).

-Olha! VOCÊ TEM SENTIMENTOS AGORA? ONDE ESTÁ AQUELE VAMPIRO TÃO "JUSTO" A PONTO DE NÃO SE LEVAR POR NENHUM SENTIMENTO PATÉTICO? – gritou o Edgar – NÃO É ISSO CARLISLE? "SENTIMENTOS PATÉTICOS?"

Eu podia jurar que meu pai estava a ponto de saltar naquele vampiro irritante.

Olhei pra floresta e vi um lobo se mexer entre as árvores, depois olhei direto pro conhecido do meu pai, ainda me perguntando se ele não estava sentindo o fedor dos lobos.

-Eu não quero brigar com você Edgar, pare com essa vingança boba, você sabe que esta em desvantagem. – meu pai respirou fundo e tentou se acalmar.

-Sua Alice é linda! Ela tem ótimas lembranças de família. –começou o tal de Edgar, com aquele jeito de pervertido de novo. – Que garota espetacular! Que corpo sensual que ela tem! O que você acha de ter esse corpo a sua disposição em Carlisle? Aposto que elas te dão pra...

-JÁ CHEGA! EU NÃO LHE DOU O DIREITO DE TRATAR MINHA FILHA ASSIM!- a cor dos olhos de Carlisle eram vermelhos, ele não era nem de longe o vampiro que queria calma, o tal do Edgar tinha tirado meu pai do sério.

Eu estava rosnando alto para aquele nômade.

Como ele se atreveu a falar daquela maneira com a minha irmã!

- HAHAHA... VEJO QUE VOCÊ TEVE MUITA SORTE HEIN? E SUA ESME, ONDE ELA ESTÁ? ELA SIM É MARAVILHOSA, ELA DEVE TE DAR MUITO MAIS PRAZER HEIN MEU CARO. – eu nem percebi quando meu pai voou para aquele homem, eles saíram rolando no chão, e quando eles pararam, o tal do Edgar começou a levar uns socos do meu pai.

Eu estava meio agachado, prestes a ir ajudar Carlisle a arrancar a cabeça daquele vampiro, mas Alice apertou meu ombro.

-Calma Emmett calma. Está prestes a acabar. – sussurrou ela pra mim, mas isso não relaxou minha postura.

O tal do Edgar tinha se libertado do meu pai, ele estava com o rosto rachado dos socos fortes de Carlisle, eu queria ir ajudar, mas Alice me garantia que tudo ia acabar.

O nômade voou pro meu pai, e eles se enroscaram outra vez. Meu pai acertou o estomago do Edgar com um chute forte, fazendo-o voar três metros. Depois começou a caminhar lentamente para lá, enquanto o nômade levantava, ainda com a mão na barriga, porém rindo.

Olhei para a floresta outra vez, os Quileutes estavam de pé, prontos para atacar.

Procurei meu pai e o Edgar, eles estavam em velocidade vampiresca, era rápido demais até para meus olhos, eu não conseguia ver mais do que borrões.

-É agora Em. – disse Alice, apontando para os borrões.

Papai e Edgar estavam a três metros da linha do tratado, então Carlisle lançou outro chute no estomago de Edgar, e este voou para o lado dos Quileutes.

-Adeus, Edgar. – disse meu pai, sorrindo, enquanto o Edgar o olhava com uma expressão confusa.

Em segundos, os Quileutes foram para o tal nômade, para estraçalhá-lo. Meu pai observou os gritos que o seu conhecido dava para amaldiçoá-lo, enquanto era rasgado pelos lobos.

Relaxei minha postura, e me virei pra ir embora com Alice em minhas costas. Começamos a correr, enquanto eu ouvia os passos de Carlisle atrás de mim. Eu estava em uma velocidade vampiresca, só parei quando estávamos perto do Ferrari.

- Emmett? – chamou Carlisle preocupado, assim que pus Alice nos chão. – Algum problema? Você está com raiva de mim? – tive vontade de rir do meu pai, ele tinha acabado de enfrentar um vampiro que queria que ele morresse e que tinha desrespeitado descaradamente sua esposa e filha e ele estava preocupado se "eu" estava com raiva dele.

- Claro que não papai, porque eu teria? – falei sorrindo pra ele.

- Eu não sei você saiu tão rápido, imaginei que estivesse irritado. – meu pai estava parecendo Jasper, sempre equivocado em relação os sentimentos e as atitudes das pessoas.

-Eu não estou irritado pai, pelo contrário, estou orgulhos de você. Cara que soco foi aquele! Nossa! – falei empolgado, ganhando um sorriso de meu pai.

-Papai? – chamou Alice, toda manhosa. – Quem era aquele homem? O que ele queria? E qual o poder dele? Ele podia entrar na minha mente? E porque ele se assustou com os Quileutes? Ele não sentiu o cheiro deles não? – eu olhei pra ela com cara de: Valha!

Meu pai ficou sério, olhou para nós e começou a falar.

- Aquele homem se chama Edgar Klein, ele queria se vingar. Há muito tempo atrás, quando eu ainda era um Volturi, uma série de jovens começou a serem mortas em Volterra. No começo não nos preocupamos com isso, achando que era mais um ato humano e que não devíamos interferir, mas começou as especulações do povo que achavam serem vampiros. Eu fui designado a investigar e acabei descobrindo que era um vampiro, relatei tudo para Aro. Na noite do dia 28 de março de 1737, a jovem Carther foi encontrada morta e nos arredores de sua casa, encontramos Edgar, que neste tempo fazia parte da guarda. Carther era muito cobiçada por Marcus, e quando ele soube da provável culpa de Edgar, não pensou duas vezes, ele queria que ele morresse, mas Edgar tinha um dom muito raro e por isso Aro não queria fazer a vontade do irmão.

- E que dom era esse papai? – perguntou Alice.

-Era algo muito perigosa pra você e Edward. - começou papai - Edgar é uma espécie de controlador das mentes superiores, que normalmente são superdotadas. Como a sua e a de Edward, ele pode controlar o psicológico de vocês, mas não comandá-los. – Eu o olhei confuso, querendo que ele me explicasse. – Alice não perdeu as visões, Edgar ficou recebendo-as por ela, mas a mente dele, por mais dotada que fosse não suportou o "futuro" e por isso, as visões que ele tinha eram do passado. Sendo elas de nossa família, como ele mesmo disse. – esclareceu meu pai, Alice e eu fizemos cara de: "Ahhhh!", mas depois ela enrugou a testa, e não precisava ler mentes ou ver o futuro pra saber que ela tinha mais perguntas.

-E porque ele não sentiu os Quileutes? – disse ela.

-Porque é esse o preço que ele tem que pagar por ter esse dom. Ele perde os sentidos durante o uso dos poderes, mas apenas os sentidos, as habilidades continuam intactas. - disse papai.

- E porque ele quis se vingar de você, papai? - continuou ela.

- Quando houve a reunião, proposta por Marcus, para "decidir" o destino de Edgar, embora Marcus já tivesse decidido que queria ele morto, ele não podia ignorar Aro, por este ser o senhor supremo. Como eu havia dito Aro não queria matar Edgar por ele ter esse dom, mas não queria começar uma guerra com seu próprio irmão. Então, todos foram chamados, Aro, Caius, Marcus e eu, para discutir o que deveria acontecer com Edgar. Alguns vampiros, os mais próximos dos senhores dos tronos, foram convocados para opinar, mas todos fizeram a vontade de Aro, por medo, mas votaram "não" para a morte de Edgar. Porém, Marcus não aceitou aquilo, e Aro decidiu que nós quatro devíamos verbalizar nossa opinião, tendo total liberdade para argumentar sobre nosso ponto de vista.

Marcus disse que queria Edgar morto, e ponto final. Caius disse que era um desperdício acabar com um dom daqueles, mas que Edgar já tinha nos exposto demais e que deixá-lo vivo ia contra as regras propostas por nós. Aro começou há pensar um pouco mais, então pediu minha opinião. Eu disse que concordava com Caius, como ele mesmo dizia, as regras foram feitas para serem seguidas. Mesmo assim, Aro não se conformou em "perder aquele dom" e resolveu julgar Edgar no salão do palácio, com a presença da guarda real. Novamente, a maioria, pra não dizer todos, fez a vontade de Aro, apenas Marcus, Caius, e eu, votamos "sim", para o fim de Edgar.

O réu foi chamado para interceder por sua "vida", e ele jurou que não tinha matado Carther, pediu a clemência dos seus superiores e principalmente pela justiça.

Marcus começou a votação, disse "Sim" para a morte de Edgar, sendo acompanhado por Caius, e quando chegou a minha vez, Aro esperou atenciosamente pela minha opinião, eu votei "Sim", mas foi principalmente por já estarmos muito expostos e termos que seguir as nossas regras. Depois que eu votei, Aro ficou de mãos atadas, se tivesse acontecido um empate, ele até poderia conservar a existência de Edgar, mas como a decisão foi quase unânime ele não podia fazer nada. Quando Aro decidiu que Edgar devia morrer, Marcus fez um ultimo pedido para Aro, que aceitou sem saber nem o que era. Marcus queria que Edgar fosse torturado por ter nos exposto descaradamente e como Aro já tinha dito sim para o irmão, não pode voltar atrás com sua palavra. Edgar foi torturado, e muito, mas depois o verdadeiro culpado foi descoberto, mas mesmo assim Marcus queria a morte dele, porém diante da suposta inocência de Edgar, Aro vez sua vontade. O réu foi aceito pela guarda outra vez, e lhe foi concedido o retorno para o castelo, mas Edgar nunca se conformou com isso, ele disse que eu era culpado por tudo que lhe tinha acontecido. Quando eu deixei os Volturi, ele queria se vingar, uma vez, depois que Edward "nasceu" para essa vida ele foi me visitar, e graças ao poder do seu irmão, eu soube que ele estava me vigiando bem de perto. Ele queria vingança, mas sabia que se ele me matasse e os Volturi tomassem conhecimento do envolvimento dele, ele seria morto. Comuniquei a Aro, e houve muitos debates, mas nunca chegaram a um acordo. Há alguns anos atrás, Caius me disse que Aro estava de "saco cheio" de Edgar, e estava quase cogitando fazer a vontade de Marcus, ou simplesmente expulsar Edgar do castelo. Imagino que foi isso que aconteceu, na verdade eu não tinha intenção de matá-lo, mas ele estava querendo machucar vocês, e nada, repito NADA vai machucar vocês enquanto eu existir! – meu pai sorriu para nós, depois me deu um abraço e um beijo na testa de Alice.

Começamos a seguir para casa, Alice ia quase de pé dentro do carro, com medo da dor que ia sentir no traseiro se sentasse. Eu fui rindo dela há viajem inteira, imaginando que se ela, que com certeza levou a menor surra, não conseguia nem andar, Edward tava como? Provavelmente, de cama.

Chegamos a nossa casa e mamãe, Rose e Jasper já estavam lá.

Desci e fui correndo lá pra cima, ver como o Edie estava.

Jazz foi tirar Alice do carro, e papai foi falar o que tinha acontecido pra minha mãe e Rose foi ouvir.

Edward tava deitado de bunda pra cima, ele estava dormindo, então acordei ele, que quase pulou da cama aos gritos. Mamãe subiu em segundos lá pra cima.

-O que foi que você fez? – disse ela, entrando no quarto.

-Nada. – respondi

- O que foi? – disse papai, atrás de mim, quase que pulei de susto.

-Emmett fez alguma coisa e o Edward acordou. –disse mamãe, falando com meu pai como se eu e meu irmão não estivéssemos ali.

-O que foi que você fez Emmett?- perguntou meu pai.

-Nada. – menti de novo.

Meu pai procurou os olhos de Edward, e meu irmão fez cara de choro.

"Isso bebê, vai chorar pro papai, pra ele te colocar no colinho cai neném!" - pensei pro Edward, só pra ele fazer exatamente o contrário e não contar nada pro meu pai.

Meus pensamentos começaram a ficar frenéticos, então fiz a maior merda da minha vida, SEM QUERER, lembrei que papai não podia ficar irritado comigo e o pensamento da minha fuga mais cedo e a do raxa, vieram a minha mente e o pior é que Edward viu tudo. Fiquei esperando ele contar, eu estava meio nervoso quando vi a cara perversa do meu irmão mais novo, mas o pirralho não contou e aquilo era bom e ruim. Bom porque eu ia me livrar de uma surra pelo menos por hoje e ruim porque eu ia ser chantageado pelo pirralho. Eu podia contar pro papai, mas ele já estava bastante irritado e cansado com o que tinha acontecido, e eu não tava afim de outra surra, minha bunda ainda não estava recuperado da ultima.

- Vai pro seu quarto Emmett. – a voz séria do meu pai me fez sair dos meus pensamentos.

-Mas pap... – comecei, mas apenas para ser silenciado.

- Não discuta comigo, você está de castigo, obedeça. – disse papai, então eu fui para meu quarto.

-Vou falar com Alice querido. – disse mamãe.

- Tudo bem, eu fico com ele. – disse papai, provavelmente falando de Edward.

Entrei no meu quarto e pulei na cama, eu queria dormir, algo me dizia que nossas férias iam ser pesadas.

Deixem-me saber o que vocês acharam... reviews por favor... bjooos!